BRPI0803621A2 - uso tópico de derivados de tiazolidina contra conseqüências de fadiga oxidante da pele - Google Patents

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BRPI0803621A2
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Marie-Christine Seguin
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Exsymol Sa
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Abstract

A presente invenção refere-se a uma composição cosmética, idealizada de proteger a pele contra quaisquer radicais livres ou espécies reativas a oxigênio geradoras de fadiga, compreendendo, em associação com quaisquer excipientes fisiologicamente compatíveis com a pele e como principal ingrediente ativo, um derivado de fórmula (I): em que X representa um átomo de oxigênio ou enxofre. A invenção, especialmente, se aplica ao segmento de proteção da pele, mais especificamente, contra as conseqüências cutâneas da fadiga oxidante.

Description

Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "USO TÓPICODE DERIVADOS DE TIAZOLIDINA CONTRA CONSEQÜÊNCIAS DE FADIGA OXIDANTE DA PELE".
A presente invenção refere-se ao uso cosmético de derivados detiazolidina, particularmente, no segmento de proteção da pele e, mais espe-cificamente, no combate a fadigas oxidantes e suas conseqüências cutâneas.
Devido ao seu papel como um envelope externo do corpo contraa atmosfera, a pele é um órgão particularmente sensível ao ambiente aoqual a mesma é submetida. Isso pode ser de uma natureza pré-oxidante,devido à prolongada exposição aos raios ultravioleta do sol, atmosferas defumaça ou aquelas contendo poluentes químicos atmosféricos. Essas agres-sões de natureza exógena geram um excesso de diversas espécies reativas,radicais ou não, com um forte potencial oxidante. Estas são, notavelmente,espécies derivadas de oxigênio molecular, as quais, normalmente, são cha-madas de espécies reativas a oxigênio ou ROS, como o ânion de superóxi-do, O2-, o peróxido de hidrogênio, H202, o oxigênio único, 102, o radical hi-droxila, OH°.
Essa superprodução de ROS é então responsável por alteraçõesconstituintes biológicas da pele, em particular, daquelas encontradas nascélulas cutâneas (DNA, proteínas, lipídeos, glicídeos). A formação de sub-produtos derivados da decomposição dessas moléculas biológicas e, emparticular, daqueles derivados de fosfolipídeos de membrana peroxidadapelas espécies reativas a oxigênio (ROS), é também prejudicial à pele. Fi-nalmente, a exposição de uma peie a uma superprodução de ROS tambéminicia complexas reações bioquímicas, as quais se encontram na origem daprodução de citocina pró-inflamatória, de metabólitos mutágenos e da mortedas células cutâneas (Briganti S. e outros, J. Eur. Acad. Dermatol. Venereol.,(2003), volume 17, páginas 663-669).
Em geral, todos esses fenômenos são prejudiciais à pele, maisparticularmente, quando eles alcançam as camadas profundas, notadamen-te, a derme. Atualmente, é também bem estabelecido que uma perda decontrole pela pele, causada pela excessiva presença de ROS, o que ocasio-na um estado comumente designado de "fadiga oxidante", é claramente en-volvida no começo de em umerosos distúrbios ou anomalias cutâneas, taiscomo, envelhecimento induzido, imunossupressão, inflamação/eritema, car-cinogênese, irritação, etc. (Bickers D.R. e outros, J. Invest. Dermatol. (2006),volume 126, páginas 2565-2575 e referências indicadas).
Fisiologicamente, e apesar da existência de sistemas de regula-ção e proteção antioxidantes naturais enzimáticos (superóxido dismutase,catalase, peroxidase, etc.) ou não-enzimáticos (vitaminas A, C, D ou E, caro-tenóides, glutationa, traços de elementos, etc), a pele exibe uma rápida de-pleção de defesa, quando confrontada com um importante fluxo de radicaislivres ou ROS.
Durante muitos anos, a concepção de sistemas capazes de limi-tar os efeitos prejudiciais dessa superprodução de espécies reativas, oumesmo de capturar ou de aprisionar as mesmas, se tornou um principal tópi-co de pesquisa. Assim, de modo a aliviar as insuficiências fisiológicas dapele, foram desenvolvidas e propostas em umerosas moléculas naturais ousintéticas (extratos de plantas ou de animais) na forma de suplementos anti-oxidantes ou anti-radicais, administrados oralmente ou mediante aplicaçãotópica (Darvin M. e outros, Skin Pharmacol. Physiol., (2006), volume 19, pá-ginas 238-247).
