BRPI0600901B1 - Processo híbrido de resinas de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação - Google Patents

Processo híbrido de resinas de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação Download PDF

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Abstract

processo híbrido de resinas de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação, envolve as etapas de beneficiamento (1) do minério (m) laterítico, sendo depois tratado por lixiviação (2) (atmosférica ou pressurizada), podendo-se também considerar soluções provenientes de etapa de separação sólido-líquido de usinas já existentes e em operação (2), sendo o processo compreendido por um circuito de resinas catiônicas, onde o primeiro estágio (3) de troca iônica com resinas (re) apresenta condições específicas de seletividade para a remoção do ferro, alumínio e cobre e elevação do ph, e o segundo estágio (4) de troca iônica permite a remoção do níquel e do cobalto.

Description

(54) Título: PROCESSO HÍBRIDO DE RESINAS DE TROCA IÔNICA NA RECUPERAÇÃO SELETIVA DE NÍQUEL E COBALTO DE EFLUENTES DE LIXIVIAÇÃO (73) Titular: VALE S.A.. Endereço: BR 262 - Km 296 - Distrito Industrial de Santa Luzia, MG, BRASIL(BR) (72) Inventor: RENATO DE SOUZA COSTA; FLÁVIA DUTRA MENDES
Prazo de Validade: 10 (dez) anos contados a partir de 03/04/2018, observadas as condições legais
Expedida em: 03/04/2018
Assinado digitalmente por:
Júlio César Castelo Branco Reis Moreira
Diretor de Patente
1/11 “PROCESSO HÍBRIDO DE RESINAS DE TROCA IÔNICA NA RECUPERAÇÃO SELETIVA DE NÍQUEL E COBALTO DE EFLUENTES DE LIXIVIAÇÃO” [001] Refere-se a presente invenção a um processo híbrido de resina de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação, com pelo menos duas etapas de resinas, e mais especificamente, a um circuito híbrido de duas etapas de resinas, sendo a primeira etapa de troca iônica com resinas a responsável pela remoção do ferro, alumínio e cobre da solução e pela elevação do pH da solução, e a segunda etapa de troca iônica a responsável pela remoção do níquel e do cobalto.
[002] Como é de conhecimento de todos os técnicos versados nesta ciência, várias rotas hidrometalúrgicas vêm sendo desenvolvidas para a extração de níquel e cobalto contidas em minérios lateríticos.
[003] As rotas têm como objetivo solubilizar as espécies metálicas empregando-se ácidos inorgânicos através de lixiviação em pilhas ou em tanques em condições de pressão atmosférica e temperatura abaixo do ponto de ebulição ou em vasos pressurizados. Em seguida, a solução resultante passa por uma etapa de neutralização (remoção de cobre, ferro, alumínio) e separação sólido-líquido (opcional), e finalmente por uma etapa de purificação da solução e recuperação final na forma metálica ou produto intermediário.
[004] A recuperação seletiva do metal presente no efluente de lixiviação é uma etapa importante na concepção da avaliação econômica. A presença de muitas impurezas, tais como cobre, ferro, alumínio, manganês e magnésio, dentre outras, pode ser considerada como a principal dificuldade tecnológica a ser superada.
[005] Uma das opções podem ser os métodos de natureza físicoquímica, como o uso de materiais trocadores iônicos, precipitação seletiva e a extração por solventes. No caso específico do níquel e cobalto, estes metais
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2/11 apresentam propriedades químicas muito semelhantes, fato este que facilita as operações de recuperação mútua desses metais, seja através de precipitação na forma de sulfetos mistos ou hidróxidos mistos, extração por solventes em meio clorídrico, amoniacal e sulfurico, e finalmente aplicação de trocadores iônicos do tipo resinas poliméricas.
