BRPI0708366A2 - compostos quìmicos de natureza peptìdica, composição farmacêutica, composição veterinária e uso de compostos quìmicos - Google Patents

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Mario Pablo Estrada Garcia
Rebeca Martinez Rodriguez
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Diana Garcia Del Barco Herrera
Jorge Amador Berlanga Acosta
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Abstract

COMPOSTOS QUIMICOS DE NATUREZA PEPTìDICA, COMPOSIçãO FARMACêUTICA, COMPOSIçãO VETERINARIA E USO DE COMPOSTOS QUìMICOS Compostos químicos peptídicos obtidos por modelaçãomolecular in silico, e cuja estrutura lhes permite efetuar as mesmas funções que os secretagogos peptídicos do hormónio de crescimento. A invenção compreende, além disso, as composições que contêm os referidos compostos e seu uso na preparação de medicamentos, suplementos nutricionais, ou outras formulações de uso humano ou animal.

Description

"compostos químicos de natureza peptídica, composiçãoFARMACÊUTICA, COMPOSIÇÃO VETERINÁRIA E USO DECOMPOSTOS QUÍMICOS"
Campo da técnica
A presente invenção se enquadra dentro do campo do desenhoracional de entidades moleculares biologicamente ativas que regulam aatividade metabólica e de citoproteção do organismo. Em particular decompostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimentocuja atividade inclui, ainda que não se restringe: à liberação controlada dehormônio de crescimento, à cardioproteção e ao aumento das prestaçõesfuncionais do sistema cardiovascular, à neuroproteção, e ao controle eregulação do apetite, à assimilação de gorduras e o metabolismo energético.
Estado da técnica anterior
Os secretagogos sintéticos do hormônio de crescimento (eminglês Growth Hormone, abreviado GH) são uma família de ligandos queincluem moléculas peptídicas e não peptídicas. As primeiras moléculassintetizadas foram peptídeos desenhados por Bowers e Momany, antes doisolamento do Hormônio Liberador de GH (em inglês Growth HormoneReleasing Hormone, abreviado GHRH). Desenvolveram-se peptídeossintéticos de 6 e 7 resíduos de aminoácidos (em inglês Growth HormoneReleasing Peptides, abreviado GHRPs), que resultaram ser potentesliberadores do GH; estes peptídeos foram descritos sem conhecimento de suafunção no organismo, nem a via pela qual estes atuavam. Estudos demutações e experimentos in vivo e in vitro demonstraram que o arranjo dedois aminoácidos L-D e D-L separados por um aminoácido que servisse deespaçador, sem perder a conformação original, era considerado ótimo naatividade liberadora do GH, e assim ficou conformado o peptídeo (His-D-Trp-Ala-D-Trp-Phe-NH2) que libera o GH com uma concentração de 10-30ng/ML chegando ao conhecido como GHRP-6 (His-D-Trp-Ala-Trp-D-Phe-Lys-NH2) onde o resíduo de (Lys) é necessário somente para melhorar aatividade in vivo já que in vitro não foi descrito que cumpra função alguma(Momany FA, Bowers C.E., et. al. (1981) Design5 synthesis and biologicalactivity of peptides which release growth hormone, in vitro. Endocrinology,108:31 -39).
Outros peptídeos análogos foram descobertos, em 1993Bowers e colaboradores encontraram outros dois peptídeos análogos doGHRP-6, o GHRP-2 (D-Ala-D-P-Nal- Asa-Trp-D-Phe-Lys-NH2) e o GHRP-1 (Asa-His-D-β-Nal-Ala-Tφ-D-Phe-Lys-NH2). Estes três secretagogosmostram uma liberação maior de GH in vitro a partir de hipófises-hipotálamoincubada do que de hipófises sozinha, o que demonstrou que o impulsohipotalâmico era importante na dita ação, também se demonstrou, inclusiveem humanos, que a ação sinérgica dos GHRP e os GHRH libera mais GH doque cada uma em separado (Bowers CY. (1993) GH-releasing peptides:structure and kinetics. JPediatr Endócrinol, 6(l):21-31).
A partir do peptídeo conhecido como GHRP-2 se desenharamnovos peptídeos cíclicos, os quais eram produto da troca do D-Ala do N-terminal por um aminoácido cuja cadeia lateral fica unida à de um amino quefoi inserido entre o D-Phe e a Lys. Um destes peptídeos (D-Lys-D-P-Nal-Ala-Trp-D-Phe-Glu-Lys-NH2) resultou ser mais 10 vezes ativo que GHRP-6 invitro e uma eficácia comparável in vivo (McDowell R. S., et al. (1995)Growth hormone secretagogues: characterization, efficacy, and minimalbioactive conformation. PNAS USA, 92(24): 11165-11169). Estesexperimentos se complementaram com o estudo da estrutura em solução dosDL peptídeos cíclicos e se chegou à conclusão de que a introdução deresíduos de aminoácidos D nos compostos peptídicos era essencialmentenecessária para a conservação da atividade desejada. Outras investigações sedirigiram a encontrar moléculas ativas com biodisponibilidade oral e temposde vida média maiores e levaram à descoberta de outros GHRPs bem como adescoberta das moléculas não peptídicas.
Em 1993, é descrito o primeiro secretagogo do GH (GHS) nãopeptídico (Smith R. G., et al. (1993) A nonpeptidyl growth hormonesecretagogue. Science, 260:1640- 43), e referem mais tarde a síntese de umGHS não peptídico, MK-0677, ainda mais potente, MK-0677 tem uma altabiodisponibilidade e pode estimular a secreção de 24-h GH depois de umaúnica administração oral (Patchett AA, Nargund R.P., et al. (1995) Designand biological activities of L-163,191 (MK-0677): a potent, orally ativegrowth hormone secretagogue. PNAS USA, 92:7001 -7005; Smith R.G., Vander Ploeg L. H., et al. (1997) Peptidomimetic regulation of growth hormonesecretion. Endocr Rev, 18:621-645). Mais recentemente desenhou-se outroGHS peptidomimético (EP1572) com uma potente e seletiva atividade deliberação de GH. EP1572 mostra uma potência de união ao receptor desecretagogos do hormônio de crescimento (GHS-R) em tecidos animais ehumanos similar a de ghrelina e GHS peptídicos e induz um incrementoconsiderável de GH depois de administração subcutânea em ratas neonatais.(Broglio F., Boutignon F., et al. (2002) EP1572: a novel peptido-mimetic GHsecretagogue with potent and selective GH-releasing activity in man. JEndocrinol Invest, 25:RC26-RC28).
Em 1999, descobriu-se a ghrelina, um peptídeo de 28aminoácidos produzido fundamentalmente por estômago, ainda que tambémtenham encontrado seu RNAm em vários tecidos. E produzida no estômagopelas células X/A que representam a maior população de endocrina namucosa oxintica. A ghrelina se encontra igualmente no núcleo arcuato dohipotálamo onde seu RNA está presente nos neurônios NPY e nos neurôniosAGRP, implicados no controle do apetite e do balanço energético (KojimaM., Hosoda H., et al. (1999) Ghrelin is a growth-hormone-releasing acylatedpeptide from stomach. Nature, 402:656-60; Nakazato M., Murakami N., et al.(2001) A role for ghrelin in the central regulation of feeding. Nature,409:194-198). Seu RNA foi localizado igualmente no intestino e o pâncreas.Circula no sangue, no homem adulto, sua concentração é de 100-120 fmol/ml,sugerindo que é segregado pelas células do estômago à circulação e quepoderia atuar por via endocrina. Assim como a produção de ghrelina tambémfoi reportada em tecidos neoplásicos (Takaya K., Ariyasu H., et al. (2000)Ghrelin strongly stimulates growth hormone release in humans. J. Clin.Endócrinol. Metab, 85:4908-11; Papotti M., et al. (2001) Substantialproduction of ghrelin by a human medullary thyroid carcinoma cell line. JClin Endoc. Metab, 86:4984-4990).
Outros estudos em animais mostram que a secreção deghrelina é pulsátil e está mais associada ao apetite que aos pulsos de GH(Tolle V., Bassant M. H., et al. (2002) Ultradian rhythmicity of ghrelinsecretion in relation with GH, feeding behavior, and sleepwake patterns in rats. Endocrinology, 143:1353-1361).
A ghrelina é o primeiro hormônio natural que foi identificadocom um grupo hidroxila de uma de suas serinas acilado com um ácidooctanóico. Esta modificação foi descrita como essencial para a união à GHS-Rl a, para sua capacidade de liberação de GH, e muito provavelmente parasuas outras ações endocrinas.
A ghrelina não acilada circula em quantidades maiores do quea acilada, embora ainda não se tenha descrito para ela uma ação diretamenteendocrina, postula-se que pode exercer algumas ações não endocrinasincluindo efeitos cardiovasculares, cardioprotetores, antiproliferativos, ecitoprotetores em general, provavelmente mediados pela união de outrossubtipos de GHS-R (Matsumoto M., Hosoda H., et al. (2001) Structure-activity relationship of ghrelin: pharmacological study of ghrelin peptides.Bioehem Biophys Res Commun, 287:142-146; Hosoda H., Kojima M., et al.(2000) Ghrelin and des-acyl ghrelin: two major forms of rat ghrelin peptide ingastrointestinal tissue. Bioehem Biophys Res Commun, 279:909-913; CassoniP., Papotti M., et al. (2001) Identification, characterization, and biologicalactivity of specific receptors for natural (ghrelin) and synthetic growthhormone secretagogues and analogs in human breast carcinomas and celllines. J Clin Endocrinol Metab, 86:1738-1745).
Existe outro ligante endógeno para GHS-Rla que pode serisolado da mucosa endocrina do estômago. A dês-GInl4-ghrelina é oresultado de um processamento alternativo do gene da ghrelina onde se perdea GIn 14 e do mesmo modo que a ghrelina, experimenta o mesmo processo deacilação na Ser3.
Estudos realizados com vários análogos de ghrelina com oresíduo 3 modificado com vários grupos alifáticos ou aromáticos e váriospeptídeos curtos derivados da ghrelina mostram que os grupos hidrofóbicosunidos à cadeia lateral do resíduo 3 são considerados essenciais para suaatividade. Também se observou que pequenos segmentos que contêm os cincoprimeiros resíduos da ghrelina são capazes de ativar o receptor com tantaeficiência como a ghrelina completa. O tetrapeptídeo formado pelos quatroprimeiros resíduos da ghrelina resultou menos potente e os fragmentos quenão continham o N-terminal foram incapazes de ativar o receptor (BednarekMAl Feighner S. D., et al. (2000) Structure-Function Studies on the NewGrowth Hormone-Releasing Peptide, Ghrelin: Minimal Sequence of GhrelinNecessary for Activation of Growth Hormone Secretagogue Receptor la. JMed Chem, 43: 4370-4376; Silva Elipe M.V., Bednarek M.A., et al. (2001) 1H NMR structural analysis of human ghrelin and its six truncated analogs.Biopolymers, 59:489-501). Estes estudos sugerem que a seqüência completada ghrelina não é necessária para sua atividade e que Gly-Ser-Ser(n-octanoil)-Phe constitui o fragmento ativo requerido para sua atividade como agonista deGHS-Rl a.
