BRPI0713998A2 - moduladores de metabolismo e o trataemnto de distérbios relacionados aos mesmos - Google Patents
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Abstract
MODULADORES DE METABOLISMO E O TRATAMENTO DE DISTéBIOS RELACIONADOS AOS MESMOS. A presente invenção refere-se a isopropil éster de ácido 4-{5-Metatóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4{triazol-1-il-piridin-3-ilamino)-pirimidin- 4-ilóxi]-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico, sais farmaceuticamente aceitáveis, solvatos e hidratos destes que são moduladores de metabolismo de glicose. Consequentemente, os compostos da presente invenção são úteis no tratamento de distúrbios relacioanadas metabólicos e complicações destes, tais como diabetes e obesidade.
Description
Relatório Descritivo da Patente de Invenção para "MODULA- DORES DE METABOLISMO E O TRATAMENTO DE DISTÚRBIOS RELA- CIONADOS AOS MESMOS".
CAMPO DA INVENÇÃO
A presente invenção refere-se a isopropil éster de ácido 4-{5- Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico, e sais farmaceuticamente aceitáveis, solvatos e hi- dratos destes que são moduladores de metabolismo de glicose. Conseqüen- temente, os compostos da presente invenção são úteis no tratamento de distúrbios relacionados metabólico e complicações destes, tais como diabe- tes e obesidade.
ANTECEDENTES DA INVENÇÃO
A diabetes mellitus é uma doença séria que aflige mais de 10O milhões de pessoas pelo mundo inteiro. Nos Estados Unidos, existem mais do que 12 milhões de diabéticos, com 600.000 novos casos diagnosticados a cada ano.
A diabetes mellitus é um termo de diagnóstico para um grupo de distúrbios caracterizados por homeostase de glicose anormal resultando em açúcar elevado no sangue. Existem muitos tipos de diabetes, mas os dois mais comuns são Tipo I (também referida como diabetes mellitus dependen- te de insulina ou IDDM), e Tipo Il (também referida como diabetes mellitus não-dependente de insulina, ou NIDDM).
A etiologia dos tipos diferentes de diabetes não é a mesma; con- tudo, todos com diabetes têm duas coisas em comum: superprodução de glicose pelo fígado, e pouca ou nenhuma capacidade de expelir a glicose do sangue nas células em que ela se torna o combustível principal do corpo.
As pessoas que não têm diabetes produzem insulina, um hor- mônio produzido no pâncreas, para mover a glicose a partir do sangue nas células do corpo. Contudo, pessoas que têm diabetes, ou não produzem in- sulina, ou não podem usar eficientemente a insulina que elas produzem; por- tanto, elas não podem mover a glicose em suas células. A glicose se acumu- la no sangue criando uma condição denominada hiperglicemia, e, com o tempo, pode causar sérios problemas à saúde.
A diabetes é uma síndrome com componentes metabólicos, vasculares e neuropáticos inter-relacionados. A síndrome metabólica, geral- mente caracterizada por hiperglicemia, compreende alterações no metabo- lismo de carboidrato, gordura e proteína causadas por ausência ou secreção de insulina marcadamente reduzida e/ou ação ineficiente de insulina. A sín- drome vascular consiste em anormalidades nos vasos sangüíneos que con- duzem a complicações cardiovasculares, retinais e renais. As anormalidades nos sistemas nervosos periféricos e autônomos são também parte da sín- drome diabética.
Cerca de 5% a 10% das pessoas que têm diabetes têm IDDM. Estes indivíduos não produzem insulina e, portanto, devem injetar insulina para manter seus níveis de glicose no sangue normais. A IDDM é caracteri- zada por níveis baixos ou não-detectáveis de produção de insulina endóge- na causada pela destruição das células β de produção de insulina do pân- creas, as características que distinguem mais prontamente a IDDM da NIDDM. A IDDM, uma vez denominada diabetes de começo juvenil, atinge adultos jovens e mais idosos do mesmo modo.
Aproximadamente 90 a 95% das pessoas com diabetes têm Ti- po I (ou NIDDM). Os indivíduos com NIDDM produzem insulina, mas as célu- las em seus corpos são resistentes à insulina: as células não respondem corretamente ao hormônio, de modo que a glicose se acumula em seu san- gue. A NIDDM é caracterizada por uma disparidade relativa entre produção de insulina endógena e requerimentos de insulina, conduzindo a níveis de glicose de sangue elevados. Em contraste a IDDM, existe sempre alguma produção de insulina endógena em NIDDM; muitos pacientes com NIDDM têm níveis de insulina no sangue normais, ou mesmo elevados, enquanto outros pacientes com NIDDM têm produção de insulina inadequada (Rotwe- in, R. et al. N. Engl. J. Med. 308, 65-71 (1983)). Muitas pessoas diagnostica- das com NIDDM têm 30 anos de idade ou mais velhas, e metade de todos os novos casos tem idade de 55 anos ou mais velhas. Comparados com brancos e asiáticos, a NIDDM é mais comum entre Americanos Nativos, A- fro-Americanos, Latinos e Hispânicos. Em adição, o começo pode ser insidi- oso ou mesmo clinicamente não-aparente, tornando o diagnóstico difícil.
A lesão patogênica primária na NIDDM tem permanecido enga- nosa. Muitos têm sugerido que a resistência à insulina primária dos tecidos periféricos é o evento inicial. Estudos epidemiológicos genéticos têm supor- tado esta visão. Similarmente, anormalidades de secreção de insulina têm sido argumentadas como o defeito primário na NIDDM. É provavelmente que ambos os fenômenos são contribuidores importantes ao processo de doença (Rimoin, D. L., et al. Emery and Rimoirís Principies and Practice of Medicai Genetics 3rd Ed. 1:1401-1402 (1996)).
Muitas pessoas com NIDDM têm estilos de vida sedentários e são obesas: elas pesam aproximadamente 20% mais do que o peso reco- mendado para sua altura e constituição física. Além disso, a obesidade é caracterizada por hiperinsulinemia e resistência à insulina, uma característi- ca compartilhada com NIDDM, hipertensão e aterosclerose.
A obesidade e diabetes estão entre os problemas de saúde hu- mana mais comuns nas sociedades industrializadas. Nos países industriali- zados, um terço da população está pelo menos 20% acima do peso. Nos Estados Unidos, a percentagem de pessoas obesas tem aumentado de 25% no final do anos 70, para 33% no começo dos anos 90. A obesidade é um dos fatores de risco mais importantes para NIDDM. As definições de obesi- dade diferem, mas, em geral, um indivíduo pesando pelo menos 20% mais do que o peso recomendado para sua altura e constituição física é conside- rado obeso. O risco de desenvolver NIDDM é triplicado em indivíduos 30% acima do peso, e três quarto com NIDDM estão acima do peso.
A obesidade, que é o resultado de um desequilíbrio entre influxo calórico e gasto de energia, está altamente correlacionada com resistência à insulina e diabetes em animais experimentais e seres humanos. Contudo, os mecanismos moleculares que são envolvidos em síndromes de obesidade- diabetes não são claros. Durante o desenvolvimento anterior de obesidade, a secreção aumentada de insulina equilibra a resistência à insulina e protege os pacientes de hiperglicemia (Le Stunff, et al. Diabetes 43, 696-702 (1989)). Contudo, após várias décadas, a função de célula β se deteriora e a diabe- tes não-dependente de insulina se desenvolve em cerca de 20% da popula- ção obesa (Pederson, P. Diab. Metab. Rev. 5, 505-509 (1989)) e (Brancati, F. L., et al., Arch. Intern. Med. 159, 957-963 (1999)). Dado seu alto predomí- nio nas sociedades modernas, a obesidade tem, desse modo, se tornado condutor do fator de risco para NIDDM (Hill, J. O., et al., Science 280, 1371- 1374 (1998)). Contudo, os fatores que predispõem uma fração de pacientes à alteração de secreção de insulina em resposta a acúmulo de gordura per- manecem desconhecidos.
Se alguém é classificado como acima do peso ou obeso é ge- ralmente determinado com base no seu índice de massa corpórea (BMI) que é calculado pela divisão do peso do corpo (kg) pela altura quadrada (m2). Desse modo, as unidades de BMI são kg/m2, e é possível calcular a faixa de BMI associada à mortalidade mínima em cada década de vida. O sobrepeso é definido como um IBM na faixa de 25-30 kg/m2, e a obesidade como um IBM maior do que 30 kg/m2 (ver TABELA abaixo). Existem problemas com esta definição em que ela não leva em conta a proporção de massa corpó- rea que é um músculo em relação à gordura (tecido adiposo). Por conta dis- to, a obesidade pode também ser definida na base de teor de gordura do corpo: maior do que 25% e 30% em machos e fêmeas, respectivamente.
CLASSIFICAÇÃO DE PESO POR ÍNDICE DE MASSA COR- PÓREA (BMI)
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Conforme o BMI aumenta, existe um risco aumentado de morte de uma variedade de causas que é independente de outros fatores de risco. As doenças mais comuns com obesidade são doença cardiovascular (parti- cularmente hipertensão), diabetes (a obesidade agrava o desenvolvimento de diabetes), doença de bexiga de bile (particularmente câncer), e doenças de reprodução. A pesquisa tem mostrado que mesmo uma redução modesta no peso do corpo pode corresponder a uma redução significante no risco de desenvolvimento de doença coronária do coração.
A obesidade aumenta consideravelmente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares também. A insuficiência coronária, doença atero- matosa, e insuficiência cardíaca, estão na vanguarda da complicação cardi- ovascular induzida pela obesidade. É estimado que se a população total tem um peso ideal, o risco de insuficiência coronária diminuiria por 25%, e o risco de insuficiência cardíaca e de acidentes cerebrais vasculares por 35%. A incidência de doenças coronárias é dobrada em indivíduos de menos do que 50 anos de idade que estão 30% acima do peso. O paciente de diabetes tem a vida reduzida em 30%. Após 45 anos de idade, as pessoas com diabetes são cerca de três vezes mais aptas do que pessoas sem diabetes a terem doença do coração significante, e até cinco vezes mais aptas a terem um acidente vascular cerebral. Estas descobertas enfatizam as inter-relações entre fatores de risco para NIDDM e doença coronária do coração, e o valor potencial de uma aproximação integrada para a prevenção destes condições (Perry, I. J., et al., BMJ310, 560-564 (1995)).
A diabetes tem também sido implicada no desenvolvimento de doença no rim, doenças no olho, e problemas no sistema nervoso. A doença no rim, também denominada nefropatia, ocorre quando o "mecanismo de filtro" do rim é danificado e proteína é excretada na urina em quantidades excessivas, e eventualmente o rim falha. A diabetes é também uma causa condutora de dano à retina na parte traseira do olho, e risco aumentado de cataratas e glaucoma. Finalmente, a diabetes está associada ao dano do nervo, especialmente nas pernas e pés, que interfere na capacidade de de- tectar dor e contribui para infecções sérias. Tomadas juntas, as complica- ções da diabetes são uma das causas que conduzem à morte de uma na- ção. SUMÁRIO DA INVENÇÃO
A presente invenção é direcionada a compostos que se ligam a e modulam a atividade de um GPRC1 referido aqui como RUP3, e uso des- tes. O termo RUP3, conforme aqui usado, inclui as seqüências humanas encontradas no Banco de Gene Número de Acesso AY288416, variantes alélicas que ocorrem naturalmente, ortólogos de mamíferos, e mutantes re- combinantes destes. Um RUP3 humano preferido para uso na classificação e teste dos compostos da invenção é provido na seqüência de nucleotídeo de Seq. ID N°:1, e na seqüência de amino ácido correspondente em Seq. ID N0 2 encontrada no Pedido PCT N0 W02005/007647.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao composto, iso- propil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico, conforme mostrado na Fórmula (I):
<formula>formula see original document page 7</formula>
e sais farmaceuticamente aceitáveis, solvatos, e hidratos dos mesmos.
Um aspecto da presente invenção refere-se a composições far- macêuticas compreendendo um composto da presente invenção e um veícu- lo farmaceuticamente aceitável.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de tra- tamento de um distúrbio relacionado metabólico em um indivíduo compreen- dendo administrar ao indivíduo em necessidade de tal tratamento uma quan- tidade terapeuticamente eficaz de um composto da presente invenção, ou uma composição farmacêutica do mesmo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de tra- tamento de obesidade em um indivíduo compreendendo administrar ao indi- víduo em necessidade de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da presente invenção, uma composição farmacêutica do mesmo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de dimi- nuir influxo de alimento de um indivíduo compreendendo administrar ao indi- víduo em necessidade deste uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da presente invenção, ou uma composição farmacêutica do mes- mo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de indu- ção de saciedade em um indivíduo compreendendo administrar ao indivíduo em necessidade deste uma quantidade terapeuticamente eficaz de um com- posto da presente invenção, ou uma composição farmacêutica do mesmo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de con- trolar ou diminuir ganho de peso de um indivíduo compreendendo adminis- trar ao indivíduo em necessidade deste uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da presente invenção, ou uma composição farma- cêutica do mesmo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de mo- dular um receptor de RUP3 em um indivíduo compreendendo contactar o receptor com um composto da presente invenção. Em algumas concretiza- ções, o composto é um agonista para o receptor de RUP3.
Algumas concretizações da presente invenção incluem métodos de modular um receptor de RUP3 para o tratamento de um distúrbio relacio- nado metabólico.
Algumas concretizações da presente invenção incluem métodos de modular um receptor de RUP3 em um indivíduo compreendendo contac- tar o receptor com um composto da presente invenção, no qual a modulação do receptor de RUP3 reduz o influxo de alimento do indivíduo.