[006] A troca iônica pode ser definida como uma troca reversível de íons de mesma carga entre um sólido e um eletrólito aquoso, de forma que não ocorra nenhuma mudança significativa na estrutura do sólido. Neste caso, o sólido é o material trocador de íons que pode ser tanto de natureza inorgânica, por exemplo, zeólitos, como de natureza orgânica, que correspondem aos materiais baseados em resinas poliméricas sintéticas. A matriz de uma resina é formada por uma cadeia de hidrocarbonetos de alto peso molecular, insolúvel, irregular, macromolecular, tridimensional e elástica, resultado da copolimerização de estireno e divinilbenzeno. Nela, grupos funcionais positivos ou negativos estão firmemente ligados (íons fixos), os quais são compensados por íons de sinais opostos (íons contrários). Estes são livres para se mover dentro da matriz e podem ser estequiometricamente substituídos por outros íons de mesmo sinal. Em contraste, os chamados co-íons são todas aquelas espécies iônicas que podem estar presentes no trocador e que apresentam mesma carga que os íons fixos. Os principais tipos de resinas comercialmente usadas são as resinas catiônicas que, dependendo do grau de acidez do grupo funcional, podem ser de ácidos fortes ou fracos, e as resinas aniônicas que dependendo do grau de basicidade podem ser de bases fortes ou fracas, além das resinas quelantes. Certos materiais, denominados anfotéricos, são capazes de realizar a troca de cátions e ânions.
[007] As resinas quelantes foram desenvolvidas para recuperar seletivamente os metais de transição em solução, como níquel e cobalto, uma vez que elas formam complexos quelantes altamente estáveis ou quelatos
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3/11 heterocíclicos metálicos com estes cátions. Os quelatos podem ser definidos como qualquer composto em que se forma um anel, fruto de um enlace coordenado entre dois ou mais sítios de uma molécula e um íon metálico.
[008] As resinas quelantes podem ser consideradas representativas do grupo de resinas poliméricas de troca iônica para fins hidrometalúrgicos, indicadas para a remoção seletiva de metais pesados, como níquel e cobalto, a partir de soluções aquosas ácidas de sulfatos de níquel e cobalto. Estes trocadores são copolímeros com grupos funcionais covalentemente ligados, os quais contém um ou múltiplos átomos doadores (Base de Lewis) que podem formar ligações coordenadas com a maioria dos cátions polivalentes de metais pesados (Ácido de Lewis). Normalmente os grupos funcionais responsáveis pela seletividade contêm átomos como nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Exemplos de grupos funcionais quelantes incluem amidoxima, aminofosfonato, carbamatos, poliaminas, piridinas, iminodiacetato e picolilamina. Interações coulombicas e hidrofóbicas também estão presentes, entretanto a contribuição na alta seletividade de íons metálicos é relativamente pequena se comparada às interações ácido-base de Lewis. Estas resinas podem ser normalmente regeneradas com soluções ácidas (ácido sulfúrico ou clorídrico), com obtenção de alta eficiência.
[009] Resina de troca iônica é considerada uma opção tecnológica para purificação/recuperação de metais em meio aquoso. Essa técnica faz parte de fluxogramas hidrometalúrgicos de minérios lateríticos de níquel que necessariamente requerem uma etapa de lixiviação, como forma de extração do metal do minério. A tecnologia de resina pode ser aplicada tanto para usinas existentes onde os processos de decantação em contra-corrente (CCD) são empregados, como também pode ser aplicada diretamente ao efluente de lixiviação quando o projeto está em desenvolvimento, com o objetivo de redução de custos e impacto ambiental.
[0010] A lixiviação pode ser realizada com agentes lixiviantes na
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4/11 forma ácida ou básica, em pilhas, em tanques em condições atmosféricas ou em vasos pressurizados. Uma vez extraído o metal do minério e solubilizado em solução aquosa, a técnica de troca iônica com resinas, preferencialmente do tipo quelante, pode ser aplicada ao efluente na forma de polpa ou solução, para recuperação de níquel e cobalto.
[0011 ] A aplicação da técnica de troca iônica com resinas poliméricas para adsorção seletiva de níquel pode ocorrer de duas formas, tanto para resina em coluna como para resina em polpa.
[0012] No primeiro tipo de operação, uma solução com metais dissolvidos é percolada através de um leito fixo de resina para que ocorra a adsorção, enquanto que no segundo tipo de operação uma polpa de minério é contatada diretamente com a resina, através de um sistema de agitação, para que ocorra a adsorção do metal sem a necessidade da etapa onerosa de separação sólido-líquido da polpa. Após a contatação, a separação entre a resina e a polpa é realizada via peneiramento.
