BRPI0717782B1 - Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes - Google Patents

Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes Download PDF

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Hiroyuki Sato
Yuki Miyazawa
Susumu Shibahara
Sachiko Oka
Yumi Goto
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Abstract

composição de aditivo de ração para ruminantes, e, método para produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes. uma composição de aditivo de ração para ruminantes do tipo dispersão e um método de produção contínua da mesma. esta composição de aditivo de ração para ruminantes, que contém 40% em peso ou mais mas menos do que 65% em peso de um aminoácido básico e tem propriedades de desvio do rume, é formulada em grânulos em uma forma arbitrária que são mal classificados quando adicionados em silagem ou outro ração. assim, tentativas têm sido feitas para desenvolver um método de produzir grânulos pelos quais o rendimento de leite de uma vaca em lactação pode ser aumentado. a saber, é intencionado proporcionar uma composição de aditivo de ração para ruminantes que contém pelo menos um agente protetor selecionado dentre um óleo vegetal endurecido e/ou um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50ºc mas menor do que 90ºc, 0,05 a 6% em peso de lecitina, água e 40% em peso ou mais mas menos do que 65% em peso de um aminoácido básico. também é intencionado proporcionar um método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes caracterizada pelo fato de compreender solidificar uma mistura fundida, que compreende pelo menos um agente protetor selecionado dentre um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50ºc mas menor do que 90ºc, lecitina e um aminoácido básico, por imersão em água.

Description

FUNDAMENTOS DA INVENÇÃO CAMPO DA INVENÇÃO
[001] A presente invenção refere-se às composições de aditivo de ração para ruminantes, em particular, composições de aditivo de ração para ruminantes que são capazes de se desviar do rume em vacas em lactação. A presente invenção também se refere aos métodos de produção das mesmas. A presente invenção adicionalmente se refere aos métodos de criar ruminantes e métodos de preparar produtos derivados de ruminante.
DISCUSSÃO DOS FUNDAMENTOS
[002] Quando ruminantes ingerem ração, uma porção dos nutrientes no ração é aproveitada como as fontes de nutrientes para microorganismos vivendo juntos no rume. Portanto, têm sido usadas preparações de aditivo de ração para ruminantes que não são degradáveis pelo suco do rume, sendo que os nutrientes nas preparações são protegidos com agentes protetores de modo que os nutrientes não sejam aproveitados pelos microorganismos quando passam através do rume.
[003] Os nutrientes principais que suplementam os ruminantes como nutrientes são aminoácidos. A solubilidade de aminoácidos varia com o tipo de aminoácido, e de acordo com o Handbook of Amino acids, publicado por Kogyo Chosakai Publishing Co., Ltd., 2003, as solubilidades (g/dL) em água a 0°C, 20°C, 40°C, e 50°C para monocloridrato de L-lisina, que é um dos aminoácidos básicos, são 53,6, (67,0), 95,5, e 111,5, respectivamente; para L- metionina são 3,0, 4,8, (6,5), e 7,3, respectivamente; e para L-isoleucina são 3,8, (4,0), (4,5), e 4,8, respectivamente (os valores dentro de parênteses são valores extrapolados nas curvas de solubilidade). Como é claramente mostrado destes valores, embora L-metionina tenha solubilidade baixa em água, monocloridrato de L-lisina é facilmente solúvel em água de tal modo que a solubilidade é cerca de 10 vezes a solubilidade de L-metionina, e assim é facilmente eluída da preparação para o suco de rume. Portanto, um problema especialmente importante é prevenir a eluição de aminoácidos básicos, particularmente monocloridrato de L-lisina que é geralmente usada na forma de cloridrato, para o suco de rume, e seu aproveitamento pelos microorganismos.
[004] Como uma das preparações de aditivo de ração para ruminantes nas quais nutrientes estão protegidos com agentes protetores, pode ser mencionada uma preparação do tipo dispersão na qual os nutrientes e agentes protetores são misturados juntos. Contudo, no caso das preparações do tipo dispersão, aminoácidos estão parcialmente expostos na superfície de preparação, e assim quando os aminoácidos estão em contato com o suco de rume em pH 6 a 8, os aminoácidos são propensos a serem eluídos. Portanto, é difícil dizer que a prevenção da perda de aminoácidos no rume, particularmente de aminoácidos básicos, é suficientemente realizada. Ademais, formulação é preparada usando uma variedade de agentes protetores de modo a reduzir a perda de aminoácidos das preparações, e como um resultado, um problema ocorre pelo fato de que o teor de aminoácidos nas preparações torna-se relativamente baixo. Assim, em geral, é difícil produzir preparações do tipo dispersão contendo aminoácidos em uma quantidade ultrapassando 40% em peso. Também, com o objetivo de prevenir a perda de aminoácidos em uma preparação do tipo dispersão, tem sido desenvolvida uma preparação do tipo revestido formada pelo uso da preparação do tipo dispersão como um núcleo, e depois revestimento do núcleo com um agente de revestimento para encapsular a preparação do tipo dispersão. Nesta preparação, visto que não há possibilidade de os aminoácidos serem expostos na superfície de preparação devido ao revestimento, os aminoácidos são relativamente estáveis no suco de rume, mas as preparações têm um defeito em termos de produção, de tal modo que o processo de produção torna-se complicado em comparação com o processo de produção de preparações do tipo dispersão, e assim mais processos são necessários.
[005] Publicação de Pedido de Patente Japonesa (JP-B) No. 49 45224 descreve a produção de grânulos do tipo dispersão tendo um tamanho de vários milímetros ou menos, usando uma mistura de óleos e gorduras tendo um ponto de fusão de 40°C ou óleos ou gorduras superiores tendo um ponto de fusão de 40°C ou menor como um agente protetor, pela dispersão de aminoácidos ou peptídeos na mistura, e injeção da mistura em água de 20°C a 40°C através de bocais tendo um diâmetro de 0,8 a vários milímetros. Publicação de Pedido de Patente Japonesa (JP-B) No. 49-45224 também descreve a produção de grânulos contendo 30 a 40% de L-metionina ou L- isoleucina como o aminoácido, que possuem ambos solubilidade baixa em água; contudo, não há descrição sobre a produção de grânulos contendo monocloridrato de L-lisina, que tem solubilidade alta água.
[006] Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005 312380 descreve um método de produzir um agente de desvio de rume do tipo dispersão por solidificação de uma mistura contendo óleo endurecido e lecitina como agentes protetores, e monocarboxilatos de ácido graxo saturado ou insaturado tendo 12 a 22 átomos de carbono, em esferas tendo um diâmetro de 0,5 a 3 mm, por um método de formação de glóbulo em ar que pulveriza a mistura em ar em uma temperatura de liquefação dos agentes protetores, que é de 50 a 90°C. Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005-312380 também descreve que um agente de desvio de rume contendo 40,0% em peso de monocloridrato de L-lisina pode ser produzido por meio do método de produção acima mencionado. Contudo, no método de produção descrito em Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005312380, é necessário usar uma mistura tendo viscosidade baixa de modo a permitir que a mistura passe através dos bocais de pulverização, mas por outro lado, se o teor de monocloridrato de L-lisina na mistura ultrapassa 40% em peso, a mistura fundida adquire viscosidade alta, e assim é difícil de fazer a mistura passar através dos bocais de pulverização. Portanto, uma preparação contendo monocloridrato de L-lisina em um teor alto que ultrapassa 40% em peso não pode ser obtida com o método acima mencionado. De fato, Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005-312380 não descreve uma preparação contendo monocloridrato de L-lisina em um teor alto que ultrapassa 40% em peso. Ademais, embora o método descrito em Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005-312380 tenha uma característica na qual grânulos esféricos pequenos tendo um diâmetro de 3 mm ou menos com uma granulometria relativamente bem estabelecida são obteníveis, há um defeito pelo fato de que visto que os grânulos são partículas pequenas, os grânulos provavelmente escaparão através da forragem seca e serão separados quando misturados na ração.