Antes e depois da descoberta da ghrelina se desenvolveu umgrande trabalho para encontrar moléculas pequenas e seus derivados quepossam como ligantes do receptor de secretagogos do hormônio decrescimento, existindo um grande numero de patentes nesta área quedescrevem moléculas deste tipo (Pats EEUU: US 3,239,345; 4,036,9795,492,916; 5,494,919; 5,559,128; 5,663,171; 5,721,2505,723,616; 5,726,319; 5,767,124; 5,798,337; 5,830,4336,034,216; 6,548,501; 6,559,150; 6,576,686; 6,686,359; Pat IntWO 89/071 10; 89/071 11; 92/07578; 93/04081; 94/11012; 94/1369695/11029; 95/13069; 95/14666; 95/17422; 95/1742396/15148; 96/22996; 96/22997; 96/24580; 96/2458796/35713; 96/38471; 97/00894; 97/06803; 97/071 1797/15191; 97/1557397/24369; 97/3460497/41879; 97/4327898/22124; 98/4656999/08697; 99/0999199/65486, 99/65488
97/21730; 97/22004; 97/2236797/36873; 97/38709; 97/4002397/44042; 97/46252; 98/0347398/51687; 98/58947; 98/5894899/36431; 99/39730; 99/4502900/01726; 00/10975; 01/4755801/97831) (Carpino, P. (2002) Recent developments in ghrelinreceptor (GHS-. Ria) agonists and antagonists Exp. Opin. Ther. Patents12:1599-1618).
Depois desta revisão foram descritos outros compostos comoantagonistas do receptor de secretagogos (US2005288316 e W02005048916)e outros descritos que se unem também ao receptor e que são utilizados compropósitos variados. (W02005046682; W02005039625; JP2003335752;US2004009984; US2003130284; W003004518).
Mais recentemente se incorporou uma nova série decompostos macrocíclicos a este conjunto com o propósito fundamental deserem agonistas do receptor sem ativar a liberação de GH (US2006025566).
O GHS-R é um receptor associado a proteína G de classe A e éexpresso por um só gene que em humanos tem a localização cromossômica3q26.2. Identificaram-se dois tipos de cDNA que são o resultado de umprocessamento alternativo do pre-mRNA (McKee K.K., Tan C. P., et al.(1997) Cloning and characterization of two human G protein-coupled receptorgenes (GPR38 and GPR39) related to the growth hormone secretagogue andneurotensin receptors. Genomics, 46:426-434;McKee K.K., Palyha O.C., etal. (1997) Molecular analysis of rat pituitary and hypothalamic growthhormone secretagogue receptors. Mol Endocrinol, 11:415-423;US 6,242,199;WO 97/21730). O cDNA Ia codifica um receptor de 366 aminoácidos comsete segmentos transmembranários (GHS-Rla). O cDNA Ib codifica umaproteína mais curta (GHS-Rlb) que tem 289 aminoácidos e cinco segmentostransmembranários. Embora não se conheça a importância de GHS-Rlb,comprovou-se sua expressão em vários tecidos endócrinos e não endócrinos(Howard A. D., Feighner S. D., et al. (1996) A receptor in pituitary andhypothalamus that functions in growth hormone release. Science, 273:974-977; Gnanapavan S., Kola B., et al. (2002) The tissue distribution of themRNA of ghrelin and subtypes of its receptor, GHS-R, in humans. J ClinEndocrinol Metab. 87:2988; Smith R. G., Leonard R., et al. (2001) Growthhormone secretagogue receptor family members and ligands. Endoerine,14:9-14).
O GHS-Rla humano tem 96 e 93% de identidade com o derata e porco, respectivamente, e se viu uma relação muito estreita entre aseqüência do GHS-Rla humano e as que foram identificadas em peixesteleósteos. Estas observações sugerem que GHS-Rla está altamenteconservado entre as espécies e provavelmente tenha uma função biológicaessencial. (Palyha O. C., Feighner S. D., et al. (2000) Ligand activationdomain of human orphan growth hormone (GH) secretagogue receptor (GHS-R) conserved from pufferfish to humans. Mol Endoerinol. 14:160-169).
A união de ghrelina e GHS sintéticos ao GHS-Rla ativa a viade sinalização da fosfolipasa C, provocando um incremento da concentraçãode inositol-1,4,5 trisfosfato (IP3), e a ativação da proteína quinasa C (PKC), seguida da liberação de Ca2+ desde depósitos intracelulares. A ativação de GHS-R também inhibe os canais de K+ , permitindo a entrada de Ca9+ atravésde canais dependentes de voltagem tipo L, mas não por canais tipo Τ. Adiferença de GHS-Rla, GHS-Rlb não une nem responde aos GHS e suafunção está ainda por definir. (Chen C., Wu D., et al. (1996) Signaltransduction systems employed by synthetic GH- releasing peptides insomatotrophs. JEndocrinol. 148:381-386; Casanueva F.F., Dieguez C. (1999)Neuroendocrine regulation and actions of leptin. Front Neuroendocrinol,20:317-363; Howard A.D., Feighner S. D., et al. (1996) A receptor inpituitary and hypothalamus that functions in growth hormone release.Science, 273:974-977).
Os GHS sintéticos, a ghrelina e sua isoforma natural (des-GInl4-ghrelina) se unem com alta afinidade ao GHS-Rl a, e sua eficiênciadeslocando a [35S] MK-0677 ou [125I] [Tyr4]ghrelina unidos às membranas dahipófises se correlaciona com a concentração requerida para estimular aliberação de GH (Muccioli G., Papotti M., et al. (2001) Binding of 1251-labeled ghrelin to membranes from human hypothalamus and pituitary gland.J Endocrinol Invest. 24:RC7-RC9; Hosoda H., Kojima M., et al. (2000)Purification and characterization of rat des-GInl4-ghrelin, a secondendogenous ligand for the growth hormone secretagogue receptor. J BiolChem, 275:21995-22000).
Para determinar as características estruturais da ghrelinanecessárias para a união e ativação de GHS-Rl a, realizaram-se estudos compeptídeos curtos de ghrelina em células HEK-293 que expressam GHS-Rlahumano, observando-se que peptídeos de 4 e 5 aminoácidos que continham oN-terminal da ghrelina foram capazes de ativar este receptor. Baseados nestesresultados in vitro se postula que a seqüência Gly-Ser-Ser(n-octanoil)-Phe érequerida de forma essencial para a ativação do receptor (Van Der Lely AJ.,Tschop M., et ai. (2004) Biological, Physiological, Pathophysiological, andPharmacological Aspeets of Ghrelin. Endocrine Reviews, 25(3):426-457). Osprimeiros 7 aminoácidos da ghrelina estão conservados entre todas asespécies, no entanto a habilidade dos derivados de ghrelina de ativar GHS-Rla em células transfectadas não parece ser indicativo de sua capacidade deestimular a liberação de GH em células somatótrofas, recentemente sedemonstrou que ghrelina (l-4)octaniolada e ghrelina (1-8) octanoilada nãosão capazes de estimular a liberação de GH em ratas, e nenhum destespeptídeos é efetivo deslocando [125I] [Tyr4] ghrelina de seus lugares de uniãoem preparações de membrana de hipófises ou hipotálamo humano (TorselloA., Ghe C, et. al. (2002) Short ghrelin peptides neither displace ghrelinbinding in vitro nor stimulate GH release in vivo. Endocrinology, 143:1968-1971). Outro estudo realizado nas mesmas células que expressam o GHS-Rlahumano ou de porco se descobriu que a adenosina também ativa o receptor,mas, similar aos análogos curtos de ghrelina em cultivos de células dehipófises não podem estimular a secreção de GH, sugerindo que a adenosina éum agonista parcial de GHS-Rla e que se une a um lugar no receptordiferente do de MK-0677 e GHRP-6 (Smith R.G., Griffm P.R., et. al. (2000)Adenosine: a partial agonist of the growth hormone secretagogue receptor.Biochem Biophys Res Commun, 276:1306-1313).
Mais recentemente se reportou que GHS-Rla também podeunir cortistatina (CST), um neuropeptídeo homólogo da somatostatina (SS), oqual por si mesmo não pode reconhecer o GHS-Rla (Deghenghi R., PapottiM., et. al. (2001) Cortistatin, but not somatostatin, binds to growth hormonesecretagogue (GHS) receptors of human pituitary gland. J Endoerinol Invest,24:RC1-RC3).
GHS-Rla se expressa nas células somatótrofas da hipófises eno núcleo arcuato, zona crucial para as atividades neuroendócrinas e deestimulação do apetite da ghrelina e GHS sintéticos (Willesen M. G.,Kristensen P., Romer J. (1999) Co-Iocalization of growth hormonesecretagogue receptor and NPY mRNA in the arcuate nucleus of the rat.Neuroendocrinology, 70:306-316; Bluet-Pajot M. T., Tolle V., et. al. (2001)Growth hormone secretagogues and hypothalamic networks. Endoerine, 14:1-8; Shintani M., Ogawa E., et. al. (2001) Ghrelin, an endogenous growthhormone secretagogue, is a novel orexigenic peptide that antagonizes leptinaction through the activation of hypothalamic neuropeptide E/El receptorpathway. Diabetes, 50:227-232). A ghrelina, assim como os GHS sintéticos,estimulam a expressão de alguns marcadores de atividade neuronal (c-fos eEGR-1) em neurônios do núcleo arcuato e se detectou mRNA de GHS-Rlaem áreas extrahipotalámicas como o giro dentado da formação hipocampal,regiões CA2 e CA3 do hipocampo, pars compacta da substância negra, áreategmental ventral, núcleos de Raphe dorsal e mediai, núcleo de Edinger-Westphal, ponte e bulbo raquídeo, indicando possíveis açõesextrahipotalámicas. Também se demonstrou a presença de seu mRNA emvários órgãos periféricos entre os quais se encontram: estômago e intestino,pâncreas, rim, coração, aorta, diferentes adenomas humanos e váriosneoplasmas endócrinos de pulmão estômago e pâncreas (Hewson A. K.,Dickson S. L. (2000) Systemic administration of ghrelin induzes Fos and Egr-1 proteins in the hypothalamic arcuate nucleus of fasted and fed rats. JNeuroendocrinol, 12:1047-1049; Muccioli G., Ghe et. al. (1998) Specificreceptors for synthetic GH secretagogues in the human brain and pituitarygland. J Endocrinol9 157:99-106; Guan X.M., Yu H., et. al. (1997)Distribution of mRNA encoding the growth hormone secretagogue receptor inbrain and peripheral tissues. Brain Res Mol Brain Res, 48:23-29;; Mori K.,Yoshimoto et. al. (2000) Kidney produzes a novel acylated peptide, ghrelin.FEBS Lett, 486:213-216; Nagaya N., Miyatake K., et. al. (2001)Hemodynamic, renal, and hormonal effects of ghrelin infusão in patients withchronic heart failure. J Clin Endoerinol Metab, 86:5854- 5859; Korbonits M.,Bustin S.A., et. al. (2001) The expression of the growth hormonesecretagogue receptor ligand ghrelin in normal and abnormal human pituitaryand other neuroendocrine tumors. J Clin Endocrinol Metab, 86:881-887;Papotti M., Cassoni P., et. al. (2001) Ghrelin-producing endocrine tumors ofthe stomach and intestine. J Clin Endocrinol Metab, 86:5052-5059).