[0013] Em fluxogramas de processamento de minérios lateríticos de níquel, qualquer uma das duas opções pode ser adotada. Para a aplicação de resina em coluna, uma etapa prévia de separação sólido-líquido toma-se necessária. Nesta etapa, além do custo de capital e operacional significativo, da ocupação de grandes áreas e de quantidades significativas de consumo de água, há também uma perda de níquel inerente à ineficiência do processo, devido à dificuldade de se lavar os sólidos e recuperar as espécies dissolvidas. Por esse motivo, a aplicação do processo de resina em polpa é em muito casos sugerida, pois se trata da recuperação do metal dissolvido na própria polpa após lixiviação, usando um trocador iônico e fazendo com que a separação sólido-líquido seja desnecessária.
[0014] Se o processo de resina em polpa for usado na recuperação de níquel proveniente da lixiviação ácida, são esperados os seguintes benefícios: 1) O uso de resinas convencionais, que também são seletivas para ferro,
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5/11 requer uma neutralização prévia antes da recuperação do níquel. O hidróxido férrico precipita facilmente através da adição de cal ou calcário e se toma parte da polpa. 2) A neutralização da acidez da polpa é convenientemente efetuada na própria etapa de adsorção durante a contatação. Reagentes como cal ou calcário poderíam ser usados e o gesso formado durante a neutralização se tomaria parte da polpa. 3) A lixiviação ácida, seguida de neutralização, pode produzir uma polpa que é de difícil sedimentação ou sólidos que, quando separados, são difíceis de lavar. O processo de resina em polpa pode contornar estas dificuldades operacionais através da eliminação da etapa de separação sólido-líquido. 4) Neste processo ocorre o fenômeno de sorçãolixiviação, já que durante a contatação, parte do níquel precipitado na neutralização é relixiviado e ao retomar à solução, é imediatamente adsorvido pela resina. Assim a aplicação de resina em polpa proporciona a minimização dessas perdas, recuperando cerca de 20% do níquel que foi inicialmente coprecipitado.
[0015] A troca iônica é uma tecnologia que vem se intensificando com diversas abordagens e resultados bastante promissores. O uso da técnica de troca iônica com resinas poliméricas, embora ainda com aplicação industrial inédita em fluxogramas de minérios de níquel, oferece algumas vantagens, tais como, a ausência de perdas de reagentes por arraste como ocorre em processos de extração por solventes, a eficiente recuperação e remoção de pequenas concentrações de alguns íons metálicos em relação a um excesso de outros metais, alta seletividade para os metais de interesse, elevada capacidade de separação, regimes flexíveis de processos, configuração simples de processo, alta concentração do metal de interesse frente às demais impurezas e alto nível de automação. Estas características refletem num menor custo de capital e operacional, além de um menor impacto ambiental, pois há um menor consumo de água e possibilidade de reciclo de água.
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6/11 [0016] Apesar de todas as vantagens acima descritas, a aplicação de resinas convencionais, comercialmente disponíveis para a recuperação seletiva de níquel em processamento de lateritas, é uma tecnologia industrialmente inédita que ainda apresenta algumas restrições e dificuldades operacionais.
[0017] Um dos inconvenientes que podemos mencionar é que em função da alta seletividade aos ions hidrogênio, as resinas convencionais para serem seletivas ao níquel e apresentarem alta performance de adsorção para esse metal, o pH da solução deve ser aumentado para valores superiores a pH = 3. Caso contrário, na presença de excesso de ions de hidrogênio (baixo pH), estes serão preferencialmente adsorvidos, prejudicando o processo de adsorção de níquel.
[0018] Outro inconveniente marcante é que toda solução efluente de lixiviação ácida de minério de níquel apresenta vários metais dissolvidos, além do níquel e cobalto, que são considerados impurezas. Como a maioria das resinas seletivas para níquel, também o são para ferro, cobre e alumínio, toma-se necessário uma etapa prévia de tratamento da solução para eliminação dessas impurezas.
[0019] Atualmente existem técnicas que estão sendo implantadas para tentar solucionar estes problemas, tal como a adição de uma etapa de neutralização, logo após a lixiviação, através da adição de cal, calcário, soda ou amônia, para a precipitação de impurezas e elevação do pH, simultaneamente.
[0020] Apesar de muito eficiente na correção das limitações técnicas, como o excesso de acidez da solução e a presença de impurezas no meio, a neutralização acarreta o inconveniente de uma perda significativa de níquel que é co-precipitado juntamente com as impurezas.
[0021] Outro inconveniente verificado neste processo de neutralização é a necessidade de inclusão de uma etapa onerosa de separação
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7/11 sólido-líquido, caso seja feita a opção de troca iônica em colunas através do uso da solução.