Algumas concretizações da presente invenção incluem métodos de modular um receptor de RUP3 em um indivíduo compreendendo contac- tar o receptor com um composto da presente invenção, no qual a modulação do receptor de RUP3 induz saciedade no indivíduo.
Algumas concretizações da presente invenção incluem métodos de modular um receptor de RUP3 em um indivíduo compreendendo contac- tar o receptor com um composto da presente invenção, no qual a modulação do receptor de RUP3 controla ou reduz ganho de peso do indivíduo.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao uso de um com- posto da presente invenção para produção de um medicamento para uso no tratamento de um distúrbio relacionado metabólico.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao uso de um com- posto da presente invenção para produção de um medicamento para uso na diminuição de influxo de alimento em um indivíduo.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao uso de um com- posto da presente invenção para produção de um medicamento para uso de indução de saciedade em um indivíduo.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao uso de um com- posto da presente invenção produção de um medicamento para uso no con- trole ou na diminuição de ganho de peso em um indivíduo.
Um aspecto da presente invenção refere-se a um composto da presente invenção para uso em um método de tratamento do corpo ser hu- mano ou animal por terapia.
Um aspecto da presente invenção refere-se a um composto da presente invenção para uso em um método de tratamento de um distúrbio relacionado metabólico do corpo ser humano ou animal por terapia.
Em algumas concretizações, o indivíduo é um mamífero. Em al- gumas concretizações o mamífero é um ser humano.
Algumas concretizações da presente invenção referem-se ao fa- to no qual o ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 18,5 a cerca de 45. Em algumas concretizações, o ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 25 a cerca de 45. Em algumas concretizações, o ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 30 a cerca de 45. Em algumas concretizações, o ser humano tem um índice de massa cor- pórea de cerca de 35 a cerca de 45.
Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é diabetes tipo I, diabetes tipo II, tolerância à glicose inadequada, resistência à insulina, hiperglicemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, hipercolestero- lemia, dislipidemia, e síndrome X. Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é diabetes tipo II. Em algumas concretizações, o dis- túrbio relacionado metabólico é hiperglicemia. Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é hiperlipidemia. Em algumas concretiza- ções, o distúrbio relacionado metabólico é hipertrigliceridemia. Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é diabetes tipo I. Em al- gumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é dislipidemia. Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico é síndrome X.
Um aspecto da presente invenção refere-se a métodos de pre- parar composições farmacêuticas compreendendo misturar um composto da presente invenção e um veículo farmaceuticamente aceitável.
A requerente se reserva ao direito de excluir qualquer um ou mais dos compostos de qualquer das concretizações da invenção. A reque- rente adicionalmente se reserva ao direito de excluir qualquer doença, con- dição ou distúrbio de quaisquer das concretizações da invenção.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
A Figura 1 mostra farmacocinéticas de escalação de dose AUC versus doses para isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6- [1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico (isto é, Composto de Fórmula (I)), comparadas a compostos de RUP3 dife- rentes, ver Exemplo 5 para detalhes.
DESCRIÇÃO DETALHADA DA INVENÇÃO
A invenção é descrita aqui em detalhes usando-se os termos de- finidos abaixo, a menos que de outro modo especificado.
AGONISTA deve significar uma porção que interage e ativa o receptor, tal como o receptor RUP3, e inicia uma característica de resposta fisiológica e farmacológica daquele receptor. Por exemplo, quando porções ativam a resposta intracelular após ligação ao receptor, ou aumentam a Iiga- ção de GTP às membranas.
COMPOSIÇÃO deve significar um material compreendendo pelo menos dois compostos ou dois componentes, por exemplo, e sem limitação, uma Composição Farmacêutica é uma Composição compreendendo um composto da presente invenção e um veículo farmaceuticamente aceitável.
CONTATO OU CONTACTAR deve significar trazer as porções indicadas juntas, se em um sistema in vitro ou um sistema in vivo. Desse modo, "contactar" um receptor RUP3 com um composto da invenção inclui a administração de um composto da presente invenção a um indivíduo, por exemplo, um ser humano, tendo um receptor RUP3, bem como, por exem- plo, introduzir um composto da invenção em uma amostra contendo uma preparação celular ou mais purificada contendo um receptor RUP3.
EM NECESSIDADE DE TRATAMENTO, conforme aqui usado, se refere a um julgamento feito por um acompanhante (por exemplo, médico, enfermeiro, praticante de enfermagem, etc, no caso de seres humanos; vete- rinário no caso de animais, incluindo mamíferos não-humanos) que um indi- víduo ou animal requer ou se beneficiará de tratamento. Este julgamento é feito baseado em uma variedade de fatores que estão no domínio de um acompanhante, mas que inclui o conhecimento que o indivíduo está doente, ou estará doente, como o resultado de uma doença, condição ou distúrbio que é tratável pelos compostos da invenção. O termo "tratamento" também se refere na alternativa a "profilaxia". Portanto, em geral, "em necessidade de tratamento" se refere ao julgamento do acompanhante que o indivíduo já está doente, conseqüentemente, os compostos da presente invenção são usados para aliviar, inibir ou melhorar a doença, condição ou distúrbio. Além disso, a frase também se refere, na alternativa, ao julgamento feito pelo a- companhante que o indivíduo se tornará doente. Neste contexto, os compos- tos da invenção são usados em uma maneira protetora ou preventiva.
INDIVÍDUO, conforme aqui usado, se refere a qualquer animal, em uma concretização é um vertebrado, em outra concretização é um mamí- fero (ambos não-primata e primata), exemplos incluem, mas não estão limi- tados a, vaca, cavalo, ovelha, suíno, galinhas, peru, codorna, gato, camun- dongo, rato, coelho, porquinho-da-índia, outros roedores, macaco, e simila- res. Em outra concretização, é um ser humano e, em certas concretizações, o ser humano é uma criança nos primeiros anos de vida, criança, adolescen- te ou adulto. Em uma concretização, o paciente está em risco de desenvol- ver uma doença ou distúrbio relacionado metabólico. Um Paciente que está em risco inclui, mas não está limitado a, aquele com história hereditária de uma doença ou distúrbio relacionado metabólico, ou está em um estado de saúde física que põe o paciente em risco de uma doença ou distúrbio rela- cionado metabólico. Em outra concretização, o paciente foi determinado, pelo acompanhante ou alguém que age sob a orientação do acompanhante, para ter uma doença ou distúrbio relacionado metabólico.
INIBIR ou INIBIÇÃO, em relacionamento ao termo "resposta", deve significar que uma resposta é diminuída ou impedida na presença de um composto conforme oposto na ausência do composto.
Conforme aqui usado, o termo MODULAR ou MODULAÇÃO deve significar se referir a um aumento ou diminuição na quantidade, quali- dade, resposta ou efeito de uma atividade particular, função ou molécula.
COMPOSIÇÃO FARMACÊUTICA deve significar uma composi- ção compreendendo pelo menos um composto da presente invenção e pelo menos um veículo/excipiente farmaceuticamente aceitável. Aqueles versa- dos na técnica compreenderão e apreciarão as técnicas apropriadas para preparação de tais composições.
QUANTIDADE TERAPEUTICAMENTE EFICAZ, conforme aqui usado, se refere à quantidade de composto ativo ou composição farmacêuti- ca que induz a reposta biológica ou medicinal em um tecido, sistema, ani- mal, ou humano que está sendo procurado por um pesquisador, veterinário, médico ou outro clínico, que inclui um ou mais dos seguintes:
(1) Prevenção da doença; por exemplo, prevenção de uma do- ença, condição ou distúrbio em um indivíduo que pode estar predisposto à doença, condição ou distúrbio, mas ainda não experimentou ou revelou a patologia ou sintomatologia da doença,
(2) Inibição da doença; por exemplo, inibição de uma doença, condição ou distúrbio em um indivíduo que está experimentando ou revelan- do a patologia ou sintomatologia da doença, condição ou distúrbio (isto é, impedindo desenvolvimento adicional da patologia e/ou sintomatologia), e (3) Melhora da doença; por exemplo, melhora de uma doença, condição ou distúrbio em um indivíduo que está experimentando ou revelan- do a patologia ou sintomatologia da doença, condição ou distúrbio (isto é, revertendo/diminuindo a patologia e/ou sintomatologia).
COMPOSTOS DA PRESENTE INVENÇÃO
O composto isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6- [1,2,4]triazol-1-il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico, conforme mostrado na Fórmula (I), é um agonista potente do receptor RUP3 e é capaz de abaixar a glicose do sangue no modelo oGTT. Adicionalmente, isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico também demonstra farma- cocinéticas de escalação de dose linear.
O composto isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6- [1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico também exibe características aperfeiçoadas em relação a enzimas citocromo P450.
Portanto, a presente invenção proporciona isopropil éster de á- cido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4- ilóxi]-piperidina-1-carboxílico e métodos para o tratamento de distúrbios rela- cionadas a receptor RUP3, por exemplo, distúrbios relacionados metabólicos e complicações destes, tais como diabete e obesidade.
Um aspecto da presente invenção refere-se ao composto iso- propil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico, conforme mostrado na Fórmula (I):
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e sais farmaceuticamente aceitáveis, solvatos, e hidratos destes. INDICAÇÕES E MÉTODOS DE TRATAMENTO
Em adição aos usos benéficos precedentes para compostos da presente invenção aqui descritos, os compostos da invenção são úteis no tratamento de doenças adicionais. Sem limitação, estas incluem o seguinte.
As patologias mais significantes na diabetes Tipo II são sinaliza- ção de insulina prejudicada em seus tecidos alvos ("resistência à insulina"), e falha das células de produção de insulina do pâncreas para secretar um grau apropriado de insulina em resposta a um sinal hiperglicêmico. As tera- pias atuais para tratar as últimas incluem inibidores do canal de potássio sensível a ATP de célula β para disparar a liberação de estoques de insulina endógena, ou administração de insulina exógena. Nenhuma destes alcança normalização precisa de níveis de glicose de sangue, e ambos conduzem o risco de induzir hipoglicemia. Por estas razões, tem havido intenso interesse no desenvolvimento de farmacêuticos que funcionam em uma ação depen- dente de glicose, isto é, potencializadores de sinalização de glicose. Siste- mas de sinalização fisiológica que funcionam dessa maneira são bem carac- terizados, e incluem os peptídeos de intestino GLP1, GIP e PACAP. Estes hormônios agem através de seu receptor acoplado a G-proteína cognato para estimular a produção de cAMP em células β pancreáticas. O cAMP aumentado não parece resultar na estimulação de liberação de insulina du- rante o estado de jejum, ou antes do jantar. Contudo, uma série de alvos bioquímicos de sinalização de cAMP, incluindo o canal de potássio sensível a ATP, canais de potássio sensível à voltagem, e maquinaria exocitótica, são modificados de tal modo que a resposta secretória de insulina a um estímulo de glicose após o jantar é marcadamente aumentado. Conseqüentemente, agonistas de novos GPCRs célula β, similarmente funcionando, incluindo RUP3, também estimulariam a liberação de insulina endógena e, conse- qüentemente, promovem normoglicemia em diabetes Tipo II.
É também estabelecido que cAMP aumentado, por exemplo como um resultado de estimulação de GLP1, promove proliferação de célula β, inibe a morte de célula β, e, desse modo, aperfeiçoa massa de ilha. Este efeito positivo na massa de célula β é esperado ser benéfico em ambas dia- betes Tipo II, em que insulina insuficiente é produzida, e diabetes Tipo I, em que as células β são destruídas por uma resposta auto-imune não- apropriada.
Alguns GPCRs de célula β, incluindo RUP3, estão também pre- sentes no hipotálamo em que eles modulam a fome, saciedade, diminuem o influxo de alimento, controlam ou diminuem peso e gasto de energia. Con- seqüentemente, dada sua função dentro do circuito farmacocinético, agonis- tas ou agonistas inversos destes receptores evitam fome, promovem sacie- dade e, portanto, modulam peso.
É também bem estabelecido que doenças metabólicas exerçam uma influência negativa nos outros sistemas fisiológicos. Desse modo, existe freqüentemente o co-desenvolvimento de estados de doença múltiplos (por exemplo, diabetes tipo I, diabetes tipo II, tolerância inadequada à glicose, resistência à insulina, hiperglicemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, hi- percolesterolemia, dislipidemia, obesidade ou doença cardiovascular em "Síndrome X") ou doenças secundárias que ocorrem claramente secundárias à diabetes (por exemplo, doença de rim, neuropatia periférica). Desse modo, é esperado que o tratamento efetivo da condição diabética será, por sua vez, benéfico a tais estados de doença interligados.
Em algumas concretizações da presente invenção, o distúrbio relacionado metabólico é hiperlipidemia, diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 mel- litus, diabetes tipo 1 idiopática (Tipo 1b), diabetes auto-imune latente em a- dultos (LADA), diabetes tipo 2 de começo precoce (EOD), diabetes atípica de começo jovem (YOAD), diabetes de começo na maturidade do jovem (MODY), diabetes relacionada a má-nutrição, diabetes gestacional, doença coronária do coração, acidente vascular cerebral isquêmico, restenose após angioplastia, doença vascular periférica, claudicação intermitente, infarto miocardial (por exemplo, necrose e apoptose), dislipidemia, lipemia pós jan- tar, condições de tolerância à glicose prejudicadas (IGT), condições de gli- cose de plasma de jejum prejudicadas, acidose metabólica, cetose, artrite, obesidade, osteoporose, hipertensão, falha do coração congestiva, hipertro- fia ventricular esquerdo, doença arterial periférica, retinopatia diabética, de- generação macular, catarata, nefropatia diabética, glomerulosclerose, falha renal crônica, neuropatia diabética, síndrome metabólica, síndrome X, sín- drome pré-menstrual, doença coronária do coração, angina pectoris, trom- bose, aterosclerose, infarto miocardial, ataques isquêmicos transientes, aci- dente vascular cerebral, restenose vascular, hiperglicemia, hiperinsulinemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, resistência à insulina, metabolismo de glicose prejudicado, condições de tolerância à glicose prejudicada, condi- ções de glicose de plasma de jejum prejudicadas, disfunção erétil, distúrbios da pele e de tecido conectivo, ulcerações no pé e colite ulcerativa, disfunção endotelial, e complacência vascular prejudicada.
COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS E SAIS
Um aspecto adicional da presente invenção refere-se a compo- sições farmacêuticas compreendendo isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6- (2-metil-6-[1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1- carboxílico, Fórmula (I), uma sal farmaceuticamente aceitável, solvato, e hi- drato do mesmo, e um ou mais veículos farmaceuticamente aceitáveis. Al- gumas concretizações da presente invenção refere-sem a composições far- macêuticas compreendendo isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6- [1,2,4]triazol-1-il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico, e um veículo farmaceuticamente aceitável.
Algumas concretizações da presente invenção incluem um mé- todo de produção de uma composição farmacêutica compreendendo mistu- rar isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico, ou um sal farmaceutica- mente aceitável do mesmo, e um veículo farmaceuticamente aceitável.
As formulações podem ser preparadas por qualquer método a- dequado, tipicamente por mistura uniforme do composto ativo com líquidos ou veículos sólidos finamente divididos, ou ambos, nas proporções requeri- das, e, em seguida, se necessário, formação da mistura resultante em uma forma desejada.
Excipientes convencionais, tais como agentes de ligação, agen- tes de umedecimento aceitáveis, lubrificantes de tabletagem, e desintegran- tes podem ser usados em comprimidos e cápsulas para administração oral. Preparações líquidas para administração oral podem estar na forma de solu- ções, emulsões, suspensões aquosa ou oleosa, e xaropes. Alternativamen- te, as preparações orais podem estar na forma de pó seco que podem ser reconstituídas com água ou outro veículo líquido adequado antes do uso. Aditivos adicionais, tais como agentes de suspensão ou de emulsificação, veículos não-aquosos (incluindo óleos comestíveis), conservantes, e aroma- tizantes e colorantes, podem ser adicionados às preparações líquidas. For- mas de dosagem parenteral podem ser preparadas por dissolução do com- posto da invenção em um veículo líquido adequado e esterilização de filtro da solução antes do enchimento, e vedação de um frasco apropriado ou ampola. Existem apenas uns poucos exemplos do muitos métodos apropria- dos bem conhecidos na técnica para preparação de formas de dosagem.
Um composto da presente invenção pode ser formulado em composições farmacêuticas usando-se técnicas bem conhecidas àqueles na técnica. Veículos farmaceuticamente aceitáveis adequados, fora aqueles aqui mencionados, são conhecidos na técnica; por exemplo, ver Remington, The Science and Practice of Pharmacy, 20ê Edição, 2000, Lippincott Willian & Wilkins, (Editors: Gennaro, A. R., et al).
Enquanto que é possível que, para uso no tratamento, um com- posto da invenção pode, em um uso alternativo, ser administrado como um químico bruto ou puro, é preferível, contudo, apresentar o composto ou in- grediente ativo como uma formulação farmacêutica ou composição adicio- nalmente compreendendo um veículo farmaceuticamente aceitável.
A invenção, desse modo, adicionalmente proporciona formula- ções farmacêuticas compreendendo um composto da invenção, ou um sal farmaceuticamente aceitável, ou derivado deste, juntos a um ou mais veícu- los farmaceuticamente aceitáveis e/ou ingredientes profiláticos. O(s) veicu- les) deve(m) ser "aceitável(is)" no sentido de ser(em) compatível(is) com os outros ingredientes da formulação, e não excessivamente nocivos ao re- cipiente dos mesmos.
As formulações farmacêuticas incluem aquelas adequadas para administração oral, retal, nasal, tópica (incluindo bucal e sublingual), vaginal ou parenteral (incluindo intramuscular, subcutânea e intravenosa, ou em uma forma adequada para administração por inalação, insuflação ou em- plastro transdermal. Os emplastros transdermais dispensam um fármaco a uma taxa controlada por apresentação do fármaco para absorção em uma maneira eficiente com um mínimo de degradação do fármaco. Tipicamente, os emplastros transdermais compreendem uma camada de apoio imperme- ável, um adesivo sensível à pressão simples, e uma camada protetora re- movível com um revestimento de liberação. Um versado na técnica compre- enderá e apreciará as técnicas apropriadas para fabricação de um emplastro transdermal eficaz desejado baseado nas necessidades do técnico.
Os compostos da invenção, juntos com um adjuvante, veículo ou diluente convencionais podem, desse modo, serem colocados na forma de formulações farmacêuticas e dosagens unitárias destes, e em tal forma podem ser empregados como sólidos, tais como comprimidos ou cápsulas enchidas, ou líquidos, tais como soluções, suspensões, emulsões, elixires, géis ou cápsulas enchidas com as mesmas, todos para uso oral, na forma de supositórios para administração retal; ou na forma de soluções injetáveis estéreis para uso parenteral (incluindo subcutâneo). Tais composições far- macêuticas e formas de dosagem unitárias destes podem compreender in- gredientes convencionais em proporções convencionais, com ou sem com- postos ativos convencionais ou princípios, e tais formas de dosagem unitá- rias podem conter qualquer quantidade eficaz adequada do ingrediente ativo medido com a faixa de dosagem diária pretendida a ser empregada.
Para administração oral, a composição farmacêutica pode estar na forma de, por exemplo, um comprimido, uma cápsula, suspensão ou lí- quido. A composição farmacêutica é preferivelmente produzida na forma de uma unidade de dosagem contendo uma quantidade particular do ingredien- te ativo. Exemplos de tais unidades de dosagem são cápsulas, comprimidos, pós, grânulos, ou uma suspensão, com aditivos convencionais, tais como lactose, manitol, amido de milho ou amido de batata; com ligantes, tais como celulose cristalina, derivado de celulose, acácia, amido de milho ou gelati- nas; com desintegradores, tais como amido de milho, amido de batata, ou sódio carboximetil-celulose; e com lubrificantes, tais como talco ou estearato de magnésio. O ingrediente ativo pode também ser administrado por injeção como uma composição na qual, por exemplo, solução salina, dextrose ou água, podem ser usadas como um veículo farmaceuticamente aceitável a- dequado.
A dose quando se usa os compostos da presente invenção pode variar dentro de limites amplos, e como é um costume e conhecido aos téc- nicos, é para ser adaptada às condições individuais em cada caso individual. Ela depende, por exemplo, da natureza e severidade da doença a ser trata- da, da condição do paciente, do composto empregado, ou se um estado de doença aguda ou crônica é tratado, ou profilaxia é conduzida, ou se compos- tos ativos adicionais são administrados em adição aos compostos da pre- sente invenção. Por exemplo, as doses da presente invenção incluem, mas não estão limitadas a, cerca de 0,001 mg a cerca de 5000 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 2500 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 1000 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 500 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 250 mg, cer- ca de 0,001 mg a cerca de 100 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 50 mg, cerca de 0,001 mg a cerca de 25 mg. A dose desejada pode ser convenien- temente apresentada em uma dose simples, ou como doses divididas admi- nistradas em intervalos apropriados, por exemplo, duas, três, quatro ou mais subdoses por dia. A própria subdose pode ser adicionalmente dividida, por exemplo, em um número de administrações liberadamente espaçadas distin- tas. Dependendo do indivíduo e conforme julgado apropriado pelo médico do paciente ou acompanhante, pode ser necessário alterar tanto para mais quanto para menos as doses aqui descritas.
A quantidade de um composto da invenção, ou sal farmaceuti- camente aceitável deste, requerida para uso no tratamento variará não so- mente com o sal particular selecionado, mas também com a rota de adminis- tração, a natureza da condição sendo tratada, e a idade e condição do paci- ente e, por último, será na discrição do médico atendente ou clínico. Em ge- ral, um versado na técnica compreende como extrapolar dados in vivo obti- dos em um sistema modelo, tipicamente um modelo de animal, para outro, tal como um ser humano. Tipicamente, modelos de animal incluem, mas não estão limitados a, modelo de diabetes de roedores, conforme descrito no Exemplo 1, infra (bem como outros modelos de animal conhecidos na técni- ca, tais como aqueles reportados por Reed and Scribner em Diabetes, Obe- sity and Metabolismi 1, 1999, 75-86). Em algumas circunstâncias, estas ex- trapolações podem meramente estar baseadas no peso do animal no res- pectivo modelo em combinação a outro, tal como um mamífero, preferivel- mente um ser humano; contudo, mais freqüentemente, estas extrapolações são simplesmente baseadas nos pesos, mas preferivelmente incorporam uma variedade de fatores. Fatores representativos incluem, mas não estão limitados a, tipo, idade, peso, sexo, dieta e condição médica do paciente, a severidade da doença, a rota de administração, considerações farmacológi- cas, tais como a atividade, eficácia, perfis farmacocinéticos e de toxicologia do composto particular empregado, e um sistema de distribuição de fármaco é utilizado, ou se uma doença crônica ou aguda está sendo tratada, ou profi- Iaxia é conduzida, ou se compostos ativos adicionais são administrados em adição aos compostos da presente invenção, e como parte de uma combi- nação de fármaco. O regime de dosagem para o tratamento de uma condi- ção de doença com os compostos e/ou composições desta invenção é sele- cionado de acordo com uma variedade de fatores conforme citado acima. Desse modo, o regime de dosagem atual empregado pode variar amplamen- te e, portanto, pode se desviar de um regime de dosagem preferido, e um versado na técnica reconhecerá que dosagem e regime de dosagem fora destes faixas podem ser testados e, em que apropriado, podem ser usados nos métodos desta invenção.
Os compostos da presente invenção podem ser administrados em uma ampla variedade de formas de dosagem oral e parenteral. Será ób- vio àqueles versados na técnica que as seguintes formas de dosagem po- dem compreender, como o componente ativo, ou um composto da invenção, ou um sal farmaceuticamente aceitável de um composto da invenção.
Para preparação de composições farmacêuticas a partir dos compostos da presente invenção, a seleção de um veículo farmaceutica- mente aceitável adequado pode ser ou sólida, líquida ou uma mistura de ambos. Preparações de forma sólida incluem pós, comprimidos, pílulas, cápsulas, supositórios, e grânulos dispersíveis. Um veículo sólido pode ser uma ou mais das substâncias que podem também agir como diluentes, a- gentes aromatizantes, solubilizadores, lubrificantes, agentes de suspensão, ligantes, conservantes, agente de desintegração de comprimido, ou um ma- terial de encapsulamento.
Nos pós, o veículo é um sólido finamente dividido que está em uma mistura com o componente ativo finamente dividido.
Em comprimidos, o componente ativo é misturado com o veículo tendo a capacidade de ligação necessária em proporções adequadas, e compactados aos tamanho e forma desejados.
Os pós e comprimidos podem conter quantidades de percenta- gem variantes do composto ativo. Uma quantidade representativa em um pó ou comprimido pode conter de 0,5 a cerca de 90 por cento do composto da invenção; contudo, um técnico reconheceria quando quantidades fora desta faixa são necessárias. Tais veículos para pós e comprimidos são carbonato de magnésio, estearato de magnésio, talco, açúcar, lactose, pectin, dextrin, amido, gelatina, tragacanto, metilcelulose, carboximetilcelulose de sódio, uma cera de baixa fusão, manteiga de cacau, e similares. O termo "prepara- ção" é pretendido para incluir a formulação do composto ativo com material de encapsulamento como veículo proporcionando uma cápsula na qual o componente ativo, com ou sem veículos, é circundado por um veículo, que está, desse modo, em associação a ele. Similarmente, cápsulas e pastilhas estão incluídos. Comprimidos, pó, cápsulas, pílulas e pastilhas podem ser usados como formas sólidas para administração oral.
Para preparação de supositórios, uma cera de baixa fusão, tal como uma mistura de glicerídeos de ácido graxo ou manteiga de cacau, é primeiro derretida, e o componente ativo é disperso homogeneamente na mesma. A mistura homogênea derretida é, em seguida, derramada em mol- des dimensionados convenientes, permitidos arrefecer, e, desse modo, soli- dificada.
Formulações adequadas para administração vaginal podem ser apresentadas como supositórios vaginais, tampões, cremes, géis, pastas, espumas ou pulverizações contendo, em adição ao ingrediente ativo, tais veículos, conforme são conhecidos na técnica, para ser apropriado.
Preparações de forma líquida incluem soluções, suspensões e emulsões, por exemplo, soluções de água ou água-propileno glicol. Por e- xemplo, preparações líquidas de injeção parenteral podem ser formuladas como soluções em solução de polietileno glicol aquosa. Preparações injetá- veis, por exemplo, suspensões estéreis injetáveis aquosas ou oleaginosas podem ser formuladas de acordo com a técnica conhecida usando-se agen- tes de dispersão ou umidificação adequados, e agentes de suspensão. A preparação injetável estéril também pode ser uma solução ou suspensão injetável estéril em um diluente ou solvente parenteralmente aceitável não- tóxico, por exemplo, como uma solução em 1,3-butanodiol. Entre os veículos e solventes aceitáveis que podem ser empregados estão água, solução de Ringer, e solução de cloreto de sódio isotônica. Em adição, óleos estéreis fixos são convencionalmente empregados como um solvente ou meio de suspensão. Para esta proposta, qualquer óleo fixo brando pode ser empre- gado incluindo mono- ou diglicerídeos sintéticos. Em adição, ácidos graxos, tal como ácido oléico, encontram uso na preparação de injetáveis.