Entretanto, de acordo com a invenção, uma eficiente proteçãocontra estas assim chamadas ROS de primeira geração, é mostrada paraum determinado número de moléculas antioxidantes ou anti-radicais perten-centes ao estado da técnica. A expressão "ROS de primeira geração" é ne-cessária para o entendimento das espécies derivadas da redução do oxigê-nio molecular (02°-, H202, 102, OH° , ONOO", etc). Por outro lado, a açãorelativa aos subprodutos de oxidação ou os chamados produtos de segundageração (aldeídos tóxicos, produtos finais derivados da peroxidação de lipí-deos, etc), que são também tóxicos e que resultam em reações de cadeiade espécies primárias com os componentes bioquímicos da célula, raramen-te, é mais justificada.Em geral, permanece como sendo real que a seleção de umasubstância antioxidante, dita como sendo "eficiente", notadamente, para ad-ministração humana, é difícil. Também deve ser observado que isso é nor-malmente considerado como um benefício in vitro, o qual, raramente, é cla-ramente confirmado como in vivo ((Bickers D.R. e outros, J. Invest. Derma-tol. (2006), volume 126, páginas 2565-2575).
De fato, além da complexidade estrutural de múltiplas camadasda pele humana e, em conseqüência, de uma fadiga oxidante que expressaisto diferentemente, a substância antioxidante previamente mencionada de-ve combinar:
- uma ação de eficiência dirigida à listagem maior possível deespécies reativas a oxigênio e, em conseqüência, possuindo um amplo es-pectro de propriedades "antifadiga";
- uma ação de eficiência dirigida a subprodutos tóxicos de fadigaantioxidante;
- uma ação de reatividade em contato com as ROS, de modo anão causar a formação de produto de rearranjo tóxico;
- uma penetração cutânea favorável (e, conseqüentemente, umabiodisponibilidade), a fim de alcançar diferentes locais de tecidos cutâneos; e
- finalmente, uma resistência a sistemas hidrolíticos da pele (e,dessa forma, uma resistência à sua metabolização), o que é uma garantia desua atividade in situ.
A presente invenção foi desenvolvida no presente contexto parasatisfazer a atual demanda de produtos ou preparações capazes de se oporaos efeitos destrutivos da fadiga oxidante e seus subprodutos tóxicos o maiseficientemente possível, notadamente, nas camadas profundas da pele.
Assim, a escolha do presente Requerente recai sobre os deriva-dos heterocíclicos de tiazolidina, em particular, o composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina. As razões para essa seleção são múltiplas.
Em primeiro lugar, a estrutura e propriedades mostradas pelocomposto de 2-oxo-1,3-tiazolidina constituíram uma vantajosa resposta adiferentes critérios citados anteriormente, o que é ilustrado por:- uma favorável penetração cutânea revelada pela obtenção deum valor logarítmico de coeficiente de separação ("Log P") comparável a umvalor de compostos permeáveis à trans-camada córnea da epiderme (Arct J.e outros, SOFW-J. (2003), volume 129, páginas 2-9) (vide o Teste 1, apre-sentado abaixo);
- uma atividade antioxidante excepcional com relação a sua ca-pacidade de reagir dentro de uma grande listagem de moléculas de espéciesreativas a oxigênio (ROS) (com 02°-, H202, e OH° produzidos graças ao paroxidante oxidase/hipoxantina xantina) (vide o Teste 2 apresentado abaixo);
- uma capacidade imprevista de neutralizar espécies eletrofílicasaltamente tóxicas derivadas da peroxidação de lipídeos, de 4-hidroxinonenalou aldeído "4-HNE" (vide os testes 3 e 4, apresentados abaixo).