[007] JP-A No. 2006-141270 descreve que monocloridrato de L- lisina foi revestido com uma composição de revestimento incluindo (A) óleo endurecido, (B) lecitina e (C) um antisséptico, e assim um agente de desvio de rume do tipo dispersão para ruminantes contendo (C) em uma quantidade de 0,01 a 2.0% em peso foi obtido. Ademais, em Tabela 1 de JP-A No. 2006141270, partículas contendo 37,5% em peso de monocloridrato de L-lisina são descritas. Contudo, o método descrito em JP-A No. 2006-141270 utiliza método de formação de glóbulos em ar que pulveriza a mistura em ar com uma extrusora como no caso do método descrito em Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005-312380, e portanto, uma preparação de monocloridrato de L-lisina tendo um teor ultrapassando 40% em peso não pode ser obtida, como discutido em relação ao método descrito em Pedido de Patente Japonesa Publicado (JP-A) No. 2005-312380. Em adição, é enfatizado em Exemplo 1 de JP-A No. 2006-141270 que um agente de desvio de rume solidificado em esferas de 0,5 a 2,0 mm em tamanho foi obtido; e é enfatizado no parágrafo [0005] do relatório descritivo, pela citação de JP-A No. 2000- 60440, “visto que o tamanho de partícula é tão grande quanto 4 a 15 mm, as partículas são suscetíveis à desintegração por mastigação”, isto é, quando o tamanho de partícula é grande, o agente é fisicamente destruído pela mastigação da vaca, e o efeito de desvio do rume é diminuído; e com relação à preparação do tipo revestido, é enfatizado que “... visto que este agente de desvio de rume está duplamente revestido, tem havido um defeito de que quando o revestimento na parte de camada de superfície de núcleo é destruído por ruminação, mastigação ou semelhante, o efeito protetor é extremamente reduzido, ou semelhante”.
[008] Entrementes, JP-A No. 63-317053 descreve um aditivo de ração do tipo revestido para ruminantes, no qual um core contendo uma substância biologicamente ativa compreendida de monocloridrato de L-lisina e outros excipientes e aglutinantes é revestida com pelo menos um dos ácidos monocarboxílicos graxos incluindo lecitina e ésteres de ácido graxo-glicerina, óleos endurecidos, ceras / cera de abelha. O teor de monocloridrato de L- lisina no núcleo foi de 65% em peso, mas quando a camada de revestimento que ocupa 20 a 30% em peso na preparação final também é incluída, o teor de monocloridrato de L-lisina na preparação torna-se 52 a 39% em peso.
[009] JP-A No. 5-23114 também descreve uma composição de aditivo de ração do tipo revestido para ruminantes, na qual grânulos cilíndricos produzidos por extrusão de uma mistura contendo uma substância biologicamente ativa tal como monocloridrato de L-lisina através de uma tela são tornados esfericamente moldados e usados como um núcleo, e este núcleo é revestido com uma composição incluindo um membro selecionado de ácidos monocarboxílicos alifáticos, óleo endurecidos, ceras e cera de abelha, e lecitina e um sal inorgânico que é estável sob condições neutras e solúvel em condições ácidas. JP-A No. 5-23114 também descreve uma preparação contendo monocloridrato de L-lisina no núcleo em uma quantidade de 50% em peso.
[0010] As preparações do tipo revestido descritas acima são de fato vantajosas em vista de conterem quantidades grandes de ingredientes biologicamente ativos, contudo, visto que sua produção inclui primeiro preparar um core contendo um ingrediente biologicamente ativo, e depois revestir este núcleo com um agente de revestimento, a produção não é realizada em um modo contínuo mas em um modo em batelada, portanto, é inevitável um aumento no número de processos de produção. Ademais, na invenção descrita em JP-A No. 5-23114, quando a substância biologicamente ativa é exposta na superfície por moagem ou dano devido à mastigação de vacas em lactação, a resistência à degradação em suco de rume é diminuída, e com o propósito de evitar tal diminuição, o tamanho de partícula é controlado para vários mm ou menos, ou para 3 mm ou menos. Contudo, pode ocorrer um problema de tal modo que uma preparação tendo uma tal dimensão é separada quando misturada na ração.
SUMÁRIO DA INVENÇÃO
[0011] Um objetivo da presente invenção é desenvolver uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes contendo um aminoácido básico que é uma substância biologicamente ativa em uma quantidade de 40% em peso ou maior e menor do que 65% em peso, e um método de produzir a mesma, e mais particularmente, desenvolver grânulos que têm propriedades de desvio de rume, podem acelerar o rendimento de leite e a produção de vacas em lactação pela liberação da substância biologicamente ativa no intestino delgado dos ruminantes em concentrações altas, e podem ser preparados para terem uma forma arbitrária que é difícil de ser separada até mesmo quando adicionados na ração; e um método de produção que produzir eficiente e continuamente os grânulos.
[0012] Os inventores da presente invenção devotadamente conduziram pesquisa para solucionar o problema descrito acima, e como um resultado, descobriram que água em uma composição de aditivo de ração para ruminantes contribui para a estabilidade da composição em um ambiente de temperatura alta, e que com o propósito de preparar os grânulos para serem arbitrariamente moldados e para aumentar a produtividade, quando uma composição de ração contendo uma substância biologicamente ativa é aquecida para fusão enquanto extrusada por um fuso rosqueado dentro de um cilindro de um granulador de extrusão (extrusora), e a mistura fundida descarregada é permitida cair em água a partir de uma certa altura, podem ser obtidos grânulos de uma mistura solidificada, e assim completaram a respectiva invenção como segue.
[0013] Assim a presente invenção proporciona: (1) Uma composição de aditivo de ração para ruminantes, incluindo pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e/ou um óleo animal endurecido ou tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, 0,05 a 6% em peso de lecitina, 40% em peso ou maior e menor do que 65% em peso de um aminoácido básico, e água.
[0014] (2) A composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com (1), sendo que o teor de água é 0,01 a 6% em peso.
[0015] (3) A composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com (1), sendo que o teor de água é 2 a 6% em peso.
[0016] (4) A composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (1) a (3), sendo que o aminoácido básico é L- lisina, L-arginina, L-ornitina, ou seus sais.
[0017] (5) A composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (1) a (4), sendo que a diferença em vermelhidão (Δt) é 3 a 6 quando grânulos são imersos em uma solução aquosa de etanol 75% contendo 0,1% de corante alimentício No. 102, a 40°C por 45 minutos.
[0018] (6) A composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (1) a (5), sendo que o tamanho de partícula médio do aminoácido básico é 100 μm ou menor.
[0019] (7) Um método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes, compreendendo um processo de preparar uma mistura fundida formada de pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e/ou um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, lecitina e um aminoácido básico; e um processo de obter uma mistura solidificada por imersão da mistura fundida em água.
[0020] (8) O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com (7), sendo que o processo de preparar uma mistura fundida inclui preparar uma mistura fundida através de aquecimento e fusão usando uma extrusora, e o processo de obter uma mistura solidificada inclui obter uma mistura solidificada pela permissão de que a mistura fundida seja retida em um lançador de multi-orifícios tendo uma pluralidade de orifícios no fundo do vaso, para cair através da pluralidade de orifícios para ser imersa em água.
[0021] (9) O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com (8), sendo que a distância de queda do lançador de multi-orifícios é 5 cm ou maior e menor do que 150 cm.