[0022] Em ambos os casos, resina em coluna ou resina em polpa, existe a real necessidade de uma etapa prévia para neutralização da acidez, para elevação do pH e para eliminação de impurezas através de precipitação, como mostrado no fluxograma de processo da figura 1. Essa etapa de neutralização é uma necessidade do processo, porém apresenta as grandes desvantagens já citadas, como perdas de níquel co-precipitado junto com impurezas e ainda a necessidade de uma etapa de separação sólido líquido, caso seja feita a opção de resina em coluna.
[0023] É imprescindível mencionar que a aplicação de resina em polpa, embora apresente tantas vantagens já mencionadas, ela ainda tem algumas limitações e riscos técnicos, como a ausência no mercado de uma resina que apresente alta resistência mecânica e abrasiva para ser submetida ao contato com uma polpa. Por este motivo, a aplicação de resina em coluna, muitas vezes, é considerada a melhor opção e com isso verifica-se a necessidade de pré-tratamento do minério com as desvantagens de perda de níquel no precipitado, seguida da etapa onerosa de separação sólido-líquido. [0024] Este problema fica sensivelmente agravado quando se trata de lixiviação em pilhas. O efluente dessa operação, na forma de solução, já se encontra preparado para ser alimentado numa etapa de resina em coluna. É um efluente livre de sólidos, na forma de solução clarificada e, portanto, adequado para ser alimentado na coluna. A necessidade de uma etapa prévia de pré-tratamento gera uma série de complicações, como a formação de uma polpa, com perdas de níquel contido no precipitado, que deve ser em seguida, submetida à separação sólido-líquido, para então ter a sua solução clarificada alimentando a troca iônica em coluna.
[0025] É, pois um dos objetivos da presente invenção prover um processo híbrido de resinas de troca iônica que elimine a etapa de
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8/11 neutralização (pré-tratamento) da solução.
[0026] Outro objetivo da presente invenção é prover um processo híbrido de resinas de troca iônica que possibilite, de modo econômico, a purificação dos efluentes da lixiviação.
[0027] Outro objetivo da presente invenção é prover um processo híbrido de resina de troca iônica que evite as perdas de níquel no precipitado através de co-precipitação.
[0028] Outro objetivo da presente invenção é prover um processo híbrido de resina de troca iônica que evite a necessidade de separação sólidolíquido da polpa gerada.
[0029] Esses e outros objetivos e vantagens da presente invenção são alcançados através de um processo híbrido de resina de troca iônica que compreende a inclusão de um circuito de resinas catiônicas, cujos íons móveis sejam preferencialmente metais alcalinos, a fim de se proporcionar uma elevação simultânea do ρΗ. O circuito híbrido de duas etapas de resina é constituído por uma primeira etapa de troca iônica com resinas em condições específicas de seletividade para a remoção do ferro, alumínio e cobre e elevação do pH e uma segunda etapa de troca iônica, preferencialmente com resinas do grupo iminodiacético, que permite a remoção do níquel e do cobalto.
[0030] A seguir a presente invenção, será descrita com referência aos desenhos anexos, nos quais:
a figura 1 representa um fluxograma do processo convencional de extração de minérios específicos em minérios lateríticos; e, a figura 2 representa um fluxograma do processo híbrido de resinas de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação.
[0031] Cabe salientar que existe no mercado uma resina (grupo bispicolilamina) capaz de adsorver níquel em condições extremamente ácidas e
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9/11 na presença de altas concentrações de impurezas, porém o custo é extremamente alto para a maioria dos projetos de níquel. Para essa resina, todo o procedimento que é proposto, não se aplica, pois não há a necessidade de pré-tratamento, nem eliminação de impurezas, nem elevação do pH e por isso não se têm inconvenientes resultantes desta etapa.
[0032] De acordo com essas figuras, a solução que está sendo proposta é a eliminação da etapa de pré-tratamento da polpa, responsável pela neutralização da polpa com o objetivo de elevação do pH e precipitação das impurezas, tais como ferro, alumínio e cobre, evitando, assim, as perdas de níquel no precipitado através de co-precipitação e a necessidade de separação sólido-líquido da polpa gerada.
