PT87998B - Processo para a preparacao de peptidos antagonistas da hormona de libertacao da hormona luteinizante e de composicoes farmaceuticas que os contem - Google Patents

Processo para a preparacao de peptidos antagonistas da hormona de libertacao da hormona luteinizante e de composicoes farmaceuticas que os contem Download PDF

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Description

DESCRIÇÃO
DA
PATENTE DE INVENÇÃO
N.° 87 ggs
REQUERENTE: ASTA Medica Akõiengesellschaf t, com sede em '.Veismullerstr. 4-5, D-6000 Frankfurt am Main 1, República Federal Alemã
EPÍGRAFE: PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE PÉPTIDOS ANTAGONISTAS DA HORMONA DE LIBERTAÇÃO DA HORMONA LUTEINISAuTE Ξ DE COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS OUE 03 CONTEM
INVENTORES: Dr. Andrew V. Schally e Dr. Sa^dor Bajusz , residentes nos Estados Unidos da América
Reivindicação do direito de prioridade ao abrigo do artigo 4.° da Convenção de Paris de 20 de Março de 1883.
Estados Unidos da América em 17 cLe Julho de 1987, sob o
N°. 0^/074,126
BAD ORIGINAL
INPI. MOO 113 R F 16732
Descrição referente à patente de invenção de ASTA Medica Aktiengesellschaft, alemã, industrial e comercial, com sede em Ueismullerstr. 45> D-6000 Frankfurt am Main 1, República Federal Alemã, (inventores: Dr. Andrew V. Schally e Dr. Sandor Bajusz , residentes nos Estados Unidos da América), para PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE PnPTIDOS ANTAGONISTAS DA hormona de libertação da hormona LUTEINIZANTE E DE COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS QUE OS COUTEM
DESCRIÇÃO
A presente invenção refere-se a novos péptidos que evitam a libertação de gonadotropinas pelas glândulas anexas ao cérebro em animais mamíferos, sem provocarem reacções edema tosas. Especialmente, a presente invenção refere-se a análogos da hormona que liberta a hormona luteinizante (LHRH), que possui a seguinte estrutura:
p-Glu-His-Trp-Ser-Tyr-Gly-Leu-Arg-Pro-Gly-EH2, aos seus sais e composições farmacêuticas e processos de utili zação que se referem a estes análogos.
Durante mais de quinze anos, os investigadores procu raram antagonistas potentes selectivos do decapeptido LHRH (N. Karten e J. E. Rivier, Endocrine Revieus, 7, 44 - 65 (1986)). 0 elevado interesse desses antagonistas é baseado na sua possibilidade de utilização no domínio da endocrinologia, ginecologia, inibição da gravidez e cancro. Preparou-se grande número de compostos que são potenciais antagonistas de LHRH. Os antagonistas mais interessantes que foram descobertos até hoje são
os compostos cuja estrutura constitui uma modificação da estrutura de LHRH.
A primeira série de antagonistas potentes foi obtida pela introdução dos radicais de aminoácidos aromáticos nas posições 1,2, 3 e 6 ou 2, 3 e 6. Os compostos são descritos como LHRH, que é precedida pela designação dos radicais de substituição de aminoácidos iniciais por outros nas posições indicadas por números colocados a nível superior. Os antagonistas conhecidos abrangem:
[Ac-D-Phe(4-C1) ' , D-Trp ' J-LHRH (D. H. Coy e Col., Gross, E.
e Meienhofer, J. (Ed.) Peptides, Proceedings of the 6th American Peptid Symposium, páginas 775 - 779, Pierce Chem. Co. , Rockville, Illinois, 1979);
[Ac-Pro , D-Phe(4-Cl) , D-Nal(2) ' J-LHRH (Patente Norte-Americana Número 4 419 347) e [Ac- 3Pro1, D-Phe(4-C1)2, D-Trp3'6J-LHRH (J. L. Pineda e col.,
J-r Clin. Endocrinol. Metab., 56 , 420, 1983).
Para aumentar a solubilidade dos antagonistas, inseriram-se posteriormente aminoácidos básicos como, por exemplo, D-Arg na posição 6. Como exemplos, citam-se:
[Ac-D-Phe(4-C1)1'2, D-Trp3'6, D-Arg6, D-Ala10j-LHRH (ORG-30276) (D. H. Coy e col., Endocrinology, 100, 1445, 1982); e [Ac-D-Nal(2)1, D-Phe(4-F)2, D-Trp3, D-Arg6j-LHRH (ORF 18260) (J. E. Rivier e col. : Vickery Β. Η., Nestor, Jr. J. J., Hafez, E. S. E. (Ed.), LHRH and its Analogs, páginas 11 - 22, MTP Press Lancaster, Reino Unido, 1984).
Os análogos apresentavam não só a solubilidade melhorada pretendida mas também possuíam uma actividade antagonística melhorada. Todavia, estes análogos hidrofílicos extraordinariamente potentes com D-Arg e outras cadeias laterais básicas na posição 6 originaram edemas temporários que se formavam na face e nas extremidades guando às ratazanas se administraram doses de 1,25 ou 1,5 mg/kg subcutaneamente (F. Schmidt e col., Contraception, 29 , 283, 1984; J. E. Morgan e col., Int. Archs. Allergy Appl. Immun. , 80 , 70 (1986). Porque o aparecimento de
acções edematogénicas depois da administração destes antagonistas nas ratazanas deixaram dúvidas sobre a sua segurança no caso da utilização em seres humanos e a utilização destes medicamentos na clínica foi retardada, é importante proporcionar péptidos antagonistas que sejam isentos destas acções secundárias.
A presente invenção refere-se a antagonistas de LHRH que possuem uma solubilidade em água melhorada e uma elevada potência antagonista dos péptidos básicos e sejam isentas de actividade edematogénica. Estes compostos são muito fortemente potentes na inibição da libertação de gonadotropinas a partir das glândulas anexas do cérebro, em mamíferos, incluindo seres humanos.
Os compostos da presente invenção são representados pela fórmula (I) τοο £ 1 Π
X-R -R -R -Ser-Tyr-R -Leu-Arg-Pro-R -NH2 (I) na qual
X representa um grupo acilo derivado de ácidos carboxílicos alifáticos ou alicíclicos de cadeia linear ou ramificada, com um até sete átomos de carbono ou um grupo carbamoilo;
3 3
R é D-Pro ou L-Pro, D-Δ -Pro, L-Δ -Pro, D-Phe, D-Phe(4-Hl), D-Ser, D-Thr, D-Ala, D-Nal(1) ou D-Nal(2);
R e D-Phe ou D-Phe(4-H1);
R3 é D-Trp, D-Phe, D-Pal(3), D-Nal(1) ou D-Nal(2);
fZ
R é D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q);
rIO é Gly ou D-Ala;
em que Hl é flúor, cloro ou bromo e Q é alquilo em C^-C^ e os seus sais de adição de ácido farmaceuticamente aceitáveis.
Os compostos de fórmula (I) são sintetizados de acordo com os métodos conhecidos, como, por exemplo, pela pura técnica das fases sólidas, pela técnica parcial das fases sólidas α!
< •j ou por acoplamento em solução clássico. Os compostos de fórmula (I) são preparados, de preferência, por uma técnica em fase sólida conhecida. Um método deste tipo origina péptidos intermediários, designadamente resinas de péptidos intermediárias de fórmula (II)
X -R1-R2-R3-Ser(X4)-Tyr(X5)-R 6(X6)-Leu-Arg(X8)-Pro-R10 1 10
-NH-X (II) na qual
X^ é um radical acilo que se baseia em ácidos carboxílicos alifáticos ou aliciclicos de cadeia linear ou ramificada, com um até sete átomos de carbono (especialmente, acetilo), t-Boc, hidrogénio ou carbamoilo;
X4 é um grupo de protecção para o grupo hidroxi de Ser (por exemplo, benzilo, 2,6-diclorobenzilo);
X5 é um grupo de protecção para o grupo hidroxilo de Tyr fenólico (por exemplo, benzilo, 2,6-diclorobenzilo, 2-cloro-(2-bromo)-benziloxi-carbonilo, benziloxicarbonilo);
X e um grupo de protecção para o grupo amino de cadeia lateral de Lis ou de Orn (benziloxicarbonilo, 2-cloro-benziloxicarbonilo);
g
X é um grupo de protecção para o grupo guanidino de Arg ( NC>2 , Tos ) ;
X^8 é uma resina de suporte que contém grupos benzidrilo ou metil-benzidrilo;
•L o o
R é D-Pro ou L-Pro, D-Δ -Pro, L-Δ -Pro, D-Phe, D-Phe(4-Hl), D-Ser, D-Thr, D-Ala, D-Nal(1) ou D-Nal(2);
R é D-Phe ou D-Phe(4-Hl);
R é D-Trp, D-Phe, D-Pal(3), D-Nal(l) ou D-Nal(2);
* 6
R é D-Lys ou D-Orn, D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q); e r!0 é Gly ou D-Ala;
em que Hl é flúor, cloro ou bromo.
Uma maneira de proceder do processo consiste, por z * 6 exemplo, na reacção de um péptido de fórmula (II), em que R é D-Lys ou D-Orn e Χθ é hidrogénio, com um cianato ou um composto que origina cianato (fonte de cianato), de modo a obter-se um péptido de fórmula (III):
X -R1-R2-R3-Ser(X4)-Tyr(X5)-R** 6 -NH-X10 ,8,
-Leu-Arg(X )-Pro-R (III)
JO na qual v „1 „2 „3 4 w5 v8 „10 10 x.
X^,R,R,R,X,X,X,R eX tem as significações aci** 6 ma referidas e R e Cit, Hei, Cit(Q) ou Hci(Q). De preferência, utiliza-se esta reacção quando X^ é acilo e todos os outros radicais são hidrogénio.
Os cianatos apropriados, assim como os compostos que originam cianatos são cianatos de metais alcalinos (por exemplo, cianato de potássio), isocianatos de N-alquilo inferior (N-etil-isocianato).
Os péptidos da fórmula (II) são sintetizados, de preferência, de acordo com a técnica conhecida da fase sólida. A reacção realiza-se com cianatos, nomeadamente compostos que originam cianatos, no seio de um dissolvente, de preferência, de um dissolvente aprótico como, por exemplo, DMF aquosa, a temperaturas compreendidas entre O e 50°C, de preferência, entre 0 e 25° C.
O avanço desta reacção, isto é, a transformação dos péptidos Orn/Lys nos correspondentes péptidos Cit/Hci pode facilmente controlar-se por cromatografia em fase líquida sob alta pressão em sistemas de MeCN-TFA aquosos, em consequência do aumento característico do tempo de retenção 2,6 + 0,3 minuto dos péptidos de Cit/Hci e, por exemplo, de Cit(etilo)/Hei (etilo) em comparação com os correspondentes péptidos de Orn/Lys.
Obtêm-se péptidos de fórmula (I), em que X é um grupo acilo, directamente por eliminação e desprotecção das resinas de péptidos intermediários da fórmula (II), em que X é um
* 6 grupo acilo e R é D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q), e obtêm-se péptidos de fórmula (I), em que X é um grupo carbamoílo, a partir de resinas de péptidos de fórmula (II), em que X^ é hidrogénio ou Boc e, na realidade, por eliminação e desprotecção com subsequente carbamoilação.
Obtêm-se composições farmacêuticas que antagonizam a gonadotropinas por mistura de um composto de fórmula (I) com uma substância veicular farmaceuticamente aceitável, incluindo microsferas para a administração retardada.
Proporciona-se igualmente um processo por meio do qual se evitam as complicações que resultam da disponibilidade fisiológica de quantidades de gonadotropinas segregadas pelas glândulas anexas do cérebro em mamíferos, que têm uma quantidade superior à pretendida que abrange a administração a um animal mamífero de uma dose que antagoniza a gonadotropina dum composto da fórmula (I).