[0022] (10) O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (7) a (9), sendo que o aminoácido básico é L-lisina, L-arginina, L-ornitina, ou seus sais.
[0023] (11) O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (7) a (10), sendo que o tamanho de partícula médio do aminoácido básico é 100 μm ou menor.
[0024] (12) O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes de acordo com qualquer um de (7) a (11), adicionalmente incluindo tratar por calor a mistura solidificada.
[0025] A composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção tem uma resistência à degradação no suco de rume e dissolubilidade no intestino delgado, e pode transportar teores altos de aminoácidos básicos eficientemente e em quantidades grandes para o intestino delgado de vacas em lactação. Portanto, as vacas em lactação podem absorver quantidades grandes de aminoácidos como nutrientes, é possível o aumento da produção e do rendimento de leite. Ademais, o método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes envolve, por exemplo, reter uma mistura fundida produzida com uma extrusora temporariamente em um lançador de multi-orifícios, e permitir que esta mistura caia através de uma pluralidade de orifícios proporcionados no fundo do lançador de multi-orifícios, e assim é possível aumentar a quantidade de produção da composição de aditivo de ração de acordo com a capacidade de extrusão da extrusora. Ademais, pelo controle da distância de queda do lançador de multi-orifícios, a forma dos grânulos da composição produzida pode ser transformada em várias formas tais como uma forma esférica, uma forma granular, uma forma de pelota ou uma forma de cevada prensada, devido à energia de colisão na superfície da água. Em particular, os grânulos da forma de pelota e da forma de cevada prensada tiveram uma característica de não serem facilmente separados quando adicionados na ração. A composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção inclui grânulos tendo uma forma que é facilmente moída por mastigação de vacas em lactação, mas a composição de aditivo de ração é estável no suco de rume, independente da forma. Também, visto que a composição de aditivo de ração tem um teor alto de aminoácidos básicos que são substâncias biologicamente ativas, é possível obter grânulos de qualidade alta que são capazes de liberar mais aminoácidos, que são substâncias biologicamente ativas, dos grânulos no intestino delgado de vacas em lactação. Como é óbvio do grau de coloração baseado no teste de coloração usando uma solução de colorante solúvel em água mostrada nos Exemplos, a composição da presente invenção tem uma parte da camada de superfície que tem certa repelência de água, e portanto, até mesmo no caso no qual a composição é exposta ao suco de rume, eluição dos aminoácidos da composição é efetivamente evitada, e uma resistência alta à degradação no suco de rume pode ser mantida. Particularmente, pela implementação de um tratamento de aquecimento na mistura de acordo com a presente invenção que tem sido solidificada por imersão de uma mistura fundida em água, o poder relepente de água da parte da camada de superfície da composição pode ser aumentado, e uma composição de aditivo de ração para ruminantes tendo uma resistência à degradação em suco de rume pode ser obtida. Além disso, na presente invenção, a dificuldade de nutrientes de serem eluídos de uma composição de ração quando a composição de ração contendo os nutrientes é exposta ao suco de rume de um ruminante é chamada de uma resistência à degradação em suco de rume, e isto é indicado como uma proporção (taxa de proteção %) dos aminoácidos básicos em uma composição de ração, que não são eluídos após a composição ter sido posta em um suco de rume artificial sob condições predeterminadas. Ademais, a propriedade de nutrientes contidos em uma composição de ração que alcançam os intestinos sem serem eluídos para o rume de um ruminante é chamada de propriedade de desvio de rume, e esta é indicada como o produto de teor (% em peso) de aminoácidos básicos na composição de ração e a taxa de proteção (taxa de chegada no intestino delgado %)) previamente mencionada. Tanto a resistência à degradação no suco de rume e a propriedade de desvio de rume são usadas para representarem as características de uma composição de alimentação que é capaz de eficientemente fornecer aminoácidos básicos aos ruminantes.
BREVE DESCRIÇÃO DOS DESENHOS
[0026] Figura 1 é um gráfico mostrando a relação entre o teor de umidade (% em peso) e a taxa de proteção [A] (%); e Figure 2 é um gráfico mostrando a relação entre o teor de lecitina na composição de ração e a taxa de eluição de monocloridrato de L- lisina do ração.
DESCRIÇÃO DETALHADA DAS MODALIDADES PREFERIDAS
[0027] A composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção contém pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, 0,05 a 6% em peso de lecitina, água, e 40% em peso ou maior e menor do que 65% em peso de um aminoácido básico.
[0028] O aminoácido básico usado na presente invenção inclui aminoácidos básicos livres bem como seus sais fisiologicamente aceitáveis, por exemplo, cloridratos ou sulfatos. Exemplos adequados de aminoácido básico incluem L-lisina, L-arginina, L-ornitina, e seus sais. Dentre eles, um aminoácido básico que é considerado o mais importante no aumento do rendimento de leite em vacas em lactação é L-lisina, e tipicamente, os cristais de monocloridrato de L-lisina são usados, que também constitui o exemplo mais preferido na presente invenção. Como para o aminoácido básico, produtos comercialmente disponíveis podem ser usados como tais ou após terem sido pulverizados, para serem misturados com as outras matérias- primas. É preferível que os cristais pulverizados do aminoácido básico tenham um tamanho de partícula médio de 100 μm ou menor, e mais preferivelmente 50 a 75 m. Aqui, o tamanho de partícula médio como aqui utilizado significa um diâmetro médio. A temperatura de aquecimento e fusão de óleo endurecido na extrusora é 100°C ou menor, e devido ao fato de o monocloridrato de L-lisina ter um ponto de fusão de 263°C ele não funde, a composição de aditivo de ração na extrusora está de fato em um estado pastoso embora aqui chamado de um estado fundido. O teor de aminoácido básico é, em termos de monocloridrato de L-lisina, 40% em peso ou maior e menor do que 65% em peso, e mais preferivelmente 40% em peso ou maior e 60% em peso ou menor (32 a 52% em peso em termos de L-lisina livre). A composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção também pode conter, em adição aos aminoácido básicos, metionina, treonina, triptofano e outros aminoácidos que são adicionados no ração para ruminantes, e em particular, incorporação de metionina é preferível.
[0029] Como para o pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, óleos vegetais endurecidos tais como óleo de feijão-soja endurecido, óleo de colza endurecido, óleo de amendoim endurecido, azeite de oliva endurecido, óleo de semente de algodão endurecido, e óleo de palmeira endurecido, são preferivelmente usados. Em adição a estes, também é possível o uso de cera de abelha, ceras e semelhantes. O teor destas substâncias na composição de aditivo de ração é maior do que 23% em peso e menor do que 60% em peso.
[0030] O teor de lecitina na composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção é 0,05 a 6% em peso, preferivelmente 0,05 a 5% em peso, mais preferivelmente 0,5 a 3% em peso, e particularmente preferivelmente 1 a 2% em peso. Visto que monocloridrato de L-lisina tem um ponto de fusão de 263°C, a substância não se funde a de 50 a 90°C, que é a temperatura de fusão do agente protetor de acordo com a presente invenção, e sai com partículas hidrofílicas no estado misturado com o agente protetor. Visto que os óleos endurecidos, cera de abelha e ceras como o agente protetor são oleofílicos, a superfície do monocloridrato de L-lisina é modificada pelo uso de lecitina, que é um tensoativo aniônico, e o monocloridrato de L-lisina é homogeneamente dispersado de modo a não ficar localizado no óleo endurecido fundido. É considerado que até mesmo quando aminoácido básicos estão presentes na superfície dos grânulos produzidos, visto que a superfície tem sido modificada com lecitina, os aminoácido básicos são relativamente estáveis e têm uma resistência à degradação em suco de rume até mesmo sob um contato com o suco de rume.