Os compostos de acordo com a presente invenção podem, des- se modo, ser formulados para administração parenteral (por exemplo, por injeção, por exemplo, por injeção de massa ou infusão contínua), e podem ser apresentados em forma de dose unitária em ampolas, seringas preen- chidas, infusão de pequeno volume, ou em recipientes de dose múltipla com um conservante adicionado. As composições farmacêuticas podem tomar formas tais como suspensões, soluções, ou emulsões em veículos oleoso ou aquoso, e podem conter agentes formulatórios tais como agentes de sus- pensão, estabilização e/ou dispersão. Alternativamente, o ingrediente ativo pode ser em forma de pó, obtido por isolamento asséptico, ou sólido estéril, ou por liofilização de solução, para constituição com um veículo adequado, por exemplo, água livre de pirogênio estéril, antes do uso.
Formulações aquosas adequadas para uso oral podem ser pre- paradas por dissolução ou suspensão do composto ativo em água, e adição de colorantes adequados, aromatizantes, agentes de estabilização e espes- samento, conforme desejado.
Suspensões aquosas adequadas para uso oral podem ser pro- duzidas por dispersão do componente ativo finamente dividido em água com material viscoso, tais como gomas naturais ou sintéticas, resinas, metilclulo- se, sódio carboximetilcelulose, ou outros agentes de suspensão bem conhe- cidos.
Também estão incluídas preparações de forma sólida que são pretendidas para serem convertidas rapidamente antes do uso, em prepara- ções de forma sólida para administração oral. Tais formas líquidas incluem soluções, suspensões e emulsões. Estas preparações podem conter, em adição ao componente ativo, corantes, aromatizantes, estabilizadores, tam- pões, adoçantes artificiais e naturais, dispersantes, espessadores, agentes de solubilização, e similares.
Para administração tópica à epiderme, os compostos de acordo com a invenção podem ser formulados como ungüentos, cremes ou loções, ou como um emplastro transdermal.
Ungüento e cremes podem, por exemplo, serem formulados com uma base aquosa ou oleosa com a adição de agentes de espessamen- to e/ou gelificação adequados. As loções podem ser formuladas com uma base aquosa ou oleosa, e também conterão, em geral, um ou mais agentes de emulsificação, agentes de estabilização, agentes de dispersão, agentes de suspensão, agentes de espessamento, ou agente colorantes.
As formulações adequadas para administração tópica na boca incluem pastilhas compreendendo agente ativo em uma base aromatizada, usualmente sacarose e acácia, ou tragacanto; pastilhas compreendendo o ingrediente ativo em uma base inerte, tais como gelatina e glicerina ou saca- rose e acácia; e lavadores de boca compreendendo o ingrediente ativo em um veículo líquido adequado. Soluções ou suspensões são aplicadas diretamente à cavidade nasal por meios convencionais, por exemplo, com um conta-gotas, pipeta ou spray. As formulações podem ser providas em uma forma de dose simples ou múltipla. No último caso de um conta-gotas ou pipeta, este pode ser al- cançado pela administração ao paciente de um volume predeterminado a- propriado da solução ou suspensão. No caso de um spray, esta pode ser alcançada, por exemplo, por meio de uma bomba de pulverização de atomi- zação de medição.
A administração ao trato respiratório também pode ser efetuada por meio de uma formulação em aerossol na qual o ingrediente ativo é pro- vido de um acondicionamento pressurizado com um propelente adequado. Se os compostos da presente invenção ou composições farmacêuticas com- preendendo os mesmos administrados em aerossóis, por exemplo, como aerossóis nasais ou por inalação, estes podem ser efetuados, por exemplo, usando-se um spray, um nebulizador, um nebulizador de bomba, um apare- lho de inalação, um inalador medido, ou um inalador de pó seco. As formas farmacêuticas para administração dos compostos da presente invenção co- mo um aerossol podem ser preparadas por processos bem conhecidos aos versados na técnica. Para sua preparação, por exemplo, soluções ou disper- sões dos compostos da presente invenção em água, misturas água/álcool, ou soluções salinas adequadas podem ser empregadas usando-se aditivos costumeiros, por exemplo, álcool benzílico, ou outros conservantes adequa- dos, intensificadores de absorção para aumentar a biodisponibilidade, solubi- lizadores, dispersantes e outros, e, se apropriado, propelentes costumeiros, por exemplo, dióxido de carbono, CFCs, tais como, diclorodifluormetano, triclorofluormetano, ou diclorotetrafluoretano; e similares. O aerossol pode convenientemente também conter um tenso-ativo, tal como lecitina. A dose de fármaco pode ser controlada pela provisão de uma válvula medida.
Em formulações pretendidas para administração ao trato respi- ratório, incluindo formulações intranasais, o composto geralmente terá um tamanho de partícula pequeno, por exemplo, da ordem de 10 mícrons, ou menos. Desse modo o tamanho da partícula pode ser obtido pelos meios conhecidos na técnica, por exemplo por micronização. Quando desejado, as formulações adaptadas para dar liberação sustentada do ingrediente ativo podem ser empregadas.
Alternativamente os ingredientes ativos podem ser providos na forma de um pó seco, por exemplo, uma mistura de pó do composto em uma base de pó adequada, tal como lactose, derivados de amido, tais como hi- droxipropilmetil celulose e polivinilpirrolidona (PVP). Convenientemente o veículo de pó formará um gel na cavidade nasal. A composição de pó pode ser apresentada na forma de dose unitária, por exemplo, em cápsulas ou cartuchos de, por exemplo, gelatina, ou acondicionamentos de bolha dos quais o pó pode ser administrado por meio de um inalador.
As preparações farmacêuticas são preferivelmente em formas de dosagem unitária. Em tal forma, a preparação pode ser subdividida em doses unitárias contendo quantidades apropriadas do componente ativo. A forma de dosagem unitária pode ser uma preparação acondicionada, o a- condicionamento contendo quantidades distintas de preparação, tais como comprimidos acondicionados, cápsulas, e pós em frascos ou ampolas. Tam- bém, a forma de dosagem unitária pode ser uma cápsula, comprimido, ou a própria pastilha, ou pode ser o número apropriado de qualquer destes for- mas acondicionadas.
Os comprimidos ou as cápsulas para administração oral e líqui- dos para administração íntravenosa são composições preferidas.
Os compostos de acordo com a invenção podem opcionalmente existir como sais farmaceuticamente aceitáveis, incluindo sais de adição áci- do farmaceuticamente aceitáveis preparados a partir de ácidos não-tóxicos farmaceuticamente aceitáveis incluindo ácidos inorgânicos e orgânicos.
Os sais de adição de ácido podem ser obtidos como o produto direto de síntese de composto. Na alternativa, a base livre pode ser dissolvi- da em um solvente adequado contendo o ácido apropriado, e o sal isolado por evaporação do solvente ou, de outro modo, separação do sal e solvente. Os compostos desta invenção podem formar solventes com solventes de baixo peso molecular padrão usando-se métodos conhecidos aos versados na técnica.
Algumas concretizações da presente invenção incluem um mé- todo de produzir uma composição farmacêutica para "terapia de combina- ção", compreendendo misturar pelo menos um composto da presente inven- ção junto a pelo menos um agente farmacêutico, conforme aqui descrito, e junto com um veículo farmaceuticamente aceitável.
Em algumas concretizações, os agentes farmacêuticos são se- lecionados a partir do grupo consistindo em: sulfoniluréias, meglitinidas, bi- guanidas, inibidores α-glucosidase, agonistas de receptor-γ ativados por pro- liferadores peroxissomo (isto é, PPAR-γ), insulina, análogos de insulina, ini- bidores HMG-CoA reductase, fármacos de redução de colesterol (por exem- plo, fibratos que incluem: fenofibrato, bezafibrato, genfibrozila, clofibrato, e similares; ácido de bile e seqüestrantes que incluem: colestiramina, colesti- pol, e similares; e niacin), agentes antiplaqueta (por exemplo, antagonistas de receptor de aspirina e adenosina difosfato que incluem: clopidogrel, ticlo- pidina, e similares), inibidores de enzima de conversão de angiotensin, anta- gonitas de receptor II de angiotensin, e adiponectin.
É notado que os moduladores de receptor RUP3 são utilizados como ingredientes ativos em uma composição farmacêutica, estes não são pretendidos para uso em seres humanos, mas em outros mamíferos não- humanos também. De fato, avanços recentes na área de cuidado da saúde do animal indicam que a consideração seja dada para o uso de agentes ati- vos, tais como moduladores de receptor RUP3, para o tratamento de obesi- dade em animais domésticos (por exemplo, gatos e cães), e moduladores de receptor RUP3 em outros animais domésticos em que nenhuma doença ou distúrbio é evidente (por exemplo, animais de alimentação orientada, tais como vacas, galinhas, peixe, etc). Aqueles versados na técnica estão pron- tamente creditados com entendimento da utilidade de tais compostos em tais ajustes.
TERAPIA DE COMBINAÇÃO
No contexto da presente invenção, um composto, conforme aqui descrito, ou composição farmacêutica do mesmo, pode ser utilizado para modular a atividade de doenças mediadas por receptor RUP3, condições e/ou distúrbios, conforme aqui descrito. Exemplos de modulação da ativida- de de doenças mediadas por receptor RUP3 incluem o tratamento de distúr- bio relacionadas metabólicas. Distúrbios relacionados metabólicos incluem, mas não estão limitados a, hiperlipidemia, diabetes tipo 1, diabetes mellitus tipo 2, e condições associadas a estas, tais como, mas não limitadas a, do- ença coronária do coração, acidente vascular cerebral isquêmico, restenose após angioplastia, doença vascular periférica, claudicação intermitente, infar- to miocardial (por exemplo, necrose e apoptose), dislipidemia, Iipemia pós jantar, condições de tolerância à glicose prejudicadas (IGT), condições de glicose de plasma de jejum prejudicadas, acidose metabólica, cetose, artrite, obesidade, osteoporose, hipertensão, falha do coração congestiva, hipertro- fia ventricular esquerdo, doença arterial periférica, retinopatia diabética, de- generação macular, catarata, nefropatia diabética, glomerulosclerose, falha renal crônica, neuropatia diabética, síndrome metabólica, síndrome X, sín- drome pré-menstrual, doença coronária do coração, angina pectoris, trom- bose, aterosclerose, infarto miocardial, ataques isquêmicos transientes, aci- dente vascular cerebral, restenose vascular, hiperglicemia, hiperinsulinemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, resistência à insulina, metabolismo de glicose prejudicado, condições de tolerância à glicose prejudicada, condi- ções de glicose de plasma de jejum prejudicadas, obesidade, disfunção eré- til, distúrbios da pele e de tecido conectivo, ulcerações no pé e colite ulcera- tiva, disfunção endotelial, e complacência vascular prejudicada. Em algumas concretizações, o distúrbio relacionado metabólico inclui diabetes tipo I, dia- betes tipo II, tolerância à glicose inadequada, resistência à insulina, hipergli- cemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, dislipidemia e síndrome X. Outros exemplos de modulação da atividade de doenças asso- ciadas mediadas por receptor RUP3 incluem o tratamento de obesidade e/ou sobrepeso pelo aumento de influxo de alimento, indução de saciedade, (isto é, o sentimento de satisfação), controle de ganho de peso, diminuição do peso corpóreo e/ou afetação do metabolismo tal que o recipiente perde peso e/ou mantém peso. Enquanto os compostos da invenção podem ser administrados como o agente farmacêutico ativo sozinho (isto é, monoterapia), eles podem também serem usados em combinação com outros agentes farmacêuticos (isto é, terapia de combinação) para o tratamento das doen- ças/condições/distúrbios aqui descritas. Portanto, outro aspecto da presente invenção incluem métodos de tratamento de um distúrbio relacionado meta- bólico, incluindo um distúrbio relacionado ao peso, tal como obesidade, compreendendo administrar a um indivíduo em necessidade de profilaxia e/ou tratamento uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto da presente invenção em combinação com ou mais agente farmacêutico a- dicional conforme aqui descrito.
Agentes farmacêuticos adequados que podem ser usados em combinação com os compostos da presente invenção incluem agentes anti- obesidade, tais como inibidores de secreção de apolipoprotepina-B/proteína de transferência de triglicerídeo microsomal (apo-B/MTP), agonistas MCR-4, agonistas de colescistocin-A (CCK-A), inibidores de reabsorção de serotoni- na e norepinefrina (por exemplo, sibutramina), agentes simpatomiméticos, agonistas de receptor β3 adrenérgico, agonistas de dopamina (por exemplo, bromocriptina), análogos de receptor de hormônio de estimulação de mela- nócito, antagonistas de receptor canabinóide 1 [por exemplo, SR141716: N- (piperidin-1-il)-5-(4-clorofenil)-1-(2,4-diclorofenil)-4-metil-1H-pirazol-3- carboxamida], antagonistas de hormônio de concentração de melanina, Iep- tons (a proteína OB), análogos de leptin, agonistas de receptor de leptin, antagonistas galanin, inibidores de lípase (tal como tetrahidrolipstatin, isto é, Orlistat), agentes anoréticos (tais como um agonista bonbesin), antagonistas de Neuropeptídeo-Y, agentes tiromiméticos, dehidroepiandrosterona ou um análogo deste, agonistas ou antagonistas de receptor de glucocorticóide, antagonistas de proteína de ligação de urocortin, agonistas de receptor de peptídeo 1 similar a glucagon, fatores neurotróficos ciliares (tais como Axo- kine® disponível de Regeneron Pharmaceuticals, Inc, Tarrytown and Procter & Gamble Company, Cincinnati, (OH), proteínas relacionadas a cutia huma- na (AGRP), antagonistas de receptor ghrelin, antagonistas de receptor his- tamina 3 ou agonista reversos, agonistas de receptor neuromedin U, agentes anoréticos noradrenérgicos (por exemplo, fentermina, mazindol, e similares), e propressores de apetite (por exemplo, bupropion).