Em segundo lugar, e constituindo um outro importante aspectoda presente invenção, durante o acompanhamento do heterocíclico de 2-oxo-1,3-tiazolidina em um meio oxidante aquoso com ROS, especialmente,peróxido de hidrogênio (uma das ROS mais tóxicas para o tecido vivo), opresente Requerente descobriu, surpreendentemente, com relação a umaevolução quase que quantitativa e na ausência de formas intermediárias oxi-dadas, que esse heterocíclico gerou facilmente o estável e último produto deoxidação, a taurina, tão logo o heterocíclico foi colocado sob condições oxi-dantes (vide o Teste 5 apresentado abaixo). Tal comportamento é bastanteútil pelo fato de garantir uma total ausência de toxicidade dos subprodutosde reação de 2-oxo-1,3-tiazolidina com H2O2. A taurina é, atualmente, umaminoácido naturalmente presente na pele. Além disso, o interesse cutâneopara formar a taurina é ainda mais reforçado nos dias de hoje, uma vez queo mesmo é recentemente considerado como um osmólito essencial na ho-meostase de queratinócitos submetidos à fadiga "induzida por UV" (JanckeG. e outros, J. Invest. Dermatol. (2003), volume 121, páginas 354-361).
O composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, como tal, não é um novoproduto. No estado da técnica, pode ser constatada a sua síntese, a partir deaminoetanotiol e carbonatos de difenila, de acordo com um processo e parti-culares condições, as quais normalmente proporcionam uma reatividadequímica típica do fosgênio, a diversos policarbonatos cíclicos derivados denovo tratamento plástico (Hata S. e outros, J. Appl. Polym. Sei. (2003), vo-lume 90, páginas 2959-2968). Por outro lado, com relação ao estado da téc-nica trazido à atenção do Requerente, nenhuma aplicação cosmética oudermatológica é conhecida para esse específico heterocíclico sulfurado "2-oxo", como, também, nenhuma ou diversas propriedades relativas à fadigaoxidante para esse análogo "tiono" na posição 2, no qual o Requerente tam-bém observou a formação da taurina nas condições oxidantes (vide o Teste5 apresentado abaixo).
Entretanto, deve ser sinalizada a existência do ácido 2-oxotiazolidino-4-carboxílico. Esse composto, por outro lado, na forma de uméster ou derivado de amida, é objeto de diversos e em umerosos interessesem cosmética e dermatologia: fotoproteção (Patentes FR 2.877.004 e FR2.854.160), combate à perda de cabelo (Patente EP 0.656.201), agentes dedespigmentação (Patentes US 6.063.389 e US 6.007.827) ou agentes deescamação (Patente FR 2.816.838), etc. Ao se ler a literatura concernente àproteção da pele de uma maneira geral, existe apenas um benefício cutâneodecorrente de uma ação de estimulação das defesas naturais da célula, par-ticularmente, de uma ação de estimulação da síntese intracelular da glutati-ona. Além disso, esse composto não é precursor da taurina. Pelo menos,esse composto é estruturalmente diferente do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, de modo que o dito composto não prenuncia os efeitos mencio-nados para o composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina.
Portanto, de acordo com um primeiro aspecto e tendo em vistaessa dimensão plurifuncional "antifadiga" representada pelo comportamentodo composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina em um ambiente favorável à oxidação,tal como, uma pele submetida a uma fadiga oxidante, a presente invençãotem como objeto o uso de um derivado de fórmula geral (I) como ingredienteativo em uma composição cosmética:<formula>formula see original document page 7</formula>
onde X representa um átomo de oxigênio ou enxofre, o dito derivado da ditacomposição sendo idealizado para proteção da pele contra quaisquer radi-cais livres ou espécies reativas a oxigênio de geração de fadiga.
O composto preferido de fórmula (I) acima é tal que X representaum átomo de oxigênio.