[0031] A presença de água na composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção influencia a estabilidade de armazenagem do produto, e conseqüentemente, afeta sobremaneira a resistência à degradação em suco de rume. Se o ambiente de armazenagem estiver em uma temperatura baixa de 10°C ou menor, a composição de aditivo de ração para ruminantes é relativamente estável independente do teor de água contido na mesma. Contudo, no caso no qual a composição é exposta a um ambiente severo no qual a temperatura do ambiente de armazenagem ultrapassa 40°C, se o teor de umidade na composição de aditivo de ração para ruminantes é diminuído, a resistência ao suco de rume dos aminoácidos básicos tende a diminuir. Também, se o teor de umidade ultrapassa 6% em peso, a tendência da diminuição da resistência ao suco de rume é reconhecida. Portanto, é desejável que a composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção contenha umidade em uma proporção de 0,01 a 6% em peso, preferivelmente 2 a 6% em peso, mais preferivelmente 2,5 a 6% em peso, e particularmente preferivelmente 3 a 6% em peso.
[0032] Os grânulos da composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção são caracterizados pelo fato de terem o teor de umidade acima mencionado, e ao mesmo tempo, de manterem uma certa repelência de água. A repelência de água dos grânulos como afirmado na presente invenção significa a dificuldade de a umidade infiltrar para dentro da parte de camada de superfície do grânulo, cuja propriedade é obtida por imersão dos grânulos em uma solução aquosa tendo um colorante solúvel em água apropriado tal como colorante vermelho alimentício (Colorante Alimentício No. 102) dissolvido na mesma, por um certo período de tempo, e a diferença na cromaticidade (Δt) na superfície dos grânulos de antes e após a imersão é expressada para propósitos descritivos. Um valor baixo de Δt significa que os grânulos são insatisfatoriamente coloridos com os colorantes, isto é, os grânulos têm uma característica de que parte da camada de superfície dos grânulos está muito pouco infiltrada pela umidade, enquanto que um valor alto de Δt significa que os grânulos são prontamente coloridos com os colorantes, isto é, os grânulos têm uma característica de que a parte da camada de superfície dos grânulos é suscetível à infiltração de umidade. Acredita-se que quando umidade infiltra para dentro da parte da camada de superfície dos grânulos, o aminoácido básico contido na parte da camada de superfície do grânulo é eluído para fora dos grânulos, e a propriedade de desvio do rume é diminuída; portanto, é preferível que os grânulos da composição de aditivo de ração para ruminantes tenham repelância à água em um certo grau. Como será mostrado nos Exemplos de Teste que serão descritos mais adiante, a repelência de água dos grânulos da presente invenção é em geral de 5 a 6, quando expressada como a diferença em vermelhidão (Δt) que é obtida pela imersão dos grânulos em uma solução aquosa de etanol 75% contendo 0,1% de corante alimentício No. 102, a 40°C por 45 minutos. A repelência de água dos grânulos da presente invenção é tal que o valor de Δt medido sob as condições descritas acima pode ser aumentado para cerca de 3, pela implementação de um tratamento de aquecimento da mistura fundida obtida pela imersão água para solidificar. Como discutido acima, a composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção pode ser descrita como uma composição de aditivo de ração para ruminantes contendo pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, 0,05 a 6% em peso de lecitina, água, e 40% em peso ou maior e menor do que 65% em peso de um aminoácido básico, sendo que a diferença em vermelhidão (Δt) obtida pela imersão dos grânulos em uma solução aquosa de etanol 75% contendo 0,1% de corante alimentício No. 102 a 40°C por 45 minutos, é 3 a 6.
[0033] A composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção é produzida por um método incluindo um processo de preparar uma mistura fundida formada de pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, lecitina e um aminoácido básico; e um processo de obter uma mistura solidificada por imersão da mistura fundida em água. No método acima mencionado, um agente protetor, lecitina e um aminoácido básico são usados como matérias-primas, e estas são fundidas e misturadas. Quando esta mistura fundida é imersa em água para ser transformada em uma forma granular, uma porção do aminoácido básico é eluída em água, mas a quantidade é muito pequena. Entremetes , água é incorporada na mistura neste estágio. Esta água pode ser reduzida por um processo de secagem subseqüente.
[0034] No processo de preparar uma mistura fundida no método de produção contínua da presente invenção, uma extrusora comercialmente disponível pode ser usado, mas é preferível remover a placa de molde que está posicionada na saída. Pela remoção da placa de molde, uma mistura fundida da composição de matéria-prima para a composição de aditivo de ração para ruminantes pode ser obtida em um estado no qual o lado interno do tubo cilíndrico da extrusora não está sujeito a muita pressão. Uma mistura fundida contendo uma quantidade grande de monocloridrato de L-lisina é difícil de ser granulada por formação de glóbulo em ar, mas quando até mesmo uma tal mistura fundida é permitida cair livre diretamente dos orifícios tendo um diâmetro apropriado, o produto fundido misturado tendo uma forma de bastão contínua é transformado em uma forma de fibra fina, e finalmente cortado sob a ação da tensão superficial durante a queda, para se tornar gotículas de líquido separadas e individuais. Quando as gotículas de líquido são derramadas dentro de água que está no estado agitado, as gotículas de líquido são instantaneamente esfriadas e solidificadas na água. É a capacidade de produção da extrusora que afeta a quantidade de produção da composição para ração, e no método de produção da presente invenção, é possível operar a extrusora em seu limite superior de capacidade. Aqui, a máquina que é usável não se limita a extrusora, desde que seja capaz de obter uma mistura fundida da composição de matéria-prima, e seja capaz de preparar uma mistura fundida que é transformada em gotículas de líquido durante a queda.
[0035] O lançador de multi-orifícios é um meio necessário para aumentar a quantidade de produção no método de produzir a composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção. O lançador de multi- orifícios de acordo com a presente invenção é um vaso tendo um fundo perfurado com uma pluralidade de orifícios, e é um dispositivo para temporariamente reter uma mistura fundida aquecida descarregada da extrusora. O lançador de multi-orifícios preferivelmente inclui um dispositivo de aquecimento de modo que a mistura fundida aquecida retida não se torne fria. A quantidade de produção da composição de aditivo de ração para ruminantes é diretamente proporcional ao número de orifícios proporcionados no fundo do vaso. A distância da superfície de fundo do lançador de multi- orifícios para a superfície da água (distância de queda) determina a forma final dos grânulos. Quando a mistura fundida aquecida é permitida cair em uma temperatura de 65°C, grânulos tendo uma forma esférica próxima àquela de uma forma de uma bola de rúgbi são obtidos em uma distância de queda de 5 cm a 15 cm. Ademais, quando a distância de queda é adicionalmente aumentada, a energia de colisão na superfície da água é aumentada, e assim são obtidos grânulos mais planos tendo uma forma de cevada prensada. Em uma distância de cerca de 50 cm, são obtidos grânulos tendo uma forma de cevada prensada com uma borda ondulada. O diâmetro dos orifícios do lançador de multi-orifícios é selecionada dependendo da viscosidade e do tamanho dos grânulos a serem produzidos. No caso de produção de grânulos pequenos, é preferível ter orifícios tendo um tamanho de 0,5 a 3 mm, e com o propósito de obter um tamanho com um diâmetro de cerca de 10 mm, é preferível ter orifícios de cerca de vários milímetros. Tipicamente, um tamanho de 0,5 a 5 mm é preferido.
