PT917636E - Aquecedores de ambiente - Google Patents

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PT917636E
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Martin Lawrence Naughton
Ronald Michael Warren
Arthur Joseph Patrick Purton
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Description

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DESCRIÇÃO AQUECEDORES DE AMBIENTE"
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
Os aquecedores de ambiente dividem-se habitualmente em dois tipos. O primeiro tipo é constituído pelos designados “radiadores”, que consistem habitualmente por um corpo que se encontra cheio com um fluido possuindo uma grande área de superfície e que dissipa quantidades apreciáveis de calor por intermédio de radiação. O segundo tipo é constituído pelos designados “aquecedores de convector”. Os aquecedores de convector consistem por um compartimento, por uma fonte de calor no interior do compartimento e uma pluralidade de aberturas que permitem a convexão do ar através do compartimento e sobre a fonte de calor. Num aquecedor de convector eléctrico, por exemplo, a fonte de calor consiste por um elemento de resistência eléctrica; num aquecimento de armazenamento, a fonte de calor principal pode, uma vez mais, ser um elemento de resistência eléctrica, mas a fonte principal serve para aquecer uma fonte de calor secundária, que se apresenta habitualmente sob a forma de uma pilha de tijolos, num modo de carga. A fonte de calor secundária liberta calor para o ar de convexão quando o aquecedor se encontra no modo de aquecimento de ambiente. Os aquecedores por convexão dissipam somente uma quantidade muito pequena de calor por intermédio de radiação.
Os aquecedores de convector são encarados, de uma forma geral, como insatisfatórios enquanto aquecedores de ambiente por várias razões. Em primeiro lugar, porque a maioria do calor é dissipado por convexão, havendo a tendência para que o ar quente proveniente do aquecedor se eleve e se agrupe no tecto. A medida que o tempo passa, vai-se agrupando uma quantidade crescente de ar quente junto ao tecto e, progressivamente, as regiões mais baixas da sala irão aquecer. Contudo, como a transferência do calor do aquecedor para a sala é efectuada aquecendo o ar à medida que 2
este passa sobre a fonte de calor existente na. aquecedor, isto tem como efeito a gaseificação do vapor de água que se encontre no ar, o qual condensa posteriormente sobre as superfícies frias da sala. Consequentemente, o ar que se agrupa junto ao tecto é bastante seco sendo difícil respira-lo. Assim, não tem havido uma verdadeira alternativa aos aquecedores de convector convencionais, para além dos termoventiladores que são ruidosos e relativamente ineficazes.
Os radiadores, por outro lado, aquecem relativamente pouco por convecção e como tal aquecem pouco a temperatura do ar. Ao invés, os radiadores tendem a aquecer as superfícies da sala que se encontram em frente da superfície de radiação. Para uma pessoa que se encontre sentada junto de um radiador, isto pode ter como resultado que um dos lados da pessoa esteja quente e o outro lado frio. Adicionalmente os radiadores i são relativamente grandes quando comparados com os aquecedores de convector, pois a \ temperatura até à qual a superfície de radiação pode ser aquecida encontra-se limitada por razões de segurança. Contudo, eles conservam a agradável humidade do ar.