A nomenclatura utilizada para a definição dos péptidos está de acordo com a nomenclatura da IUPAC-IUB Comissão sobre Nomenclatura Bioquímica (European J. Biochem., 1984, 138,
- 37), em que, de acordo com a representação usual, os grupos amino da extremidade N aparecem na esquerda e o grupo carboxilo da extremidade C na direita.
A expressão dos aminoácidos naturais utiliza-se geralmente para os aminoácidos existentes na Natureza que se encontram nas proteínas, que compreendem as abreviaturas Gly, Ala, Vai, Leu, Ile, Ser, Thr, Lys, Arg, Asp, Asn, Glu, Gin, Cys, Met, Phe, Tyr, Pro, Trp e His. As abreviaturas para os radicais dos aminoácidos individuais referem-se aos nomes correntes dos aminoácidos e são Ala = alanina; Arg = arginina; Cit = citrulina; Gly = glicina; Hei = homocitrulina; Leu = leucina; Lys = lisina; Pal(3) = 3-(3-piridil)-alanina; Nal(2) = 3-(2-naftil)-alanina; Nal(l) - 3-(1-naftil)-alanina; Orn = ornitina; Phe = fenil-alanina; Phe(4-Cl) = 4-clorofenil-alanina; Phe(4-F) = 4-fluorfenil-alanina; Pro = prolina; Ser = serina; Trp = triptofano e Tyr = tirosina.
Todos os aminoácidos descritos na presente Memória
Descritiva derivam da série L, se não se indicar o contrário; por exemplo, D-Trp significa D-triptofano e D-Nal(2) significa 3-(2-naftil)-D-alanina. D-Cit(Q) ou D-Hci(Q) significam gue um átomo de H do grupo amino do agrupamento ureído da citrulina (homocitrulina) é substituído pelo grupo alquilo Q.
Outras abreviaturas empregadas são as seguintes:
AcOH ácido acético
AcOEt acetato de etilo
AC anidrido acético
Boc- terc.-butiloxi-carbonilo
DIC di-isopropi1-carbo-di-imida
DIEA Ν,N-di-isopropil-etilamina
DMF dimetil-formamida
HOBt 1-hidróxi-benzeno-triazol-hidratado
HPLC cromatografia em fase líquida sob alta pressão
MeOH álcool metílico
TEA trietilamina
DCC diciclo-hexi1-carbo-di-imida
MeCN acetonitrilo
IpOH isopropanol
Z(2-C1) 2-ciorobenziloxi-carbonilo
DCB 2,6-diclorobenzilo
Tos p-tolueno-sulfonilo
TFA ácido trifluoracético
Z benziloxi-carbonilo.
São especialmente preferidos os análogos de LHRH da fórmula (I), em que:
X é acetilo ou carbamoilo;
r! é D-Phe(4-Cl), D-Nal(2), Pro ou D-Phe;
R e D-Phe(4-C1) ou D-Phe(4-F);
R^ é D-Trp ou D-Pal(3);
R^ é D-Cit, D-Hci, D-Cit(etilo), D-Hci(etilo); e
R10 é D-Ala.
A preparação dos péptidos de acordo com a presente invenção efectua-se realizando a condensação de fragmentos usualmente empregada na química dos péptidos de correspondentes agrupamentos de péptidos ou por construção realizada passo a passo usual na química dos péptidos ou, num péptido de fórmula (I) em que R^ é D-Orn ou D-Lys, fazendo reagir o grupo amino livre de D-Orn ou de D-Lys com um cianato de metal alcalino ou com um composto que origine cianatos ou com um isocianato de alquilo em Cg-C^, de maneira a obter-se o grupo ureído e eventualmente acilando o péptido assim obtido e/ou transformando-o na amida e eventualmente transformando-o em sais de adição de ácido fisiologicamente aceitáveis.
A formação passo a passo realiza-se, por exemplo, ligando covalentemente, em primeiro lugar, a glicina ou a D-alanina, do terminal carboxi do aminoácido, nomeadamente as suas amidas, cujo grupo amino na posição alfa está protegido, em um suporte sintético usual para esse efeito, eliminando o grupo de protecção de alfa-amino do grupo amino assim obtido livremente ligando o seguinte aminoácido protegido através do seu grupo carboxi, em seguida, eliminando de novo o grupo de protecção de alfa-amino deste segundo aminoácido, ligando o seguinte aminoácido e acoplando desta forma passo a passo os res tantes aminoácidos do péptido que se pretende sintetizar pela sequência correcta e, depois de se acoplarem todos os aminoácidos, separando o péptido pronto de acordo com a Reivindicação 1 do suporte e, eventualmente, eliminando os outros grupos de protecção das funções laterais ainda existentes.
No processo de acoplamento de fragmentos, utilizam-se de preferência, o acoplamento de azida qua se realiza sem racemização ou o método de diciclo-hexil-carbo-di-imida/l-hidroxi-benzotriazol, designadamente DCC/3-hidroxi-4-oxe-3,4-di-hidro-1,2,3-benzotriazina. Podem inserir-se também ésteres activados de fragmentos (DCC = diciclo-hexil-carbo-di-imida).
Para a condensação realizada passo a passo de aminoácidos, são especialmente apropriados ésteres bem activados de benziloxi-carbonil-aminoácidos como, por exemplo, N-hidroxi-succinimida ou ésteres de 2,4,5-triclorofenilo e ésteres de
4-nitrofenilo. A aminólise dos dois últimos ésteres activados pode ser catalisada por compostos de N-hidroxi que possuem, aproximadamente, a acidez do ácido acético, como por exemplo, 1-hidroxi-benzotriazol.
Como grupos intermediários de protecção do amino, podem utilizar-se grupos elimináveis por hidrogenação, por exemplo, o radical benziloxi-carbonilo (=radical Z) ou grupos elimináveis em meio ligeiramente ácido, como, por exemplo, o radical 2-(p-difenil)-isopropiloxi-carbonilo .ou 2-(3,5-dimetoxifenil)-isopropiloxi-carbonilo.
A condensação realizada passo a passo efectua-se por síntese a partir dos correspondentes aminoácidos, eventualmente protegidos de acordo com a maneira corrente, realizada de acordo com a maneira de proceder usual. Igualmente, é possível a utilização de sintetizadores automáticos de péptidos, por exemplo, o sintetizador de péptidos da Beckman, Modelo 990, com utilização dos aminoácidos protegidos que se podem obter da maneira usual no comércio.
Esta síntese efectua-se, por exemplo, de acordo com a maneira de proceder usual para esta finalidade, a partir dos correspondentes aminoácidos oonvenientemente protegidos, para o que, em primeiro lugar, se liga covalentemente a um suporte sintético usual para esse efeito o aminoácido da extremidade de carboxi de péptido a sintetizar, se elimina o grupo de protecção do alfa-amino, se liga ao grupo amino livre assim obtido o subsequente aminoácido protegido através do seu grupo carboxi, em seguida se elimina de novo o grupo de protecção do alfa-amino deste segundo aminoácido, depois se liga a este o aminoácido seguinte e, por esta sequência, se faz o acoplamento dos restantes aminoácidos do péptido que se pretende sintetizar procedendo desta maneira e depois de se acoplarem todos os aminoácidos, se elimina o péptido do suporte depois de acabado e, eventualmente, se separam os restantes grupos de protecção da função lateral existentes.
A reacção para acoplamento dos aminoácidos realiza-se num intervalo de temperatura de 10 - 40Q C, de preferência
- 30° C, eventualmente no agente de expressão ou dissolvente indiferente correntemente utilizado para esta finalidade (por exemplo, diclorometano), caso em que eventualmente se pode adicionar até 20% de dimetil-formamida para aumentar a solu bilidade.
Como material de suporte sintético, interessam polímeros sintéticos, por exemplo, resina de poliestireno inchável sob a forma de pérolas (por exemplo, um copolimero clorometilado de poliestireno e 1% de divinil-benzeno).
Como grupos de protecção para os grupos amino que se encontram na posição alfa, interessam, por exemplo, o grupo butilóxi terciário-carbonilo, o grupo carbobenzoxi, nomeadamente o grupo carbobenzotio (eventualmente, respectivamente com o radical p-bromobenzilo ou p-nitrobenzilo), o grupo trifluoracetilo, o radical ftalilo, o grupo o-nitrofenoxi-acetilo, o grupo tritilo, o grupo p-tolueno-sulfonilo, o grupo benzilo, radicais benzilo substituídos no anel de benzeno (radical p-bromobenzilo ou p-nitrobenzilo), o radical alfa-fenil-etilo.
Para este efeito, verificaram-se também ser apropria dos os radicais indicados no livro de Jesse P. Greenstein e Milton Winitz, Chemistry of Amino Acids, Nova Iorque, 1961, John Wiley and Sons, Inc., Volume 2, por exemplo, na página 833 e seguintes, assim como no livro The peptids, volume 2, Ed. E. Gross e J. Meienhofer, Academic Press de Nova Iorque, Tabelas III e IV. Estes grupos de protecção interessam fandamentalmente também para a protecção de outros grupos funcionais laterais (grupos OH, grupos N.1^) dos respectivos aminoácidos .
Os grupos hidroxi existentes (serina, trionina) são, de preferência, protegidos por grupos benzilo e grupos semelhantes. Outros grupos amino que não se encontram na posição alfa (por exemplo, grupos amino na posição ómega; grupo guanidino da arginina) são, de preferência, protegidos com grupos nitro.
O acoplamento dos aminoácidos individuais uns com os
outros realiza-se de acordo com os métodos correntes para esta finalidade.
Em especial, interessam o método dos anidridos simétricos (em presença de diciclo-hexil-carbo-di-imida) o método da carbo-di-imida, o método da carbo-di-imida/hidroxi-benzotriazol (veja-se The Peptids, volume 2, Ed. E. Gross e J. Meienhofer).
Para o acoplamento da arginina, utiliza-se, de preferência, o método da carbo-di-imida; para o acoplamento da asparagina, assim como da glutamina, utiliza-se de preferência o método da carbo-di-imida/hidroxi-benzotriazol (veja-se The Peptids, volume 2, Ed. E. Gross e J. Meíenhofer). Para os restantes aminoácidos, utiliza-se, em geral, o método do anidrido simétrico ou misto.
A preparação de péptidos de acordo com a Reivindicação 1, em que no entanto R^ é D-Orn ou D-Lys (substâncias de partida para a reacção com cianato), pode realizar-se, por exemplo, por construção dos péptidos passo a passo acima referida ou por condensação de fragmentos.
Se se pretende preparar péptidos de acordo com a presente invenção, em que R^ é Cit(Q) ou Hci(Q), em geral, emprega-se Cit ou Hei substituído pelo grupo alquilo Q inserindo-o no correspondente grupo ureido existente na extremidade.
A transformação dos péptidos de -fórmula (I) nos seus sais de adição do ácido pode fazer-se por reacção dos mesmos com ácidos de acordo com a maneira de proceder conhecida. Resumidamente, pode realizar-se a libertação dos péptidos livres por reacção dos seus sais do adição de ácido com bases.
No processo de preparação, trata-so, assim, por exemplo, de técnicas do fase sólida exclusivamente, de técnicas de fase sólida parcialmente, de condensação de fragmentos ou de síntese de fases de dissolvente clássicas (veja-se M. Bodanszky, Principies of Peptide Synthesis, Springer Verlag, 1984).