O uso acima mencionado é preferivelmente mantido contra umafadiga, a qual é escolhida como sendo proveniente de poluição atmosférica,contato com xenobióticos químicos ou atmosferas de fumaça e, mais especi-ficamente, radiação ultravioleta. A presente invenção tem por objetivo evitare combater os sinais cutâneos resultantes de tal fadiga, notadamente, contradiversos eventos correlacionados ao envelhecimento da pele. A invenção seaplica, especialmente, ao segmento da proteção solar, com relação:
- ao provado envolvimento atual do composto de 4-hidroxinonenal ou "4-HNE" na apoptose de célula submetida à UV-A (YangY. e outros (2003), volume 278, páginas 41-380-41388), combinado com aforte eficiência do composto acima de 2-oxo-1,3-tiazolidina em capturar essealdeído tóxico;
- à relatada existência de uma fadiga "induzida por "UV-A"naderme da pele como sendo prejudicial aos constituintes de proteína da ma-triz extracelular (Wondrak G.T. e outros, J. Invest. Dermatol. (2003), volume121, páginas 578-586), combinada com a disponibilidade tópica do ditocomposto de 2-oxo-1,3-tiazolidina nessas mesmas camadas dérmicas e,além disso, às suas características intrínsecas: ausência de funções quími-cas ionizaveis para o pH fisiológico da pele, insensibilidade a hidrolases dapele e baixo peso molecular;
- a avaliação experimental recentemente realizada pela deposi-tante acerca da eficácia do composto 2-oxo-1,3-tiazolidina sobre a tensão"induzida por UVA (Teste 6 abaixo).Teste 6: demonstração do efeito protetor da 2-oxo-1,3-tiazolidina, na presen-ça de tensão "induzida por UVA".
O estudo foi realizado de acordo com as condições experimen-tais idênticas (semear) àquelas apresentadas acima para os Testes 3 e 4,mas com uma exposição das células V79 à radiação UV (A 315-400nm), comuma dose moderada de 5J.cm"2 (tensão "induzida por UVA").
A formação de ROS intracelular é medida com a sonda"CMDCF" fluorescente permeante derivada de fluoresceína (10um, 15min deincubação).
Os porcentuais de células de CMDCF resultaram em "positivo"(células com formação intracelular de ROS estão apresentadas abaixo naTabela 6, em comparação com células não irradiadas, e, então, com célulastratadas com N-acetil-cisteína (molécula de referência) e diferentes concen-trações do composto 2-oxo-l ,3-tiazolidina.
Tabela 6
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A 2-oxo-1,3-tiazolidina de acordo com a invenção apresentouuma habilidade dose-dependente de proteção de células submetidas à ten-são "induzida por UVA" e similar àquela da molécula de referência.
De acordo com um segundo aspecto, a presente invenção tam-bém abrange uma composição cosmética, a qual compreende em associa-ção com qualquer excipiente compatível fisiologicamente com a pele, e co-mo principal ingrediente ativo, o derivado de fórmula (I) conforme definidoanteriormente, a dita composição sendo idealizada de proteger a pele contraquaisquer radicais livres ou espécies reativas a oxigênio geradoras de fadiga.
Mais preferivelmente, a dita composição é idealizada de protegera pele contra uma fadiga "induzida por UV" e o derivado de fórmula geral (I)é tal que X representa um átomo de oxigênio.
Vantajosamente, a quantidade do dito derivado de fórmula (I) nacomposição acima mencionada compreende entre 0,01 e 10% em peso, emrelação ao peso total da composição, preferivelmente, entre 0,05 e 5% empeso, ainda mais preferivelmente, entre 0,5 e 5% em peso.
Exemplos de excipientes fisiologicamente compatíveis com apele a serem mencionados incluem, um tensoativo, um conservante, umagordura do corpo, um corante, um emulsificante, um agente de gelificação,um agente emoliente, um agente de umidificação, um pigmento, ou quais-quer outros coadjuvantes normalmente usados nos cosméticos.
De acordo com uma modalidade da invenção, e com o objetivode reforçar a atividade antioxidante ou anti-radical, a dita composição é sus-cetível de compreender, além disso, outros elementos ativos escolhidos den-tre agentes antioxidantes, anti-radicais e/ou antipoluiçao encontrados nomercado, de tal modo que o efeito intrinsecamente fixado para as composi-ções de acordo com a invenção não seja alterado pela adição considerada.Esses agentes antioxidantes, anti-radicais ou antipoluiçao comumente en-contrados no mercado podem ser:
- vitaminas, tais como, vitaminas C, E e D;
- enzimas, tais como, superóxido dismutases, catalases e pero-xidases, com origem, por exemplo, sintética, de plantas, animal, bacterianaou recombinante;
- os compostos fenólicos, tais como, polifenóis (epigalocatequin-3-galato) em notadamente, ácido ferulico, silimarina, genisteína, apigenina eflavanóides de resveratrol.