Um aquecedor de ambiente compreendendo um compartimento, uma fonte de calor no interior do compartimento e aberturas destinadas a permitir a convecção do ar através das mesmas e um elemento eléctrico de aquecimento encontra-se revelado no Pedido de Patente n°CH-A-218 314. \
RESUMO DA INVENÇÃO A presente invenção envolve um novo tipo de aquecedor de ambiente do tipo dos aquecedores de convector, mas que tende a conservar a humidade do ar. Um aquecedor de ambiente de acordo com a presente invenção compreende um compartimento, uma fonte de calor localizada no interior do compartimento e uma pluralidade de aberturas destinadas a permitir a convecção do ar através do compartimento, no qual a fonte de calor compreende um compartimento fechado, um liquido no interior do compartimento e um elemento de aquecimento eléctrico no interior do compartimento que se encontra em contacto térmico com o liquido, caracterizado por: (Λ
èt o compartimento compreender um par de painéis que definem o compartimento entre eles e por o liquido preencher parcialmente o compartimento; o elemento de aquecimento se prolongar de um modo substancialmente paralelo relativamente aos painéis; o compartimento se encontrar subdividido numa câmara de liquido inferior e numa câmara de expansão superior e por a área em corte horizontal da câmara de liquido no ponto em que se encontra com a câmara de expansão ser inferior à da câmara de expansão; e as aberturas no compartimento permitirem que o calor radiante proveniente da fonte de calor saia do compartimento tanto por convecção através do compartimento quer por radiação a partir dos painéis da fonte de calor. O acerto dos parâmetros físicos do aquecedor permite um melhor equilíbrio entre os mecanismos de convecção e de radiação de modo a proporcionar um calor mais agradável. Adicionalmente, os painéis da fonte de calor podem ser pintados de preto de modo a promover a radiação, pois a fonte de calor estará, em larga medida, escondida pelo compartimento. De facto, a pintura da fonte de calor de uma cor preta toma-a ainda menos visível. A melhor forma de assegurar que o calor irradiado pode sair do compartimento consiste na perfuração de um ou de ambos os lados do compartimento de modo a formar uma grelha. Para o calor de convexão, por outro lado, é a porção superior do compartimento que deverá ser perfurada de modo a formar uma grelha. É nítido que os processos de radiação são encorajados caso pelo menos um dos painéis da fonte de calor se encontre virado para o exterior através pelo menos uma das grelhas.
Por razões que se prendem com a simplicidade de utilização, o aquecedor de ambiente pode ser portátil; por exemplo, o compartimento pode possuir rodas ou rodízios. 4
Como a fonte de calor se encontra no interior do compartimento, e como tal afastada de dedos que eventualmente venham a ser introduzidos ou do contacto acidental, a temperatura da fonte de calor pode elevar-se bem acima do nível de segurança permitido para os aquecedores em que esta se encontra exposta. Deste modo, o líquido no interior da fonte de calor irá expandir-se mais. O perigo reside no facto de o líquido no interior do compartimento poder expandir-se de tal forma que o aumento da pressão na fonte de calor provoque deformações, como sejam as designadas distorções “em almofada”, dos próprios painéis. Isto irá exercer tensões no ponto de união periférico entre os painéis da fonte de calor e quaisquer pontos de soldagem que possam existir no corpo da fonte de calor. De facto, a pressão aplicada aos painéis pode ser suficiente para fazer com que um ou mais dos pontos de soldadura ou ponto de ligação periférico se separem com o decorrer do tempo, permitindo a saída do líquido sob pressão.
Este problema é tratado pela presente invenção pois o líquido preenche parcialmente o compartimento e o compartimento encontra-se sub-dividido numa câmara de líquido inferior e numa câmara de expansão superior ampliada, e por a área em corte horizontal da câmara de líquido no ponto em que esta se encontra com a câmara de expansão ser inferior à da câmara de expansão. Numa forma de realização preferencial, à temperatura ambiente, a câmara de líquido inferior contém líquido e a câmara de expansão superior não contém líquido. As vantagens desta disposição serão discutidas mais adiante.
Muito embora o problema a que a presente invenção se dirige tenha sido anteriormente descrito relativamente a um aquecedor de ambiente possuindo um compartimento e uma fonte de calor, a solução desse problema tem um campo de aplicação mais vasto. E, em particular, aplicável a qualquer situação em que uma fonte de calor não se encontre limitada na sua temperatura por razões de segurança ou em que exista um risco superior ao habitual de ocorrência de deformações nos painéis da fonte de calor. Assim, esta aplicação mais ampla da presente invenção encontra-se realizada sob a forma de um aquecedor de ambiente que inclui uma fonte de calor que compreende um compartimento fechado, um líquido que preenche parcialmente o compartimento e um elemento eléctrico de aquecimento no interior do compartimento e que se encontra em 5
contacto térmico com o líquido, caracterizado por o compartimento consistir por um par de painéis que definem o compartimento entre eles, por o compartimento se encontrar subdividido numa câmara de líquido inferior, que à temperatura ambiente contém líquido, e uma câmara de expansão superior ampliada, que à temperatura ambiente não contém líquido e por a área em corte horizontal da câmara de líquido na zona em que esta se liga com a câmara de expansão ser inferior à da câmara de expansão.