Por exemplo, os métodos da síntese em face sólida exclusivamente são descritos no livro Solid Phase Peptide Syn- 11 thesis, J.M. Stewart e J. D. Young, Piecce Chem. Company, Rockford, III, 1984 (2ã Edição) e no livro de G. Barany e R. B. Merrifield, The Beptides, capítulo 1, páginas 1 - 285, 1979, Academic Press, Inc..
A síntese clássica no seio de dissolventes é descrita no livro Methoden der Organischen Chemie (Houben-Weyl) Synthese von Peptiden, E. Wunsch (Herausgeber) (1974), Georg
Thieme Verlag, Estugarda, República Federal da Alemanha,
Nas sínteses deste tipo, é comum que os grupos das funções das cadeias laterais reactivos dos diferentes radicais de aminoácido sejam protegidos com grupos de protecção inseridos, que evitam uma reacção química nesta posição, até que o grupo seja finalmente eliminado. Em geral, é também comum a protecção dum grupo alfa-amino de um aminoácido ou de um fragmento, enquanto se efectua a reacção total no grupo carboxilo, depois do que se realiza a eliminação selectiva dos grupos de alfa-amino protegidos para se realizar seguidamente a reacção nestas posições.
De acordo com isso, é igualmente comum preparar-se um produto intermediário como uma fase da síntese que abrange cada um dos radicais de aminoácido e se insere na cadeia do péptido na sua sequência pretendida, em que os grupos de protecção da cadeia lateral são ligados com os radicais convenientes.
Os processos da presente invenção podem realizar-se empregando grande número de fases como substracto. Estas fases usadas como substracto podem, por exemplo, ser resinas tais como resinas de benzidrilamina (ligadas por reticulação na proporção de 2%), resinas de p-metil-benzidrilamina (ligadas por reticulação na proporção de 2%) ou semelhantes.
Na fórmula (II), R
3
R e R sao como se descreveu acima
X-^ é hidrogénio ou um grupo acilo que deriva de ácidos carxílicos alifáticos ou alifáticos ou alicíclicos de cadeias lineares ou ramificadas com um até sete átomos de carbono ou um grupo de protecção de alfa-amina.
Os grupos de protecção de alfa-amino que se proporcionam para são aqueles que são completamente conhecidos no actual estado da técnica para a síntese passo a passo de polipéptidos. Dentro da classe de grupos de protecção de alfa-amino que podem ser utilizados como X^, podem mencionar-se os grupos fluorenil-metoxi-carbonilo (Fmoc) ou t-butoxi-carbonilo (Boc).
X pode ser um grupo de protecção empregado para o grupo hidroxilo da Ser como, por exemplo, benzilo (bzl) e 2,6-diclorobenzilo (DCô). O grupo de protecção preferido é o grupo Bzl.
X pode ser um grupo de protecção utilizado para o grupo fenil-hidroxilo de Tyr como, por exemplo, Bzl, 2-Br-z e 2,6-diclorobenzilo (DCB). 0 grupo de protecção preferido é DCB.
Χθ é uti grupo de protecção empregado para o grupo amino da cadeia lateral de Lys ou de Orn. Como exemplos para os grupos de protecção do amino de cadeia lateral utilizados, preferem-se os grupos benziloxicarbonilo (Z) e 2-clorobenzllóxi-carbonilo (Z—(2—Cl)).
g
X é nm grupo de protecção empregado para o grupo guanidino de Arg como, por exemplo, nitro, Tos, meti 1-(t-butil-benzo)-sulfonilo, 4-metoxi-2,3,6-trimetil-benzo-sulfonilo;
Tos 'e o grupo preferido.
Χ^θ é um grupo de benzidrilo ou de metil-benzidrilo que protege o grupo amido, o qual é inserido numa resina de suporte corrente para esta finalidade ( por exemplo, copolímero de 98% de est.ireno/2% de divini1-benzeno, que contém grupos benzidrilamina ou meti1-benzidrilamina).
A escolha de um grupo de protecção do radical am.ino da cadeia lateral não é crítica; mas em geral escolhe-se um que não seja eliminado no decurso da eliminação dos grupos de protecção do alfa-amino durante a síntese.
Os péptidos da fórmula (I) preparam-se a partir de resinas de péptidos intermediários de fórmula (II) por métodos
conhecidos do actual esto da técnica.
A síntese em fase sólida das resinas de péptidos intermédias da fórmula (II) realiza-se essencialmente como é descrito por Merrifield, J. Am. Chem. Soc., 85 , página 2149 (1963). A síntese em face sólida começa na extremidade de C do péptido por acoplamento de um alfa-aminoácido protegido numa resina empregada. 0 material de partida deste tipo pode preparar-se ligando o grupo alfa-amino protegido de Gly ou de D-Ala por uma ligação de amida e uma resina de benzidrilamina. As resinas de suporte deste tipo podem obter-se, em geral, no comércio e utilizam-se, em geral, se o polipéptido a sintetizar possuir no C da extremidade um grupo alfa-carboxi-amida.
Numa forma de realização da síntese, protege-se o grupo de amina primária de Gly ou de D-Ala com uma substância que efectua a t-butoxi-carbonilação e o acoplamento realiza-se utilizando quaisquer dos processos de acoplamento conhecidos com dialquil-carbo-di-imida.
A escolha de um reagente de acoplamento empregado é conhecida pelos técnicos no assunto. 0 reagente especialmente utilizado é a N,N1-di-isopropil-carbo-di-imida (DIC).
Os reagentes activantes e o seu emprego no acoplamento de péptidos são descritos por M. Bodanszky, Principies of Peptide Synthesis, Springer-Verlag, 1984.
Cada aminoácido protegido ou cada sequência de aminoácidos é empregado no reactor em fase sólida com aproximadamente um excesso duplo e o acoplamento pode realizar-se no seio de um meio constituído por DMF : (1 : D ou CH2C12 so~ zinho. No caso de se ter realizado um acoplamento incompleto, repete-se o processo de acoplamento antes de se retirar o grupo de protecção de alfa-amino antes do acoplamento com o aminoácido seguinte. O êxito da reacção de acoplamento em cada operação da síntese é enssiado, de preferência, por meio da reacção da ninidrina, como é descrito por E. Kaiser e col., Anal. Biochem., 34., 595 (1970).
Depois de se ter completado a sequência de aminoácidos da resina de péptidos de fórmula (II) pretendida, elimina-se
o grupo Boc da extremidade e, caso se pretenda, realiza-se uma acilação na extremidade N, para o que se utiliza o anidrido de acilo ou um cloreto de ácido empregado num excesso igual a cinquenta vezes no agente dissolvente constituído por hidrocarbonetos halogenados; no caso de se utilizar anidrido de ácido acético em cloreto de metileno, demora-se trinta minutos. 0 péptido intermediário pode ser eliminado da resina de suporte, para o que se trata com um reagente como, por exemplo, cloreto de hidrogénio líquido, que não provoca a separação do péptido da resina mas separa todos os restantes grupos de protecção da cadeia lateral X , X , X , X e, caso se encontre presente,
X6.
Se, para a separação, se utiliza fluoreto de hidrogénio, então, nos tubos reaccionais, utiliza-se anisol ou M-cresol ou, se assim se pretender, sulfureto de metilo e etilo com agente de lavagem.
A transformação de péptidos de fórmula (II), em que * 6 6
R significa D-Lys ou D-Orn e X é hidrogénio em péptidos de fórmula (I), é descrita nas páginas anteriores.
Se se omitir a acilação, realiza-se o tratamento das resinas de péptido de fórmula (II) com fluoreto de hidrogénio para a obtenção de decapéptidos que possuem grupos ómega-amino e/ou alfa-amino livres e correspondem à fórmula (II), em que X^, X^, X5, χ8, χ e χθ, se este estiver presente, são hidrogénio. Estes péptidos livres são transformados em péptidos de fórmula (I), em que X é um grupo carbamoílo e na verdade por tratamento com cianato, empregando-se, de preferência, cianatos de metais alcalinos, de preferência, cianato de potássio.
Esta última reacção, isto é, a transformação de HgN em H2N-CO-NH na extremidade aminada dos péptidos e a transformação de radicais Orn/Lys em radicais Cit/Hci pode realizar-se facilmente por cromatografia em fase líquida sob alta pressão por meio de sistemas de MeCN/TFA aquoso por causa do aumento caracteristico de dois a três minutos do tempo de retenção dos péptidos carbamoilizados, isto é, de compostos com um grupo HgN-CO-NH, em relação aos seus compostos com o grupo HgN utilizados .
Como alternativa e de preferência, obtêm-se péptidos da fórmula (I), em que X = acilo ou carbamoílo, directamente a partir das resinas de péptidos intermediários de fórmula (II), em que X^ é acilo ou carbamoílo e R é D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q), por separação e eliminação dos grupos de protecção.
Muito embora a síntese exclusivamente em fase sólida e uma síntese parcialmente em fase sólida dos compostos de fórmula (I) seja igualmente descrita na presente Memória Descritiva, a preparação dos compostos pode também fazer-se com o emprego do método em fases dissolvidas clássico.
Os péptidos sintéticos preparados como se descreve nos Exemplos são comparados com dois dos antagonistas de LHRH mais potentes, descritos nos últimos tempos, nomeadamente [Ac-D-Phe ( 4-Cl)1'2 , D-Trp3 , D-Arg6, D-Ala10^-LHRH (ORG-30276) (Coy e col., Endocrinology, 100, 1445, 1982); e [Ac-D-Nal ( 2 )1, D-Phe(4-F)2, D-Trp3, D-Arg^LHRH (ORF 18260) (Rivier e col., em Vickery, Β. H., Nestor, Jr, J. J. Hafez,
E. S. E. (ed.) LHRH and its Analogs, páginas 11 - 22, MTP Press, Lancaster, Reino Unido, 1984) e verificou-se que eles possuem igualmente uma elevada acção de inibição tanto in vitro como também in vivo e, além disso, com a excepção de que, ao contrário dos péptidos de controlo, não apresentam acção adematosa in vivo.
As actividades hormonais in vitro foram comparadas com sistemas de células fundidas das glâdulas anexas do cérebro de ratazanas (S. Vigh e A. V. Schally, Peptides, 5 supl. 1 : 241 - 247, 1984) em que se pode determinar com exactidão a actividade de LHRH (e de outras hormonas a libertar) porque a quantidade de LH (ou de outras hormonas das glândulas anexas do cérebro) que é libertada para o meio que a rodeia, não só é proporcional à potência de libertação da hormona dos péptidos utilizados mas também é igualmente mensurável por meio de ensaios de radio-imunidade descritos.
Para determinar a potência de um antagonista de LHRH, utilizaram-se misturas que contêm a LHRH numa concentração mantida constante (normalmente, 1 nM) e os antagonistas em concen- 16 '--et;
trações variáveis para a realização da fusão para determinar o comportamento molecular do antagonista à LHRH, em que se bloqueia completamente a acção da LHRH. Estas proporções são aproximadamente iguais a 5 para ambos os péptidos da presente invenção e os péptidos de comparação, se o sistema de células das glândulas anexas do cérebro das ratazanas forem previamente incubadas com os antagonistas durante nove minutos.
No ensaio de inibição da ovulação in vivo (A. Corbin e C. W. Beattie : Endocr. Res. Commun., 2,1 - 23, 1975; D. H.
Coy e col., Endocrinoloqy, 10Q, 1445, 1982), verificou-se igualmente com os péptidos de acordo com a presente invenção, que eles são aproximadamente igualmente activos como os antagonistas de controlo, nomeadamente observou-se uma inibição de 87,5 - 100% da ovulação com uma dose administrada subcutaneamente de 1 -3 pg/ratazana para cada péptido.
No ensaio de formação de edemas de Schmidt e col.