Ainda de um modo opcional, a composição acima mencionadapode também associar um protetor solar de UV-A ou UV-B, ou de sua mistu-ra, de natureza orgânica (derivados de benzofenona) ou inorgânica (óxidosmetálicos) ou ainda um ingrediente ativo cosmético com um efeito secundá-rio, tal como, um agente umidificador, um agente amaciante, um agente depigmentação, um agente estimulante da síntese de macromoléculas epidér-micas e dérmicas, ao mesmo tempo em que se mantém que o dito ingredi-ente ativo cosmético e sua quantidade estão presentes de uma maneira queas propriedades da composição de acordo com a invenção não sejam alte-radas pela adição considerada.
As composições de acordo com a invenção são adaptadas parauma administração cutânea tópica e apresentadas sob todas as formas típi-cas usadas para tal tipo de administração. Em uma modalidade preferida dainvenção, elas são formuladas sob a forma, por exemplo, de emulsões, cre-mes, leites, géis, loções, etc.
Como ilustração, são aqui mencionados alguns exemplos daformulação de composição cosmética conforme a invenção, contendo oscompostos acima mencionados heterocíclicos de 2-oxo-1,3-tiazolidina ou 2-tiono-1,3-tiazolidina:
Fórmula A (creme):
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Finalmente, de acordo com um último aspecto, a presente in-venção concerne um processo de tratamento cosmético, o qual objetivacombater a fadiga oxidante da pele e suas conseqüências. O processo éusado mediante aplicação das composições anteriormente definidas, preferi-velmente, com uma composição que compreende o derivado de 2-oxo-1,3-tiazolidina.
Preferivelmente, e com o objetivo de reforçar o dito processo,este pode também ser usado simultaneamente com a suplementação oral deuma substância antioxidante, tipicamente, encontrada no mercado, por e-xemplo, como uma daquelas referidas acima. Para tal fim, o dito processopode compreender também a administração oral de uma substância antioxi-dante individualmente a uma pessoa, para a qual o tratamento cosmético éidealizado. A administração na pele de uma composição de acordo com ainvenção e a administração oral de uma substância antioxidante ocorrem,preferivelmente, ao mesmo tempo.
A título de mera ilustração, a invenção é ilustrada a seguir pelosseguintes testes mencionados acima para a invenção (Testes 1 a 6). É tam-bém para sinalizar que os primeiros resultados de um estudo in vitro no ho-mem podem ilustrar o uso de derivados de tiazolidina, de acordo com a pre-sente invenção.
Teste 1: coeficiente de separação do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina
Os valores do coeficiente de separação (Log P) de n-octanol/água foram experimentalmente obtidos em conformidade com o pro-tocolo descrito nas diretrizes da OECD N- 107 (adotadas em 27/07/1995)para os testes em produtos químicos.
O Log P do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina de acordo com ainvenção é comparado ao valor obtido para a cafeína e etanol (Tabela 1 a-baixo).
Tabela 1
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O resultado do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina é comparávelao obtido para o composto conhecido permeável à trans-camada córnea daepiderme.
Teste 2: demonstração do efeito antioxidante do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina.
a) medição da atividade de seqüestro do radical hidroxila (OH°).
O método, descrito por Rehman A. e outros (British J. Pharma-col. (1997), volume 122, páginas 1702-1706) é usado para a determinaçãoda velocidade de seqüestro constante do radical hidroxila [Ks(OH0)], o com-posto de 2-oxo-l ,3-tiazolidina de acordo com a invenção sendo comparado auma molécula de referência, por exemplo, a taurina.
Experimentalmente, a substância testada é dissolvida em ummeio tampão de pH 7,4, ao qual é adicionado um meio gerador de OH°. De-pois de uma hora de incubação sob a temperatura de 37°C, a reação é inter-rompida com a ajuda de ácido tricloroacético. Após a adição de um reveladorcolorimétrico, ácido tiobarbitúrico, a absorbância é medida em 532 nm, paradiferentes concentrações, depois, a Ks(OH°) relativa é calculada para cadauma das substâncias. Os resultados são relatados abaixo na Tabela 2a.Tabela 2a
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Os resultados, tomando os valores intermediários obtidos decinco experimentos independentes destacam uma capacidade acentuada-mente superior ao da captura do radical hidroxila (0H°) para o composto de2-oxo-l,3-tiazolidina, quando comparado à taurina, superior até ao ácidoascórbico (vitamina C), para o qual a literatura relata uma Ks(OH°) de 10,1Gigas.M"1.s"1 (Cabelli D.E., J. Phys. Chem. (1983), volume 87, páginas 1809-1812).