[0036] Os processos do método de produção da presente invenção serão descritos. Os aminoácido básicos que são usados como a matéria-prima podem ser pulverizados e utilizados. Pulverização é utilizada usando, por exemplo, um pulverizador, até que a média do tamanho de partícula do aminoácido básico de torne 100 μm ou menor, e preferivelmente 75 μm, e se necessária, peneiração é realizada. A ordem de adição de lecitina não é para ser particularmente fixada, e com o propósito de revestir a superfície do aminoácido básico, por exemplo, monocloridrato de L-lisina, com lecitina, as duas substâncias podem ser misturadas antecipadamente com um misturador Nauta, e se a eficiência de produção for para ser melhorada, três componentes do agente protetor, lecitina e aminoácido básico podem ser quase simultaneamente carregados para dentro do cilindro de uma extrusora. Também é possível respectivamente carregar quantidades predeterminadas dos três componentes através de uma entrada de alimentação próxima da entrada do cilindro. Alternativamente, uma mistura fundida pode ser obtida primeiro por carregamento de um aminoácido básico e óleo endurecido e misturação deles na temperatura ambiente, então finalmente carregamento de lecitina, e aquecimento da composição de matéria-prima para fundir. A temperatura para fundir e misturar a composição de matéria-prima pode estar no ou acima do ponto de fusão do óleo endurecido, mas por exemplo, no caso de óleo de feijão-soja totalmente hidrogenado, o ponto de fusão é 67 a 71°C, o ponto de fusão pode ser de 80 a 85°C, e uma temperatura mais alta do que o ponto de fusão em 5 a 15°C é suficiente. Com relação à temperatura de aquecimento, não é necessário aquecer em uma temperatura acima do ponto de fusão desde o início, se as matérias-primas são inicialmente preaquecidas em uma temperatura menor do que o ponto de fusão em 5 a 10°C, transportadas pelo fuso rosqueado dentro do cilindro da extrusora, e então aquecidas para uma temperatura predeterminada acima do ponto de fusão, uma mistura fundida estável pode ser obtida eficientemente. A mistura fundida aquecida descarregada é temporariamente retida em um lançador de multi-orifícios, e a mistura fundida é permitida cair livre na água a partir dos orifícios tendo um tamanho de 1 a 4 mm proporcionados no fundo. A temperatura da água na qual os objetos caindo são imersos pode ser de cerca de 10 a 30°C. A mistura fundida caída do lançador de multi-orifícios cai dentro da água que é agitada em um tanque de água para esfriamento do grânulo, e é instantaneamente solidificada lá. Água é constantemente reposta enquanto a temperatura da água é mantida constante, e ao mesmo tempo, a mistura solidificada é descarregada do tanque de água para esfriamento do grânulo ao ser transportado para longa pela água transbordando. A mistura solidificada tem uma gravidade específica de cerca de 1,1, e penetra na água. Os grânulos da mistura solidificada do tanque de água são colhidos com uma rede ou um vaso contendo rede, e secos para dar uma composição de aditivo de ração para ruminantes.
[0037] O método de produzir uma composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção preferivelmente inclui um processo de implementar um tratamento de aquecimento na mistura que tem sido solidificada em água. O tratamento de aquecimento pode ser realizado sob algumas condições aproximadamente resultando na fusão de uma porção do componente cristalino do agente protetor presente na parte de camada de superfície da mistura solidificada. Especificamente, a mistura solidificada pode ser exposta a um ambiente atmosférico em uma temperatura próxima do ponto de fusão do agente protetor contido na mistura solidificada, por exemplo, à água quente, vapor, ar quente ou semelhante, geralmente por uns dez segundos a várias dezenas de segundos. A quantidade de calor fornecida à mistura varia com a quantidade da mistura (peso), e tal quantidade de calor é determinada pelo produto da temperatura de tratamento e o tempo de tratamento. Portanto, a quantidade de calor suficiente para uma porção do componente cristalino do agente protetor presente na parte de camada de superfície da mistura solidificada para fundir pode ser proporcionada pela exposição da mistura solidificada a um ambiente atmosférico em uma temperatura menor do que o ponto de fusão do agente protetor contido na mistura solidificada por um período de tempo mais longo, ou pela exposição da mistura solidificada a um ambiente atmosférico em uma temperatura mais alta do que o ponto de fusão do agente protetor contido na mistura solidificada por um período de tempo mais curto. Temperatura de tratamento e tempo de tratamento específicos podem ser apropriadamente ajustados baseado no tipo de agente protetor contido na composição e na quantidade da mistura.
EXEMPLOS
[0038] Daqui em diante, a presente invenção será especificamente descrita por meio de Exemplos. Daqui em diante, métodos de avaliação serão descritos.
Método para medir viscosidade.
[0039] Uma mistura fundida em uma forma de pasta obtida por aquecimento (85°C) e fusão da mistura usando uma extrusora foi pesada para 100 g em um bécher de 200 mL feito de um vidro resistente ao calor, posicionado em um banho de água de temperatura constante de 90°C, e lentamente agitada para ajustar a temperatura da mistura em 90°C. Quando a temperatura se tornou constante a 90°C, medição de viscosidade foi realizada a 90°C usando um viscosímetro rotativo Viscometer Model BL fabricado por Tokimec, Inc. Para a medição, um eixo rotativo para medição de viscosidade direta foi imerso na mistura fundida dentro do bécher, o eixo rotativo foi girado, e a viscosidade foi medida várias vezes. Quando o valor se tornou constante, foi determinada a viscosidade rotativa (Pa.s) a 90°C.
Teor de umidade na preparação.
[0040] O teor de umidade foi determinado pela medição da perda de peso após aquecimento a 105°C por 20 minutos, usando um analisador de umidade Kett (Infrared Moisture Balance FD-610).
[0041] Teor de monocloridrato de L-lisina na preparação (produto seco): “w”.
[0042] Em um tubo cônico de 50 mL fabricado por Falcon, Corp., 4.00 g do produto seco obtido após a medição do teor de umidade na preparação, e 20.0 g de água pura foram pesados e o tubo cônico foi hermeticamente tampado. O tubo cônico foi imerso em um banho de água de temperatura constante a 85°C por 20 minutos, para fundir o óleo de feijão- soja endurecido. O óleo endurecido e monocloridrato de L-lisina foram separados, e monocloridrato de L-lisina foi dissolvido em uma solução aquosa. O monocloridrato de L-lisina assim recuperado foi analisado por cromatografia líquida convencional, e assim o teor (% em peso) de monocloridrato de L-lisina na preparação (produto seco), “w,” foi determinado.
Teor de monocloridrato de L-lisina em preparação: “W”.
[0043] Em um tubo cônico de 50 mL fabricado por Falcon, Corp., 4,00 g da preparação e 20,0 g de água pura foram pesados e o tubo foi hermeticamente tampado. O tubo cônico foi imerso em um banho de água de temperatura constante a 85°C por 20 minutos, para fundir o óleo de feijão- soja endurecido. O óleo de feijão-soja endurecido e monocloridrato de L- lisina foram separados, e monocloridrato de L-lisina foi dissolvido em uma solução aquosa. O monocloridrato de L-lisina assim recuperado foi analisado por cromatografia líquida convencional, e assim o teor (% em peso) de monocloridrato de L-lisina na preparação, “W,” foi determinado.
Taxa de proteção: “A”.
[0044] 2,00 g da preparação foram pesados em um tubo cônico de 50 mL fabricado por Falcon, Corp., e 10,0 g de um suco de rume artificial foram adicionados no mesmo. O tubo cônico foi hermeticamente tampado e deixado na horizontal, e o tubo foi agitado por 20 horas em um agitador oscilante a 40°C. Subseqüentemente, o teor de monocloridrato de L-lisina na solução aquosa foi analisado antes e após a agitação, e a proporção (%) de monocloridrato de L-lisina na preparação que não foi eluída a 40°C por 20 horas, foi determinada como a taxa de proteção (%): “A.”