Uma vantagem desta disposição reside no facto de, quando o líquido se expande, o ar é comprimido na câmara de expansão ampliada de modo a aliviar a pressão que, de outro modo, se criaria. O grau de alívio da pressão depende de vários factores incluindo a relação entre o volume da câmara de expansão relativamente ao volume do compartimento como um todo. De um modo concreto, não é a fracção do volume do compartimento que não se encontra preenchido com o líquido à temperatura ambiente que determina a pressão no interior da câmara a qualquer temperatura, mas sim a relação entre o volume da câmara de expansão relativamente ao volume do compartimento como um todo que dá o limite superior da pressão. A relação escolhida dependerá do numero de factores incluindo a temperatura de funcionamento da fonte de calor, o coeficiente de expansão volumétrica do líquido e a pressão mais elevada que a fonte de calor pode suportar em segurança, mas a gama para uma forma de realização preferencial da presente invenção situa-se entre 40% e 60%.
De modo a assegurar que a câmara de expansão se encontra a funcionar de um modo eficaz, os parâmetros físicos do aquecedor de ambiente são preferencialmente tais que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, no máximo uma fracção da câmara de expansão encontra-se preenchida com o líquido. Na melhor das hipóteses, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, nenhuma parte da câmara de expansão se encontra preenchida com o líquido.
Para alem da câmara de expansão, é preferido que a câmara de líquido seja ampliada. Deste modo, a câmara de líquido pode ainda ocupar entre 40% e 60% do volume do compartimento. A fonte de calor pode ser substancialmente simétrica num plano 6
horizontal, de modo a que não se verifiquem dificuldades na montagem da fonte de calor a partir dos dois painéis caso um dos painéis descreva uma meia volta após a sua formação.
Para completar, deverá notar-se que a câmara de líquido e a câmara de expansão não representam, de um modo geral, a totalidade do compartimento. Pode haver também uma região intermédia, que à temperatura ambiente se encontra no máximo parcialmente preenchida com líquido. Esta região intermédia comunica entre a câmara de líquido e a câmara de expansão, por exemplo, através de pelo menos um canal vertical. -A região intermédia ocupa, deste modo, entre 5% e 15% do volume do compartimento. À temperatura de funcionamento da fonte de calor, a região intermédia estará pelo, menos parcialmente preenchida com o líquido. Para melhores resultados da câmara de expansão é preferível que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, a região intermédia se encontre bastante ou completamento preenchida com líquido.
De modo a que se obtenha uma maior relação entre a saída de calor relativamente à área de superfície para a fonte de calor, a sua temperatura de funcionamento está preferencialmente acima de 100 ou mesmo acima de 150° C. Por exemplo, pode encontrar-se entre 120 e 250° C. Por temperatura de funcionamento designa-se a temperatura à qual a fonte de calor irá ascender quando o elemento de aquecimento se encontra a funcionar à sua potência nominal; ou, de um modo mais simples, a temperatura à qual a fonte de calor ascenderá quando o aquecedor for ligado à tomada para o qual se encontra concebido ou adaptado.