Outros agentes antiobesidade, incluindo os agentes colocados infra, são bem conhecidos, ou serão prontamente aparentes, à luz da pre- sente revelação, a um versado na técnica.
Em algumas concretizações, os agentes antiobesidade são se- lecionados a partir do grupo consistindo em orlistat, sibutramina, bromocrip- tina, efedrina, leptin, e pseudoefedrina. Em uma concretização adicional, os compostos da presente invenção e terapias de combinação são administra- dos em conjunto com exercício e/ou dieta sensível.
É compreendido que o escopo de terapia de combinação dos compostos da presente invenção com outros agentes de antiobesidade, a- gentes anoréticos, supressores de apetite e agentes relacionados, não é limitado àquele acima listado, mas inclui, em princípio, qualquer combinação com qualquer agente farmacêutico ou composição farmacêutica útil para o tratamento de sobrepeso e indivíduos obesos.
É compreendido que o escopo da terapia de combinação dos compostos da presente invenção com outros agentes farmacêuticos não es- tá limitado àquele listado acima, supra ou infra, mas inclui, em princípio, qualquer agente farmacêutico ou composição farmacêutica útil no tratamento de doenças, condições ou distúrbios que estão ligados o distúrbios relacio- nados metabólicos.
Algumas concretizações da presente invenção incluem métodos de tratamento de uma doença, distúrbio, condição ou complicação destes conforme aqui descrito, compreendendo administrar a um indivíduo em ne- cessidade de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente eficaz ou do- se de um composto da presente invenção em combinação com pelo menos um agente farmacêutico selecionado a partir do grupo consistindo em: sulfo- niluréias (por exemplo, gliburida, glipizida, glimepirida e outras sulfoniluréias conhecidas na técnica), meglitinides (por exemplo, repaglinida, nateglinida, e outras meglitinides conhecidas na técnica), biguanidas (por exemplo, bigua- nidas incluem fenformina, metformina, buformina e biguanidas conhecidas na técnica), inibidores α-glucosidase [por exemplo, acarbose, N-(1,3- dihidróxi-2-propil)valiolamina (nome genérico: voglibose), miglitol, e inibido- res α-glucosidase conhecidos na técnica], agonistas de receptor-γ ativados por proliferadores peroxissomo (isto é, PPAR-γ) (por exemplo, rosiglitazona, pioglitazona, tesaglitazar, netoglitazona, GW-409544, GW-501516 e agonis- tas PPAR-γ conhecidos na técnica), insulina, análogos de insulina, inibidores HMG-CoA reductase (por exemplo, rosuvastatin, pravastatin e seu sal de sódio, sinvastatin, lovastatin, atorvastatin, fluvastatin, cerivastatin, rosuvasta- tin, pitavastatin, BMS's "superstatin", e inibidores HMG-CoA reductase co- nhecidos na técnica), fármacos de abaixamento de colesterol (por exemplo, fibratos que incluem: bezafibrato, beclobrato, binifibrato, ciclofibrato, clofibra- to, ácido clofíbrico, fenofibrato, gemfibrozil, nicofibrato, pirifibrato, e fibratos conhecidos na técnica; seqüestrantes de ácido de bile que incluem: colesti- ramina, colestipol, e similares; e niacin), agentes antiplaqueta (por exemplo, antagonistas de receptor de aspirina e adenosina difosfato que incluem: clo- pidogrel, ticlopidina, e similares), inibidores de enzima de conversão de an- giotensin (por exemplo, captopril, enalapril, alacepril, delapril, ramipril, Iisino- pril, imidapril, benazepril, ceronapril, cilazapril, enalapril, fosinopril, movelto- pril, perindopril, quinapril, spirapril, temocapril, trandolapril, e inibidores de enzima de conversão de angiotensin conhecidos na técnica, antagonitas de recetor II de angiotensin [por exemplo, Iosartan (e a forma de sal de potás- sio)], antagonitas de recetor II de angiotensin conhecidos na técnica, adipo- nectin, inibidores de síntese de esqualeno (por exemplo, ácido (S)-α-[bis[2,2- dimetil-1 -oxopropóxi)metóxi]fosfinil]-3-fenoxibenzenobutanosulfônico, sal de mono potássio (BMS-188494) e inibidores de síntese de esqualeno conheci- dos na técnica), e similares. Em algumas concretizações, os métodos da presente invenção incluem compostos da presente invenção e os agentes farmacêuticos são administrados separadamente. Em concretizações adi- cionais, os compostos da presente invenção e os agentes farmacêuticos são administrados juntos.
Agentes farmacêuticos adequados que podem ser usados em conjunto com compostos da presente invenção incluem, mas não estão limi- tados a, agonistas de amilin (por exemplo, pranlintida), secretagogos de in- sulina (por exemplo, agonistas de GLP-1; exendin-4; insulinotropin (NN2211); inibidores dipeptil peptidase (por exemplo, NVP-DPP-728), inibi- dores acil Coa colesterol acetiltransferase (por exemplo, Ezetimibe, eflucimi- be, e compostos similares), inibidores de absorção de colesterol (por exem- plo, ezetimibe, pamaqueside e compostos similares), inibidores de proteína de transferência de colesterol éster (por exemplo, CP-529414, JTT-705, CE- Ti, e compostos similares), inibidores de proteína de transferência de triglice- rídeo microssomal (por exemplo, implitapide, e compostos similares), modu- Iadores de colesterol (por exemplo, NO-1886, e composto similares), modu- Iadores de ácido de bile (por exemplo, GT103-279 e compostos similares), moduladores de trajetória de sinalização de insulina, inibidores similares da proteína tirosina fosfatases (PTPases), compostos miméticos moleculares não-pequenos e inibidores de glutamina-frutose-6-fosfato amidotransferase (GFAT), compostos que influenciam uma produção de glicose hepática des- regulada, inibidores similares de glicose-6-fosfatase (G6Pase), inibidores de frutose-1,6-bisfosfato (F-1,6-BPase), inibidores de glicogeno fosforilase (GP), antagonistas de receptor de glucagon e inibidores de fosfoenopiruvato car- boxiquinase (PEPCK), inibidores de piruvato desidrogenase quinase (P- DHK), intensificadores de sensibilidade à insulina, intensificadores de secre- ção de insulina, inibidores de esvaziamento gástrico de antagonistas de α2- adrenérgicos e agonistas de receptor retinóide X (RXR).
De acordo com a presente invenção, a combinação pode ser usada pela mistura dos respectivos componentes ativos, um composto da presente invenção e agente farmacêutico, ou todos juntos ou independente- mente, com um veículo farmaceuticamente aceitável, excipiente, ligante, di- luente, etc, conforme descrito aqui acima, e administração da mistura ou misturas, oralmente ou não-oralmente como uma composição farmacêutica. Quando um composto ou uma mistura de compostos da presente invenção são administrados como uma terapia de combinação com outro composto ativo, os agentes terapêuticos podem ser formulados como composições farmacêuticas separadas dadas ao mesmo tempo, ou em tempos diferentes, ou os agentes terapêuticos podem ser dados como uma composição sim- ples.
OUTRAS UTILIDADES
Outro objetivo da presente invenção refere-se a compostos ra- dioetiquetados que seriam úteis não somente em radioimagem, mas também em ensaios, ambos in vitro e in vivo, para localização e quantificação do re- ceptor RUP3 em amostras de tecido, incluindo ser humano, e para identifi- cação de Iigantes de receptor RUP3 por inibição de ligação de um composto radioetiquetado. É um objetivo adicional desta invenção desenvolver novos ensaios de receptor RUP3 os quais compreendem tais compostos radioeti- quetados.
A presente invenção envolve composto isotopicamente etique- tado de Fórmula (I), e sais farmaceuticamente aceitáveis destes. Compostos "isotopicamente" ou "radioetiquetados" são aqueles que são idênticos aos compostos aqui descritos, mas para o fato de que um ou mais átomos são recolocados ou substituídos por um átomo tendo uma massa atômica ou número de massa diferente da massa atômica ou número de massa tipica- mente encontrados na natureza (isto é, que ocorrem naturalmente). Radio- nucleotídeos adequados que podem ser incorporados nos compostos da presente invenção incluem, mas não estão limitados a, 2H (também deutério) 3H escrito com D para (também escrito como T para trítio), 11C, 13C, 14C, 13N, 15N, 15O, 17O, 18O, 18F, 35S, 36CI, 82Br, 75Br, 76Br, 77Br, 123I,124I1 125I e 131I. O ra- dionucleotídeo que é incorporado nos presentes compostos radioetiquetados dependerão da aplicação específica do composto radioetiquetado. Por e- xemplo, para etiquetação de receptor RUP3 in vitro e ensaios de competi- ção, os compostos que incorporam 3H, 14C, 82Br, 125I, 125I ou 35S, ou geral- mente serão mais úteis. Para aplicações de rádio-imagem, 11C, 18F, 1251, 123I, 124I, 131I, 75Br, 76Br ou 77Br serão geralmente mais úteis.
É compreendido que um "inibidor etiquetado" ou "radioetiqueta- do" é um composto da presente invenção que tem incorporado pelo menos um radionucleotídeo; em algumas concretizações, o radionucleotídeo é sele- cionado a partir do grupo consistindo em 3H, 14C11251,35S, e 82Br.
Certos compostos isotopicamente etiquetados da presente in- venção são úteis em ensaios de distribuição de tecido de compostos e/ou substrato. Em algumas concretizações, os isótopos 3H e/ou 14C de radionu- cleotídeos são úteis esses estudos. Adicionalmente, a substituição com isó- topos mais pesados, tal como deutério (por exemplo, 2H), pode proporcionar certas vantagens terapêuticas resultantes de maior estabilidade metabólica (por exemplo, meia-vida aumentada in vivo ou requerimentos de dosagem reduzidos), e, conseqüentemente, podem ser preferidos em algumas cir- cunstâncias. Compostos isotopicamente etiquetados da presente invenção podem geralmente serem preparados pelos seguintes procedimentos análo- gos àqueles descritos nos Esquemas supra e Exemplos infra, por substitui- ção de um reagente isotopicamente etiquetado por um reagente não- isotopicamente etiquetado. Outros métodos sintéticos que são úteis são dis- cutidos infra. Além disso, deve ser compreendido que todos os átomos re- presentados nos compostos da invenção podem ser, ou o isótopo que ocorre mais comumente de tais átomos, ou isótopo mais raro radioisótopo ou não- radioativo.
Os métodos sintéticos para incorporação de radioisótopos nos compostos orgânicos são aplicáveis aos compostos da invenção, e são bem conhecidos na técnica. Estes métodos sintéticos podem ser usados para um intermediário ou o composto final, por exemplo, incorporando níveis de ativi- dade de trítio em compostos da presente invenção, são conforme segue:
A. Redução Catalítica com Gás Trítio - Este procedimento nor- malmente produz produtos de atividade específica alta, e requer precursores halogenados ou insaturados.
B. Redução com Borohidreto Sódio [3H] - Este procedimento é preferivelmente pouco custoso e requer precursores contendo grupos fun- cionais reduzíveis tais como aldeídos, cetonas, lactonas, ésteres, e simila- res.
C. Redução com Hidreto de Alumínio Lítio [3H] - Este procedi- mento oferece produtos em atividades específicas quase teóricas. Ele tam- bém requer precursores contendo grupos funcionais reduzíveis tais como aldeídos, cetonas, ésteres, e similares.
D. Etiquetamento de Exposição à Gás de Trítio - Este procedi- mento envolve exposição de precursores contendo prótons permutáveis a gás de trítio na presença de um catalisador adequado.
E. N-Metilação usando lodeto de Metila [3H] - Este procedimen- to é usualmente empregado para preparar produtos O-metila ou N-metila (3H) por tratamento de precursores apropriados com iodeto de metila de ati- vidade específica alta (3H). Este método em geral permite atividade específi- ca mais alta, tal como, por exemplo, cerca de 70-90 Ci/mmol.
Um composto de receptor RUP3 radioetiquetado da presente in- venção pode ser usado em um ensaio de classificação para identifi- car/avaliar os compostos. Em termos gerais, um composto recentemente sintetizado ou identificado (isto é, composto do teste) pode ser avaliado para sua capacidade de reduzir ligação do "composto radioetiquetado" da presen- te invenção ao receptor RUP3. Conseqüentemente, a capacidade de um composto do teste competir com o "composto radioetiquetado" da presente invenção para a ligação ao receptor RUP3 se correlaciona diretamente a sua afinidade de ligação.
Os compostos etiquetados da presente invenção se ligam ao re- ceptor RUP3. Em uma concretização o inibidor etiquetado tem um IC50 me- nor do que cerca de 500 μΜ, em outra concretização o inibidor etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 100 μΜ, ainda em outra concretização o inibidor etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 10 μΜ, ainda em ou- tra concretização o inibida etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 1 μΜ, ainda em outra concretização o inibidor etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 0,1 μΜ, ainda em outra concretização o inibidor etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 0,01 μΜ, e ainda em outra concretiza- ção o inibidor etiquetado tem um IC50 menor do que cerca de 0,001 μΜ.