[0033] A proposta é a operação de um circuito híbrido de duas etapas de resinas de troca iônica que pode apresentar a mesma resina ou diferentes resinas, que podem ser de diferentes tipos, diferentes grupos funcionais e diferentes fabricantes. As duas etapas de resina de troca iônica seriam aplicadas a solução proveniente de etapa de separação sólido-líquido de usinas já existentes ou ao efluente da etapa de lixiviação de projetos em desenvolvimento, que contém metais dissolvidos, inclusive altas concentrações de ferro, alumínio, manganês e magnésio, além de níquel, cobalto e cobre.
[0034] Como pode ser visto no fluxograma representado pela figura 2, o processo híbrido de resinas de troca iônica tem seu inicio semelhante ao convencional, ou seja, o minério (M) laterítico é beneficiado (1). Após o beneficiamento (1), o minério (M) será tratado por lixiviação (2) (atmosférica ou sob pressão) ou pode ser considerada também solução proveniente de etapa de separação sólido-líquido de usinas já existentes e em operação (2). [0035] O efluente (El) resultante desse tratamento deve ser ácido (pH <2) e em substituição a etapa de pré-tratamento (i), como ocorre em procedimentos convencionais, será incluído a primeira etapa (3) de circuito de
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10/11 resinas catiônicas, cujos íons móveis sejam necessariamente metais alcalinos, a fim de proporcionar uma elevação simultânea do pH. O objetivo neste estágio é eliminar as impurezas, tais como ferro, cobre e alumínio, logo as resinas (Re) devem apresentar adsorção preferencial para ferro, cobre e alumínio em condições de alta acidez, como aquelas obtidas nos efluentes de lixiviação (2) de minérios (M) de níquel.
[0036] A primeira etapa (3) de troca iônica tem o objetivo de recuperar o ferro, cobre e alumínio somente, e rejeitar níquel e cobalto. Para que isso ocorra efetivamente, o pH da solução/polpa que alimenta este estágio deve ser baixo (menor que pH = 2), semelhante às condições de acidez do efluente (El) de lixiviações (2) de minério (M) lateríticos. Sob essas condições e com o uso de uma resina catiônica ou quelante apropriado, as impurezas (ferro, cobre e alumínio) deverão ser adsorvidas na resina (Re) e assim recuperadas, ao mesmo tempo em que o níquel e cobalto serão rejeitados e permanecerão na solução. A utilização de uma resina (Re) regenerada com íons de metais alcalinos é de fundamental importância, pois estes íons móveis serão trocados pelos íons Fe3+, Al3+ e Cu2+, e com isso, os íons de metais alcalinos, consequentemente retomando à solução. A natureza básica dos íons de metais alcalinos presentes na solução terá o papel de elevar o pH da solução, deixando então, a solução apta para ser alimentada na segunda etapa de resinas de troca iônica.
[0037] A segunda etapa (4) de resinas, em série com a primeira etapa, e que será alimentado com o efluente (E2) da primeira etapa (3), é empregado a fim de recuperar o níquel e o cobalto da solução, em condições mais brandas de acidez e sem a interferência de impurezas. Para que isso ocorra efetivamente, o pH da solução deve ser maior que 1, preferencialmente o mais próximo de 4, que será obtido pelos íons de metais alcalinos deslocados para a solução durante a recuperação de troca da primeira etapa. Caso necessário pode ser utilizado um reagente de natureza básica para elevação do pH, numa
Petição 870180002090, de 10/01/2018, pág. 17/21 / 11 etapa intermediária entre os estágios 1 e 2. Nestas condições da segunda etapa, a resina (Re) quelante, preferencialmente com grupo funcional de ácido iminodiacético, considerada uma resina atrativa em termos de custos, ainda apresenta alta seletividade para ferro, alumínio e cobre. Como essas impurezas já foram eliminadas da solução no estágio anterior, a resina (Re) da segunda etapa (4), passa a estar nas condições mais propícias para a recuperação eficiente e seletiva de níquel.
[0038] As condições de operação das duas etapas devem ser diferentes, como por exemplo, as condições de pH do meio, tamanho do equipamento, tempo de residência e capacidade de operação. As etapas poderão apresentar a mesma resina (Re) comum a ambos, ou tem-se também a opção de se trabalhar com duas resinas (Re) distintas, conforme as necessidades do efluente a ser tratado. Se for feita a opção de utilização da mesma resina (Re), essa será uma alternativa perfeitamente viável e por isso a mais recomendada.