Taxa de chegada no intestino delgado: “W” x “A”.
[0045] O produto de o teor de monocloridrato de L-lisina na preparação “W” (% em peso) e a taxa de proteção “A” (%) foi determinado como a taxa de chegada no intestino delgado (“W” x “A”).
Exemplo 1.
[0046] Visto que a quantidade de lecitina de feijão-soja usada foi uma quantidade traço, com o objetivo de dispersá-la uniformemente, a lecitina de feijão-soja foi antecipadamente triturada por um granulador misturador usando monocloridrato de L-lisina finamente pulverizado (a razão de composição foi monocloridrato de L-lisina : lecitina de feijão-soja = 5: 1). Três componentes, isto é, monocloridrato de L-lisina finamente pulverizado para ração tendo um tamanho de partícula médio de 75 μm (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.), lecitina de feijão-soja (fabricada por Ajinomoto Co, Inc.) e óleo de feijão-soja totalmente hidrogenado (ponto de fusão de 67°C; fabricado por Yokozeki Oil & Fat Corp.) foram respectivamente pesados na composição como mostrado em Tabela 1, incluindo a quantidade acima mencionada de lecitina de feijão-soja, e com o propósito de obter uma quantidade total de 5 kg, e os três componentes foram suficientemente misturados. Em adição, como o aminoácido para invenção 10, uma mistura formada pela adição de 6,0% em peso de DL-metionina (fabricada por Ajinomoto Co., Inc.) em 42% em peso de monocloridrato de L-lisina foi preparada. Subseqüentemente, as matérias-primas da composição foram carregadas para dentro do recipiente de alimentação de uma extrusora de fuso rosqueado duplo para uso em laboratório (Laboruder Model Name: Mark-II, fabricado por Japan Steel Works, Ltd.), e as matérias-primas de composição são continuamente alimentadas a 9 kg/h do recipiente de alimentação para dentro da entrada de alimentação do fuso rosqueado que havia sido preliminarmente aquecido (temperatura de aquecimento preliminar de 60°C, temperatura de aquecimento de 85°C, temperatura de ajuste de saída 70°C) e estava girando (400 rpm). A mistura fundida foi transportada para o fuso rosqueado para ser aquecida, fundida e misturada, e foi descarregada da saída da extrusora com sua placa de molde removida, na forma de pasta fundida uniforme, finamente texturizada. A mistura fundida descarregada em um estado de pasta foi carregada para dentro de um lançador de multi-orifícios (número de orifícios: 30, tamanho do orifício: 2 mm em diâmetro), que foi ajustado diretamente embaixo. A mistura fundida em um estado de pasta foi temporariamente retida no lançador de multi-orifícios, e foi dispensada através dos trinta orifícios. A mistura fundida em um estado de pasta foi descarregada de uma pluralidade de orifícios em uma velocidade baixa de tal modo que a vazão de descarga fosse 0,3 kg/h, e formou gotículas de líquido perfeitas. As gotículas de líquido caíram dentro de um tanque de água para esfriamento de grânulos (20°C), que estava posicionado diretamente abaixo e estava sendo agitado, e foram esfriados para solidificar instantaneamente. Neste momento, a distância da superfície de fundo do lançador de multi- orifícios para a superfície da água do tanque de água para esfriamento dos grânulos era de 20 cm. A forma dos grânulos da mistura sólida obtida nesta maneira foi tal que aqueles tendo uma viscosidade rotativa alta obtiveram uma forma de cevada prensada tendo um diâmetro de 3 a 4 mm, e aqueles tendo uma viscosidade rotacional baixa obtiveram uma forma de cevada prensada tendo um diâmetro de 5 a 8 mm. Os grânulos obtidos da mistura solidificada foram recuperados, a água de adesão foi removida, e então os grânulos foram secos em ar na temperatura ambiente para obter uma composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção (invenções tema 1 a 10). A perda de matérias-primas na composição devido à água e outros foi pequena, e a taxa de recuperação foi tão alta quanto 98 a 99,5% em todos os casos. O teor de monocloridrato de L-lisina W nos grânulos obtidos x a taxa de proteção para lisina [A] no suco de rume, representou a taxa de chegada no intestino delgado de monocloridrato de L- lisina, W x [A], e este valor foi 35% em peso ou maior como mostrado em Tabela 1. O peso específico da composição de aditivo de ração para ruminantes obtida foi de 1,05 a 1,15, e a composição penetrou no suco de rume sem flutuar.
[0047] Os valores numéricos dentro de ( ) são os valores para DL-metionina.
Exemplo Comparativo 1.
[0048] Foi realizado um experimento pelo mesmo método como em Exemplo 1 e com a composição e as quantidades de misturação mostradas em Tabela 1, com monocloridrato de L-lisina em uma quantidade diminuída a 30% em peso, e os resultados obtidos são apresentados juntos em Tabela 1. A viscosidade rotativa obtida quando a composição foi aquecida e fundida foi 0,15 Pa.s, e o líquido foi bastante fluido. A taxa de proteção [A] do Exemplo Comparativo 1 foi alta, mas a taxa de chegada no intestino delgado de monocloridrato de L-lisina foi baixa.
Exemplos Comparativos 2 e 3.
[0049] Os resultados obtidos pelo mesmo método como em Exemplo 1, com uma quantidade maior de monocloridrato de L-lisina são apresentados juntos em Tabela 1. Em Exemplos Comparativos 2 e 3, as misturas aquecidas e fundidas na extrusora estiveram na forma de pasta, mas visto que a viscosidade rotativa foi muito alta, a mistura aquecida e fundida não formou gotículas de líquido até mesmo quando derramada do lançador de multi- orifícios, e formulação em grânulos não pôde ser realizada.
Exemplos Comparativos 4 a 6.
[0050] A mistura pastosa que foi obtida usando as matérias-primas de composição e razões de misturação indicadas em Tabela 1 por aquecimento e fusão delas em uma extrusora na mesma maneira como em Exemplos, foi aquecida a 90°C, e a mistura foi granulada por formação de glóbulos em ar com ar pressurizado (0,5 MPa), usando um bocal tendo um diâmetro e orifício de 3 mm. No caso no qual a granulação por formação de glóbulos foi possível, uma avaliação da preparação resultante foi realizada, e os resultados são apresentados em Tabela 1. Em Exemplos Comparativos 4 e 5, granulação por formação de glóbulos foi possível, mas as preparações em sua maior parte não contêm umidade, e tiveram taxas de proteção [A] muito baixas, e portanto, taxa de chegada no intestino delgado W x [A] também foram baixas. As partículas das preparações resultantes foram esferas com um diâmetro de cerca de 1 mm, e classificação foi inevitável quando misturada em ração. Nas matérias-primas contendo 50% em peso de monocloridrato de L-lisina como indicado em Exemplo Comparativo 6, visto que a viscosidade rotativa da mistura pastosa resultante foi alta, a formação de glóbulos da mistura pastosa no ar por meio de ar pressurizado (0,5 MPa) não pôde ser realizada, e não foi possível obter uma preparação granulada.
Exemplo Comparativo 7.