b) medição da forca antioxidante "global"
O sistema de produção de ROS, descrito por Nowak D. e outros(Biomed. Biochem. Acta (1991), volume 50, páginas 265-272) que envolve opar oxidase/hipoxantina xantina, é usado para a determinação da forla antio-xidante "global". Esta é caracterizada pela soma dos efeitos contra o ânionde superóxido, O2-, peróxido de hidrogênio, H2O2, e radical hidroxila, OH°,sendo expressa pelo acompanhamento da percentagem de proteção de umamolécula de "detecção", a desoxirribose.
O composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, de acordo com a invenção,é também comparado à taurina. Experimentalmente, a substância testada édissolvida em um meio tampão sob um pH de 7,5, suplementado com NaCI,MgCI2 e CaCI2. Após sua incubação sob a temperatura de 37°C, na presen-ça do par oxidase/hipoxantina xantina, EDTA e desoxirribose, a reação éinterrompida com a ajuda do ácido tricloroacético. Após a adição de ácidotiobarbitúrico, é realizada uma medição da densidade óptica a 532 nm, ex-pressa posteriormente como percentagem de proteção de desoxirribose (a-pós a comparação com um controle). Os resultados são apresentados naTabela 2b, seguinte.Tabela 2b
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Para o composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, é observada uma pro-teção de desoxirribose superior à proteção da taurina (proteção idêntica parauma concentração duas vezes menor).
Teste 3: demonstração da capacidade do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidinaem neutralizar a citotoxicidade do composto de 4-hidroxinonenal.
A pesquisa experimental foi realizada em uma linha fibroblásticado criceto chamado V79, mantida em uma atmosfera úmida sob a tempera-tura de 37°C e 5% de C02, depois semeada em placas de 96 poços a umavelocidade de 0,5.104 células por poço. As células são depois submetidas aum estado de fadiga tóxica, com substituição do meio de cultura por ummeio contendo 4-hidroxinonenal (ou 4-HNE) em uma concentração de 6ppm, um meio para o qual é simultaneamente adicionado o composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, de acordo com a invenção.
A viabilidade celular dos fibroblastos é medida pelo método deincorporação ao brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (ouMTT). Os resultados, tomando os valores intermediários obtidos de três ex-perimentos independentes, são apresentados abaixo na Tabela 3, em com-paração com aqueles do composto de N-acetil-cisteína, em uma concentra-ção de 2 mM, escolhido como uma molécula de referência positiva (recupe-ração total da viabilidade celular com relação a um controle e células nãoestressadas com 4-HNE).
Tabela 3
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De acordo com a invenção, os resultados da Tabela 3 destacampara o composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina uma viabilidade celular dependenteda dose, juntamente com uma idêntica capacidade, como a referência paraproteção das células submetidas a uma fadiga por 4-HNE.
Teste 4: demonstração do efeito anticlastogênio do composto de 2-oxo-1,3-tiazolidina, na presença de uma concentração genotóxica de 4-hidroxinonenal.
A pesquisa foi realizada conforme as condições experimentaisidênticas (semeadura) às apresentadas no teste 3 acima referido, com expo-sição da célula a um estado de "fadiga por 4-HNE", em uma concentraçãogenotóxica de 1 ppm, conforme descrito (Eckel P.M., Molecular Aspects ofMedicine (2003), volume 24, páginas 161-165), como geradora de quebrasde DNA celular e formação de micronúcleos (efeito clastogênio).
O número de células do micronúcleo é contado após a leituradas lâminas com microscópio de epifluorescência, em 2000 células e após amarcação com acridina laranja (corante de DNA). Os resultados, tomando osvalores intermediários obtidos de dois experimentos independentes, são a-presentados abaixo na Tabela 4, em comparação com aqueles do compostode N-acetil-cisteína, em uma concentração de 2 mM, escolhido como umamolécula de referência positiva (número de células de micronúcleo próximasao controle não-exposto.
Tabela 4
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Assim, se observa a capacidade de prevenir a formação de célu-Ia de micronúcleo induzida por uma fadiga genotóxica causada por 4-HNE.Teste 5: demonstração "in tubo" da formação de taurina, quando em contatocom uma solução de H202.