[0039] Após a segunda etapa (4), o processo segue as mesmas etapas que um processo convencional, assim, a resina (Re), que está carregada com íons de cobalto e níquel, passará por um processo de eluição (5), ou seja, a resina (Re) será contatada com eluentes, tais como ácido clorídrico ou sulfurico, separando assim os minerais da resina (Re) que será regenerada e voltará ao circuito na segunda etapa (4). Depois da eluição (5), caso se deseje, a separação de níquel e cobalto é feita via extração (6) por solventes e os metais recuperados poderão estar na forma metálica ou em qualquer outra forma mista.
[0040] Assim, o processo híbrido de resinas de troca iônica permite a purificação de efluentes, na forma de polpa ou solução, gerados nas várias formas de lixiviações de minérios (M) de níquel em geral.
[0041] Apesar de ter sido descrito e ilustrado um conceito preferido dessa solução cabe salientar que outras soluções são passíveis de realização sem que se fuja do escopo da presente invenção.
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Claims (6)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1. Processo híbrido de resinas de troca iônica na recuperação seletiva de níquel e cobalto de efluentes de lixiviação, compreendendo o processamento de minério laterítico por lixiviação, em que a lixiviação é uma lixiviação atmosférica ou lixiviação pressurizada, caracterizado pelo fato de que inclui um circuito híbrido de resina quelante ou catiônica e consiste de:
    - uma primeira etapa (3) de troca iônica com as resinas (Re) alimentadas com um primeiro efluente (El) com um valor de pH de não mais que 1 compreendendo impurezas incluindo ferro, alumínio e cobre, as resinas apresentando condições específicas de seletividade para absorção de ferro, alumínio e cobre e neutralizando o pH ao rejeitar níquel e cobalto de modo que o pH do efluente (E2) a partir da primeira etapa (3) seja elevado a um valor superior a 1;
    - uma segunda etapa (4) de troca iônica, em série com a primeira etapa (3) de troca iônica com resinas (Re) alimentadas com o efluente (E2) da primeira etapa, as resinas (Re) da segunda etapa absorvendo níquel e cobalto; e,
    - eluição (5) das resinas (Re) da segunda etapa (4) com íons de cobalto e níquel absorvidos para formar um eluato compreendendo níquel e cobalto; e, separação do níquel e cobalto no eluato através de extração (6) por solvente e recuperação dos metais em solução.
  2. 2. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que o efluente (El), resultante do tratamento que alimenta a primeira etapa (3), é ácido (pH <2), e sob essas condições, com o uso de resina catiônica ou quelante apropriado, as impurezas (ferro, cobre e alumínio) são adsorvidas na resina (Re), enquanto o níquel e o cobalto permanecem na solução da primeira etapa (3).
  3. 3. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo fato de que a resina (Re), sob as condições utilizadas
    Petição 870180002090, de 10/01/2018, pág. 19/21
    2/2 na primeira etapa (3), apresenta adsorção preferencial ao ferro, cobre e alumínio em condições de alta acidez, além de conter preferencialmente íons móveis de metais alcalinos que são trocados pelos íons Fe3+, Al3+ e Cu2+, elevando o pH.
  4. 4. Processo de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que uma etapa intermediária de neutralização com reagente de base forte ocorre entre a primeira e a segunda etapas de troca iônica, com o objetivo de elevar o pH e proporcionar condições mais propícias e por isso, mais brandas de acidez, à solução (E2) que alimenta a segunda etapa responsável pela adsorção de níquel e cobalto.
  5. 5. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que na segunda etapa (4) de resinas, que está em série com a primeira etapa (3) e é alimentada com o efluente (E2) da primeira etapa (3), a resina (Re) catiônica ou quelante, preferencialmente com grupo funcional de ácido iminodiacético, em condições mais brandas de acidez e sem a interferência de impurezas (ferro, alumínio e cobre), recupera de forma eficiente e seletiva o níquel e o cobalto da solução.
  6. 6. Processo de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que após a segunda etapa (4), o processo segue as mesmas etapas que um processo convencional, assim, a resina (Re), que está carregada com íons de cobalto e níquel, passa por um processo de eluição (5), sendo regenerada com soluções inorgânicas e retomando à segunda etapa (4); depois da eluição (5), a separação de níquel e cobalto, caso desejada, é feita via extração (6) por solventes e os metais em solução recuperados na forma metálica ou em qualquer outra.
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    Minério (Μ) laterítico
    Cobalto Níquel produto produto
    FIGURA 1
    Minério (Μ) laterítico
    Cobalto Níquel produto produto
    FIGURA 2
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