Para que a presente fique mais completa são avançados os parâmetros preferenciais seguintes. O coeficiente térmico da expansão volumétrica do fluido encontra-se preferencialmente entre 0,00095 e 0,0012 por ° C. À temperatura ambiente, a pressão medida no interior do compartimento encontra-se preferencialmente entre -0,5 e 0 bar. Á temperatura de funcionamento da fonte de calor, a pressão medida no interior do
I compartimento encontra-se preferencialmente entre 0 e 1,0 bar ou possivelmente entre 0 e 0,75 bar.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS A presente invenção será agora descrita de um modo exemplificativo, sendo feita referencia aos desenhos anexos nos quais: A Fig. 1 é uma vista em perspectiva do aquecedor de ambiente; A Fig. 2 é uma vista anterior da fonte de calor; e A Fig. 3 é uma vista elevacional lateral da fonte de calor.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
Conforme pode observar-se na Fig. 1, o ‘aquecedor de ambiente compreende um compartimento ou revestimento externo 12 no interior do qual se encontra localizada uma fonte de calor 1. O compartimento externo 12 está aberto na sua porção inferior e consiste por painéis anterior e posterior 13, painéis laterais 14 e o painel superior 15. Os painéis anterior e posterior 13 e o painel superior 15 encontram-se cada um deles, perfurados ou com ranhuras de modo;a formar uma grelha 16, 17 que ajuda a dissipar o calor por convexão. O ar frio entra pela porção inferior do revestimento 12, eleva-se sobre a fonte de calor 1 e emerge através das grelhas 16, 17. A fonte de calor encontra-se alinhada com o revestimento de modo a assentar em paralelo com os painéis anterior e posterior 13. As superfícies da fonte de calor encontram-se, deste modo, viradas para fora através das grelhas 16, 17 existentes nos painéis anterior e posterior 13 do revestimento 12. O aquecedor de ambiente aquece tanto por convecção através do revestimento 12 como por radiação a partir da fonte de calor. O tamanho e a distribuição das ranhuras e dos buracos no revestimento 12 serão escolhidas de modo a conseguir obter-se um equilíbrio adequado entre as perdas de radiação e de convecção. A fonte de calor encontra-se pintada de preto de modo a promover a radiação. 8
Um painel de controlo 18, cuja forma de construção e de funcionamento é bem conhecida, encontra-se colocada no revestimento externo 12 e incluirá normalmente um termoestato e outros controlos destinados ao elemento eléctrico da fonte de calor. Rodízios 18 são colocados na base do revestimento 12.
Conforme se encontra ilustrado nas Fig. 2 e 3 a fonte de calor 1 inclui painéis anterior e posterior 2, 3 em que cada um apresenta uma fila de concavidades 4 que apresentam canais verticais 10 entre elas. Alças de ligação 19 encontram-se presentes nos painéis 2, 3 de modo a permitir a fixação da fonte de calor ao revestimento 12. Os painéis 2, 3 são formados a partir de aço pouco duro com uma espessura de 0,7 mm. As concavidades são pressionadas para o interior dos painéis de modo a prolongarem-se para o interior e as concavidades correspondentes tocam-se no interior da fonte de calor. Isto permite que as concavidades sejam soldadas por pontos umas às outras em que as respectivas superfícies internas contactam uma com a outra de modo a formar pontes entre os painéis de modo a manter o correcto espassamento dos painéis.