A ghrelina e os GHS têm uma alta afinidade por GHS-Rl a. Noentanto, há evidências de que há lugares de união adicionais para os GHS.Lugares específicos para Tyr-Ala-hexarelin e outros GHS peptídicos comuma densidade de receptores ao menos igual à encontrada na hipófise foramencontrados no coração de rata e humano, assim como em uma grandequantidade de tecidos periféricos não endócrinos como: pulmões, artérias,músculo esquelético, rim e fígado (Muccioli G., Ghe C, et. al. (1998) Specificreceptors for synthetic GH secretagogues in the human brain and pituitarygland. J Endocrinol, 157:99-106; Muccioli G., Broglio F., et. al. (2000)Growth hormone-releasing peptides and the cardiovascular system. AnnEndocrinol (Paris), 61:27-31; Bodart V., Bouchard J. F., et. al. (1999)Identification and characterization of a new growth hormone-releasingpeptide receptor in the heart. Cire Res, 85:796-802; Katugampola S.,Davenport A. (2003) Emerging roles for orphan G protein-coupled receptorsn the cardiovascular system. Trends Pharmaeol Sei, 24:30-35; Ghigo E.,Arvat E., et. al. (2001) Biologic activities of growth hormone secretagoguesin humans. Endocrine, 14:87-93; Papotti M., Ghe C, Cassoni P., et. al. (2000)Growth hormone secretagogue binding sites in peripheral human tissues. JClin Endocrinol Metah, 85:3803-3807). Estes lugares de união provavelmentenão são receptores de ghrelina, porque mostram uma baixa afinidade por ela,mas também de seus análogos peptídicos. O GHS-R cardíaco tem uma massamolecular maior (84 kDa) que GHS-Rla e não tem homología com este. Aseqüência aminoácida referida anteriormente para o receptor presente nocoração é similar à de CD36 (Papotti M., Ghe C, et. al. (2000) Growthhormone secretagogue binding sites in peripheral human tissues. J ClinEndocrinol Metab, 85:3803-3807; Bodart V., Febbraio M., et. al. (2002)CD36 mediates the cardiovascular action of growth hormone-releasingpeptides in the heart. Circ Res, 90:844-849). O significado funcional dereceptores para GHS peptídicos em tecidos periféricos e algumas descobertasno sistema cardiovascular sugerem que estes lugares de união mediam asatividades cardioprotetoras dos GHS peptídicos.
A ghrelina e os secretagogos sintéticos estimulam a liberaçãode GH pelas células somatótrofas in vitro provavelmente por despolarizaçãoda membrana e pelo incremento da quantidade de GH secretada por célula etambém foi reportou um efeito estimulatório dos GHS sobre a síntese de GH.(Kojima M., Hosoda H., et. al. (1999) Ghrelin is a growth-hormone-releasingacylated peptide from stomach. Nature, 402:656-660; Sartor O., Bowers C.E.,Chang D. (1985).
Parallel studies of His-DTrp-Ala-Trp-DPhe-Lys-NH2 andhuman pancreatic growth hormonereleasing fator-44-NH2 in rat primarypituitary cell monolayer culture. Endoerinology, 116:952-957; Bowers C.E.,Sartor A.O., et. al. (1991) On the actions of the growth hormone-releasinghexapeptide, GHRP. Endoerinology, 128:2027- 2035; Wu D., Chen Cl et al.(1994) The effect of GH-releasing peptide-2 (GHRP-2 or KP 102) on GHsecretion from primary cultured ovine pituitary cells can be abolished by aspecific GH-releasing fator (GRF) receptor antagonist. J Endoerinol, 140:R9-R13;).
Desde estudos recentes foi demonstrado que GHS estimulava asecreção de GH por um receptor e uma via diferente que a de GHRH: Umantagonista do receptor de GHRH inhibe a secreção de GH provocada porGHRH mas não a liberação de GHRH provocada pela estimulação desecretagogos e um suposto antagonista de GHS-R não afeta a liberação de GHem resposta o GHRH, GHRP-6 não compete com GHRH em ensaios de uniãoao receptor para os lugares de união de GHRH, há um efeito aditivo sobre aliberação de GH quando GHRH e GHS são co-administrados a cultivo desomatótrofos e não há desensibilização cruzada entre GHRH e GHS emtermos de liberação de GH, enquanto que ocorre desensibilização homóloga.
(Wu D., Chen C, et ai. (1994) The effect of GH- releasing peptide-2 (GHRP-2or KP102) on GH secretion from primary cultured ovine pituitary cells can beabolished by a specific GH-releasing fator (GRF) receptor antagonist. JEndocrinol, 140:R9-13; Thorner M.O., Hartman M. L., et al. (1994) Currentstatus of therapy with growth hormone-releasing neuropeptides. In: SavageMO, Bourguignon J, Grossman AB (eds). Frontiers in PaediatricNeuroendocrinology, 161 - 167).
A atividade liberadora de GH dos GHS é maior empreparações hipotálamo-hipófise do que em preparações de hipófise de acordocom a evidência de que os efeitos estimulatórios sobre a secreção de GH sãomaiores in vivo do que in vitro (Mazza E., Ghigo E., et. al. (1989) Effect ofthe potentiation of cholinergic activity on the variability in individual GHresponse to GH-releasing hormone. JEndocrinol Invest, 12:795-798; BowersC.E., Sartor A.O., et. al. (1991) On the actions of the growth hormone-releasing hexapeptide, GHRP. Endocrinology, 128:2027-2035; Clark R. G.,Carlsson M. S., et. al. (1989) The effects of a growth hormone-releasingpeptide and growth hormone releasing fator in conscious and anaesthetizedrats. J Neuroendocrinol, 1:249-255).
A nível hipotalámico, a ghrelina e GHS atuam sobre osneurônios secretores de GHRH e se observou uma secreção incrementada deGHRH na circulação portal da hipófise depois da administração de GHS emovelha (Conley L.K., Teik J.A., et. al. (1995) Mechanism of action ofhexarelin and GHRP-6: analysis of the involvement of GHRH andsomatostatin in the rat. Neuroendocrinology, 61:44- 50; Guillaume V.,Magnan E., et. al. (1994) Growth hormone (GH)-releasing hormone secretionis stimulated by a new GH-releasing hexapeptide in sheep. Endocrinology,135: 1073-1076).
GHS requer GHRH para expressar completamente seu efeitoliberador de GH. Em humanos, a resposta de GH é inibida por antagonistas doreceptor de GHRH assim como por desconexão hipotálamo-hipofisária(Bluet-Pajot M.T., Tolle V., et al. (2001) Growth hormone secretagogues andhypothalamic networks. Endocrine, 14:1-8; 148:371-380; Popovic V., MiljicD., et al. (2003) Ghrelin main action on the regulation of growth hormonerelease is exerted at hypothalamic levei. J Clin Endocrinol Metab, 88:3450-3453). Pacientes com deficiência do receptor de GHRH não mostramincremento na secreção de GH em resposta à estimulação com GHS, masmantêm a capacidade de incrementar a secreção de PRL, ACTH e cortisoldepois da estimulação com GHS. (Maheshwari H. G., Pezzoli S. S., et al.(2002) Pulsatile growth hormone secretion persists in genetic growthhormone-releasing hormone resistance. Am J Physiol Endoerinol Metab,282:E943-E951; Maheshwari H. G., Rahim A., et al. (1999) Selective Iack ofgrowth hormone (GH) response to the GH-releasing peptide hexarelin inpatients with GH- releasing hormone receptor deficiency. J Clin EndoerinolMetab, 84:956-959; Gondo R. G., Aguiar-Oliveira M. H., Hayashida C.E., etal. (2001) Growth hormone-releasing peptide-2 stimulates GH secretion inGH-deficient patients with mutated GH-releasing hormone receptor. J ClinEndocrinol Metab, 86:3279-3283).
Em humanos e animais há evidências de que GHS e GHRHinduzem desensibilização homóloga, mas não heteróloga A desensibilizaçãohomóloga à atividade de GHS se viu durante infusão de GHRH, mas não pelaadministração diária intermitente oral ou nasal do peptídeo por mais de 15dias (Ghigo E., Arvat E., et al. (1994) Growth hormone-releasing activity ofhexarelin, a new synthetic hexapeptide, afiter intravenous, subcutaneous,intranasal, and oral administration in man. J Clin Endoerinol Metab, 78:693-698; Ghigo E., Arvat E., et ai. (1996) Short-term administration of intranasalor oral hexarelin, a synthetic hexapeptide, does not desensitize the growthhormone responsiveness in human aging. Eur J Endocrinol, 135:407-412).
Por outro lado a administração de GHS por via parenteral, intranasal ou oralrealça o pulso espontâneo de GH durante 24 h e aumenta os níveis de IGF-Iem adultos jovens normais, assim como em meninos e idosos (Chapman I.M., Bach M.A., et al. (1996) Stimulation of the growth hormone (GH)-insulin-like growth fator I axis by daily oral administration of o GHsecretogogue (MK-677) in healthy elderly subjects. J Clin Endocrinol Metab,81:4249-4257; Copinschi G., Van Onderbergen A., et al. (1996) Effects of a7-day treatment with a novel, orally ative, growth hormone (GH)secretagogue, MK-0677, on 24-hour GH profiles, insulin-like growth fator I,and adrenocortical fiinction in normal young men. J Clin Endoerinol Metab,81:2776-2782; Laron Z., Frenkel J., et al. (1995) Intranasal administration ofthe GHRP hexarelin accelerates growth in short children. Clin Endoerinol(Oxf), 43:631-635).
A ghrelina é capaz de estimular o apetite nas ratas e estapropriedade estaria mediada pela via da síntese de NPY e de AGRP, doispeptídeos orexígenos. Se ghrelina é injetada por via intraventricular, é capazde anular os efeitos anorexígenos da leptina. Postula-se que haja umainteração competitiva entre estes dois peptídeos no controle do apetite e dahomeostasis energética. As concentrações circulantes de ghrelina na rata estãoaumentadas durante o jejum e diminuem depois da re-alimentação ou depoisde ingestão de glicose (Shintani M., Ogawa E., et al. (2001) Ghrelin, anendogenous growth hormone secretagogue, is a novel orexigenic peptide thatantagonizes leptin action through the activation of hypothalamic neuropeptideE/El receptor pathway. Diabetes, 50:227-32; Nakazato M., Murakami N., etal. (2001) A role for ghrelin in the central regulation of feeding. Ή ature,409(6817): 194-198; Tschõp M., Smiley D.L., Heiman M. L. (2000) Ghrelininduces adiposity in rodents. Nature, 407:908-13).