Conforme será reconhecido, as etapas dos métodos da presente invenção não necessitam serem realizadas em qualquer número particular de vezes, ou em qualquer seqüência particular. Objetivos adicionais, vanta- gens, e novas características desta invenção tornar-se-ão aparentes àqueles versados na técnica na técnica sob examinação dos seguintes exemplos destes, que são pretendidos para serem ilustrativos e não pretendidos para serem limitativos.
EXEMPLOS
Exemplo 1: Efeitos in vivo de Agonista de RUP3 em home- ostase de glicose em ratos.
Procedimento Geral - Teste de tolerância de glicose oral (oGTT)
Ratos Machos Sprague Dawley (Harlan, San Diego) pesando aproximadamente 350-375 g foram colocados em jejum por 16 horas e alea- toriamente agrupados (n=6) para receberem um agonista de RUP3 a 0,3, 3 ou 30 mg/kg. Os compostos foram distribuídos oralmente via uma agulha de garagem (p.o. volume 2 mLVkg). No tempo 0, níveis de glicose no sangue foram avaliados usando-se um glicômetro (Accu-Chek Advantage, Roche Diagnostics), e aos ratos foram administrados ou veículo (20% de hidroxi- propil-beta-ciclodextrin), ou composto do teste. Trinta minutos após adminis- tração do composto do teste, os níveis de glicose no sangue foram avalia- dos, e aos ratos foram administrados dextrose oralmente a uma dose de 3 g/kg. As medições de glicose no sangue foram em seguida tomadas 30 mi- nutos, 60 minutos e 120 minutos após este tempo. Os agonistas de RUP3, isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico [Fórmula I], mostraram uma inibição de percentagem média de 60% de excursão de glicose mediada a- través de seis animais no grupo de tratamento. Isto demonstra que o agonis- ta de RUP3, isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1- il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico, abaixou a glico- se no sangue após uma provocação com glicose.
Exemplo 2: Ensaio de Ligação de Receptor
Em adição aos métodos aqui descritos, outros meios para avali- ar um composto do teste são pela determinação de afinidades de ligação ao receptor RUP3. Este tipo de ensaio geralmente requer um Iigante raioetique- tado ao receptor RUP3. Não presente o uso de ligantes conhecidos para o receptor RUP3 e radioetiquetas destes, os compostos da Fórmula (I) podem ser etiquetados com um radioisótopo, e usados em um ensaio para avalia- ção da afinidade de um composto do teste ao receptor RUP3.
Um composto RUP3 radioetiquetado de Fórmula (I) pode ser usado em um ensaio de classificação para identificar/avaliar os compostos. Em termos gerais, um composto recentemente sintetizado e identificado (isto é, composto do teste) pode ser avaliado para sua capacidade de reduzir li- gação ao composto "radioetiquetado" de Fórmula (I) ao receptor RUP3. Conseqüentemente, a capacidade de competir com o composto "raio- etiquetado" de Fórmula (1)" ou Ligante de RUP3 Radioetiquetado para a liga- ção ao receptor RUP3 se correlaciona diretamente à sua afinidade de liga- ção do composto do teste ao receptor RPU3.
PROTOCOLO DE ENSAIO PARA DETERMINAÇÃO DE Ll- GAÇÃO DE RECEPTOR PARA RUP3:
A. PREPARAÇÃO DE RECEPTOR RUP3
293 células (rim humano, ATCC), transientemente transfectadas com 10 ug de receptor RUP3 humano e 60 ul de Lipofactamina (por prato de 15 cm) foram crescidas no prato 24 horas (75% de confluência) com uma mudança de meio, e removidas com 10 ml/prato de tampão de Hepes-EDTA (20 mM de Hepes + 10 mM de EDTA, pH 7,4). As células foram, em segui- da, centrifugadas em uma centrífuga Beckman Coulter por 20 minutos, 17000 rpm (JA-25-50 rotor). Subseqüentemente, o pélete foi re-suspenso em 20 mM de Hepes + 1 mM de EDTA, pH 7,4, e homogeneizada com um ho- mogeneizador Dounce de 50 ml, e novamente centrifugado. Após remoção do sobrenadante, os péletes foram armazenados a -80°C até que usados em ensaio de ligação. Quando usadas no ensaio, as membranas foram des- congeladas em gelo por 20 minutos e, em seguida, 10 mL do tampão de in- cubação (20 mM de Hepes, 1 mM de MgCI2, 100 mM de NaCl, pH 7,4) adi- cionado. As membranas foram, em seguida, turbilhonadas para ressuspen- der o pélete de membrana bruta, e homogeneizadas com um homogeneiza- dor Brinkmann PT-3100 Polytron por 15 segundos em assentamento 6. A concentração de proteína de membrana foi determinada usando-se o ensaio de proteína BRL Bradford.
B. ENSAIO DE LIGAÇÃO
Para ligação total, um volume total de 50 ml de membranas a- propriadamente diluídas (diluída em tampão de ensaio contendo 50 mM de Tris HCI (pH 7,4), 10 mM de LgCl2, e 1 mM de EDTA; 5-50 ug de proteína) é adicionado às placas de microtitulador de polipropileno de 96 cavidades, se- guido pela adição de 100 ul de tampão de ensaio e 50 ul de Ligante de RUP3 Radioetiquetado. Para ligação não-específica, 50 ul de tampão de ensaio é adicionado ao invés de 100 ul, e um adicional de 50 ul de 10 uM de RUP3 frio é adicionado antes de 50 ul de Ligante de RUP3 Radioetiqueta- do ser adicionado. As placas são, em seguida, incubadas à temperatura ambiente por 60-120 minutos. A reação de ligação é terminada por placas de ensaio de filtragem através de uma placa de filtração Microplate Devices GF/C Inifilter com um coletor de placa de 96 cavidades Brandell, seguido por lavagem com 50 mM de Tris HCI frio, pH 7,4, contendo 0,9% de NaCl. Em seguida, o fundo da placa de filtração é vedado, 50 ul de Optiphase Super- mix são adicionados à cada cavidade, o topo das placas é vedado, e as pla- cas são contadas em um contador de cintilação Trilux MicroBeta. Para estu- dos de competição do composto, ao invés de adicionar 100 ul do tampão de ensaio, 100 ul de composto do teste apropriadamente diluído são adiciona- dos às cavidades apropriadas peguida ela adição de 50 ul de Ligante de RUP3 Radioetiquetado.
C. CÁLCULOS
Os compostos de testes são inicialmente ensaiados em 1 e 0,1 μΜ e, em seguida, em uma faixa de concentrações escolhida, tal que a dose média causaria cerca de 50% de inibição de uma ligação de Ligante de RUP3 Radioetiquetado (isto é, IC50). A ligação específica na ausência de composto do teste (B0) é a diferença de ligação total (Bτ) menos ligação não- específica (NSB), e similarmente a ligação específica (na presença de com- posto do teste) (B) é a diferença de ligação de deslocamento (BD) menos ligação não-específica (NSB). IC50 é determinado de uma curva de resposta de inibição, gráfico logit-log de % B/B0 vs concentração de composto do tes- te.
Ki é calculada pela transformação de Cheng e Prustoff: Ki = IC50/(1+[L]/KD
em que [L] é a concentração de um Ligante de RUP3 Radioeti- quetado usada no ensaio, e K0 é a constante de dissociação de um Ligante de RUP3 Radioetiquetado determinada independentemente sob as mesmas condições de ligação.
Exemplo 3:
Os compostos da invenção e sua síntese são adicionalmente i- Iustrados pelos exemplos seguintes. Os exemplos seguintes são providos para definir adicionalmente a invenção sem, contudo, limitar a invenção aos particulares destes exemplos. Os compostos aqui descritos são denomina- dos de acordo com o CS Chem Draw Ultra Versão 7.0.1. Em certos exem- plos, nomes comuns são usados, e é compreendido que estes nomes co- muns serão reconhecidos por aqueles versados na técnica.
Química: Espectros de ressonância magnética nuclear de pró- ton (1H RMN) foram registrados em um Varian Mercury Vx-400 equipado com uma sonda de 4 núcleos auto alterável e z-gradiente, ou um Bruker A- vance-400 equipado com um QNP (Quad Nucleus Probe), ou um BBI (Broad Band Inverse) e z-gradiente. Alterações químicas são dadas em partes por milhão (ppm) com o sinal de solvente residual usado como referência. Abre- viações de RMN são usadas conforme segue: s = singleto, d = dupleto, t = tripleto, q = quarteto, m = multipleto, br = amplo. Irradiações de microondas foram efetuadas usando-se o Sintetizador Emyrs (Personal Chemistry). Cromatografia de camada delgada (TLC) foi realizada em sílica-gel 60 F254 (Merck), cromatografia de camada delgada preparatória (prep TLC) foi pré- formada em PK6F sílica-gel 60 A, placas de 1 mm (Whatman), e cromato- grafia de coluna foi efetuada em uma coluna de sílica-gel usando Kieselgel 60, 0,063-0,200 mm (Merck). Evaporação foi feita em vácuo em um evapo- rador rotativo Buchi. Celite 545 ® foi usado durante filtrações de paládio.
Espécies LCMS: 1) PC: bombas-HPLC: LC-10AD VP, Shimadzu Inc., controlador de sistema HPLC: SCL-10A VP, Shimadzu Inc., Detectorde UV: SPD-10A VP, Shimadzu Inc., Autoamostrador: CTC HTS, PAL, Leap Scientific; Espectrômetro de massa: API 150EX com fonte Turbo Ion Spray, AB/MDS Sciex; Software: Analista 1.2. 2) Mac: bombas HPLC; LC-8A VP, Shimadzu Inc., Controlador de sistema HPLC: SCL-10A VP, Shimadzu Inc., Detectorde UV: SPD-10A VP, Shimadzu Inc., Auto-amostrador: 215 Manipu- lador de Líquido, Gilson Inc., Espectrômetro de massa: API 150EX com fonte Turbo Ion Spray, AB/MDS Sciex
Softaware: Masschrom 1.5.2
Exemplo 3.1: Preparação de 5-Metoxipirimidina-4,6-diol
<formula>formula see original document page 39</formula>
Um frasco de fundo redondo de três gargalos de 2 litros, equi- pado com um agitador mecânico e um condensador de refluxo, foi secado a 100°C e resfriado a 25°C sob N2. Metanol (260 mL) foi adicionado, seguido por uma solução de metóxido de sódio em metanol (25% por peso, 670 mL, 3,10 mol). A solução resultante foi resfriada a 0°C. metoximalonato de dime- tila (151 g, 0,930 mol) foi adicionado em uma porção, seguido por acetato de formamidina (100 g, 0,96 mol). A temperatura foi mantida abaixo de 10°C. A suspensão resultante foi, em seguida, agitada a 0°C por 30 minutos, e rees- coada por 1 hora. A suspensão resultante foi resfriada a 0°C e extinguida com HCl concentrado (250 mL) por 30 minutos, durante cujo tempo a tempe- ratura foi mantida abaixo de 10°C. A agitação foi continuada a 5°C por 30 minutos. A suspensão foi, em seguida, filtrada. A torta do filtro foi ressuspen- sa em água (1000 mL) e re-escoada até que uma solução quase clara foi obtida. A solução foi filtrada enquanto quente. O filtrado foi arrefecido a 0- 5°C e agitada por 1 hora. O precipitado sólido foi coletado por filtração, lava- do com metanol frio (500 mL), e secado em um forno a vácuo a 50°C por 1 hora, para dar o composto do título (96,2 g, rendimento 73%) como um sóli- do branco. Massa Exata calculada para C5H6N2O3: 142,0, LCMS m/z = 143,2 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, DMSO-d6)õ 3,63 (s, 3 H), 7,81 (s, 1 H), 11,75 (br s, 2, Η).
Exemplo 3.2: Preparação de 4,6-Dicloro-5-metoxipirimidina
<formula>formula see original document page 40</formula>
Uma suspensão de 5-metoxipirimidina-4,6-diol (96,0 g, 676 mmols) e trietilamina (95,0 ml_, 680 mmols) em tolueno anidro (1,2 L) foi a- quecida a 100-105°C, e uma solução de POCI3 (140 mL, 1,5 mol) em tolueno anidro (200 mL) foi adicionada por 30 minutos. A mistura foi re-escoada por -1 hora e resfriada à temperatura ambiente. A camada de tolueno foi decan- tada e gelo foi adicionado. A camada mais pesada escura foi separada, mais gelo foi adicionado, e a mistura foi extraída com tolueno (2 X 200 mL). Os extratos de tolueno foram combinados, e a camada aquosa foi descartada. O extrato orgânico foi, em seguida, lavado com NaHCO3 saturado (2 X 300 mL), salmoura (400 mL), secado sobre MgSO4, e concentrado para dar o composto do título (103,4 g, rendimento 86%) como um sólido branco. 1H RMN (CDCI3) δ 4,00 (s, 3 H), 8,55 (s, 1 H).