(Contraception, 29 , 283 - 289, 1984), foi no entanto possível verificar uma diferença nítida entre os péptidos de controlo e os péptidos de acordo com a presente invenção. Os péptidos de controlo provocam edemas na cara e nas extremidades, se às ratazanas de ensaio forem administradas subcutaneamente em doses de 1,25 ou de 1,5 mg/kg. No caso dos péptidos de acordo com a presente invenção, não foi possível observar nunhuma reacção deste tipo, se eles tiverem sido administradas subcutaneamen te em doses de 1,5 mg/kg.
Nos ensaios realizados, as ratazanas foram divididas em três grupos, cada um com cinco ratazanas por grupo e por composto investigado. Realizou-se uma comparação com um composto conhecido no actual estado da técnica com a designação de ORG 30276 (N-Ac-D-p-Cl-Phe1'2, D-Trp3, D-Arg6, D-Ala10).
Uma vez por dia em dois dias consecutivos, os grupos foram injectados subcutaneamente com antagonistas de LHRH com uma dosagem de 1,5 mg/kg. Um grupo de controlo foi injectado apenas com o agente diluente. Observaram-se as ratazanas durante cinco horas por dia. As reacçoes das ratazanas foram classificadas da seguinte forma : NR = nenhuma reacção visível; PR = detecção parcial - edemas na zona nasal e parasal; FR = de17
tecção completa - edema na face com extremidades edematosas.
Os resultados obtidos estão reunidos na Tabela 1 seguinte :
Tabela 1
Antagonista de LHRH 12. Dia NR 22 . PR Dia FR
NR PR FR
ORG 30276 3 7 0 0 0 10
Controlo 9 0 0 9 0 0
Exemplo I 8 0 0 8 0* 0
Exemplo III 8 0 0 8 0 0
Exemplo IV 9 0 0 9 0 0
Exemplo V 9 0 0 8 1* 0
Exemplo XX 9 0 0 8 1* 0
Exemplo XXI 9 0 0 9 0 0
Exemplo XXVI 8 0 0 8 0 0
Exemplo XXVII 9 0 0 9 0 0
* Edema na face muito pequeno
Todos os péptidos ensaiados são completamente activos
na inibição da libertação de LHRH em algumas concentrações razoáveis in vitro, não obstante, na maior parte das vezes, serem ligeiramente menos potentes do que os padrões existentes in vitro.
Por outro lado, estes péptidos são muito mais potentes in vivo.
Isto foi observado num ensaio sobre a libertação de histamina in vitro a partir de células mestras de peritoneu, que se realizou de acordo com o processo de Morgan e col. (Int. Archs. Ailergy appl. Immun., 80, 70, 1986).
Libertação In Vitro de Histamina
Neste ensaio, narcotizaram-se ratazanas com éter e
recolheram-se células do exsudato da cavidade abdominal, de acordo com o qual elas foram lavadas com 12 ml de meio de células mestras (MCM) (150 mM de NaCl; 3 mM de KCl; 3,0 mM de Na2HPO
3,5 mM de Kf^PO^; 0,98 mM de CaCl2; 5,6 m M de dextrose; albumina de soro de vitela a 0,1%; gelatina a 0,1% e 10 U/ml de heparina) (9). Reuniram-se as células de quatro ou cinco ratazanas, centri£ugaram-se a 120 g, ressuspenderam-se com MCM θ
até uma concentração de 0,5 χ 10 ml/-l e dividiram-se em partes alíquotas de 1 ml em 12 tubos de ensaio de polietileno de 75 mm. Conservaram-se os tubos a 37° C durante quinze minutos e incubaram-se sozinhos (libertação de base da histamina) com 48/80 (controlos positivos) (Sigma Chemicals, St. Louis, Mo.) ou com as concentrações pretendidas (1 ng a 10 jjg/mg) de antagonistas de LHRH, durante sessenta minutos.
A reacção foi interrompida por arrefecimento dos tubos a 4° C. Centrifugaram-se os tubos; separaram-se os sobrenadantes e armazenaram-se a -20° C até se analisarem relativamente à histamina. Efectuaram-se os ensaios em duplicado. A histamina das células total foi libertada por aquecimento à ebulição durante dez minutos. A histamina libertada na reacção sobre os antagonistas foi expressa como percentagem da extracção total. Estas concentrações que correspondem a aproximadamente 50% da histamina total das células mestras (HRDç-θ pg/ml) foram determinados para cada antagonista. Os resultados estão representados graficamente na Figura 1.
Em todos os péptidos, foi detectada actividade de inibição da ovulação em mamíferos do sexo feminino em doses muito baixas. Os péptidos de acordo com a presente invenção foram muitas vezes administrados sob a forma de sais não tóxicos farmaceuticamente aceitáveis como, por exemplo, sais de adição de ácido.
São exemplos destes sais de adição de ácido deste tipo cloridratos, bromidratos, sulfatos, fosfatos, fumaratos, gluconatos, tanatos, maleatos, acetatos, citratos, benzonatos, succionatos, alginatos, pamoatos, malatos, ascorbatos, tartaratos e semelhantes.
Se a substância activa for administrada sob a forma
de comprimidos, os comprimidos podem compreender uma substância diluente farmaceuticamente aceitável que contém um agente ligante como, por exemplo, tragacanto, amido de milho ou gelatina; podem conter ainda agente desagregantes como ácido algínico e agente deslizante como estearato de magnésio.
Se se pretende realizar a administração sob a forma de líquido, pode utilizar-se um agente edulcorante e/ou um agente apaladante como parte de agente diluente farmaceuticamente aceitável e, no caso de administração por via intravenosa, esta realiza-se sob a forma de soluções de cloreto de sódio isotónicas, tamponizadas com fosfato ou semelhantes.
As composições farmacêuticas contêm correntemente o péptido em conjunto com um veículo farmaceuticamente aceitável de uso corrente. Correntemente, a dose utilizada é igual a cerca de 1 a 100 microgramas de péptido por quilograma de peso corporal do paciente, no caso da administração por via intravenosa; as doses por via oral podem ser mais altas. Em geral, o tratamento de seres humanos de ensaio realiza-se com estes péptidos da mesma maneira e da mesma forma que o tratamento clínico com outros antagonistas de LHRH.
Estes péptidos podem ser administrados a animais mamíferos intravenosamente, subcutaneamente, intramuscularmente, oralmente, intranasalmente ou intravaginalmente para se conseguir a inibição da formação dos óvulos e/ou o controlo da fertilidade e, igualmente, em utilizações que necessitam de uma repressão regressível de actividade gonadal como, por exemplo, no tratamento da puberdade prematura ou durante a irradiação com raios X ou a quimioterapia.
As doses activas variam de acordo com a forma de administração e com o tipo de animal a ser tratado. Um exemplo de uma forma de dosagem típica é uma solução fisiológica de cloreto de sódio com péptido que é administrada numa dose compreendida entre cerca de 0,1 a 2,5 mg/kg de peso corporal. A administração por via oral do péptido pode realizar-se ou sob a forma sólida ou sob a forma líquida.
Não obstante a invenção ter sido descrita tendo em
atenção a forma de realização preferida, é evidente que se podem fazer modificações e alterações que são evidentes para os técnicos sem que isso altere o âmbito da invenção, limitado apenas pelas Reivindicações anexas. Na presente invenção, podem igualmente utilizar-se substituições que não se diferenciam essencialmente da actividade conhecida no actual estado da técnica.
Os compostos SB-030, SB-075 e SB-088 são decapéptidos como se descreve mais completamente se seguida, que possuem actividades especialmente vantajosas:
fi
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-R -Ser-Tyr-R -Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
SB-030, R = D-Trp, R = D-Cit;
SB-075, R3 = D-Pal, R6 = D-Cit;
SB-088, R3 = D-Pal, R6 = D-Hci.
Dos aminoácidos contidos nos componentes, não se podem obter no comércio D-Pal, D-Cit e D-Hci. Para o D-Pal, é necessária uma síntese completa que começa com malonato de dietil-acetamida e cloreto de 3-picolilo e se realiza procedendo de acordo com um procedimento conhecido. D-Cit e D-Hci podem preparar-se facilmente a partir de aminoácidos que se podem obter no comércio como, por exemplo, D-Orn ou D-Lys.
Cada péptido possui uma elevada actividade de inibição da LHRH como se menciona mais abaixo e é completamente isento de acções secundárias de edematogénese.
A síntese realizada passo a passo usual numa solução é também um método utilizável para a preparação dos péptidos, muito embora este processo seja seguramente mais dispendioso em mão-de-obra e necessita de mais tempo.
MATERIAIS DE PARTIDA
Suporte Sólido
Utiliza-se uma resina de benzidrilamina com 1,1 milequivalentes de NF^/g (Advanced Chem Tech, Louisville, KY).
Podem igualmente utilizar-se resinas com um teor de NH2 mais baixo, por exemplo, com 0,4 - 0,6 milequivalentes/grama, mas, naturalmente, são de utilização menos económica.
Derivados de Aminoácidos
Os Boc-aminoácidos abaixo indicados foram obtidos em Bachem e utilizados sem qualquer purificação:
Boc-D-Ala, Boc-Arg(Tos), Boc-Leu.H2O,
Boc-D-Nal, Boc-D-Phe(4-Cl), Boc-Pro,
Boc-Ser(Bzl), Boc-D-Trp e Boc-Tyr(DCB).
Boc-D-Cit, Boc-D-Hci e Boc-D-Pal, que não podem obter-se no comércio, foram preparados de acordo com a literatura (1 - 4), com pequenas alterações.
Boc-D-Cit
Fase 1. D-Cit
Transformou-se D-Orn (Sigma, a 98%) em D-Cit como se descreve em (1), com a excepção de se ter agitado a mistura reaccional de (D-Orn)2Cu e KOCN durante duas a três horas, para evitar a deposição de uma crosta de (D-Cit, D-Orn) sobre as paredes do recipiente.
A pureza do D-Cit foi ensaiada por TLE (electroforese em camada fina) a um valor de pH de 6,5 com tampão de piridina/ácido acético/água (100 : 4 : 900) e com 30 V/cm durante quarenta e cinco minutos.
Fase 2. Boc-D-Cit
Adicionaram-se 6,6 gramas (30 mmoles) de Boc20 em 15 ml de acetonitrilo a uma solução de 4,4 gramas (25 mmoles) de
D-Cit em 25 ml de água e 12,6 ml (90 mmoles) de trietilamina.
Agitou-se a mistura durante duas a três horas. Em seguida,
submeteu-se a mistura ao ensaio de TLC (cromatografia em camada fina) em que se utilizou um sistema dissolvente de acetato de etilo/piridina/ácido acético/água (60 : 10 : 3 : 6) : Boc-D-Cit, D-Cit e Boc-D-Orn (Boc), que se formaram a partir de impurezas de D-Orn, possuem valores de RF de, respectivamente, 0,4, 0,0 e 0,9. Diluiu-se a mistura com 25 ml de água e extraiu-se com éter dietilico (2 χ 20 ml) e acetato de etilo (2 χ 20 ml), para eliminar o excesso de dicarbonato e as impurezas de Boc-D-Orn(Boc).
Acidulou-se a fase aquosa com KHSO^ 1 molar e, depois da adição de cerca de 10 gramas de Na2SO^, extraíu-se a fase com acetato de etilo (3 x 30 ml). As soluções em acetato de etilo depois de combinadas (separadas imediatamente da fase aquosa) foram evaporadas sob vácuo. Diluiu-se o resíduo com dioxano isento de água e evaporou-se por três vezes sob vácuo.
O óleo leve assim formado foi diluído com 25 ml de DMF e utilizou-se esta solução de base de Boc-D-Cit para acoplamento como mmole/ml.
A síntese de Boc-Cit com utilização de azida de Boc como substância activa de acilação e a preparação do sal de diciclo-hexilamina cristalino foram também descritas (2).