Os GHS também estimulam o apetite e o ganho de peso.Tratamentos crônicos com GHRP-2 estimulam a acumulação de tecidoadiposo em ratos deficientes de NPY e nos controles, paralelamenteincrementam a expressão hipotalámica do mRNA de AgRP (Torsello, A.,Luoni, M., et al. (1998) Novel hexarelin analogs stimulate feeding in the ratthrough a mechanism not involving growth hormone release. Eur. J.Pharmacol, 360:123-129; Ghigo, E., Arvat, E., et al. (1999) Endocrine andnon-endocrine activities of growth hormone secretagogues in humans. Horm.Res, 51:9-15; Tschop, M., Statnick, et al. (2002) GH-releasing peptide-2increases fat mass in mice lacking NPY: indication for a crucial mediatingrole of hypothalamic agouti-related protein. Endocrinology, 143:558-568).
A administração de ghrelina em rata provoca aumento doapetite junto com um incremento de peso devido a um incrementosignificativo no tecido adiposo sem se observarem mudanças na massa magra,tecido ósseo ou estimulação de crescimento. O efeito lipogênico da ghrelina éindependente da ação de GH porque se encontra igualmente na ratageneticamente deficiente de GH. O GH provoca um incremento do gastoenergético e causa uma diminuição na massa gordurosa, o que permite umbalanço entre este e a grhelina: a ghrelina aumenta a massa graxa doorganismo, enquanto o GH não permite que diminua a massa magra.(Nakazato M., Murakami N., et al. (2001) A role for ghrelin in the centralregulation of feeding. Nature, 409(6817):194-198; Wren A.m., Small CJ., etal. (2000) The novel hypothalamic peptide ghrelin stimulates food intake andgrowth hormone secretion. Endocrinology, 141 (11):4325-4328; Tschop M.,Smiley D.L., Heiman M.L. (2000) Ghrelin induzes adiposity in rodents.Nature, 407:980-913).
Em indivíduos obesos os níveis de ghrelina estão diminuídos enão diminuem depois de comer. Esta é uma condição reversível, depois daperda de pesa os níveis plasmáticos médios de ghrelina aumentam. Os níveisplasmático de ghrelina correlacionam negativamente com o índice de massacorporal, a massa corporal graxa, o tamanho do adipócito e os níveisplasmáticos de insulina, glicose e leptina (English P.J., Ghatei M.A., et. al.(2002) Food fails to suppress ghrelin leveis in obese humans. J ClinEndocrinol Metab, 87(6):2984; Tschop M., Weyer C, et. al. (2001)Circulating ghrelin leveis are decreased in human obesity. Diabetes,50(4):707-9).
A insuficiência de GH nos pacientes obesos foi reportadacomo reversível depois de uma dieta prolongada e uma marcada perda depeso. O aumento crônico dos níveis de ácidos graxos livres e ohiperinsulinismo associado aos baixos níveis de ghrelina provavelmentetenham um papel importante causando a insuficiência de GH na obesidade(Maccario M., Tassone F., Grottoli S., Rossetto R., Gauna C, Ghigo E. (2002)Neuroendocrine and metabolic determinants of the adaptation of GH/IGF-Iaxis to obesity. Ann Endocrinol (Paris), 63(2 Pt 1): 140-144). Dado que aghrelina é adipogênica e orexigênica pode ser lógico pensar que quandoconsideramos o papel da ghrelina no tratamento da obesidade seu efeito deveser antagonizado. No entanto as conseqüências do antagonismo dos efeitos daghrelina também diminuem a secreção de GH, o qual está associado a umincremento na massa graxa (Jorgensen J.O., Vahl N., (1996) Influence ofgrowth hormone and androgens on body composition in adults. Horm Res,45:94-98). A administração a longo prazo de agonistas e antagonistas deghrelina revelaram qual dos dois efeitos, adipogênico ou somatotrófico,domina e determina a influência sobre o balanço energético.
No homem obeso as concentrações circulantes de ghrelinaestão diminuídas e negativamente correlacionadas à porcentagem corporal detecido adiposo bem como às taxas circulantes de insulina e leptina (TschopM., Weyer C, et. al. (2001) Circulating ghrelin leveis are decreased in humanobesity. Diabetes, 50:707-9).
O eixo GH/IGF-I tem um papel importante durante odesenvolvimento cardíaco e para a manutenção da estrutura e função docoração e um dos sintomas da deficiência de GH é uma deterioração nofuncionamento cardiovascular, o qual pode ser revertido depois de umaterapia com GH (Sacca L, Cittadini A, Fazio S (1994) Growth hormone andthe heart. Endocr Rev 15:555-573; Caidahl K, Edén S, Bengtsson BÁ 1994Cardiovascular and renal effects of growth hormone. Clin Endocrinol (Oxf)40:393- 400).
Existem dados experimentais que evidencian uma melhora dofuncionamento cardíaco devido ao GH, entre eles muitos estudos que utilizamum modelo de enfarte de miocárdio experimental em rata. Um tratamentocom GH depois do enfarte de miocárdio, provoca um incremento do volumesistólico de ejeção, a saída cardíaca e outras variáveis sistólicas. Além de umapronunciada vasodilatação e uma diminuição da resistência total periféricapor GH/IGF-I, provavelmente contribua para melhorar a contratilidadee domiocárdio (Timsit J, Riou B, et al. 1990 Effects of chronic growth hormonehypersecretion on intrinsic contractility, energetics, isomyosin pattern andmyosin adenosine triphosphate activity of rat Ieft ventricle. J Clin Invest86:507-515; Tajima M, et al. (1999) Treatment with growth hormoneenhances contractile reserve and intracellular calcium transients in myocytesfrom rats with postinfarction heart failure. Cireulation 99:127-134).
Por outro lado, modelos animais com excesso de GH têm umamudança para uma isoforma de miosina com uma baixa atividade adenosintrifosfatasa, o que pode diminuir a demanda energética do processo decontração (Timsit J, Riou B, et al. (1990) Effects of chronic growth hormonehypersecretion on intrinsic contractility, energetics, isomyosin pattern andmyosin adenosine triphosphate activity of rat Ieft ventricle. J Clin Invest86:507-515).Há vários estudos dos efeitos cardíacos e periféricos de GHe/ou IGF-I5 e dentre eles, dados clínicos promissores apontando para umfuturo papel de GH/IGF-I na terapia cardiovascular (Fazio S., Sabatini D., etal. (1996) A preliminary study of growth hormone in the treatment of dilatedcardiomyopathy. NEngl JMed, 334:809- 814).
Foi visto que os GHS sintéticos e a ghrelina têm propriedadescardioprotetoras em vários estudos in vivo e que podem melhorar variáveis dafunção cardíaca in vivo, e seu efeito é comparável com o do GH. Assimilitudes no perfil hemodinâmico de hexarelin com o de GH poderiamsugerir que a ação dos GHS pode estar mediada pelo GH. No entanto, estudosrecentes suportam uma ação direta destes, GH-independente, sobre omiocárdio. (Locatelli V., Rossoni G., (1999) Growth Hormone independentcardioprotetive effects of hexarelin in the rat. Endocrinology, 140:4024-4031;Tivesten Â., Bollano E., (2000) The growth hormone secretagogue hexarelinimproves cardiac function in rats after experimental myocardial infarction.Endoerinology, 141:60-66).
Foi demonstrado a presença do mRNA de GHS-Rla nocoração e aorta, e em cultivos de cardiomiócitos se incrementa o mRNA deGHS-Rla depois de pré-incubação com hexarelin (Gnanapavan S., Kola B., etal. (2002) The tissue distribution of the mRNA of ghrelin and subtypes of itsreceptor, GHS-R, in humans. J Clin Endocrinol Metab, 87: 2988-2991;Nagoya N., Kojima M., et al. (2001) Hemodynamic and hormonal effects ofhuman ghrelin in healthy volunteers. Am J Physiol Regul Integr CompPhysiol, 280: R1483-R1487; Pang J.-J., Xu R.-K., et al. (2004) Hexarelinprotets rat cardiomyocytes from angiotensin II-induced apoptosis in vitro. AmJPhysiolHeart Cire Physiol, 286(3): H1063-1069).
Identificaram-se lugares de união específicos para ghrelina nocoração de rata e artérias humanas, onde a densidade de receptores seencontra aumentada com a arterioescleroses e se detectaram união específicade GHS peptídicos marcados radioativamente em células de miocárdio de ratae diferentes tecidos cardiovasculares de humano (ventrículo, aurículo, aorta,coronária, carótida, endocárdio e veia cava), em quantidades em ocasiõesmaiores do que as encontradas na hipófise. (Katugampola S. D. (2001) [1251-His(9)]-ghrelin, a novel radioligand for localising GHS orphan receptors inhuman and rat tissue: up-regulation of receptors with atherosclerosis. Br JPharmacoU 134:143-149; Ong H., McNicoll N., et al. (1998) Identification ofa pituitary growth hormone-releasing peptide (GHRP) receptor subtype byphotoaffinity labeling. Endocrinology, 139:432- 435; Bodart V., McNicolI N.,et al. (1999) Identification and characterization of a new GHRP receptor inthe heart. Circ Res, 85:796-808; Papotti M., Ghe C, et al. (2000) Growthhormone secretagogue binding site in periferical human tissues. J ClinEndoerinol Metab, 85: 3803-3807).
Ainda que, a administração de doses farmacológicas altas deGHS peptídicos induz uma clara mas transiente vasoconstrição no coraçãopré-fundido de rata em ratas jovens com deficiência de GH induzida porimunização contra GHRH, pré-tratamento com hexarelin pode proteger contrao dano ao miocárdio induzido por isquemia e reperfusão. A atividadeprotetora foi associada à recuperação da liberação de prostaciclina e umanormalização da atividade vasopressora da angiotensina II. (Bodart V.,Febbario M., et al. (2000) CD36 mediates the cardiovascular action of growthhormone-releasing peptides in the heart. Cire Resy 90:844-849; de GennaroColonna V., Rossoni G., et al. (1997) Hexarelin, a growth hormone-releasingpeptide, discloses protetant activity against cardiovascular damage in rats withisolated growth hormone deficiency. Cardiología, 42:1165-1172; de GennaroColonna V., et al. (1997) Cardiac ischemia and impairment of vascularendothelium function in hearts from growth hormone-deficient rats: protetionby hexarelin. Eur JPharmaeol, 334:201-207).