A uma solução aquosa a 10% de derivados de 2-oxo-1,3-tiazolidina ou 2-tiono-1,3-tiazolidina, de acordo com a invenção, tamponadasem um pH de 7,4 e sob uma temperatura de 37°C, são adicionados 4 equi-valentes de uma solução de peróxido de hidrogênio (H2O2), dessa forma, umpequeno excesso de espécies oxidantes, comparado aos equivalentes teóri-cos necessários para uma conversão completa (100%) da taurina. A evolu-ção da reação do meio é seguida de cromatografia líquida (HPLC dotado dedetector de UV a 254 nm), proporcionando os resultados mostrados abaixona Tabela 5 e a demonstração de uma formação quase exclusiva e quantita-tiva da taurina, após a reação dos derivados de 2-oxo-1,3-tiazolidina ou 2-tiono-1,3-tiazolidina em contato com H202.
Tabela 5
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Claims (13)

1. Composição cosmética, idealizada para proteção da pele con-tra quaisquer radicais livres ou espécies reativas a oxigênio geradoras defadiga, compreendendo, em associação com um excipiente fisiologicamentecompatível com a pele e como principal ingrediente ativo, um derivado defórmula (I):<formula>formula see original document page 17</formula>em que X representa um átomo de oxigênio ou enxofre.
2. Composição cosmética, de acordo com a reivindicação 1, ca-racterizada pelo fato de que o derivado de fórmula (I) é tal que X representaum átomo de oxigênio.
3. Composição cosmética, de acordo com as reivindicações 1 ou 2, caracterizada pelo fato de que o derivado de fórmula (I) está presente emuma quantidade compreendendo entre 0,01 e 10% em peso, em relação aopeso total da composição.
4. Composição cosmética, de acordo com a reivindicação 3, ca-racterizada pelo fato de que a quantidade do dito derivado de fórmula (I) estácompreendida entre 0,05 e 5% em peso, em relação ao peso total da com-posição.
5. Composição cosmética, de acordo com quaisquer das reivin-dicações 1 a 4, caracterizada pelo fato de compreender ainda outro elemen-to ativo escolhido dentre agentes antioxidantes, anti-radicais e/ou antipoluição.
6. Composição cosmética, de acordo com a reivindicação 5, ca-racterizada pelo fato de que o dito outro elemento ativo é escolhido dentrevitaminas, enzimas e compostos fenólicos.
7. Composição cosmética, de acordo com quaisquer das reivin-dicações 1 a 6, caracterizada pelo fato de poder associar um protetor solarorgânico ou inorgânico de UV-A ou UV-B, ou sua mistura ou mesmo um in-grediente ativo cosmético com um efeito secundário, tal como, um agenteumidificador, um agente amaciante, um agente de pigmentação ou um agen-te de estimulação da síntese de macromoléculas epidérmicas e dérmicas.
8. Composição cosmética, de acordo com quaisquer das reivin-dicações 1 a 7, caracterizada pelo fato de que a mesma é formulada na for-ma de emulsões, cremes, leites, géis, loções.
9. Uso de um derivado de fórmula geral (I), como ingredienteativo em uma composição cosmética como definido em quaisquer das rei-vindicações 1 a 8: <formula>formula see original document page 18</formula> em que X representa um átomo de oxigênio ou enxofre, o dito derivado dadita composição sendo idealizado para proteger a pele contra quaisquer ra-dicais livres ou espécies reativas a oxigênio geradoras de fadiga.
10. Uso, de acordo com a reivindicação 9, em que a dita fadigacausada é escolhida dentre radiação a raios ultravioleta, poluição atmosféri-ca, contato com xenobióticos químicos ou atmosferas de fumaça.
11. Uso, de acordo com a reivindicação 10, em que a dita fadigaé causada por radiação a raios ultravioleta.
12. Processo de tratamento cosmético, com o objetivo de com-bater a fadiga oxidante da pele e suas conseqüências, consistindo na aplica-ção sobre a pele de uma composição como definida em quaisquer das rei-vindicações 1 a 8.
13. Processo de tratamento cosmético, de acordo com a reivin-dicação 12, caracterizado pelo fato de compreender ainda a administraçãooral de uma substância antioxidante.
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