Boc-D-Hci
Fase 1. D-Hci
Preparou-se D-Hci a partir de D-Lys.HCl (Sigma) de maneira análoga aDCit (veja-se acima a indicação 1).
Fase 2. Boc-D-Hci
Adicionaram-se 6,6 gramas de dicarbonato de di-terc.-butilo, diluído em 15 ml de acetonitrilo, a uma solução de 25 mmoles (4,73 gramas) de D-Hci em 25 ml de água e 12,6 ml (90 mmoles) de trietilamina e agitou-se a mistura reaccional durante duas a três horas. Verificou-se o comportamento da reacção por meio de TLC, como no caso de Boc-D-Cit; os valores de RF para Boc-D-Hci, D-Lys e Boc-D-Lys(Boc) foram iguais, respecti- 23 -
vamente, a 0,3, 0,0 e 0,8. Extraíu-se a mistura reaccional com éter. Acidulou-se a fase aquosa com KHSO^ 1 molar e, depois de se adicionarem 10 gramas de Na2SO^, extraíu-se com uma mistura na proporção de 1 : 1 de acetato de etilo e n-butanol (4 χ 30 ml). As soluções orgânicas, depois de combinadas, foram secas sobre Na^O^ e evaporadas em vácuo. Triturou-se o resíduo com éter dietilico, filtrou-se, lavou-se com éter, depois suspendeu-se em acetato de etilo e agitou-se a 20° C durante duas horas e agitou-se ainda mais duas horas a 0° C. Separou-se por filtração o material cristalino assim obtido, lavou -se com acetato de etilo frio até se formarem aproximadamente 3,9 gramas de Boc-D-Hci, com um ponto de fusão de 141 - 142° C (decomposição).
Boc-D-Pal(3)
Fase 1. Malonato de dietil-acetamida-(3-piridil-metil) (3)
Obtiveram-se 113,0 gramas (60,3%) de malonato de dietil-acetamida- ( 3-piridil-metilo ) a partir de 132,0 gramas de malonato de dietil-acetamida com auxílio do processo de acordo com J. E. Rivier e col. (3). O material bruto tinha um ponto de fusão de 95° C. Recristalizou-se uma pequena amostra a 104 - 106° C na água de cristalização (literatura 95° C).
Fase 2. Éster de etilo de N-acetil-3-(3-piridil)-DL-alanina (4)
Num balão dotado de rolha, diluíram-se 61,6 gramas (200 mmoles) de malonato de dieti1-acetamido-(3-piridil-metilo) em 210 ml de NaOH etanólica e deixou-se repousar à temperatura ambiente durante uma noite. No dia seguinte, aqueceu-se a mistura a refluxo e manteve-se a esta temperatura durante trinta minutos. Arrefeceu-se depois a mistura até à temperatura ambiente e filtrou-se para se eliminarem os sólidos insolúueis com diversas pequenas quantidades de etanol e, em seguida, despejaram-se. Evaporaram-se os filtrados depois de combinados até à secura e cristalizou-se o resíduo seco em água, utilizando 3-5 ml de H^ O por grama de sólido. Recuperaram-se 38,0 gramas (160
mmoles; 80%) de produto.
Ponto de fusão : 124 - 126° C (literatura : 118 - 121° C).
Fase 3. Éster de etilo de N-acetil-3-(3-piridil)-D-alanina (3)
Diluíram-se 45,0 gramas (190 mmoles) da mistura DL acima descrita em 225 ml de HCl a 4,5% quente. Arrefeceu-se depois esta solução rapidamente até 25° C de maneira a formar-se uma suspensão de cristais finos. Regulou-se o pH para 7,2, utilizando para o efeito KOH 2 normal e depois adicionaram-se 150 mg de alfa-quimotripsina e manteve-se o valor do pH compreendido entre 6,8 - 7,2, para o que se adicionaram gota a gota KOH 2 N. Depois de não se ter verificado qualquer alteração do valor de pH durante quinze minutos, adicionaram-se mais 50 mg de alfa-quimotripsina para garantir que a hidrólise estava completa. Não se detectou qualquer alteração do valor do pH depois da adição recente enzima e o valor do pH final era igual a 7,2. Extraíu-se esta solução com 4 χ 200 ml de acetato de etilo. Combinaram-se os extractos com acetato de etilo, secaram-se sobre Na2SO4, separou-se por filtração o agente de secagem e eliminou-se o dissolvente em vácuo. Recristalizou-se o resíduo em tolueno (13 - 15 ml/g) para se conseguir uma recuperação de 13,0 gramas (55 mmoles, 57%) de um produto com o ponto de fusão de 79 - 81° C (literatura 122° C).
Fase 4. 3-(3-Piridil)-D-alanina, D-Pal(3) (4)
Mantiveram-se aquecidos a refluxo durante a noite 13,0 gramas (55 mmoles) de éster de etilo de N-acetil-3-(3-piridil ) -D-alanina com 100 ml de HCl 6 N. Eliminou-se o dissolvente sob vácuo. Adicionaram-se 15 ml de etanol e eliminou-se este em vácuo. Repetiu-se este tratamento com etanol por mais duas vezes. Recristalizou-se o resíduo em etanol a 90% para se obterem 13,0 gramas (54 mmoles; 98%) de dicloridrato de amina.
POnto de fusão : 237 - 239° C (decomposição) (Literatura = 253 - 256° C).
Fase 5, N-Boc-3-(3-piridil)-D-alanina, Boc-D-Pal(3) (3)
Diluiram-se 13,0 gramas (54 mmoles) de D-Pal(3) acima descrito com 50 ml de Η2<0. Adicionaram-se 50 ml de tetra-hidrofurano e 30 ml (214 mmoles) de trietilamina. A esta mistura, adicionaram-se com agitação, em intervalos de uma hora, 4 x porções de 5 gramas de Boc20 (90,7 mmoles). Depois de se agitar durante um total de seis horas, elimina-se o tetra-hidrofurano em vácuo. Elimina-se o excesso de dicarbonato com hexano. Com HCl 6 N, regula-se o pH da fase aquosa a um valor de 4,0 e, em seguida, extrai-se com 4 χ porções de 100 ml de acetato de etilo. Combinam-se estes extractos em acetato de etilo e extrai-se novamente a solução saturada de sal com 2 x partes de 5 ml. Seca-se sobre Na^O^, filtra-se e eli mina-se o dissolvente sob vácuo. Recristaliza-se o resíduo em tolueno para se obterem 8,4 gramas (31 mmoles; 57%) de Boc-D-Pal(3) com o ponto de fusão de 141 - 142° C (decomposição) (Literatura : 135 - 136° C).
PREPARAÇÃO DA RESINA DE PÉPTIDO
Encheu-se um vaso de reacção para a síntese manual com aproximadamente 60 ml de capacidade com 1 grama (1,1 mmoles) de resina de benzidrilamina.HCl. Oscilou-se durante duas horas com 20 ml de DCM e filtrou-se. Depois, adicionaram-se à resina 15 ml de DIEA/DCM a 10%, sacudiu-se durante dois minutos e filtrou-se. Repetiu-se por duas vezes o último tratamento. Separaram-se os Boc-aminoácidos sob a forma de éster de HOBt previamente formado como se indica na Tabela 2 e, em seguida, acoplou-se a esta resina. As Fases 1-12 formam um ciclo de acoplamento para o resíduo de aminoácido. Dez ciclos consecutivos originaram uma resina de decapéptido terminada com D-Nal(2) livre. Acetilizou-se esta resina de péptido como se descreveu nas Fases 2e e 2f, depois retirou-se do vaso reaccional, lavou-se com DCM e com n-hexano e secou-se em vácuo, para se formarem 2,9 - 3,0 gramas da resina de acetil-dacapeptidamida , com a seguinte estrutura:
1. Resina Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser(Bzl) -Tyr(DCB)-D-Cit-Leu-Arg(Tos)-Pro-D-Ala-NH, para SB-030;
2. Resina Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4C1)-D-Pal(3)-Ser(Bzl)-Tyr(DCB)-D-Cit-Leu-Arg(Tos)-Pro-D-Ala-NH, para SB-075;
3. Resina de Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4C1)-D-Pal(3)-Ser(Bzl)-Tyr(DCB)-D-Hci-Leu-Arg(Tos)-Pro-D-Ala-NH, para 3B-088.
SB-088 foi sintetizada numa quantidade mais pequena (0,1866 mmole), a resina de peptido NQ. 3 e o sal ds H? de decapeptido livre obtido foram iguais respectivamente a 410 mg e 200 mg.
Tabela 2
Fase Reagente e processo Tempos de mistura em minutos
1 3 Éster de HOBt , previamente preparado;
Acoplamento 90
2 4 Ensaio de ninidrina (5) ; se as esferas forem
médiamente ou fortemente azuis, repetem-se as fases 1+2; se forem de cor ligeiramente a-
2a zul, prossegue-se para as fases 2a-2f MeOH (10 ml), Lavagem 1
2b DIEA a 10%/DCM (10 ml), Neutralização 2
2c MeOH (10 ml), Lavagem 1
2d DCM (10 ml), Lavagem (três vezes) 2
2e 4 Acetilimidazol , Acetilaçao 30
2f Ensaio de ninidrina; se for positivo repetem-
3 -se as fases 2d - 2f MeOH (10 ml), Lavagem (duas vezes) 1
4 DCM (10 ml), Lavagem (três vezes) 2
5 TFA a 50%/DM (10 ml); Desbloqueamento 1
6 TFA a 50%/DM (10 ml); Desbloqueamento 30
7 IpOH (10 ml); Lavagem 1
8 DIEA a 10%/DCM (10 ml); Neutralização 3
9 MeOH (10 ml); Lavagem 1
10 DIEA a 10%/DCM (10 ml); Neutralização 3
11 MeOH (10 ml); Lavagem 1
12 DCM (10 ml); Lavagem 2
Com excepção de Boc-D-Cit, prepararam-se os ésteres de HDBT de Boc-aminoácido, procedendo da seguinte maneira:
Dissolveram-se em 1 ml de DMF 3 mmoles de Boc-aminoácido - isto é (em mg) D-Ala : 568, D-Pro : 646, Arg(Tos) :
1286, Leu : 748, Tyr(DCB) : 1321, Ser(Bzl) : 886, D-Hci : 865, D-Trp : 913 ou D-Pal(3) : 799, D-Phe(4Cl) : 899, D-Nal(2) :
946 - e 460 mg (3mmoles) de HOBT.f^O, diluiu-se com 2 ml de DCM, arrefeceu-se a 0° C e fez-se reagir com 0,6 ml (3,8 mmoles) de DIC a 0° C, durante dez minutos; em seguida, adicionou-se a resina com lavagem com 4 χ 1 ml de DCM. Para Boc-D-Cit, dissolveu-se HOBT.H2O em 3 ml de solução de base de Boc-D-Cit, fez-se reagir com DIC e depois misturou-se a resina com lxl ml de DMF e lavou-se com 3 χ 1 ml de DCM.
No caso de resinas de péptido contendo Cit, o ensaio considera-se negativo, se as partículas forem brancas (ou ligeiramente amarelas) e a solução ficar corada de lilás. O acoplamento completo de Boc-Arg(Tos) ao radical Pro pode ser ensaiado sobre a resina, para o que se utiliza um reagente de isatina (2,5 gramas de isatina, 20 gramas de fenol, 30 gramas de álcool benzílico e 2,5 gramas de Boc-Phe); o ensaio é considerado negativo se as esferas forem brancas (a levemente amarelas mas não azuis) depois de lavadas três a quatro vezes com acetona .
Fez-se reagir 0,34 gramas de imidazol dissolvido em 2 ml de DCM com 0,5 ml de anidrido acético a 0° C e, em seguida, adicionou-se à resina com 3 χ 2 ml de DCM para lavagem.