[0051] Como um exemplo da composição formada de um aminoácido, gordura e óleo de, e óleo e gordura de ponto de fusão baixo como mostrados em Publicação de Pedido de Patente Japonesa (JP-B) No. 4945224, foi preparada uma composição contendo 40% em peso de monocloridrato de L-lisina, 30% em peso de óleo de feijão-soja endurecido e 30% em peso de óleo de feijão-soja (não contendo lecitina), e uma mistura fundida foi preparada por aquecimento e fusão da composição acima mencionada a 85°C usando uma extrusora com sua placa de molde removida, na mesma maneira como em Exemplo 1. A mistura fundida foi carregada para dentro de um lançador de multi-orifícios, e foi imersa em água a 20°C para obter grânulos. Uma avaliação destes grânulos foi realizada, e os resultados são apresentados juntos em Tabela 1. Como um resultado, foi confirmado que estes grânulos tiveram uma taxa de proteção [A] baixa, e uma taxa de chegada no intestino delgado, W x [A], menor do que aquelas dos Exemplos. Em particular, a taxa de chegada no intestino delgado que indica a quantidade de monocloridrato de L-lisina chegando no intestino delgado de uma vaca em lactação foi tão baixa quanto 16,7%, e isto implica que já uma perda grande ao longo do caminho, e a preparação não pôde ser proporcionada para uso prático. O peso específico da preparação foi menor do que 1, e a preparação flutuou sobre a superfície no suco de rume.
Exemplo 2.
[0052] 17,7 kg de monocloridrato de L-lisina para ração (manufaturada por Ajinomoto Co., Inc.) que foram pulverizados para um tamanho de partícula de 100 μm ou menor foram carregados para dentro de um Misturador Nauta NX-S (fabricado por Hosokawa Micron, Ltd.), e 3,5 kg de lecitina de feijão-soja (fabricada por Ajinomoto Co., Inc.) foram adicionados e misturados com os mesmos enquanto sendo agitados. 1,3 kg da mistura, 9,9 kg do monocloridrato de L-lisina mencionado acima, e 8.8 kg de óleo de feijão-soja totalmente endurecido (fabricado por Yokozeld Ofi & Fat Corp.; ponto de fusão de 67°C) foram misturados com o Misturador Nauta. Subseqüentemente, a mistura foi carregada para dentro de uma extrusora de fuso rosqueado duplo (fabricado por Cosmotec Corp.) tendo no lado interno um fuso rosqueado aquecido a 85°C, e a mistura fundida pastosa descarregada da saída foi carregada para dentro de um lançador de multi-orifícios (número de orifícios: 30, tamanho de orifício: 2 mm em diâmetro). A mistura fundida pastosa foi derramada dentro de um tanque de água agitada que estava instalado a uma distância de 20 cm daqueles orifícios para esfriar e solidificar a mistura fundida, e os grânulos resultantes da mistura solidificada foram recuperados. Os grânulos recuperados foram submetidos à desidratação da água de adesão, e foram secos em ar na temperatura ambiente. Com relação a isto, vários grânulos tendo um teor de umidade de 0,01% a 6,1% foram produzidos pela variação do tempo para secagem com ar de 0 a 14 horas. Os grânulos assim produzidos foram submetidos à medição do teor de monocloridrato de L-lisina W, e então uma parte deles foi posicionada em uma câmara a 45°C, enquanto que os restantes foram armazenados a 4°C. Após três dias, os grânulos foram retirados, e a taxa de proteção [A] foi medida. Os resultados são apresentados em Tabela 2 e Fig. 1. A taxa de proteção [A] dos grânulos armazenados a 4°C não foi muito afetada no teor de umidade e esteve dentro da faixa de cerca de 60% a 70%, enquanto que a taxa de proteção [A] dos grânulos armazenados a 45°C diminuiu no caso no qual o teor de umidade foi menor do que 2% em peso e no caso no qual o teor de umidade ultrapassou 6% em peso. Tabela 2.
Exemplo 3.
[0053] 1) Matérias-primas de composição que haviam sido misturadas antecipadamente em uma proporção em peso de 54,9% de monocloridrato de L-lisina (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.), 1,1% de lecitina de feijão-soja (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.) e 44% de óleo de feijão-soja totalmente hidrogenado (ponto de fusão 67°C; fabricado por Yokozeld Oil & Fat Corp.) foram carregados para dentro de um recipiente de alimentação de uma extrusora de fuso rosqueado duplo para uso em laboratório (Laboruder Model Name: Mark-II, fabricado por Japan Steel Works, Ltd.), e as matérias-primas de composição foram continuamente alimentadas a 9 kg/h do recipiente de alimentação para dentro do furo rosqueado rotativo (400 rpm) que havia sido preliminarmente aquecido (temperatura de aquecimento preliminar 60°C,temperatura de aquecimento principal 85°C, temperatura ajustada da saída 70°C). A mistura fundida foi transportada para dentro do fuso rosqueado para ser aquecida, fundida e misturada, e foi descarregada da saída da extrusora com sua placa de molde removida, na forma de uma pasta fundida uniforme, finamente texturizada. A mistura fundida descarregada em um estado pastoso foi carregada para dentro de um lançador de multi-orifícios (número de orifícios: 30, tamanho de orifício: 2 mm em diâmetro), que estava posicionado diretamente embaixo. A mistura fundida em um estado pastoso foi temporariamente armazenada no lançador de multi-orifícios, e foi dispersada através de trinta orifícios. A mistura fundida em um estado pastoso foi descarregada de uma pluralidade de orifícios do lançador de multi- orifícios, e transformada em gotículas de líquido perfeitas. As gotículas de líquido caíram dentro de um tanque de água para esfriar os grânulos (10°C), que estava diretamente abaixo e estava sendo agitado, e foram esfriadas para instantaneamente se solidificarem. Neste momento, a distância da superfície de fundo do lançador de multi-orifícios para a superfície de água do tanque de água para esfriamento dos grânulos foi 10 cm. Os grânulos da mistura solidificada obtidos nesta maneira foram deixados em repouso dentro da água por 30 minutos, então a água de adesão na superfície foi removida, e assim uma composição de aditivo de ração para ruminantes foi recuperada. Subseqüentemente, 200 g da composição de aditivo de ração para ruminantes foram adicionados em uma máquina de secagem em leito fluidizado FLOmini, fabricado por Okawara Manufacturing Co., Ltd.) ajustado em uma temperatura de 40°C for 5 minutos, em uma máquina de secagem em leito fluidizado (FLOmini, fabricado por Okawara Manufacturing Co., Ltd.) ajustado em uma temperatura de 50°C por 5 minutos, e em uma máquina de secagem em leito fluidizado (FLOmini, fabricado por Okawara Manufacturing Co., Ltd.) ajustado em uma temperatura de 60°C for 3 minutos,para ser submetida a um tratamento de aquecimento. Os resultados de medição do teor de umidade e taxa de proteção da composição de aditivo de ração para ruminantes obtida antes e após o tratamento com aquecimento são apresentados em Tabela 3. Tabela 3.