Exemplo 3.3: Preparação de isopropil éster de ácido 4- hidróxi-piperidina-1 carboxílico
<formula>formula see original document page 40</formula>
Uma solução magneticamente agitada de 4-hidroxipiperidina (70,3, 695 mmols) e N,N-diisopropiletilamina (105 mL, 600 mmols) em diclo- rometano (1,0 L) foi resfriada a 10°C sob N2. Uma solução de cloroformato de isopropila (1,0 M em tolueno, 580 mL, 580 mmols) foi adicionada gota a gota por 2 horas, mantendo-se a temperatura de 10-15°C. A mistura de rea- ção foi agitada por 2 horas adicionais e, em seguida, extraída com HCI a 1N (1,2 L). O extrato orgânico foi secado sobre MgSO4, e o solvente foi removi- do sob pressão reduzida para dar o composto do título (90,3 g, rendimento de 83%) como um óleo de cor de palha pálida. Massa Exata calculada para C9H17NO3: 187,1, Encontrada: LCMS m/z = 188,2 (M+H+); 210,3 (M+Na+): 1H-RMN (400 MHz, CDCI3) δ 1,24 (d, J= 6,3 Hz, 6 Η), 1,47 (m, 2 Η), 1,86 (m, 2 Η), 3,08 (m, 2 Η), 3,86 (m, 3 Η), 4,90 (m, 1 Η).
Exemplo 3.4: Isopropil Éster de ácido Preparação de 4-(6- Cloro-5-metóxi-pirimidin-4-ilóxi)-piperidina-1-carboxílico
<formula>formula see original document page 41</formula>
Uma solução de isopropil éster de ácido 4-hidróxi-piperidina-1- carboxílico (71,0, 380 mmols) e 4,6-dicloro-5-metoxipirimidina (71,6, 400 mmols) em THF anidro (1 L) foi resfriada a 5°C sob N2. Uma solução de t- butóxido de potássio (1,0 M em THF, 380 mL, 380 mmols) foi adicionada gota a gota por 1 hora. A temperatura de reação foi mantida abaixo de 10°C durante adição. A mistura de reação foi agitada a 5-10°C por 1 hora, extin- guida com NH4CI saturado (200 mL), e diluída com éter (1 L) e água (1 L). A fase aquosa foi separada e descartada. O extrato orgânico foi lavado com salmoura (800 mL, secado sobre MgSO4, e, em seguida, concentrado. O resíduo foi dissolvido em hexano (400 mL) e filtrado sobre Celite® para re- mover uma pequena quantidade de sólido marrom. O solvente foi removido do filtrado para proporcionar um óleo âmbar pálido que se cristaliza gradu- almente para dar o composto do título (130 g, rendimento de 98,6%) como um sólido âmbar pálido. Massa Exata calculada para CmH2O CIN3O4: 329,1, Encontrada: LCMS m/z = 330,2 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, CDCI3) δ 1,25 (d, J= 6, 2 Hz, 6 H), 1,82 (m, 2 H), 2,02 (m, 2 H), 3,40 (m, 2 H), 3,80 (m, 2 H), 3,91 (s, 3 H), 4,95 (m, 1 H), 5,39 (m, 1 H), 8,27 (s, 1 H).
Exemplo 3.5: Preparação de Isopropil éster de ácido 4-[6-(6- bromo-2-metil·piridin-3-ilamino)-5-metóxi-pirimidin-4-ilóxi)-piperi carboxílico <formula>formula see original document page 42</formula>
Uma mistura de isopropil éter de ácido 4-(6-cloro-5-metóxi- pirimidin-4-ilóxi)-piperidina-1-carboxílico(712 mg, 2,20 mmols), 6-bromo-2- metilpiridin-3-amina (445 mg, 2,40 mmols), acetato de paládio (25 mg, 0,11 mmol), 2-(di-f-butilfosfino) bifenila (65 mg, 0,22 mmol) e terc-butóxido de só- dio (315 mg, 3,30 mmol) em dioxano (15 ml_) foi aquecida sob irradiação de microondas a 120°C por 2 horas. A mistura foi purificada por HPLC para dar o composto do título (sal de TFA, 104 mg, rendimento 8%) como um óleo. Massa Exata calculada para C20H2SBrN5O4: 479,1, Encontrada: LCMS m/z = 480,0 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, CDCI3) δ 1,28 (d, 6 H), 1,84 (m, 2 H), 2,02-2,08 (m, 2 H), 2,58 (s, 3 H), 3,40-3,47 (m, 2 H), 3,73 (s, 3 H), 3,77-3,82 (m, 2 H), 4,93-4,97 (m, 1 H), 5,41-5,43 (m, 1H), 7,44-7,46 (m, 1H), 7,91-7,93 (m, 1H), 8,24 (s, 1 H), 8,70 (s br, 1 H).
Exemplo 3.6: Isopropil Ester de ácido Preparação de 4-[5- Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3-ilamino)-pirimidina-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico (Método 1). <formula>formula see original document page 43</formula>
Uma mistura de Isopropil éster de ácido 4-[6-(6-bromo-2-metil- piridin-3-ilamino)-5-metóxi-pirimidin-4-ilóxi)-piperidina-1 -carboxílico (496 mg, 1,03 mmol), 1H-1,2,4-triazol (59 mg, 0,86 mmol), iodeto de cobre (I) (8,2 mg, 0,040 mmol), fosfato de potássio (384 mg, 1,80 mmol), e N1, N2-dimetiletano- 1,2-diamina (0,02 ml, 0,17 mmol) em DMF (4 mL) foi aquecida a 150°C por 2 horas. A mistura foi purificada por HPLC. As frações coletadas foram combi- nadas e extraídas com diclorometano/ NaOH a 1 Μ. A camada orgânica foi secada sobre MgSO4, filtrada e concentrada. O resíduo foi cristalizado do etanol para dar o composto do título (58 mg, rendimento 14%) como um só- lido. Massa Exata calculada para C22H28N8O4: 468,2, Encontrada: LCMS m/z = 469,5 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, CDCI3) δ 1,26 (d, J=6,32 Hz, 6 H), 1,82- 1,85 (m, 2 H), 2,02-2,06 (m, 2 H), 2,59 (s, 3 H), 3,38-3,45 (m, 2 H), 3,79-3,80 (s, 2 H), 3,99 (s, 3 H), 4,95 (sept, J= 6,32 Hz, 1 H), 5,37-5,39 (m, 1 H), 7,01 (s, 1 H), 7,76 (d, J=8,34 Hz, 1 H), 8,08 (s, 1 H), 8,14 (s, 1 H), 8,63 (d, J=8,34 Hz, 1 H), 9,12 (s, 1 H).
Exemplo 3.7: Preparação de 2-Metil-6-[1,2,4]triazol-1-il- piridin-3-ilamina (Método 1).
<formula>formula see original document page 43</formula> Uma mistura de 6-bromo-2-metilpiridin-3-amina (20,4 g, 109 mmols), 1H-1,2,4-triazol (6,28 g, 91,0 mmols), iodeto de cobre (I) (866 mg, 4,55 mmols), fosfato de potássio (40,5 g, 191 mmols), e N1,N2-dimetiletano- 1,2-diamina (1,96 ml, 18,2 mmols) em DMF (200 mL) foi aquecida a 110°C por 66 horas. A mistura foi extraída com acetato de etila/H20 seis vezes. A fase orgânica foi secada sobre MgSO4, filtrada e concentrada. O resíduo foi purificado por cromatografia de coluna em sílica-gel com hexano/acetato de etila (1:1 a 0:1 v/v). As frações coletadas foram concentradas e adicional- mente purificadas por recristalização de etanol para dar o composto do título (8,72 g, rendimento de 54%) como um sólido marrom. Massa Exata calcula- da para C8H9N5: 175,1, Encontrada: LCMS m/z = 176,3 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, CDCI3) δ 2,44 (s, 3 H), 3,75 (s, 2 H), 7,09 (d, J=8,34 Hz1 1 H), 7,54 (d, J=8,34 Hz, 1 H), 8,04 (s, 1 H), 9,02 (s, 1 H).
Exemplo 3.8: Preparação de 2-Metil-6-[1,2,4]triazol-1-il- piridin-3-ilamina (Método 2).
Etapa A: Preparação de 2-Metil-3-nitro-6-(1H-1,2,4-triazol-1- il)piridina.
<formula>formula see original document page 44</formula>
Uma mistura de 6-bromo-2-metil-3-nitropiridina (5,0 g, 23 mmols), 1H-1,2,4-triazol (1,6 g, 23 mmols), e carbonato de potássio (3,2 g, 23 mmols) m DMSO (10 mL) foi agitada à temperatura ambiente por 17 ho- ras. A mistura de reação foi derramada em água gelada (1 L), e agitada até que todo gelo tenha derretido. A solução de gelo-água foi filtrada para dar o composto do título (3,4 g, rendimento 72%) como um sólido lilás escuro. Massa Exata calculada para C8H7N5O2: 205,1, Encontrada: LCMS m/z = 206,2 (M+H+).
Etapa B: Preparação de 2-Metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamina. <formula>formula see original document page 45</formula>
A uma suspensão de pó de zinco (6,80 g, 104 mmols) e solução
de cloreto de amônio aquosa a 2 M (52 mL), 2-metil-3-nitro-6-(1H-1,2,4- triazol-1 -il)piridina (4,30 g, 20,8 mmols) em acetato de etila (70 mL) foi adi- cionado gota a gota a O0C via um funil de adição. A mistura foi agitada à temperatura ambiente por 17 horas e filtrada através de Celite®. O filtrado foi, em seguida, extraído com acetato de etila. A fase orgânica foi separada, secada sobre MgSO4, filtrada e concentrada. O resíduo foi recristalizado de etanol para dar o composto do título como um sólido marrom (rendimento). Massa Exata calculada para C8H9N5: 175,1, Encontrada: LCMS m/z = 176,3 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, DMSO-d6) δ 2,33 (s, 3 H), 5,39 (s, 2 H), 7,14 (d, 1 H), 7,41 (d, 1 H), 8,16 (s, 1 H), 9,06 (s, 1 H).
Exemplo 3.9: Preparação de isopropil éster de ácido 4-[5- Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico (Método 2).
<formula>formula see original document page 45</formula>
Uma mistura de isopropil éter de ácido 4-(6-cloro-5-metóxi- pirimidin-4-ilóxi)-piperidina-1-carboxílico(13,7 g, 41,5 mmols), 2-metil-6- [1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino (8,10 g, 46,2 mmols), acetato de paládio (97,7 mg, 0,435 mmol), 2,8,9-triisobutil-2,5,8,9-tetraaza-1- fosfabiciclo[3,3,3]undecano (309 μl, 0,870 mmol) e terc-butóxido de sódio (10,0 g, 104 mmols) em dioxano (200 ml) foi aquecida a 90°C por 2 horas. A mistura crua foi extraída com acetato de etila/H20, e lavada com salmoura. A camada orgânica foi secada sobre MgSO4, filtrada e concentrada. O resíduo foi purificado por cromatografia de coluna em sílica-gel com hexano/acetato de etila (1:1, v/v). As frações coletadas foram concentradas e adicionalmente purificadas por recristalização de etanol para dar o composto do título (9,60 g, rendimento 46%) como um sólido branco. Massa Exata calculada para C22H28N8O4: 468,2, Encontrada: LCMS m/z = 469,5 (M+H+); 1H-RMN (400 MHz, CDCl3) δ 1,26 (d, J=6,32 Hz, 6 H), 1,82-1,85 (m, 2 H), 2,02-2,06 (m, 2 H), 2,59 (s, 3 H), 3,38-3,45 (m, 2 H), 3,79-3,80 (m, 2 H), 3,99 (s, 3 H), 4,95 (sept, J= 6,32 Hz, 1 H), 5,37-5,39 (m, 1 H), 7,01 (s, 1H), 7,76 (d, J=8,34 Hz, 1H), 8,08 (s, 1 H), 8,14 (s, 1 H), 8,63 (d, J=8,34 Hz, 1H), 9,12 (s, 1 H).
Exemplo 4: Protocolo para Resposta de Dose de RUP3 em Melanóforos
Melanóforo são mantidos em cultura conforme reportado por Po- tenza, Μ. N. e Lerner, M. R., em Pigment Cell Research, Vol. 5, 372-378, 1992, e transfectados com vetor de expressão de RUP3 (pCMV) usando-se eletroporação. Em seguida a eletroporação, as células transfectadas são colocadas em placas de 96 cavidades para o ensaio. As células são, em se- guida, permitidas crescerem por 48 horas de modo a ambas se recuperarem do procedimento de eletroporação e alcançarem níveis de expressão de re- ceptor máximos.
No dia do ensaio, o meio de crescimento nas células é substituí- do com tampão livre de soro contendo 10 nM de melatonina. A melatonina age via um Gi-acoplado GPCR endógeno no melanóforo para reduzir níveis de cAMP celulares. Em resposta aos níveis reduzidos de cAMP, os malanó- foros translocam seu pigmento ao centro da célula. O efeito líquido disto é uma diminuição significante na leitura de absorvância da monocamada de célula na cavidade, medida a 600-650 nM.
Após 1 hora de incubação em melatonina, as células tornaram- se completamente pigmentadas-agregadas. Neste ponto, uma leitura de ab- sorvância base é coletada. Diluições em série de compostos de teste são, em seguida, adicionadas à placa, e os compostos que estimulam RUP3 pro- duzem aumento nos níveis de cAMP intracelular. Em resposta a estes níveis aumentados de cAMP, os melanóforos translocam seu pigmento de volta na periferia da célula. Após uma hora, as células estimuladas são totalmente pigmentadas-dispersas. A monocamada de célula no estado disperso absor- ve muito mais luz na faixa de 600-650 nm. O aumento medido na absorvân- cia, comparado a leitura base, permite quantificar o grau de estimulação de receptor e plotar uma curva de resposta de dose.
O composto isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6- [1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico, conforme mostrado na Fórmula (I), é um agonista potente do receptor RUP3 em um número de espécies diferentes, EC50 = 2 nM (ser humano), 4 nM (cão), 57 nM (camundongo), e 81 nM (rato).