Resultados similares foram obtidos em ratas envelhecidas nasquais pré-tratamento com hexarelin se viu uma forte proteção contra oatordoamento miocárdico. A recuperação completa da função cardíaca estevepresente na reperfusão, e a simultânea redução dos níveis de creatina quinasacorroborando a integridade das células das membranas do miocárdio e apreservação do debilitamento contrátil que segue à readmissão de oxigênio. Oefeito protetor de hexarelin foi também demonstrado pela manutenção daprodução de 6-ceto-PGFla, assim como a restauração da reatividade vascularcoronária à angiotensina II (Rossoni G., de Gennaro Colonna V., et al. (1998)protetant activity of hexarelin or growth hormone against postischemicventricular dysfunction in hearts fron aged rats. J Cardiovasc Pharmacol,32:260-265; Rossoni G., de Gennaro Colonna V., et al. (1998) Protectantactivity of hexarelin or growth hormone against postischemic ventriculardysfunction in hearts fron aged rats. J Cardiovasc Pharmacol, 32:260-265;Locatelli V., Rossoni G., et al. (1999) Growth hormone-independentcardioprotetive effects of hexarelin in the rat. Endocrinology, 140:4024-4031).
Estudos realizados em ratas hipofisetomizadas mostram que osefeitos cardioprotetivos de GHS são independentes de GH e mediados pelaativação direta de receptores específicos do miocárdio (Locatelli V., RossoniG., et. al. (1999) Growth hormone-independent cardioprotetive effects ofhexarelin in the rat. Endocrinology, 140:4024-4031; Bodart V., McNicoll N.,et al. (1999) Identification and characterization of a new GHRP receptor inthe heart. Circ Res, 85:796-808).
Hexarelin incrementa o volume sistólico de ejeção e a saídacardíaca e diminui a resistência total periférica em um modelo de rata 4semanas depois da indução de enfarte de miocárdio experimental. Embora omecanismo pelo qual se produz a atividade inotrópica dos GHS sintéticosainda não esteja claro, há evidências de que aumenta a contratilidade dosmúsculos papilares por ações nas células endoteliais e/ou nas terminaçõesnervosas (Tivesten Α., Bollano et al. (2000) The growth hormonesecretagogue Hexarelin improve cardiac fiinction in rats after experimentalmyocardial infaction. Endocrinology, 141:60-66; Bedendi I., Gallo M. P., etal. (2001) Role of endothelial cells in modulation of contractility induced byhexarelin in rat ventricle. Life Sei, 69:2189-2201).
Foi visto que a ghrelina não compartilha todas as açõescardiovasculares dos GHS sintéticos. A ghrelina oferece uma proteção pobreao coração contra isquemia em ratas sugerindo que os efeitos de GHSsintéticos se devem à união e ativação de lugares específicos para os GHSpeptídicos os estudos realizados com [1251]Tyr-Ala-hexarelin revelam muitoslugares de união no miocárdio de rata e em tecidos cardiovasculares emhumanos diferentes de GHSR-la, isto sugere a existência de outro receptor(Este receptor tem um peso molecular maior (84 kDa) do que GHS-Rla e nãoapresenta homologia com este, e se prediz que sua seqüência aminoácida éimilar a de CD36, o qual mediara as ações coronárias de GHS peptídicos(Torsello A., Bresciani E., et al. (2003) Ghrelin plays a minor role in thephysiological controle of cardiac funetion in the rat. Endocrinology,144:1787-1792; Muccioli G., Broglio F., et al. (2000) Growth hormone-releasing peptides and the cardiovascular system. Ann Endoerinol (Paris)61:27-31; Bodart V., Febbraio M., et al. (2002) CD36 mediates thecardiovascular action of growth hormone-releasing peptides in the heart. CireRes, 90:844-849).
Embora a ghrelina provavelmente seja inativa a nívelcoronário, possui outros efeitos cardiovasculares. Foi visto que a ghrelina temum potente efeito vasodilatador em humanos tanto in vivo como in vitro. Estaação da ghrelina é diretamente sobre a musculatura lisa, com uma potênciacomparável com a dos peptídeos natriuréticos. Em humanos comarterioescleroses se encontra aumentada a expressão de receptores deghrelina, o que sugere que esta tem um papel na compensação do incrementoda vasoconstrição observada nesta condição (Okumura H., Nagaya N., et al.(2002) Vasodilatory effect of ghrelin, an endogenous peptide from thestomach. J Cardiovasc Pharmacol, 39:779-783; Wiley K. E., Davenport AP.(2002) Comparison of vasodilators in human internai mammary artery:ghrelin is a potent physiological antagonist of endothelin-1. Br. J. Pharmacol,136:1146-1152; Katugampola S.D. (2001) [125I-His(9)]-ghrelin, a novelradioligand for localising GHS orphan receptors in human and rat tissue: up-regulation of receptors with atherosclerosis. Br JPharmacol, 134:143-149).
Estudos realizados mostram que hexarelin, ghrelina acilada einclusive ghrelina não acilada podem provir a morte celular, induzida pordoxorubicina, em cultivos de cardiomiocitos H9c2 e células endoteliais. Estasmoléculas provavelmente estimulam vias de sinalização intracelulares queenvolvem processos de sobrevivência em cultivos de cardiomiocitos,incluindo a fosforilação de proteínas intracelulares e a ativação de ERK1/2 eproteína quinasa B/AKT (Baldanzi G., Filigheddu N., et. al. (2002) Ghrelinand des-acyl ghrelin inhibit cell death in cardiomyocytes and endothelial cellsthrough ERK1/2 and PI 3-kinase/AKT. J CeII Biol, 159:1029-1037;Filigheddu N., Fubini A., et al. (2001) Hexarelin protets H9c2cardiomyocytes from doxorubicin-induced cell death. Endocrine, 14:113-119).
Estudos in vivo em cardiomiocitos e células endoteliaissugerem que os efeitos antiapoptóticos dos GHS estão mediados pela ativaçãodas quinases Akt e ERK e pela inibição da ativação de caspase 3 e daexpressão de bax e aumentando a expressão de bcI-2 (Pang J.J., Xu R.K., etal. (2004) Hexarelin protets rat cardiomyocytes from angiotensin II-inducedapoptosis in vitro. Am J Physiol Heart Circ Physiol, 286:H1063-H1069).Estes dados favorecem a hipótese da existência de outro subtipo de GHS-R,dado que a ghrelina não acilada não ativa o GHS-Rl a.
Em humanos, a ghrelina e os GHS têm decididamenteatividades cardiovasculares, de fato, sua administração a sujeitos normais e apacientes com falha cardíaca crônica diminuem significativamente aresistência vascular sistêmica e aumentam o índice cardíaco e o volumesistólico de ejeção, isto está acompanhado por uma redução concomitante dapressão arterial média, mas não por nenhuma mudança na velocidade docoração, pressão de artéria pulmonar média ou pressão capilar pulmonar deenclavamento. (Nagaya N., Kojima M., et al. (2001) Hemodynamic andhormonal effects of human ghrelin in healthy volunteers. Am J Physiol RegulIntegr Comp Physiol, 280:R1483-R1487; Enomoto M., Nagaya N., et al.(2003) Cardiovascular and hormonal effects of subcutaneous administrationof ghrelin, a novel growth hormone-releasing peptide, in healthy humans.Clin Sci (Lond), 105:431-435).
Observou-se que vários fatores tróficos, incluindo o GH eIGF-I, têm propriedades neuroprotetoras durante a segunda fase da isquemia-hipóxica (HI) in vivo embora os mecanismos subjacentes não sejamcompletamente conhecidos. No entanto, demonstrou-se que a ativação da viada fosfatidilinositol-3-quinase (PI3K) com a conseqüente fosforilação de Aktquinase media a sobrevivência neuronal induzida por fatores de crescimentoin vitro. Akt fosforilada promove a sobrevivência celular e pode inibirapoptosis por inactivação de vários alvos proapoptóticos incluindo Bad,glicogênio sintetase quinase 3 beta (GSK3p), caspase 9 ou por modificação defatores de transcrição (Kulik G., Klippel A., Weber MJ. (1997). Antiapoptoticsignalling by the insulin-like growth fator I receptor, phosphatidylinositol 3-kinase, and Akt. Mol Cell Biol, 17:1595-1606). Outra via ativada pelos fatoresde crescimento é a de MAPK p42/44 ERK. Foi visto que a ativação de ERKinhibe a apoptosis induzida por hipoxia. Além disso, foi visto que aneuroproteção por BDNF em ratas neonatais mediada pela ativação da via,MAPK/ERK e tratamentos com IGF-I a ratas neonatais depois de HI ativa asvias Akt e EKR (Buckley S., Driscoll B., et al. (1999) ERK activation protetsagainst DNA damage and apoptosis in hyperoxic rat AEC2. Am J Physiol,277:159-166; Han B.H., Holtzman D.M. (2000) BDNF protects the neonatalbrain from hypoxic-ischemic injury in vivo via the ERK pathway. J Neuros ci,20:5775- 5781).
Em estudos realizados se observou que hexarelin (secretagogopeptídico) reduz o dano cerebral em um modelo in vivo de HI. Esta proteçãoestá acompanhada da fosforilação de Akt e GSK3P indicando a possibilidadede que a via PI3K esteja envolvida observando-se seu efeito protetor emcórtex, hipocampo, tálamo mas não no estriato. A distribuição espacial daproteção correlaciona com a localização do receptor de GH e de GHBP(Brywe K.G., Leverin A.-L., et ai. (2005) Ghrowth Hormone ReleasingPeptide Hexarelin reduzes neonatal brain injury and alters Akt/GlycogenSynthase Kinase-3B phosphorylation. Endocrinology, 146: 4665-4672; LobieP. E., García-Aragón J., et ai. (1993) Localization and ontogeny of growthhormone receptor gene expression in the central nervous system. Dev BrainRes, 74:225-233; Scheepens A., Sirimanne E.S., et al. (2001) Growthhormone as a neuronal rescue factor during recovery from CNS injury.Neuroscience, 104:677-687).
Isto sugere que o efeito protetor de hexarelin pudesse estarmediado pelo GH ou que hexarelin e GH compartilhem vias comuns para aproteção celular, já que se encontraram o mRNA de GHS-R em váriasestruturas do cérebro. A administração de GHRP-6 em ratas adultas sobcondições fisiológicas mostrou um incremento nos níveis de mRNA de IGF-Ino hipotálamo, cerebelo e hipocampo mas não no córtex embora este possa sedever ao aumento da expressão de IGF-I, mas não se detectaram incrementossignificativos do mesmo em ratas tratadas com hexarelin 24 horas depois daHI. Por outro lado, se IGF-I fosse um importante mediador dos efeitos deHexarelin, puderia se esperar uma redução do dano cerebral no estriato, já queos receptores de IGF-I estão presentes neste (Frago L. M., Paneda Cl DicksonS.L., et al. (2002) Growth hormone (GH) and GH-releasing peptide-6 increasebrain insulin-like growth fator-I expression and activate intracellular signalingpathways involved in neuroprotetion. Endocrinology, 143:4113-4122; GuanJ., Williams C, et al. (1993) The effects of IGF-I treatment after hypoxic-ischemic brain injury in adult rats. J Cereb Blood Flow Metab, 13:609-616).