As porções superior e inferior respectivas 5, 6 de cada painel são pressionadas para um formato semi-cilindrico ou semi-eliptico de modo a que os painéis anterior e posterior definam uma câmara de expansão 7 ampliada com a forma de um barril na parte de cima e uma câmara de óleo 8 na parte de baixo. Os painéis são simétricos num plano horizontal, pelo que não há dificuldades na montagem da fonte de calor a partir dos dois painéis caso um dos painéis descreva meia-volta após a sua formação. A câmara de expansão 7 encontra-se geralmente vazia conforme será descrito mais adiante, mas a câmara de óleo 8, que contem o elemento ou os elementos 9 de aquecimento eléctrico, encontra-se cheia de óleo, mesmo quando a fonte de calor se encontra à temperatura ambiente. Os painéis anteriore e posterior 2, 3 estão unidos perifericamente, por exemplo por uma soldagem dos pontos de ligação, de modo a formar um compartimento fechado 20 que inclui tanto a câmara de expansão 7 como a câmara de óleo 8. O elemento de aquecimento 9 está preso à câmara de óleo 8. 9 Λ
$
Antes da fonte de calor 1 ser hermeticamente fechada, o óleo é introduzido no compartimento 20 formado entre os painéis 2, 3. Este óleo pode ser aquecido de modo a reduzir a sua viscosidade e assim facilitar a operação de enchimento, a uma temperatura de cerca de 70° C. Contudo, se o óleo estivesse à temperatura ambiente, iria normalmente encher a câmara de óleo 8 sem penetrar muito, caso chegasse a penetrar, na região intermédia entre a câmara de óleo e a câmara de expansão. E preferível, nesta fase, e ainda para reduzir a pressão de funcionamento da fonte de calor, introduzir vácuo no compartimento 20 antes de o fechar. O vácuo será habitualmente cerca de -0,5 bar e é criado através da utilização de uma bomba de vácuo de uma forma semelhante à usada no fabrico de circuitos de refrigeração. Por exemplo, durante o fabrico um vácuo de aproximadamente -0,5 bar é introduzido na câmara de óleo antes desta ser fechada por esmagamento e soldagem. O vácuo introduzido na câmara é preferencialmente escolhido tendo em conta parâmetros que se encontram associados ao aquecedor, por exemplo, o coeficiente térmico da expansão do volume do óleo e a relação entre o volume da câmara de expansão e o volume do compartimento de forma a que, mesmo quando a fonte de calor se encontra na temperatura de trabalho é mantida uma pressão negativa na câmara.
Quando o elemento de aquecimento se encontra ligado, o óleo é aquecido e começa a expandir, e, consequentemente, ascende pelos canais verticais 10. Na ausência de um termoestato, a fonte de calor atingiria uma temperatura final de trabalho que apresentaria ligeiras diferenças consoante a temperatura ambiente. Caso o aquecedor possua um termoestato, a temperatura máxima de trabalho seria conseguida com o termoestato na configuração mais elevada. Em qualquer um dos casos, a fonte de calor está concebida de modo a atingir uma temperatura máxima superior a 100° C, preferencialmente entre 120 e 250° C. Estas temperaturas são possíveis pois a fonte de calor 1 encontra-se no interior do revestimento 12, e consequentemente ao abrigo de acidentes.
Fazendo referencia à Fig. 3, notar-se-á que tanto a câmara de expansão 7 como a câmara de óleo 8 se encontram definidas por zonas alargadas. Elas ocupam preferencialmente, cada uma delas, cerca de 40 % do volume total do compartimento. A quantidade de óleo
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introduzido na câmara de óleo da fonte de calor 1 e as dimensões da câmara de expansão 7, etc, são tais que quando o óleo atinge a sua temperatura de trabalho, o nível de óleo está aproximadamente nivelado com o fundo da câmara de expansão 7. Por outras palavras, não se introduz na câmara de expansão 7 de um modo significativo. A câmara de expansão irá permanecer em grande medida vazia, para alem do ar que é comprimido à medida que o óleo se expande. Contudo, em alguns casos, o óleo pode penetrar um pouco na câmara de pressão 7 sem comprometer a sua eficácia.
Numa representação do aquecedor de ambiente, de acordo com a presente invenção, a capacidade total do compartimento na fonte de calor situa-se em tomo dos 7,75 litros. A câmara de óleo 8 é então cheia com uma quantidade de óleo que ocupa 3,5 litros à temperatura ambiente. Na prática, o óleo é preferencialmente aquecido até cerca de 60° C de modo a reduzir a sua viscosidade e ajudar na operação de enchimento. A quantidade de óleo acrescentado dependerá de vários factores, incluindo a temperatura de funcionamento da fonte de calor, o coeficiente de expansão volumétrica do líquido e a pressão mais elevada que a fonte de calor pode suportar em segurança.