Exemplo 5: Estudo PK de faixa de dose de rato para isopro- pil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1-il-piridin-3- ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1-carboxílico,
Animal, formulação de composto, dosagem e coleta de a- mostra de sangue:
Ratos SD machos (250-300 g) foram comprados de Charles Ri- ver Laboratory; após recebimento, os animais foram colocados sob ciclo cla- ro-escuro (6:30 - 18:30 em luz). Eles foram permitidos acessar ad Iibitum água e 4 peças de alimento diário (Purina Meals Rodent Diet, Product Num- ber 5001).
As formulações de composto foram preparadas conforme segue: A formulação de injeção IV foi preparada em 20% de hidroxipropil-beta- ciclodextrina com concentração de 0,667 mg/mL. As formulações de PO fo- ram preparadas em 0,5% de hidroxipropil metilcelulose com concentrações de 0,3, 3 e 30 mg/Kg. O volume de dosagem para injeção IV foi de 3 mL/Kg, e para administração de PO foi 10 mL7Kg. Quatro ratos foram usados para cada grupo de dose. A dose de injeção IV foi 2 mg/kg, e a dose de PO foi de 3,30 ou 300 mg/Kg, respectivamente.
Todos os ratos (4 ratos por grupo, individualmente alojados) fo- ram colocados em jejum durante a noite antes da fase de vida. Na manhã seguinte, os ratos receberam uma injeção IV (via injeção de veia de extremi- dade) ou dose de garagem de composto começando as 8 da manhã (IV) e 9 da manhã (PO). Em seguida, cada rato foi sangrado a 0,085, 0,25, 0,5, 1, 2, 4, 6, 8 e 24 horas (IV), ou 0,5, 1, 2, 4, 6, 8 e 24 horas (PO) para coletar a- mostras de sangue para análise de PK.
As amostras de sangue foram coletadas via sangramento orbital em tubos contendo EDTA, 0,25 mL de sangue cada vez. As amostras foram postas em gelo, e dentro de 2 horas o plasma foi preparado por centrifuga- ção a 3000 rpm por 30 minutos a 4°C. 100 μl de plasma foram transferidos em uma caixa de 96 tubos para análise de PK.
Análise da amostra:
Amostras de plasma foram preparadas conforme segue. Duzen- tos microlitros de acetonitrila contendo padrão interno foram adicionados a 100 μl de plasma para precipitar proteínas. As amostras foram centrifugadas a 3000 g por 5 minutos, e o sobrenadante removido para análise por LC-MS- MS. Padrões de calibração e amostras de controle de qualidade foram pre- parados pela adição de um volume conhecido de solução de estoque padrão (50% de metanol, 50% de H2O) diretamente no plasma em branco, e trata- dos identicamente para amostras de plasma coletadas. Os padrões de cali- bração foram tipicamente preparados na faixa de 2,0 ng/mL a 10 μg/mL com regressão linear para quantificação. Estas etapas de preparação de amostra foram automatizadas usando-se uma estação de operação de manuseio de líquido (Tomtec Quadra 96) no formato de 96 cavidades. Análise de LC-MS- MS de fase reversa foi realizada usando-se, ou reação múltipla, ou monito- ramento de íon selecionado, para detecção de íons característicos para cada candidato de fármaco, e o padrão interno usado foi propanolol para íons po- sitivos, ou cloranfenicol para íons negativos.
Interpretação dos Dados:
Os resultados foram calculados por análise não-comportamental usando-se WinNonIin Pro versão 3.1 baseados na concentração de plasma - perfis de tempo para animais individuais. Os níveis de plasma foram de- terminados conforme descrito acima e a área oral e intravenosa sob a con- centração vs. curva de tempo (AUC foi calculada usando-se a regra trape- zoidal linear até a última concentração medida, e foi, em seguida, extrapola- da para infinidade) foi comparada para determinar a % de biodisponibilidade (%F) pela seguinte fórmula: Dose (IV)*AUC (oral)/Dose (oral)*AUC(IV).
Pode existir variação significante dentro de animais individuais, e o método analítico e esta variação foram evidenciados por %CV. AUMC foi o primeiro momento estatístico do AUC, e foi usado para calcular o tempo de residência médio (MRT=AUMC/AUC), que foi o tempo médio que o compos- to estava no animal. A CmáX representou a concentração máxima observada, o Tmax foi o tempo para alcançar a concentração máxima e o T1/2 foi a meia- vida terminal calculada do composto no plasma usando a inclinação de uma concentração de Iog vs. gráfico de tempo se fossem pontos de dados de fa- se de eliminação suficientes (pelo menos três pontos de dados na fase ter- minal excluindo a Cmáx). A folga sistêmica (CL=Dose(IV)/AUC(IV) foi o volu- me de fluido (contendo composto) do qual o composto foi removido comple- tamente por unidade de tempo. O volume de distribuição no estado constan- te (Vss=CL*MRT) foi a extensão de distribuição de um fármaco a partir do plasma para os tecidos no estado constante.
O agonista de RUP3, isopropil éster de ácido 4-{5-Metóxi-6-(2- metil-6-[1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 - carboxílico, mostrou farmacocinéticas de escalação de dose essencialmente linear, ver Figura 1.
Os dados numéricos associados a cada um dos compostos mostrados na Figura 1 podem ser encontrados na tabela abaixo. Farmacocinéticas de Escalação de Dose AUC vs. Dose
<table>table see original document page 50</column></row><table>
Conforme mostrado na Figura 1, está o Composto A [isto é, iso- propil éster de ácido 4-[1-(2-Flúor-4-metanossulfonil-fenil)-1H-pirazolo[3,4- d]pirimidin-4-ilóxi]-piperidina-1 -carboxílico], que é descrito no gênero encon- trado em PCT/US2004/022417; Composto B [isto é, (2-Flúor-4- metanossulfonil-fenil)-{6-[1-(3-isopropil-[1,2,4]oxadiazol-5-il)-piperidin-4-ilóxi]- 5-metil-pirimidin-4-il}amina] que é descrito no gênero encontrado em PCT/US2004/022327; Composto C [isto é, isopropil éster de ácido 4-[6-(6- Metanossulfonil-fenil-2-metil-piridin-3-ilamino)-5-metóxi-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico], que é descrito no gênero encontrado em PC- TUS/2006/000567; Composto D [isto é, isopropil éster de ácido 4-[6-(6- Metanossulfonil-4-metil-piridin-3-ilamino)-5-metóxi-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico], que é descrito no gênero encontrado em PCT/US2006/000567; Composto E [isto é, isopropil éster de ácido 4-[6-(6- metanossulfonil-fenil-2-metil-piridin-3-ilamino)-5-metil-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico], que é descrito no gênero encontrado em PC- TUS/2004/022327; Composto F que é descrito no gênero encontrado em PCT/US2004/001267; e Composto G [isto é, {6-[1-(3-lsopropil- [1,2,4]oxadiazol-5-il)-pioeridin-4-ilóxi]-5-metóxi-pirimidin-4-il}-(6- metanossulfonil-2-metil-piridin-3-il}-amina], que é descrito no gênero encon- trado em PCT/US2006/000567.
Enquanto os agonistas de RUP3 podem ser úteis como terapêu- ticos no tratamento de um número de distúrbios relacionados metabólicos conforme aqui descrito, os compostos que exibem propriedades de farmaco- cinéticas de escalação de dose linear, tal como isopropil éster de ácido 4-{5- Metóxi-6-(2-metil-6-[1,2,4]triazol-1 -il-piridin-3-ilamino)-pirimidin-4-ilóxi]- piperidina-1-carboxílico, são particularmente benéficos por uma variedade de razões. Por exemplo, os compostos com exposição linear versus relaciona- mento de dose têm os seguintes benefícios:
Os parâmetros farmacocinéticos são mais prognosticáveis quando doses diferentes são administradas, ou quando o fármaco é dada através de rotas diferentes de administração, ou como doses simples ou múltiplas. Os pacientes são menos provavelmente superdosados quando as doses são altamente aumentadas.
Os compostos têm melhor absorção, e podem ter biodisponibili- dade oral aumentada. O fármaco com não-linearidade pode ter biodisponibi- lidade oral diminuída devido a várias razões possíveis, incluindo concentra- ção de fármaco que se aproxima ao limite de solubilidade de fármaco no tra- to gastrointestinal, ou um sistema de transporte saturável para absorção.
Durante o desenvolvimento do fármaco pré-clínico, estes com- postos serão capazes de alcançar alta exposição quando dosados em doses mais altas.
Aqueles versados na técnica reconhecerão que várias modifica- ções, adições, substituições, e variações aos exemplos ilustrativos aqui co- locados podem ser feitas sem fugir do espírito da invenção, e são, portanto, consideradas dentro do escopo da invenção. Todos os documentos referen- ciados acima, incluindo, mas não limitados a, publicações impressas, e pe- didos de patente provisórios e regulares são incorporados aqui por referên- cia em sua totalidade.
Claims (37)
1. Composto selecionado a partir dos compostos de Fórmula (I): <formula>formula see original document page 52</formula> e sais farmaceuticamente aceitáveis, solvatos, e hidratos dos mesmos.
2. Composição farmacêutica, compreendendo um composto como definido na reivindicação 1, e um veículo farmaceuticamente aceitável.
3. Método de tratamento de um distúrbio relacionado metabólico em um indivíduo compreendendo administrar ao referido indivíduo em ne- cessidade de tal tratamento uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto como definido na reivindicação 1, ou uma composição farmacêuti- ca como definida na reivindicação 2.
4. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é selecionado a partir do grupo consistindo em diabetes tipo I, diabetes tipo II, tolerância a glicose inadequada, resistên- cia à insulina, hiperglicemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, hipercoleste- rolemia, dislipidemia, e síndrome X.
5. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é diabetes tipo II.
6. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é hiperglicemia.
7. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é hiperlipidemia.
8. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é hipertrigliceridemia.
9. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é diabetes tipo I.
10. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é dislipidemia.
11. Método, de acordo com a reivindicação 3, no qual o referido distúrbio relacionado metabólico é síndrome X.
12. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 3 a 11, no qual o referido indivíduo é um mamífero.
13. Método, de acordo com a reivindicação 12, no qual o referi- do mamífero é um ser humano.
14. Método de tratamento de obesidade em um indivíduo com- preendendo administrar ao referido indivíduo, em necessidade de tal trata- mento uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto como defi- nido na reivindicação 1, ou uma composição farmacêutica como definido na reivindicação 2.
15. Método de diminuir influxo de alimento de um indivíduo compreendendo administrar ao referido indivíduo em necessidade deste uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto como definido na reivindicação 1, ou uma composição farmacêutica como definido na reivindi- cação 2.
16. Método de indução de saciedade em um indivíduo compre- endendo administrar ao referido indivíduo em necessidade deste, uma quan- tidade terapeuticamente eficaz de um composto como definido na reivindica- ção 1, ou uma composição farmacêutica como definido na reivindicação 2.
17. Método de controlar ou diminuir ganho de peso de um indi- víduo compreendendo administrar ao referido indivíduo em necessidade deste uma quantidade terapeuticamente eficaz de um composto como defi- nido na reivindicação 1, ou uma composição farmacêutica como definido na reivindicação 2.
18. Método, de acordo com qualquer uma das reivindicações 15 a 17, no qual o referido o indivíduo é um mamífero.
19. Método, de acordo com a reivindicação 18, no qual o referi- do mamífero é um ser humano.
20. Método, de acordo com a reivindicação 19, no qual o referi- do ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 18,5 a cerca de 45.
21. Método, de acordo com a reivindicação 19, no qual o referi- do ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 25 a cerca de 45.
22. Método, de acordo com a reivindicação 19, no qual o referi- do ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 30 a cerca de 45.
23. Método, de acordo com a reivindicação 19, no qual o referi- do ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 35 a cerca de 45.
24. Uso de um composto como definido na reivindicação 1, para produção de um medicamento para uso no tratamento de um distúrbio rela- cionado metabólico.
25. Uso de um composto no qual referido reivindicação 1 para produção de um medicamento para uso no tratamento de diabetes tipo I, diabetes tipo II, tolerância à glicose inadequada, resistência à insulina, hi- perglicemia, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, dislipi- demia, e síndrome X.
26. Uso de um composto como definido na reivindicação 1, para produção de um medicamento para uso na diminuição de influxo de alimento em um indivíduo.
27. Uso de um composto como definido na reivindicação 1 para produção de um medicamento para uso de indução de saciedade em um indivíduo.
28. Uso de um composto como definido na reivindicação 1 para produção de um medicamento para uso no controle ou diminuição de ganho de peso em um indivíduo.
29. Uso de acordo com qualquer uma das reivindicações 26 a 28, no qual o referido indivíduo é um mamífero.
30. Uso, de acordo com a reivindicação 29, no qual o referido mamífero é um ser humano.
31. Uso, de acordo com a reivindicação 30, no qual o referido ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 18,5 a cerca de 45.
32. Uso, de acordo com a reivindicação 30, no qual o referido ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 25 a cerca de 45.
33. Uso, de acordo com a reivindicação 30, no qual o referido ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 30 a cerca de 45.
34. Método, de acordo com a reivindicação 30, no qual o referi- do ser humano tem um índice de massa corpórea de cerca de 35 a cerca de 45.
35. Composto de acordo com a reivindicação 1, para uso em um método de tratamento do corpo ser humano ou animal por terapia.
36. Composto de acordo com a reivindicação 1 para uso em um método de tratamento de um distúrbio relacionado metabólico do corpo ser humano ou animal por terapia.
37. Método de produção de uma composição farmacêutica com- preendendo misturar um composto como definido na reivindicação 1, e um veículo farmaceuticamente aceitável.
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