PREPARAÇÃO DAS DECAPEPTIDAMIDAS LIVRES
Separação e Desprotecção
Tratou-se cada resina de péptido com 3 ml de M-cresol e, aproximadamente, 30 ml de fluoreto de hidrogénio (HF) a 0° C, durante quarenta e cinco minutos. Depois de se eliminar o HF sob alto vácuo, triturou-se a resina de péptido restante com éter dietilico isento de água, filtrou-se, lavou-se com éter dietilico e extraiu-se o péptido com:
ácido acético a 50% e DMF (2-2x20 ml), para SB-030;
ácido acético a 50% (3 χ 15 ml), para SB-075 e SB-088;
e separou-se da resina por filtração. Evaporou-se a solução de péptido em vácuo e triturou-se o resíduo com éter dietílico, filtrou-se com éter dietílico e secou-se para se formarem 1,2 2
- 1,3 gramas de sal de HF com decapéptido bruto com uma pureza de 70 - 85%.
Purificação
Purificou-se o péptido bruto, para o que se utilizou um sistema de HPLC preparativo Beckman Prep-350. A separação realizou-se numa coluna 41,5 χ 250 mm Dynamax que foi cheia com gel de sílica C^g (300 A de tamanho de poros, 12 pm de granulometria) (Rainin, Inc. Co., Woburn, MA).
Utilizou-se o SB-030 impuro na coluna numa solução a 30% de ácido fórmico, enquanto o SB-075 e o SB-088 foram dissolvidos em ácido acético a 30%. Utilizou-se a eluição sob pressão. O dissolvente A continha TFA aquoso a 0,1% e o dissolvente B era constituído por TFA a 0,1% em acetonitrilo aquoso a 70%. A velocidade do líquido sob pressão era igual a 35 ml/minuto. A eluição da coluna realizou-se com controlo por detector variável de comprimentos de onda de UV (Beckman, tipo 163) a 220 nm.
As quantidades das decapeptidamidas puras e os ren-
dimentos gerais obtidos foram os seguintes:
1. 600 mg (34%) SB-030;
2. 960 mg (52%) SB-075;
3. 140 mg (45%) SB-088 (veja-se nota inferior 2
com uma pureza de > 95%.
HPLC Analítica
A análise de HPLC realizou-se com um cromatógrafo em fase líquida Hewlett-Packard, modelo 1090. As amostras de péptido são cromatografadas numa coluna C1Q W-Porex 5 (Phemomex, Rancho Paios Verdes, CA) com uma velocidade de passagem de 1,2 ml/minuto, com utilização de eluição sob pressão, com os dissolventes A e B (os cromatogramas das amostras brutas encontram-se representados em anexo).
Análise dos Aminoácidos
As amostras de péptido foram submetidas a vácuo durante vinte horas à temperatura de 110° C, os tubos de ensaio foram vedados com utilização de ácido metano-sulfónico 4 molar e hidrolisados com 0,2% de 3-(2-aminoetil)-indol e a composição dos aminoácidos do produto da hidrólise foi determinada num analisador de aminoácidos Beckman.
A tabela anexa mostra a afinidade dos análogos de LHRH para as glâdulas anexas do cérebro ou receptores da membrana de cancro do peito como determinado com utilização de LHRH marcado com radiactivos ou LHRH D-Trp6 marcado com elementos radioactivos.
As medições com LHRH marcado radioactivamente (A) mostram que SB-075 possui a máxima afinidade para os receptores das glândulas anexas do cérebro, isto é, tem maior capacidade para deslocar a LHRH, o que é uma das características principais para os antagonistas de HLRH. Por outro lado, SB-088 apresenta uma afinidade especialmente alta para receptores das membranas do cancro do peito humano em ambos os ensaios (A + B).
INDICAÇÕES DA LITERATURA
1. J. P. Greenstein e M. Winitz : Chemistry of the Amino Acids, John Wiley and Sons, Nova Iorque, NY, 1961 (Cit: 2491 - 2494) .
2. K. Eisele : Hoppe-Seyler's Z. Physiol. Chem., 356, 845 - 854 (1975).
J. E. Rivier, J. Porter, C. L. Rivier, M. Perrin, riogan, W. A. Hook, R. P. Siraganian e W. W. Vale Chem., 29, 1846 - 1851 (1986).
C. Hoes, J. Raap, W. Bloemhoff e K. Ε. T. Kerling Trav. Chim., Países-Baixos, 99 , 99 - 104 (1980).
A. Cor: J. Med.
: Recl.
5. J. M. Stewart e J. D. Young : Solid Phase Peptide Synthesis, 2â Edição, Pierce Chemical Company, Rockford, Illinois, 19848.
EXEMPLO I
Realiza-se a síntese do péptido da fórmula
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 a partir de péptido intermediário Ac-D-Nal(2)-Pro-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH,,.
Este péptido intermediário foi obtido passo a passo, a partir de uma resina de benzidrilam.ina contendo cerca de 0,6 milequivalente de NH2/grama, num sintetizador de Beckman 990, em que se iniciou o processo de preparação a partir de Boc-D-Ala de acordo com o processo abaixo descrito.
O acoplamento realiza-se de acordo com o seguinte Esquema A :
ESQUEMA A
Reagente_Tempo de Mistura (Minutos)
1. Boc-Aminoácido 60 - 90 (2-3 m Mol./g de resina + quantidade equivalente de DIC
2. MeOH (duas vezes) 1
3. CH2C12 (duas vezes) 1
O desbloqueamento realiza-se de acordo com o seguinte
Sguema B :
ESQUEMA Β
Reagente_Tempo de mistura (minutos)
4. TFA a 50%/ etanoditiol a 1% em CH2C12 (duas vezes) 15 + 15
5. IpOH/etanoditiol a 1% 1
6. TEA a 10% em CH2C12 2
7. MeOH 1
8. TEA a 10% em CH2C12 2
9. MeOH (duas vezes) 1+1
10. CH2C12 (duas vezes) 1+1
Resumidamente, utiliza-se o Boc para protecção dos grupos alfa-amino. Utiliza-se Pos para proteger o grupo guanidino da Arg. Utiliza-se DCB como grupo de protecção para o grupo hidroxilo fenólico de Tyr e o grupo OH de Ser é protegido por Bzl. Utiliza-se um excesso de duas até três vezes de aminoácido protegido durante duas horas com base no teor de NH2 da resina de benzidrilamina mais um equivalente de DIC em
CH2C12 ou 10
50% de DMF/CH2C12, de acordo com a solubilidade de Boc-aminoácido.
A acetilação na extremidade N realiza-se com um excesso de cinquenta vezes de anidrido acético em CH2C12, durante 0,5 hora. O péptido intermediário protegido assim obtido tem a seguinte composição:
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser(X4)-Tyr-(X5)-D-Lys(X6)-Leu-Arg(Χθ)-Pro-D-Ala-NH-X10 em que X4 é Bzl e X5 é DCB, X6 é Z(2-C1), X8 é Tos e X10 é um grupo benzidrilo inserido na resina.
Para separar a resina de péptido protegida e desprotegê-la, trata-se com 1,4 ml de m-cresol e 15 ml de fluoreto de hidrogénio por grama de resina de péptido, durante 0,5 hora a 0S c e 0,5 hora à temperatura ambiente. Depois de se proceder à eliminação do fluoreto de hidrogénio sob alto vácuo, la33
h va-se a resina de péptido com éter dietilico e, em seguida, ex-ί trai-se o péptido com DMF e separa-se da resina por filtração.
Concentra-se depois a solução de DMF sob alto vácuo até um !
í !
! pequeno volume e, em seguida, tritura-se com éter dietilico.
produto bruto assim obtido é em seguida purificado como se descreve acima por HPLC preparativa. Obtém-se assim o pépti' do intermediário livre puro com a fórmula acima indicada, em í que X , X , X , X e X sao hidrogénio.
Η O péptido intermediário que contém D-Lys(X^) livre i i é, em seguida, feito reagir à temperatura ambiente com ciana- j
I , !
to de potássio em DMF aquosa a 80% (81 mg de KCNO/ml; tempo : j vinte e quatro horas). Depois de se eliminar o dissolvente em ί alto vácuo, realiza-se a purificação do produto da reacção por i
! HPLC preparativa; obtêm-se assim o péptido que contém D-Hci
I : ί ii pretendido. j
O péptido que contém D-Hci assim obtido é essencialmente puro (cerca de 95%). A análise de HPLC realiza-se num sistema de cromatografia em fase líquida Hewlett-Packard 1090A com uma coluna Phenomenex (W-Porex 5C18) e com dissolventes em que o dissolvente A é constituído por 0,1% de TFA, o dissolZH^CN a 70% com um gradiente de 30 0 péptido pretendido possui um tempo vente B : 0,1% de TFA em - 60% em trinta minutos.
de retenção em HPLC igual a 28,2 minutos.
ί A purificação dos péptidos realiza-se num cromatój grafo em fase líquida de gradiente Beckmann Prep-350, em que se utiliza um cartucho com 41,4 χ 250 mm com uma fase inversa de DYNEMAX C-18 previamente preparada (300 angstroms, 12 um), com dissolventes em que A : TFA a 0,1% e B : TFA a 0,1% em CH^CN a 70% e com uma diminuição de pressão de 45 - 60% em trinta minutos. Obtém-se o péptido puro sob a forma de sal de TFA, caso se pretenda se pode transformar na forma de acetato i e passagem através de uma coluna AG3X (Bio-Rad) na forma de acetato com subsequente liofilização.
EXEMPLO II
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-l·^
Λ preparação realiza-se a partir do correspondente péptido intermediário que, na posição 6, em vez de D-Hci (etil) contém aminoácido D-Lys, procedendo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I, por reacção com isocianato de N-etilo (0,1 mg em 10 ml por 1 grama de péptido intermediário) no seio de DMF, a 0 - 10° C, durante dez horas. O tempo de retenção é igual a 30,8 minutos.
EXEMPLO III
Realiza-se a síntese do péptido
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 como se descreveu no Exemplo I. O péptido de partida contém, na posição 6, Boc-D-Arn(Z), em vez de Boc-D-Lys(Z(2-C1)), que se utiliza no Exemplo I. Prepara-se este péptido de partida procedendo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I.
Tempo de retenção : 27,8 minutos; tempo de retenção do péptido de partida : 25,5 minutos.
EXEMPLO IV
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
Obtém-se este péptido a partir de Ac-D-Nal(2)-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 θ de isocianato de N-etilo no seio de DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido intermediário) a 0 - 10° C, procedendo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo III.
Tempo de reacção : 10 horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 30,4 minutos.
EXEMPLO V
Realiza-se a síntese do péptido
Ac-D-Phe(4-C1)-D-Phe{4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-Nl·^ como se descreveu no Exemplo I, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Phe(4-Cl) em vez de Boc-D-Nal(2) na posição 1 do péptido de partida, em que então como péptido de partida se obtém directamente Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2·
Tempo de retenção : 26,6 minutos; tempo de retenção do péptido de partida com Ac na posição 1 : 24,0 minutos.
EXEMPLO VI
Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH?
O péptido de partida é Ac-D-Phe(4-Cl)-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (veja-se o Exemplo V), que se faz reagir com isocianato de N-etilo (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de partida), a 0 - 10° C em DMF.
Tempo de reacção : 10 horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 29,2 minutos.
EXEMPLO VII
Realiza-se a síntese do péptido
Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-N^ como se descreveu no Exemplo I, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Phe(4-Cl) em vez de Boc-D-Nal(2), na posição 1, e Boc-D-Orn(Z) em vez de Boc-D-Lys(Z(2-C1)), na posição 6, de maneira a obter-se o péptido de partida directamente Ac-D-Phe( 4-Cl) -D-Phe ( 4-Cl) -D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-IS^ (tempo de retenção : 24,0 minutos), que se faz reagir com KCNO de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 26,3 minutos.