Um elemento de aquecimento eléctrico de 2,0 kW é colocado e proporciona uma temperatura de funcionamento de 200° C. Com esta subida de temperatura, o óleo irá expandir-se em cerca de 0,675 litros, isto é, em cerca de 19% do seu volume. Isto deve-se ao elevado coeficiente de expansão volumétrica do óleo. A expansão do óleo faz com que o ar, aprisionado no interior do corpo da fonte de calor, seja comprimido para o interior da câmara de expansão 7. O objectivo é conceber a câmara de pressão 7 de forma a que a pressão do ar comprimido, com o óleo na sua temperatura de funcionamento, não exceda 1,0 (e preferencialmente 0,3) bar. Esta pressão é suficientemente baixa para evitar a criação de tensões excessivas nos pontos de união e nos pontos de soldadura da fonte de calor.
As experiências demonstraram que uma saída de calor compreendendo até 67% de radiação e 33% de convexão pode ser obtida através do aquecedor de acordo com a presente invenção. 11
Numa forma de realização opcional, é usada uma .soldadura única para unir uma à outra as concavidades correspondentes nos painéis 2 e 3. A soldadura por pontos é habitualmente localizada numa posição central imediatamente abaixo da câmara superior 20. A finalidade disto reside no facto de proporcionar um ponto fraco que se romperia acima do nível do óleo com uma pressão suficientemente baixa para ser segura caso se verifique uma falha. Por exemplo, pode ser possível a ocorrência de uma fuga de óleo de modo a, que o óleo alcance um nível criticamente baixo o que teria como resultado a quebra (cisão) do óleo e a criação de gases que aumentariam a pressão no painel. Normalmente, um corte na alimentação teria lugar como resposta ao aumento da temperatura do óleo ou da cisterna. A ruptura do ponto de soldagem único liberta a pressão acima do nível do óleo formando um buraco no painel.
Podem encontrar-se presentes outros pontos de soldadura caso os critérios de concepção do aquecedor como um todo permitam a sua ruptura e a consequente libertação de pressão aquando da ocorrência de falhas. Meios quebradiços alternativos ou adicionais destinados à libertação da pressão aquando da ocorrência de um erro podem encontrar-se também presentes. Altemativamente, a ligação externa soldada que une os painéis está disposta para a ruptura de modo a libertar a pressão acima do nível de óleo. Antes disto se verificar, os painéis encontram-se dispostos para se deformarem de modo a albergar algum do aumento de pressão. Com este objectivo, os painéis de aço apresentam habitualmente uma espessura de entre 0,5 e 1 mm (preferencialmente cerca de 0,7 mm).
Lisboa, 1 Ί MAIO 7000
Américo da Silva Carvalho
Agente Oficial de Propriedade industrial R.Castilho, 201 -3’ E - 1070 LISBOA Telefs. 3851339 - 3854613

Claims (25)

  1. REIVINDICAÇÕES 1. Um aquecedor de ambiente compreendendo um compartimento (12), uma fonte de calor (1) localizada no interior do compartimento e uma pluralidade de aberturas (16, 17) destinadas a permitir a convecção do ar através dó compartimento (12), no qual a fonte de calor (1) compreende um compartimento fechado, um liquido no interior do compartimento e um elemento (9) de aquecimento eléctrico no interior do compartimento que se encontra em contacto térmico com o liquido, caracterizado por: o compartimento compreender um par de painéis (2, 3) que definem o compartimento entre eles e por o liquido preencher parcialmente o compartimento; o elemento (9) de aquecimento se prolongar de um modo substancialmente paralelo relativamente aos painéis (2, 3); o compartimento se encontrar subdividido numa câmara de liquido inferior (8) e numa câmara de expansão superior (7) e por a área em corte horizontal da câmara de liquido (8) no ponto em que se encontra com a câmara de expansão (7) ser inferior à da câmara de expansão (7); e as aberturas (16, 17) no compartimento permitirem que o calor radiante proveniente da fonte de calor saia do compartimento.,
  2. 2. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 1, no qual a porção superior do compartimento é perfurada de modo a formar uma grelha (17).
  3. 3. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 1 ou de acordo com a reivindicação 2 no qual a porção superior do compartimento éstá perfurada de modo a formar um grelha (16).