Hexarelin ativa, além disso, a via PI3K no CNS depois de HI,mas não afeta a fosforilação de ERK, enquanto que IGF-I demonstrou queativa tanto a via PI3K como a via ERK.
Foi visto que Hexarelin aumenta a fosforilação do receptorIGF-I, na ausência de uma óbvia indução de IGF-I, poderia ser que o aumentoda fosforilação se deva a uma transativação do receptor de IGF-I porHexarelin ou um ligante endógeno. Previamente foi visto que agonistas dereceptores associados à proteína G como a angiotensina-II, trombina eendotelina podem estimular a fosforilação do receptor de IGF-I e/ou Akt(Sumitomo M., Milowsky M. L, et al. (2001)).
Neutral endopeptidase inhibits neuropeptide-mediatedtransactivation of the insulin-like growth fator receptor-Akt cell survivalpathway. Câncer Res, 61:3294-3298; Zahradka P., Litchie B., et al. (2004)Transactivation of the insulin-like growth factor-I receptor by angiotensin IImediates downstream signaling from the angiotensin II type 1 receptor tophosphatidylinositol 3-kinase. Endocrinology, 145:2978-2987).
O efeito neuroprotetor de Hexarelin não parece estar mediadoprimariamente por uma indução do eixo GH/IGF-I, embora uma sinalizaçãoincrementada através do receptor de IGF-I possa contribuir para a redução dodano cerebral.
Explicação da invenção.
Apesar do abundante trabalho neste campo encontrado noestado da técnica, no mesmo se evidencia que os compostos miméticos daghrelina e de natureza não peptídica não são capazes de todas as funçõespossíveis a ser atribuídas à ghrelina no organismo, sendo preferida autilização de compostos com natureza peptídica, cuja similitude estrutural sejamuito maior, a descrição destes peptídicos análogos no entanto está limitadaao uso de aminoácidos não naturais de estereoquímica D, como parte dascomposições.
Levando-se em conta a importância dos secretagogospeptídicos nas funções anteriormente descritas e a capacidade dos mesmospara as funções endócrinas e não endócrinas em uma variedade grande deorganismos, sistemas e células, a presente invenção descreve, com efeito, pelaprimeira vez, moléculas químicas de natureza peptídica, com ciclos internos ecompostas somente de aminoácidos com estereoquímica L no carbono quiral,que são capazes de realizar, devido a sua estrutura química, funções similaresàs atribuídas à ghrelina, des-acil ghrelina, e outros GHS peptídicos, que incluimas não está restringido à capacidade de liberação de GH, a Cardioproteção eem general a melhoria das funções do músculo cardíaco e o sistemareticuloendotelial, a neuroproteção que não só inclui o cérebro e cerebelo mastambém todas as células do sistema nervoso, e o controle e regulação doapetite, incluindo a regulação do metabolismo das gorduras e a energia.
Os compostos químicos peptídicos da invenção têm umaestrutura que lhes permite cumprir com os requerimentos para ser unirem aosreceptores específicos da ghrelina e ao mesmo tempo aos receptores descritospara a união de outros secretagogos que realizam as outras funções descritas.
Em uma realização particular, a invenção se refere a moléculasquímicas as quais apresentam a estrutura química seguinte:
I. [Aa1...Aan] X1 [Ab1-Abn] X2 [Ac1... Acn]Adn
Onde Aa são L-aminoácidos selecionados do conjunto de[Cys, Gly, Ser, His, Ala, Leu, Met ou Thr], variando em combinações desde 1até 4 resíduos, Ab são L-aminoácidos, selecionados do conjunto de [Pro, lie,Ala, Phe, Trp, Lys, Asp, Asn, GIu, GIn5 Gly, Leu, Met, Tyr ou Thr], variandoem combinações de 1 até 4 resíduos, Ac são L-aminoácidos selecionados doconjunto [Arg, Leu, Pro, Vai, Thr, GIu, His, GIn, Asn, Asp, Trp, Tyr, Phe,Ser, Ala, GIy ou lie], variando em combinações de 1 até 5 e Ad são L-aminoácidos, naturais ou não, sem limite de número, X1 e X2 são L-aminoacidos, naturais ou não, com as cadeias laterais enlaçadascovalentemente formando um ciclo interno, utilizando qualquer reaçãoquímica para a união de forma direta ou utilizando um composto deenlaçamento como ponte.
Compostos pertencentes a estas classes estruturais se mostrama seguir:
A221 GSKFDSPEHQ (SEC ID NO: 1)A222 HGSKFDLEFG (SEC. ID NO: 2)A223 HCKFDLD WH (SEC. ID NO: 3)A224 S SDFKL Y WG (SEC. ID NO: 4)A225 ALDFKPNIP (SEC. ID NO: 5)A226 STDFKPF AI (SEC. ID NO: 6)A227 FISKG YDLDII (SEC. ID NO: 7)A228 GKFGDLSPEHQ (SEC. ID NO: 8)A229 IIAK PGGIDPEQ (SEC. ID NO: 9)A230 GKFDSPEHQ (SEC ID NO: 10)A231 GGGKF WDIPHH (SEC. ID NO: 11)A232 HKGIDSPEQH (SEC ID NO: 12)A233 GKFDL SPEHQ (SEC ID NO: 13)A234 GDAGAKLLSSR (SEC ID NO: 14)A235 GMEAGIKLCHRQ (SEC. ID NO: 15)A236 GEGYKLDERSQ (SEC ID NO: 16)A237 GGEAGKLCPPRY (SEC ID NO: 17)A238 GLEFKLLHQ (SEC. ID NO: 18)
Onde os aminoácidos sublinhados estão enlaçados por suascadeias laterais. Estas moléculas foram descritas para esta função mediante omodelado molecular exaustivo do receptor da ghrelina humana utilizandotécnicas combinadas de modelação por homologia, dinâmica molecular ebuscas exaustivas no espaço conformacional. Uma vez modelado o receptor,construíram modelos de união baseados na também modelação exaustiva daghrelina e outros secretagogos, a partir do modelo das interações se construiuuma biblioteca virtual com vários milhares de estruturas de peptídeos quecumpriram com estas características para realizar uma análiseconformacional, e se realizou um acoplamento molecular em massa nomodelo do receptor. Partindo desta análise, propôs-se uma série de compostospara várias famílias estruturais que se sintetizaram quimicamente e provaramcom vários sistemas in vivo e in vitro. Depois dos ensaios biológicos sereotimizaram os compostos e geraram novas bibliotecas virtuais sobre asquais se repetiu a análise para procurar uma maior ação sobre o sistemabiológico mediante regularidades estruturais mais específicas.
A invenção também inclui qualquer variante homóloga doscompostos anteriores. Entende-se por "variante homologa" qualquer moléculade natureza química similar em 70% ou mais à seqüência de aminoácidos aquidescritos (na página 30), incluindo aminoácidos não naturais, cuja estruturapermita realizar o mesmo efeito dos compostos aqui descritos.
Em outra realização preferida da invenção, a composiçãofarmacêutica contém um ou mais dos compostos químicos ou de seus saisaceitáveis, assim como excipientes ou veículos aceitáveis segundo o propósitoa qual se aplica. Também faz parte da presente invenção o uso dos compostos,para a manufatura de medicamentos, suplementos nutricionais, ou outrasformulações de uso humano, veterinário, em aquacultura, ou outras atividadesde criação ou melhoria de animais, in vitro, in vivo ou em dispositivosassociados ao corpo ou de dosificação controlada ao meio, que se associem asua ação similar a outros GHS, diretamente ou não vinculadas a sua açãoendócrina.
As moléculas químicas descritas foram definidas por suacapacidade de interatuar com o receptor da ghrelina humana, mas não sedescartam outras proteínas, que não possuem uma seqüência de aminoácidosou estrutura similar mas que unem este tipo de compostos e afetam de algummodo sua ação biológica, que seja, por ativação, por potenciação, porrepressão, por concorrência ou sinergismo com outros substratos ou poralgum outro mecanismo descrito ou ainda não descrito, mas evidenciadoexperimentalmente.
Para a definição dos compostos químicos descritos nainvenção se realizou o modelado molecular exaustivo do receptor da ghrelinahumana utilizando técnicas combinadas de modelação por homologia,dinâmica molecular e buscas exaustivas no espaço conformacional. Uma vezmodelado o receptor se construíram modelos de união baseados na tambémmodelação exaustiva da ghrelina e de outros secretagogos, a partir do modelodas interações se construiu uma biblioteca virtual com vários milhares deestruturas de peptídeos que cumpriram com estas características para realizaruma análise conformacional, e se realizou um acoplamento molecularmassivo no modelo do receptor.
Partindo desta análise, propôs-se uma série de compostos paravárias famílias estruturais que foram sintetizadas quimicamente e provadascom vários sistemas in vivo e in vitro. Depois dos ensaios biológicospreliminares, os compostos foram reotimizados e foram geradas novasbibliotecas virtuais sobre as quais se repetiu a análise aplicando-lhes umasegunda rodada de acoplamento com valores mais restritivos e foramanalisados novamente para extrair as regularidades estruturais, a estruturaquímica dos compostos selecionados no segundo ciclo foi otimizada paraobter valores maiores de energia de união calculada, entre -58 e -32 KJ/mol epara buscar uma maior ação sobre o sistema biológico mediante regularidadesestruturais mais específicas. Uma seleção representativa de 18 destescompostos, com energias de união superiores a -40 KJ/mol, foi sintetizada,purificada utilizando Cromatografia Líquida, depois analisados porEspectrometria de Massas e finalmente avaliados quanto a sua efetividade invitro e in vivo.
Descrição das figuras
Figura 1: Efeito do tratamento com os compostos A221(a),A228(b) e A233(c) na prevenção da falha do miocárdico induzido porDoxorrubicina (Dx).
Figura 2: Efeito protetor do composto A221(a), A228(b) eA233(c) em ratas tratadas com Dx ante estresse forçado.
Figura 3: Efeito do tratamento com os compostos A221 (a),A228(b) e A233(c) no tempo e reversão da Cardiomiopatia Dilatada induzidapor Doxorrubicina nos grupos tratados com doses entre 500 μg/kg e 100
Figura 4: Efeito do tratamento com o composto A221 (a),A228(b) e A233(c) na sobrevida dos animais com Cardiomipatia Dilatadainduzida por Doxorrubicina(Dx).
Exposição detalhada de modos de realização / Exemplos
A presente invenção se explica através dos seguintes exemplosde realização:
Exemplo 1: Seleção dos compostos mediante modelaçãomolecular in silício.