EXEMPLO VIII
Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit (etil )-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 péptido de partida é Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (veja-se o Exemplo VII), que se faz reagir com isocianato de N-etilo na presença de DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de saída) a 0-10° C durante dez horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 28,6 minutos.
EXEMPLO IX
A síntese do péptido
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-Gly-NH2 realiza-se de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I. O péptido assim obtido possui um tempo de retenção no ensaio de HPLC de 27,4 minutos.
EXEMPLO X
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci(etil)-Leu-Arg-Pro-Gly-NH2
O péptido de partida é Ac-D-Nal(2)-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-Gly-NH (veja-se Exemplo IX), que se faz reagir com isocianato de N-etilo em DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de partida), a 0 - 10° C, durante dez horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 30,0 minutos.
EXEMPLO XI
Ac-Pro-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
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péptido de partida é Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (tempo de retenção : 16,8 minutos), que se faz reagir com cianato de potássio, de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I. O péptido de partida é obtido de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I, com excepção de se ter inserido Boc-Pro em vez de Boc-D-Nal(2) na posição 1.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 19,3 minutos.
EXEMPLO XII
Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 péptido de partida é Ac-D-Pro-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (veja-se Exemplo XI), que se faz reagir com isocianato de N-etilo no seio de DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de partida), a 0 - 10° C durante dez horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 22 minutos.
EXEMPLO XIII
Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-LeuArg-Pro-D-Ala-NH2
O péptido de partida é Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (tempo de retenção : 16,85 minutos), que se faz reagir com cianato de potássio de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I. O péptido de partida é igualmente obtido de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo 1, com a diferença de se ter inserido Boc-Pro em vez de 3oc-D-Nal(2) na posição 1 e Boc-D-Orn(Z) em vez de Boc-D-Lys(Z(2-Cl)) na posição 6.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 18,8 minutos.
EXEMPLO XIV
Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^
O péptido de partida é Ac-Pro-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NHz (veja-se Exemplo XIII), que se faz reagir com isocianato de N-etilo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo VI.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 24,9 minutos.
EXEMPLO XV
Ac-D-Phe-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^
O péptido de partida é Ac-D-Phe-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (tempo de retenção : 20,8 minutos), que se faz reagir com cianato de potássio de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I. Obtém-se o péptido de partida de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I, embora, no entanto, se tenha inserido um radical de aminoácido Boc-D-Phe na posição 1, em vez de Boc-D-Nal(2).
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 23,4 minutos.
EXEMPLO XVI
Ac-D-Phe-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^
O péptido de partida é Ac-D-Phe-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (veja-se Exemplo XV), que se faz reagir com isocianato de N-etilo em DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de partida), a 0 - 10° C, durante dez horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 26,0 minutos.
Ac-D-Phe-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
- 39 EXEMPLO XVII
Ο péptido de partida é Ac-D-Phe-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 (tempo de retenção : 21,0 minutos), que se faz reagir com cianato de potássio de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I. A preparação do péptido de partida realiza-se de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo I, com a diferença de, em vez de Boc-D-Nal(2), se inserir na posição 1 o Boc-D-Phe e, em vez de Boc-D-Lys(Z(2-C1)) na posição 6, se inserir Boc-D-Orn(Z).
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 23,1 minutos.
EXEMPLO XVIII
Ac-D-Phe-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit(etil)-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
O péptido de partida é Ac-D-Phe-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Orn-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^ (veja-se Exemplo XVII), que se faz reagir com isocianato de N-etilo no seio de DMF (0,1 mg em 10 ml por grama de péptido de partida), a 0 - 10° C, durante dez horas.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 25,4 minutos.
EXEMPLO XIX
Exemplo para a preparação geral de um péptido de acordo com a presente invenção da fórmula
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
Este péptido é obtido passo a passo por meio de uma resina de benzidrilamina, que contém aproximadamente 1,0 mole de grupos amino equivalentes por grama, com utilização de um sintetizador Beckman 990, em que se começa com Boc-D-Ala. O acoplamento realiza-se de acordo com o Esquema A, que é indicado no Exemplo I.
O D-bloqueamento realiza-se de acordo com o Esquema
B, que é indicado no Exemplo I. Para as condições usuais, são
válidas as correspondentes indicações, de acordo com o Exemplo
I.
O péptido intermediário assim obtido tem a seguinte composição:
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser(X4)-Tyr(X5)ρ 1 Q
-D-Hci-Leu-Arg(X )-Pro-D-Ala-NHX na qual X4 = Bzl e X3 = Dzb, Χθ = Tos e Χ^θ é um grupo benzidrilo que é inserido na resina.
A separação do péptido protegido assim obtido realiza-se de acordo com o Exemplo I, com 1,4 ml de m-cresol e 15 ml de fluoreto de hidrogénio por grama de resina de péptido (0,5 hora a 0° C e 0,5 hora à temperatura ambiente). Utilizam-se todas as condições indicadas no Exemplo I. Purifica-se o produto bruto assim obtido por cromatografia em HPLC preparativa. A análise de HPLC realiza-se de maneira correspondente à que se descreveu no Exemplo I, com um sistema de cromatografia em fase líquida sob pressão do tipo Hewlett-Packard 1090A, com utilização de uma colunaPhenomenex e se elui com os seguintes dissolventes:
Dissolvente A : 0,1% de TFA; dissolvente B : 0,1% de TFA em CH^CN a 70% com um gradiente de 35 - 75% em trinta minutos.
O dipéptido assim obtido, que contém na posição 6 D-Hci, tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 22,9 minutos. Realiza-se a purificação posterior num cromatografo em fase líquida Beckmann Prep-350, procedendo de maneira correspondente à que se descreveu no Exemplo I.
EXEMPLO XX
Obtém-se péptido
H2N-CO-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 procedendo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de, em vez de Boc-D-Nal(2), se inserir na posi41
ção 1 HgN-CO-D-Nal(2) e não se efectuar a acetilação da extremidade N.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 24,0 minutos.
EXEMPLO XXI
A síntese do péptido
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NHg realiza-se como se descreveu no Exemplo XIX, com a excepção de se ter inserido Boc-D-Cit em vez de Boc-D-Hci na posição
6. O péptido pretendido possui um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 22,5 minutos.
EXEMPLO XXII
Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NHg
A preparação realiza-se de acordo com o Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Phe(4-Cl) em vez de Boc-D-Nal(2) na posição 1.
Tempo de retenção no ensaio de HPLC : 24,0 minutos.
EXEMPLO XXIII
Ac-D-Phe(4-Cl)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NHg
A preparação realiza-se de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Phe(4-Cl) em vez de Boc-D-Nal(2) na posição 1 e se ter inserido Boc-D-Cit em vez de Boc-D-Hci na posição 6.
Tempo de retenção do péptido obtido: 20,8 minutos.
EXEMPLO XXIV
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-Gly-NH2
A preparação realiza-se de maneira correspondente à que se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-Gly em vez de Boc-D-Ala na posição 10.
O péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 22,4 minutos.
EXEMPLO XXV
Ac-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
A preparação realiza-se procedendo de acordo com o Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Pal(3), em vez de Boc-D-Trp, na posição 3.
O péptido obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 13,6 minutos.
EXEMPLO XXVI
Ac-D—Nal-D-Phe(4-Cl)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
A preparação realiza-se procedendo de maneira correspondente à que se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Cit em vez de D-Hci, na posição 6, e de se ter inserido Boc-D-Pal(3) em vez de Boc-D-Trp, na posição 3.
O péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 13,3 minutos.
EXEMPLO XXVII
Realiza-se a síntese do péptido
H2N-CO-D-Nal(2)-D-Phe(4-Cl)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2
como se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Cit em vez de Boc-D-Hci, na posição 6, se ter inserido Boc-D-Pal(3) em vez de Boc-D-Trp, na posição 3 e não se ter realizado a acilação na extremidade N.
Obtém-se assim o péptido intermediário H-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NB^ .
péptido livre assim obtido é, em seguida, feito reagir com cianato de potássio em DMF aquosa a 80% (81 mg de KOCN/300 mg de péptido/ml), à temperatura ambiente, durante vinte e quatro horas. Depois de se evaporar sob alto vácuo, purifica-se a mistura reaccional por HPLC preparativa. O péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 14,4 minutos.
EXEMPLO XXVIII
Realiza-se a obtenção do péptido
H^N—CO-D—Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^ procedendo de maneira análoga à que se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Pal(3) em vez de Boc-D-Trp, na posição 3 e não se ter efectuado a acilação da extremidade N.
Obtém-se o péptido intermediário H-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Pal(3)-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH^.
O péptido livre assim obtido é, em seguida, feito reagir com cianato de potássio no seio de DMF aquosa (81 mg de KOCN/300 mg de péptido/ml), à temperatura ambiente durante vinte e quatro horas. Depois de se evaporar sob alto vácuo, purifica-se a mistura reaccional por HPLC preparativa. o péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 14,7 minutos.
EXEMPLO XXIX
A síntese do péptido
H2N-CO-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 começa com a preparação do péptido intermediário H-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Cit-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2. A síntese do péptido intermediário realiza-se como se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se inserir Boc-D-Orn(Z) na posição 6, em vez de Boc-D-Hci e não se efectuar a acilação na extremidade N. 0 péptido livre que contém D-Orn na posição 6 é, em seguida, feito reagir com cianato de potássio no seio de DMF aquosa a 80% (162 mg de KOCN/300 mg de péptido/ml), à temperatura ambiente, durante vinte e quatro horas. Depois de se evaporar sob alto vácuo, purifica-se a mistura reaccional por HPLC preparativa. O péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 23,6 minutos.
EXEMPLO XXX
A síntese do péptido
H2N-CO-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Hci-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2 começa com a preparação do péptido intermediário H-D-Nal(2)-D-Phe(4-C1)-D-Trp-Ser-Tyr-D-Lys-Leu-Arg-Pro-D-Ala-NH2. A síntese do péptido intermediário realiza-se como se descreveu no Exemplo XIX, com a diferença de se ter inserido Boc-D-Lys(Z(2—Cl)) em vez de Boc-D-Hci, na posição 6, e não se ter realizado a acetilação na extremidade N. O péptido livre, que contém D-Lys na posição 6, é, em seguida, feito reagir com cianato de potássio em DMF aquosa a 80% (164 mg de KOCN/300 mg de péptido/ml), à temperatura ambiente durante vinte e quatro horas. Depois de se evaporar sob alto vácuo, purifica-se a mistura reaccional por HPLC preparativa. O péptido assim obtido tem um tempo de retenção no ensaio de HPLC igual a 14,0 minutos .
EXEMPLO XXXI
As formulações de comprimidos para administração por bocal (sublingual) têm os seguintes componentes:
via
1. Antagonista de LHRH 10,0 mg
Açúcar compressível 86,0 mg
Estearato de cálcio 4,0 mg
2. Antagonista de LHRH 10,0 mg
Açúcar comprimível 88,5 mg
Estearato de magnésio 1,5 mg
3. Antagonista de LHRH 5,0 mg
Manite 83,5 mg
Estearato de magnésio 1,5 mg
4. Antagonista de LHRH 10,0 mg
Amido pré-gelatinizado 10,0 mg
Lactose 74,5 mg
Amido pré-gelatinizado 15,0 mg
Estearato de magnésio de acordo com a Farmacopeia Norte-Americana 1,5 mg
Processo A
Dissolve-se o antagonista de LHRH numa quantidade suficiente de água para formar um produto granulado húmido, se se misturar com a proporção de açúcar do veículo. Depois de se misturar, completamente, secam-se os grânulos numa cápsula de secagem num dispositivo de secagem em leito do líquido. Peneira-se em seguida o granulado seco para separar eventuais agregados de grandes dimensões, desfazem-se estes e, em seguida, mistura-se com os restantes componentes.
granulado é, em seguida, comprimido numa máquina de fazer comprimidos corrente, de maneira a obter-se o peso especificado para os comprimidos.