  4. 4. Um aquecedor de ambiente de acordo com a,reivindicação 2 ou de acordo com a reivindicação 3, em que pelo menos um dos painéis (2, 3) da fonte de calor (1) se encontra virado para fora através de pelo menos uma das grelhas (16, 17).
  5. 5. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 4 que é portátil.
  6. 6. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 5 em que o compartimento está dotado de rodas ou de rodízios.
  7. 7. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes em que, à temperatura ambiente, a câmara de líquido inferior (8) contém líquido, e a câmara de expansão superior (7) não contém líquido. .
  8. 8. Um aquécedor de ambiente que inclui uma fonte de calor (1) que compreende um compartimento fechado, um líquido que preenche parcialmente o compartimento e um elemento eléctrico de aquecimento (9) no interior do compartimento e que se encontra em contacto físico com o líquido, caracterizado por o compartimento consistir por um par de painéis (2, 3) que definem o compartimento entre eles, por o compartimento se encontrar subdividido numa câmara de líquido inferior (8), que à temperatura ambiente / contém líquido, e uma câmara de expansão superior (7), que à temperatura ambiente não contém líquido e por a área em corte horizontal da câmara de líquido (8) na zona em que se liga com a câmara de expansão (7) ser inferior à da câmara de expansão.
  9. 9. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 8, em que a câmara de expansão (7) ocupa entre 40% e 60% do volume do compartimento.
  10. 10. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 9 em que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, no máximo uma fracção da câmara de expansão (7) se encontra cheia com o líquido.
  11. 11. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 10, em que à temperatura de funcionamento da fonte de calor, nenhuma parte da câmara de expansão (7) se encontra cheia com o líquido.
  12. 12. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 11, em que a câmara de líquido (8) ocupa entre 40% e 60% do volume do compartimento.
  13. 13. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 12, em que a fonte de calor (1) se encontra substancialmente simétrica num plano horizontal.
  14. 14. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 13, em que o compartimento inclui ainda uma região intermédia que, à temperatura ambiente, se encontra na melhor das hipóteses parcialmente preenchida com líquido.
  15. 15. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 14, em que a região intermédia inclui pelo menos um canal vertical (10) que comunica entre a câmara de líquido (8) e a câmara de expansão (7).
  16. 16. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 14 ou com a reivindicação 15, em que a região intermédia ocupa entre 5% e 15% do volume do compartimento.
  17. 17. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 14 a 16, em que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, a região intermédia se encontra pelo menos parcialmente cheia de líquido.
  18. 18. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 17, em que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor, a região intermédia se encontra substancialmente ou totalmente cheia de líquido. * 4
  19. 19. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações de 1 a 18, em que a temperatura de funcionamento da fonte de calor (1) é superior a 100° C.
  20. 20. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 19, em que a temperatura de funcionamento da fonte de calor (1) se situa entre 120 e 250° C.
  21. 21. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, em que o coeficiente térmico da expansão volumétrica do fluido se situa entre 0,00095 e 0,0012 por ° C.
  22. 22. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, em que, à temperatura ambiente, a pressão medida no interior do compartimento se situa entre -0,5 e 0 bar.
  23. 23. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, em que, à temperatura de funcionamento da fonte de calor (1), a pressão medida no interior do compartimento se situa entre 0 e 1,0 bar.
  24. 24. Um aquecedor de ambiente de acordo com qualquer uma das reivindicações precedentes, em que se encontra presente uma ligação quebradiça entre um painel (2, 3) e o outro (3, 2) que, aquando da ruptura, por exemplo sob pressão, provoca um buraco em um ou outro dos painéis de modo a libertar qualquer excesso de pressão.
  25. 25. Um aquecedor de ambiente de acordo com a reivindicação 24, em que a ligação quebradiça é um ponto de soldagem. Lisboa, 1 2 MMO 2000
    Américo da Silva Carvalho Agente Oficial de Propriedade Industrial R. Castilho, 201 - 3.® E - 1070 LISBOA Teleís. 38513 39 - 385 4613
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