Os compostos resultantes do segundo ciclo de avaliaçãocomputacional foram otimizados obtendo-se valores superiores de energias deunião e regularidades estruturais mais específicas em sua união ao receptor.
Deles foram selecionados 18 compostos representativos com energiasanteriormente referidas maiores de -40 KJ/mol as quais se mostram na tabela 1.Tabela 1. Energia calculada da interação com o modelo doReceptor de Secretagogosdo do Hormônio de Crescimento, depois doacoplamento molecular.
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Exemplo 2: Prevenção da morte das células PC12 pordeprivação de NGF.
As células PC12 foram mantidas em frascos de cultivo de 75cm em DMEM contendo 5% de soro fetal bovino e 10% de soro eqüino, empresença de gentamicina 50 μg/ml. As células foram incubadas em 5% CO2 a37°C. Para induzir a diferenciação, as células foram semeadas a umadensidade de IxlO4 células em placas de 96 poços recobertas com polilisinaem meio DMEM suplementado com NGF por 7 dias, com mudança de meio acada 2-3 dias. Depois da diferenciação, as células foram incubadas com oscompostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimento,com diferentes concentrações por 72 horas. A viabilidade celular foideterminada utilizando o ensaio de proliferação citotoxidad Cell Titer 96 não-radioativo (Promega), que se baseia na conversão de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-brometo de difeniltetrazolio (MTT) em um produto que se detectaespectrofotometricamente. Depois da deprivação do NGF e do soro, o meio éaspirado e se adicionam 15 μΐ do corante dissolvido em DMEM. Depois de 4h de encubação a 37°C, 100 μΐ da solução de paragem é adicionada e aabsorção do produto solubilizado é medido a 570 nm.
Os compostos produzem um efeito de neuroproteçãodependente da concentração. Na tabela 2 se representa a IC50 de cada um dospeptídeos. Tabela 2. Valores de IC50 de cada composto durante osexperimentos de proteção da morte neuronal induzida por deprivação de NGF.
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Exemplo 3: Prevenção do dano neuronal induzido pela adiçãode Peróxido de Hidrogênio em um cultivo primário de neurônios.
Cultivos primários de células granulares do cerebelo foramobtidos a partir dos cerebelos de ratas Wistar de 7-9 dias. Posterior a umadisecação rápida, os cerebelos foram submergidos em uma solução fria demeio e as meninges foram eliminadas da superfície do cerebelo. Cadacerebelo foi colocado em uma solução de 2-3 ml de meio fresco e cortadofinamente. As células foram dissociadas por trituração utilizando uma pipetaPasteur. As células dissociadas foram filtradas por uma membrana de nylonde 40 mu.M (Falcon, Franklin Lakes, NJ.). O número de células viáveis foideterminado em um hematocitômetro por contagem de células que excluem ocorante vital tripan azul. As células foram semearam em placas de 96 poçosrecobertas com polilisina a uma densidade de 6250 células em um volumefinal de 200 ml. Os cultivos foram mantidos em uma incubadora de CO2 a 5%e 37°C. Depois de 24 horas de cultivo, adicionou-se 10 μΜ de citosinaarabinofuranosa (AraC; Sigma) para inibir a proliferação das células nãoneuronais.
A capacidade de prevenir o dano neuronal induzido pelaadição ao meio de cultivo de 500 μΜ de peróxido de hidrogênio emconcentrações crescentes de cada um dos compostos análogos aossecretagogos peptídicos do hormônio de crescimento, foi avaliado às 24 horasutilizando o ensaio de proliferação/citotoxidad Cell Titer 96 não-radioativo(Promega).
Os compostos produzem um efeito de neuroproteçãodependente da concentração. Na tabela 3 se representa a IC50 de cada um dospeptídeos. Tabela 3. Valores de IC50 de cada composto durante osexperimentos de prevenção do dano neuronal induzido por adição de Peróxidode Hidrogênio ao cultivo primário de neurônios.
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Exemplo 4: Demonstração da atividade biológica doscompostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimento,em peixes.
Determinaram-se os níveis de RNA mensageiro do IGF-I emfígado de tilapias injetadas intraperitonealmente, assim como se monitorou osníveis de GH nos mesmos animais no tempo, demonstrando-se que oscompostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimentoeram capazes de estimular, em peixes, a presença de GH circulante em sanguee como resposta a isto de incrementar os níveis do RNA mensageiro do IGF-Idepois da injeção dos compostos, como se mostra na tabela 4.
Tabela 4. Níveis de RNA mensageiro de IGFl normalizadoscontra um grupo controle onde se utiliza um peptídeo sintético nãorelacionado.
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Exemplo 5: Experimento de crescimento em tilapias jovenstratadas com compostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio decrescimento:
5.1 Aceleração do crescimento em tilapias tratadas comcompostos análogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimentopor via intraperitoneal (ip)
Os compostos foram diluídos em solução tampão de fosfato desódio (PBS) e injetados duas vezes na semana durante três semanas a 0.1 μg/gde peso úmido de cada peixe (gbw). Os compostos foram aplicados de formaindividual a um grupo de 10 tilapias machos com peso médio de 60.41 ±10.36 g e se utilizou um grupo controle de 10 tilapias machos com pesomédio de 60.58 ± 19.67 g o qual recebeu PBS. Mediu-se o peso médio emcada semana. Todos os animais do experimento foram marcados commicrochips (Stoelting Co. Wood Dale5 E.U.). Obtendo-se um incremento depeso, cujo máximo foi de 165% nos peixes injetados em relação aos quereceberam PBS como se observa na tabela 5.
Tabela 5. Incremento de peso em % para os animais tratadostomando 100% como o crescimento do grupo controle.
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Neste mesmo experimento se estudou a presença deTrichodínicos e helmintos monogênios nos animais utilizados no ensaio, paraobservar e comparar a intensidade e a extensão da invasão destes agentespatogênicos nos grupos tratados, cujo exame comparado com os controles queexibiram seis cruzes como média, mostra-se na tabela 6.
Tabela 6. Intensidade da infecção com patogênicos(Trichodínicos e helmintos) vista em animais tratados com os compostosensaiados.
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5.2 Estimulação do crescimento em larvas de tilapias(Oreochromis sp) mediante os compostos análogos aos secretagogospeptídicos do hormônio de crescimento, via imersão.
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Se realizou a avaliação do crescimento em larvas de tilapiaOreoehromis sp., 100 larvas por grupo, de 0.01 g utilizando os compostosanálogos aos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimento, em dosede 100 μg/L de água, duas vezes por semana com uma hora de duração, aocabo de três semanas se conseguiu uma estimulação do crescimento de 155 %no peso médio dos animais tratados em relação aos tratados com PBS comose mostra na tabela 7.Tabela 7. Incremento de peso em % para os animais tratadostomando 100% como o crescimento do grupo controle.
Neste experimento se mediram também os níveis de lisozima ese obteve um incremento da presença deste marcador da imunidade nos
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animais tratados, como se mostra na tabela 8.
Tabela 8. Níveis de Lisozima nos animais tratados com relaçãoao grupo controle.
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Exemplo 6: Experimento de crescimento em camarões νLitopenaeus vanamei por banhos de imersão com os compostos análogos aossecretagogos peptídicos do hormônio de crescimento.
Tomaram-se grupos de larvas de camarões, lhes aplicaramquatro banhos de imersão, um a cada três dias de uma hora de duração comdiferentes concentrações dos compostos análogos aos secretagogos peptídicosdo hormônio de crescimento. A concentração utilizada foi 0.1 mg/L, ao grupocontrole foi dado a mesma freqüência de banhos de imersão com BSA a 1mg/L.
Como resultado, observou-se que o grupo tratado melhorava aqualidade das larvas dos camarões Litopenaeus vanamei. Isto foi evidenciadopor um incremento de peso de 120-150%, de 10-25% de incremento notamanho, como se mostra na tabela 9, exibindo, além disso, um maior númerode pares de ramificações branquiais e modificações rostrais. Além disso,descobriu-se que de maneira geral os animais tratados apresentavam menorconteúdo de água no músculo e maiores valores das relações RNA/DNA,Proteina/DNA, evidenciando a ativação do metabolismo do músculo destaslarvas.
Tabela 9. Incremento de peso e tamanho em % para os animaistratados tomando 100% como os valores do grupo controle do grupo controle.
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O experimento anterior foi corroborado em condições deprodução para os compostos A221, A228 e A233, com um aumento dasobrevivência de 20% nos animais tratados comparado com seus irmãoscontroles, além disso, mantendo-se uma estimulação média de 110% no pesoe de 30% no tamanho, mostrando os animais tratados maior homogeneidadeno tamanho do que seus irmãos não tratados refletindo-se no coeficiente devariação de somente 30% e 8% no peso e no tamanho respectivamente emanimais tratados com o peptídeo a diferença do 77% e 30% que se observa nopeso e no tamanho nos animais irmãos.
Exemplo 7: Estimulação do crescimento em camarõesmediante a inclusão na dieta dos compostos análogos aos secretagogospeptídicos do hormônio de crescimento.
Os compostos análogos aos secretagogos peptídicos dohormônio de crescimento foram incluídos em uma dieta para pós-larvas decrustáceos a 1%. Posteriormente se alimentaram pós-larvas de Litopenaeusvanamei com a dieta mencionada, assim como um controle com BSA inclusona ração. O efeito foi estimado medindo o comprimento do carapaça daslarvas e pós-larvas com um micrômetro ótico e pesadas em uma balança de0.1 mg de erro.
Os compostos incluídos na dieta incrementaram o crescimentodos camarões entre 30-40% em relação ao controle, como se mostra na tabela10.
Tabela 10. Incremento de tamanho em % para os animaistratados tomando 100% como o crescimento do grupo controle.
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7.1: Encapsulação em Artemia salina
Os compostos análogos aos secretagogos peptídicos dohormônio de crescimento foram bioencapsulados em Artemia com as quaisforam alimentadas as pós-larvas de Litopenaeus vanamei. Para bioencapsularcada um na Artemia salina, foram adicionados a uma concentração de 10mg/L durante 1 hora e foram colhidos e lavados. Posteriormente sealimentaram as pós-larvas de Litopenaeus vanamei com esta Artemia quatrovezes ao dia durante um mês de experimentação. O grupo controle foialimentado com Artemia salina com BSA bioencapsulada. O efeito doscompostos foi estimado medindo o comprimento da carapaça das larvas epós-larvas com um micrômetro ótico e pesadas em uma balança de 0.01 mgde erro.
Os compostos bioencapsulados em Artemia salinaincrementaram o crescimento dos indivíduos entre 30% e 40% em relação aocontrole. Com diferenças altamente significativas (p<0.001) como se mostrana tabela 11.
Tabela 11. Incremento de tamanho em % para os animaistratados tomando 100% como o crescimento do grupo controle.
<table>table see original document page 41</column></row><table>
Exemplo 8: Efeito cardioprotetor dos compostos análogos dossecretagogos peptídicos do hormônio de crescimento em ratas.