Processo B
Neste método de preparação, todas as formulações contêm 0,01% de gelatina.
Em primeiro lugar, dissolve-se a gelatina em dissolvente aquoso de granulação e adiciona-se ao antagonista de LHRH. As restantes operações são como se descreveu no Processo A.
EXEMPLO XXXII
Formulação Injectável Intramuscular de Acção Prolongada
Gel de óleo de sésamo injectável intramuscularmente de acção prolongada
Antagonista de LHRH 10,0
Mono-estearato de alumínio 20,0
óleo de sésamo até perfazer 10
mg mg ml.
Sob agitação, aquece-se o mono-estearato de alumínio conjuntamente com o óleo de sésamo, durante o tempo necessário para se obter uma solução amarela transparente. Em seguida, esteriliza-se esta mistura no aparelho de esterilização e arrefece-se. Em seguida, mistura-se o antagonista de LHRH em condições assépticas, com auxílio de trituração. São especialmente preferidos os antagonistas de LHRH sob a forma de sais com pequena solubilidade, por exemplo, sais de zinco, sais de zinco e estanho, pamoatos e semelhantes. Estes compostos possuem uma duração de actividade extraordinariamente longa.
EXEMPLO XXXIII
Microcápsulas de Polímeros Biodegradáveis Injectáveis Intramuscularmente, de ILonga Duração
Antagonista de LHRH 1%
Copolímero 25/75 de glicólido/ lactido (copolímero de ácido glicólico e de ácido láctico) (viscosidade intrínseca 0,5) 99%
Suspendem-se microcápsulas (0 - 150 angstrom) da formulação acima mencionada em :
Dextrose 5,0%
Sal de sódio de carboximetil-celulose 0,5%
Álcool benzílico 0,9%
Tween 80 0,1%
Água - a quantidade suficiente para perfazer 100,0%
Suspendem-se 25 mg de microcápsulas em 1,0 ml de veículo .
EXEMPLO XXXIV
Solução Aquosa para Injecção Intramuscular
Antagonista de LHRH 500 mg
Gelatina (não antigénica) 5 mg
Água para injecções - até perfazer 100 ml
Dissolve-se a gelatina e o antagonista de LHRH na água para injecções. Em seguida, filtra-se a solução para ficar esterilizada.
EXEMPLO XXXV
Formulação para Administração por Via Rectal
Utiliza-se um veículo para supositórios para administração por via rectal.
Antagonista de LHRH 5,0 mg
Witepsol H15 20,0 mg
Mistura-se o antagonista de LHRH com Witepsol H15 fundido e vaza-se num molde com o peso de 2 gramas.

Claims (3)

  1. REIVINDICAÇÕES
    - lâ Processo para a preparação de péptidos antagonistas da hormona de libertação da hormona luteinizante de fórmula (I)
    1 9 9 £ I f)
    X-R -R -R -Ser-Tyr-R -Leu-Arg-Pro-R -NH2 1 na qual
    X é um grupo acilo derivado de ácidos carboxílicos alifáticos ou alicíclicos com 1 a 7 átomos de carbono de cadeia linear ou ramificada ou um grupo carbamoílo,
    1 3
    R é D- ou L-Pro, D- ou L-Δ -Pro, D-Phe, D-Phe(4-Hl), D-Ser,
    D-Thr, D-Ala, D-Nal(l) ou D-Nal(2),
    R é D-Phe ou D-Phe(4-Hl),
    R3 é D-Trp, D-Phe, D-Pal(3), D-Nal(l) ou D-Nal(2),
    R6 é D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q) e
    R^O é Gly ou D-Ala em que Hl é flúor, cloro ou bromo e Q é alquilo em C^ - C^ e dos seus sais de adição de ácido farmaceuticamente aceitáveis , caracterizado pelo facto de por um método de condensação de fragmentos de péptidos usado na química dos péptidos ou por um método de síntese por passagens sucessivas também usado na química dos péptidos se preparar o composto de fórmula (I) pretendido a partir dos correspondentes fragmentos de péptidos, ou num péptido de fórmula (I) em que R^ é D-Orn ou D-Lys, se fazer reagir o grupo amino livre de D-Orn ou de D-Lys com um cianato de metal alcalino ou de um composto que origina cianato ou um isocianato de alquilo em - C^de modo a obter-se o grupo ureído e eventualmente se acilar o péptido assim obtido e/ou se transformar na amida e eventualmente se transformar no sal fisiologicamente aceitável.
    - 2â Processo de acordo com a reivindicação 1, caracteri49 zado pelo facto de a construção do péptido de fórmula (I) se fazer passo a passo, para o que em primeiro lugar se ligar covalentemente a um suporte sintético os aminoácidos terminais carboxi glicina ou D-alanina, designadamente as suas amidas, cujo grupo amino que se encontra na posição vL está protegido, se eliminar o grupo de protecção do grupo oí.-amino, ao grupo amino livre assim obtido se ligar o aminoácido protegido subsequente por meio do seu grupo carboxi, em seguida se eliminar por sua vez o grupo de protecção doo4-amino deste segundo aminoácido, aqui se ligar o aminoácido seguinte e, dessa forma, se acoplarem passo a passo os restantes aminoácido do péptido que se pretende sintetizar na sequência correcta e depois de se acoplarem todos os aminoácidos, se separar do suporte o aminoácido de fórmula (I) acabado e eventualmente se eliminarem outros grupos de protecção das funções laterais existentes .
    - 3â Processo de acordo com as reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo facto de X ser um grupo acetilo ou carbamoilo,
    R^ ser D-Nal(2), D- ou L-Pro, D-Phe ou D-Phe(4-CL),
    R ser D-Phe(4-Cl) ou D-Phe(4-P) e 3
    R ser D-Trp ou D-Pal(3).
    - 4ã Processo de acordo com as reivindicações 1 ou 2, caracterizado pelo facto de, como produto final, se obter um péptido de fórmula
    Xi_R 1_R2_R3_Ser(X4)_TYr(X 5)_R*6(X6)_Leu_Arg(X 8)_pro_R10_NH_x10 na qual
    Xg representa um grupo acilo derivado de ácidos carboxílicos alifáticos ou alicíclicos com 1 até 7 átomos de carbono de cadeia linear ou ramificada ou t-Boc, hidrogénio ou carbomoílo,
    X representa hidrogénio ou um grupo de protecção para o grupo
    Ser-hidroxilo,
    X representa hidrogénio ou um grupo de protecção para o grupo Tyr-fenol-hidroxilo, g
    X representa um grupo de protecção para o grupo amino da cadeia lateral Lys ou Orn,
    X representa hidrogénio ou um grupo de protecção para o grupo Arg-guanidino,
    Χ^θ representa hidrogénio ou uma resina de suporte com grupos benzidrilo ou metil-benzidrilo, rI representa D- ou L-Pro, D- ou L-Δ^-Ργο, D-Phe, D-Phe(4-Hl),
    D-Ser, D-Thr, D-Ala, D-Nal(l) ou D-Nal(2),
    R representa D-Phe ou D-Phe(4-Hl),
    R representa D-Trp, D-Phe, D-Pal(3), D-Nal(l) ou D-Nal(2),
    R* representa D-Cit, D-Hci, D-Lys ou D-Orn e
    R representa Gly ou D-Ala, em que Hl significa flúor, cloro ou bromo.
    - 5â Processo de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo facto de
    X ser acetilo, Boc ou hidrogénio,
    X ser 2,6-diclorobenzilo,
    X^ ser benziloxicarbonilo ou 2-clorobenziloxicarbonilo, g
    X ser p-toluenosulfonilo ou nitro,
    X ser uma resina de suporte que contem grupos benzidrilo ou metil-benzidrilo, r! ser D-Nal(2) ou D-Phe(4-C1),
    R ser D-Phe(4-C1),
    R ser D-Trp ou D-Pal(3) e r10 ser D-Ala.
    - 51 - 6ã Process© de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 5, caracterizado pelo facto de X ou X^ serem acetilo.
    7â Processo de acordo com qualquer das reivindicações anteriores, caracterizado pelo facto de X ou X^ serem carbamoílo.
    - 8ã Processo de acordo com qualquer das reivindicações 6 * 6 anteriores, caracterizado pelo facto de R° ou R* serem D-Cit ou D-Hci.
    - 9â Processo de acordo com a reivindicação 4, caracterizado pelo facto de R*^ ser D-Lys ou D-Orn.
    - lOâ Processo para a preparação de composições farmacêuticas, caracterizado pelo facto de se incorporar um composto de fórmula (I), quando preparado de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 9, nas substâncias veiculares e/ou diluentes farmaceuticamente aceitáveis e se processar a mistura de maneira a obter-se formas de administração terapeuticamente utilizáveis.
    - llã Processo de acordo com a reivindicação 10, caracterizado pelo facto de a quantidade de substância activa de acordo com qualquer das reivindicações 1 a 9 estar compreendida entre 0,1 e 2,5 mg/kg de peso corporal.
    - 52 A requerente declara que o primeiro pedido desta patente foi apresentado nos Estados Unidos da América, em 17 de Julho de 1987, sob o Número de Série 07/074,126.
    Lisboa, 15 de Julho de 1988.
    • AGENTE «FieiAL DA Ρη·Η»4Ε·*»£ IN»UST«JAi
    RESUMO
    PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE PÉPTIDOS ANTAGONISTAS DA HORMONA
    DE LIBERTAÇÃO DA HORMONA LUTEINIZANTE E DE COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS QUE OS CONTÉM
    A invenção refere-se a um processo para a preparação de péptidos antagonistas da hormona de libertação da hormona luteinizante de fórmula (I)
    X-R3-R3-R3-Ser-Tyr-R6-Leu-Arg-Pro-RlO-NH2 I na qual
    X é um grupo acilo derivado de ácidos carboxílicos alifáticos ou alicíclicos com 1 a 7 átomos de carbono de cadeia linear ou ramificada ou um grupo carbamoilo,
    R3· é D- ou L-Pro, D- ou L- 3 *-Pro, D-Phe, D-Phe(4-Hl), D-Ser, D-Thr, D-Ala, D-Nal(1) ou D-Nal(2),
  2. 2 .
    R e D-Phe ou D-Phe(4-Hl),
  3. 3 ,
    R e D-Trp, D-Phe, D-Pal(3), D-Nal(1) ou D-Nal(2), θ
    R é D-Cit, D-Hci, D-Cit(Q) ou D-Hci(Q) e rIQ é Gly ou D-Ala, em que Hl é flúor, cloro ou bromo e Q é alquilo em e dos seus sais de adição de ácido farmaceuticamente aceitáveis que compreende por meio de um método de condensação de fragmentos de péptidos usado na química dos péptidos ou por um método de síntese por passagens sucessivas também usado na química dos péptidos se preparar o composto de fórmula (I) pretendido a partir dos cor respondentes fragmentos de péptidos, ou num péptido de fórmula (I) em que R6 é D-Orn ou D-Lys, se fazer reagir o grupo amino livre de D-Orn ou de D-Lys com um cianato de metal alcalino ou de um composto X que origina cianato ou um isocianato de alquilo em de modo a obter-se o grupo ureído e eventualmente se acilar o péptido assim obtido e/ou se transformar na amida e eventualmente se transformar no sal fisiologicamente aceitável.
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