Para reproduzir a fisiopatogenia da Cardiomiopatia Dilatada(CMD) ratas Wistar fêmeas de 160 g foram tratadas com Doxorrubicina (Dx)20 a 2mg/kg durante 8 semanas. Um grupo destas ratas foi tratadoconcomitantemente com os compostos A221, A228 e A233 a 500μg/Kg queforam administrados diariamente por via intraperitoneal durante 8 semanas dotratamento com Dx. O outro grupo dos animais tratados com Dx recebeusolução salina a modo de placebo. Como controle são deste experimento seutilizou um grupo de ratas Wistar da mesma idade sem tratar com Dx.
Ao finalizar o período de tratamento foi realizado umecocardiograma em todas as ratas, para comprovar o estado funcional doventrículo em termos de fração de ejeção ventricular (FEV). Como se podeapreciar na Fig. 1, as ratas que recebem o tratamento concomitante Dx-composto A221(la), A228(lb) e A233(lc) mal modificam a FEV (p>0.05)em relação ao controle etário são, em troca o grupo que recebe solução salinaa modo de placebo sofre uma queda da FEV em torno de 40% (p<0.01), emrelação ao controle são.
Para demonstrar desde o ponto de vista funcional o queimplica a queda da FEV, aos efeitos da CMD e da repercussão que tem isto naresposta ante o estresse, as ratas foram submetidas a natação forçada durante30 minutos em água a 4°C. Como se aprecia na Fig.2, os animais quereceberam o tratamento concomitante Dx-composto A221(2a), A228(2b) eA233(2c) têm uma sobrevida de um 100% e dos do grupo Dx-solução salinasomente sobreviveu 45 % (p=0.0043). Estes resultados sugerem que aproteção conferida pelos compostos A221, A228 e A233, não só garante amanutenção da FEV mas como, além disso, em condições de estresse forçadoo miocárdio resiste sem claudicação.
Exemplo 9: Efeito cardioprotetor e de reversão da CMD doscompostos análogos dos secretagogos peptídicos do hormônio de crescimentoem ratas.
Para demonstrar se existe um efeito dose-resposta e dereversão da CMD foi realizado um experimento de indução de CMD em ratasWistar, com Dx a 2mg/kg durante 8 semanas. Posteriormente lhes é realizadoecocardiograma e selecionam todas as ratas nas quais a FEV tenha caídoabaixo de 40%. Estas ratas foram divididas em grupos (n=8) e começadas atratar com diferentes doses dos compostos A221, A228 e A233:
• 500 μg/kg,
• 250 μg/kg,
• 100 μg/kg,
• 50 μg/kg,
• 25 μg/kg,
• 10 μg/kg
• Solução Salina.
Definindo-se os grupos de base com dose do Peptídeo A221com que foram tratados.
Como se aprecia na Fig. 3, duas semanas de tratamento com oEfeito cardioprotetor dos compostos A221 (3a), A228(3b) e A233(3c) revertea CMD parcialmente no ranking de dose compreendido entre 500 μg/kg e 50μg/kg, mas em 4 semanas de tratamento a reversão da CMD é total somentenos grupos que recebem os compostos A221, A228 e A233 no rankingcompreendido entre 500 μg/kg e 100 μg/kg. A dose de 50 μg/kg, embora nãoseja efetiva na recuperação total da FEV, é medianamente efetiva em reduzira mortalidade dos animais tratados em relação ao placebo e aos grupostratados com doses inferiores, estes animais não recuperam a FEV e inclusivetêm uma menor sobrevida dias depois de finalizado o tratamento (Fig. 4, aA221, b A228 e c A233).LISTAGEM DE SEQÜÊNCIA<110> CENTRO DE INGENIERÍA GENÉTICA Y BIOTECNOLOGIA
<120> COMPOSTOS ANÁLOGOS AOS SECRETAGOGOS PEPETÍDICOS DO HORMÔNIO DOCRESCIMENTO E PREPARAÇÕES QUE OS CONTÊM,.
<130> ACUABI05
<140><141>
<150> CU 2006- 0050<151> 2006-02-28
<160> 18
<170> PatentIn Ver. 2.1
<210> 1<211> 10<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys3 e Asp5.
<400> 1
Gly Ser Lys Phe Asp Ser Pro Glu His Gln15 10
<210> 2<211> 10<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys4 e Asp6.
<400> 2
His Gly Ser Lys Phe Asp Leu Glu Phe Gly15 10
<210> 3<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys3 e Asp5.
<400> 3
His Cys Lys Phe Asp Leu Asp Trp His1 5<210> 4<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Asp3 e Lys5.
<400> 4
Ser Ser Asp Phe Lys Leu Tyr Trp Gly1 5
<210> 5<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Asp3 e Lys5.
<400> 5
Ala Leu Asp Phe Lys Pro Asn Ile Pro1 5
<210> 6<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Asp3 e Lys5.
<400> 6
Ala Leu Asp Phe Lys Pro Asn Ile Pro1 5
<210> 7<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys3 e Asp6.
<400> 7
His Ser Lys Gly Tyr Asp Leu Asp His1 5
<210> 8<211> 11<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys2 e Asp5.
<400> 8
Gly Lys Phe Gly Asp Leu Ser Pro Glu His Gln1 5 10
<210> 9<211> 11<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys3 e Asp8
<400> 9
His Ala Lys Pro Gly Gly Ile Asp Pro Glu Gln1 5 10
<210> 10<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys2 e Asp4.
<400> 10
Gly Lys Phe Asp Ser Pro Glu His Gln1 5
<210> 11<211> 11<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys4 e Asp7.
<400> 11
Gly Gly Gly Lys Phe Trp Asp Ile Pro His His15 10
<210> 12<211> 10<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys2 e Asp5.
<400> 12
His Lys Gly Ile Asp Ser Pro Glu Gln His1 5 10
<210> 13<211> 10<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Lys2 e Asp4.
<400> 13
Gly Lys Phe Asp Leu Ser Pro Glu His Gln1 5 10
<210> 14<211> 11<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Asp2 e Lys6.
<400> 14
Gly Asp Ala Gly Ala Lys Leu Leu Ser Ser Arg1 5 10
<210> 15<211> 12<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Glu3 e Lys7.
<400> 15
Gly Met Glu Ala Gly Ile Lys Leu Cys His Arg Gln1 5 10
<210> 16<211> 11<212> PRT
<213> Seqüência artificial
<220><223>
Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Glu2 e Lys5.
<400> 16
Gly Glu Gly Tyr Lys Leu Asp Glu Arg Ser Gln15 10
<210> 17<211> 12<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Glu3 e Lys6.
<400> 17
Gly Gly Glu Ala Gly Lys Leu Cys Pro Pro Arg Tyr15 10
<210> 18<211> 9<212> PRT
<213> Seqüência artificial<220>
<223> Descrição da Seqüência : Exemplo seqüência de peptideo com ciclointerno realizando as regularidades estruturais descritas na patente.Ciclo nas cadeias laterais de Glu3 e Lys5.
<400> 18
Gly Leu Glu Phe Lys Leu Leu His Gln1 5

Claims (10)

1. Compostos químicos de natureza peptídica, com ciclosinternos e constituídos de aminoácidos com estereoquímica L, e suasvariantes homólogas, que são capazes de realizar funções similares àsatribuídas à ghrelina, des-acil ghrelina, e outros Secretagogos do Hormônio decrescimento peptídicos, e caracterizados pelo fato de que têm uma estruturaquímica definida pela seqüência aminoácida seguinte que inclui uma deleçãopor suas cadeias laterais ou empregando qualquer agente químico, e que sãoselecionados cumprindo com as seguintes regularidades estruturais[Aa1-Aan] Xi [Ab1-Abn] X2 [Aci... AcJAdnonde Aa são L-aminoácidos selecionados do conjunto de [Cys, GIy, Ser, His,Ala, Leu, Met ou Thr], variando em combinações desde 1 até 4 resíduos, Absão L-aminoácidos, selecionados do conjunto de [Pro, lie, Ala, Phe, Trp, Lys,Asp, Asn, GIu, GIn, GIy, Leu, Met, Tyr ou Thr], variando em combinaçõesde 1 até 4 resíduos, Ac são L-aminoácidos selecionados do conjunto [Arg,Leu, Pro, Vai, Thr, GIu, His, GIn, Asn, Asp, Trp, Tyr, Phe, Ser, Ala, GIy oulie], variando em combinações de 1 até 5 e Ad são L-aminoácidos, naturaisou não, sem limite de número, X1 e X2 são L-aminoácidos, naturais ou não,com as cadeias laterais enlaçadas covalentemente formando um ciclo interno,utilizando qualquer reação química para a união de forma direta ou utilizandoum composto de ligação como ponte.
2. Composição farmacêutica caracterizada pelo fato de quecompreende um ou mais compostos químicos de acordo com a reivindicação-1, ou seus sais; e excipientes ou veículos farmacologicamente aceitáveis.
3. Composição farmacêutica, de acordo à reivindicação 2,caracterizada pelo fato de que os compostos químicos de natureza peptídica seencontram em uma classificação entre 2 e 100 μg/ml quando são preparadosem forma de solução ou como sal liofilizado.
4. Composição veterinária, para a aquacultura ou outrasatividades de criação ou melhoria de animais, caracterizada pelo fato de quecompreende um ou mais compostos químicos de acordo com a reivindicação-1, ou seus sais; e excipientes ou veículos aceitáveis para uso veterinário.
5. Composição veterinária, de acordo com a reivindicação 4,caracterizada pelo fato de que é administrada como ração, suplementonutricional, injeções periódicas ou banhos de imersão, para a estimulação docrescimento e do aumento da resistência a doenças em peixes e crustáceos.
6. Método para induzir a liberação de hormônio decrescimento em um paciente que o requer, caracterizado pelo fato de que sefaz pela administração de um ou mais compostos químicos de acordo com areivindicação 1, ou seus sais.
7. Método para induzir cardioproteção, neuroproteção,controle e regulação do apetite, incluindo a regulação do metabolismo dasgorduras e a energia em um paciente que o requer, caracterizado pelo fato deque se faz pela administração de um ou mais compostos químicos de acordocom a reivindicação 1, ou seus sais.
8. Método para estimular o crescimento e resistência a doençasem organismos aquáticos, caracterizado pelo fato de que se emprega um oumais compostos químicos de acordo com a reivindicação 1, ou seus sais.
9.
Método para estimular o crescimento e resistência a doençasem organismos aquáticos, de acordo a reivindicação 8, caracterizado pelo fatode que os compostos químicos de natureza peptídica se encontram no rankingde 0,01-1% se são administrados como ração para a alimentação; no rankingde 0,05-10 μg de composto por grama de peso úmido do animal se sãoadministrados como injeções periódicas; ou no ranking entre 10-500 μg decomposto por litro se são administrados por banhos de imersão.
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