[0054] 2) Matérias-primas de composição que haviam sido misturadas antecipadamente em uma proporção em peso de 54,9% de monocloridrato de L-lisina (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.), 1,1% de lecitina de feijão-soja (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.) e 44% de óleo de feijão-soja totalmente hidrogenado (ponto de fusão 67°C; fabricado por Yokozelci OH & Fat Corp.) foram carregados para dentro de um recipiente de alimentação de uma extrusora de fuso rosqueado duplo para uso em laboratório (Laboruder Model Name: Mark-II, fabricado por Japan Steel Works, Ltd.), e as matérias-primas de composição foram continuamente alimentadas a 20 kg/h do recipiente de alimentação para dentro da entrada do fuso rosqueado rotativo (130 rpm) que havia sido preliminarmente aquecido (temperatura de aquecimento preliminar 65°C,temperatura de aquecimento principal 85°C, temperatura ajustada da saída 70°C). A mistura fundida foi transportada para dentro do fuso rosqueado para ser aquecida, fundida e misturada, e foi descarregada da saída da extrusora com sua placa de molde removida, na forma de uma pasta fundida uniforme, finamente texturizada. A mistura fundida descarregada em um estado pastoso foi carregada para dentro de um lançador de multi-orifícios (número de orifícios: 30, tamanho de orifício: 2 mm em diâmetro), que estava posicionado diretamente embaixo. A mistura fundida em um estado pastoso ficou temporariamente retida no lançador de multi-orifícios, e foi dispersada através de trinta orifícios. A mistura fundida em um estado pastoso foi descarregada de uma pluralidade de orifícios do lançador de multi-orifícios, e transformada em gotículas de líquido perfeitas. As gotículas de líquido caíram dentro de um tanque de água para esfriar os grânulos (10°C), que estava diretamente abaixo e estava sendo agitado, e foram esfriadas para instantaneamente se solidificarem. Neste momento, a distância da superfície de fundo do lançador de multi-orifícios para a superfície de água do tanque de água para esfriamento dos grânulos foi 10 cm. Os grânulos da mistura solidificada obtidos nesta maneira foram deixados em repouso dentro da água por 40 minutos, então a água de adesão na superfície foi removida, e assim foi obtida uma composição de aditivo de ração para ruminantes. Subseqüentemente, 200 g da composição de aditivo de ração para ruminantes foram adicionados em uma máquina de secagem em leito fluidizado (FLOmini, fabricado por Okawara Manufacturing Co., Ltd.) ajustado em uma temperatura de 50°C por 15 minutos,para ser submetida a um tratamento de aquecimento. A composição de aditivo de ração para ruminantes que não havia sido submetida ao tratamento de aquecimento, e a mesma composição que havia sido submetida ao tratamento de aquecimento foram respectivamente armazenadas a 25°C e 40°C por um mês, e então as taxas de proteção foram medidas. Estes resultados são apresentados em Tabela 4. Tabela 4.
Exemplo 4.
[0055] Com relação à composição de aditivo de ração para ruminantes sem tratamento de aquecimento como mostrado em Tabela 4 de Exemplo 3; a composição de aditivo de ração para ruminantes aquecida a 50°C por 15 minutos na mesma Tabela; grânulos brancos recuperados após peneiração “Bypass Supply Milkan (marca registrada) Plus Lysine” que está comercialmente disponível na Bio Science Co., Ltd. (o produto é listado no website da mesma companhia: http://www.bioscience.co.jp/proudct/chi 05.html, Registro de Patente Japonesa No. 3728738); e a composição de Exemplo Comparativo 7, as repelências de água das respectivas composições foram medidas. 20 mL de uma solução aquosa contendo etanol 75% na qual 0,1% em peso de Colorante Alimentício No. 102 foi dissolvido foram adicionados em uma garrafa de amostra de vidro, e após aquecimento para 40°C, 1,2 g de cada uma das composições foram adicionados na garrafa de amostra a ser imersa a 45°C por 40 minutos. Após recuperação de cada uma das composições, a solução nas superfícies foi ligeiramente eliminada, e então o grau de vermelhidão foi medido com um medidor de diferença de cor (Konica Minolta Holdings, Inc.). Os resultados de medição de n = 5 (média) são apresentados em Tabela 5. Tabela 5.
[0056] Adicionalmente, em relação ao Exemplo Comparativo 7, foi observada uma redução no peso da composição quando comparada com antes de coloração e após coloração, e eluição de monocloridrato de L-lisina e de agente protetor da composição havia ocorrido. Dos resultados descritos acima, foi confirmado que a composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção teve uma repelência de água alta a 40°C, e a propriedade de desvio de rume da composição de aditivo de ração para ruminantes foi superior àquela dos grânulos brancos e do Exemplo Comparativo 7. Ademais, a repelência de água da composição de aditivo de ração para ruminantes da presente invenção pôde ser adicionalmente aumentada por um tratamento de aquecimento, de modo que a propriedade de desvio de rume pôde ser melhorada.
Exemplo de Teste.
[0057] De acordo com o método descrito em Exemplo 1, 100 g de três componentes incluindo monocloridrato de L-lisina finamente pulverizado para ração (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.) tendo um diâmetro de partícula médio de 75 μm, lecitina de feijão-soja (fabricado por Ajinomoto Co., Inc.), e óleo de feijão-soja totalmente hidrogenado (ponto de fusão 67°C; fabricado por Yokozeki OH & Fat Corp.) foram pesados em um bécher em uma proporção percentual em peso mostrada em Tabela 6, e a mistura foi aquecida para 80°C com agitação para obter uma pasta fundida de monocloridrato de L-lisina. Então, sob as condições descritas em Exemplo 1, dispersão da pasta fundida por meio de um lançador de multi-orifícios, conversão em gotículas de líquido, e solidificação por esfriamento em água foram realizadas para preparar composições de aditivo de ração para ruminantes 1 a 7 e uma composição de comparação 8. Em adição, visto que o produto fundido aquecido da composição de comparação 8 foi ligeiramente viscoso de modo que gotículas de líquido do lançador de multi-orifícios não foram formadas, uma composição granulada foi preparada pela coleta do produto fundido aquecido em quantidades pequenas com uma microespátula e imediatamente imergindo-as em água para solidificarem.
[0058] 2,00 g de cada uma das composições foram pesados em um tubo cônico de 50 mL fabricado por Falcon, Inc., e 10,0 g de um suco de rume artificial foram adicionados no mesmo. O tubo cônico foi hermeticamente tampado e deixado na horizontal, e o tubo foi agitado em um agitador oscilante a 40°C por 20 horas. Os teores de monocloridrato de L-lisina na solução aquosa antes e após a agitação foram analisados, e assim a taxa de eluição de monocloridrato de L-lisina por unidade de tempo foi calculada. Os resultados são apresentados em Tabela 6 e Figura 2. Tabela 6.
[0059] Como mostrado em Tabela 6 e Figura 2, foi confirmado que eluição de monocloridrato de L-lisina da composição no suco de rume pode ser suprimida pela adição de lecitina. O efeito da supressão da eluição de monocloridrato de L-lisina foi notável com uma quantidade adicional de lecitina de cerca de 5% em peso ou menor, e particularmente 1 a 5% em peso. Em adição, quando lecitina está contida nas matérias-primas em uma quantidade de 6% em peso ou maior, a taxa de eluição de lisina também pode ser aumentada em comparação com a composição não tendo lecitina adicionada.

Claims (5)

1. Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes, caracterizado pelo fato de compreender: um processo de preparar uma mistura fundida formada de pelo menos um agente protetor selecionado de um óleo vegetal endurecido e um óleo animal endurecido tendo um ponto de fusão maior do que 50°C e menor do que 90°C, lecitina e pelo menos um aminoácido básico; e um processo de obter uma mistura solidificada por imersão de dita mistura fundida em água; em que os ditos óleo vegetal endurecido e óleo animal endurecido são selecionados do grupo consistindo em óleo de feijão-soja endurecido, óleo de colza endurecido, óleo de amendoim endurecido, azeite de oliva endurecido, óleo de semente de algodão endurecido e óleo de palmeira endurecido, em que a composição de aditivo alimentar para ruminantes compreende: 0,05 a 6% em peso de lecitina; 0,01 a 6% em peso de água; e 43% em peso ou mais e menos de 65% em peso de pelo menos um aminoácido básico.
2. Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo fato de que dito processo de preparar uma mistura fundida compreende preparar uma mistura fundida através de aquecimento e fusão usando uma extrusora, e dito processo de obter uma mistura solidificada compreende obter uma mistura solidificada ao permitir que dita mistura fundida que está retida em um lançador de multi-orifícios tendo uma pluralidade de orifícios no fundo do vaso caia através de dita pluralidade de orifícios para ser imersa na água.
3. Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo fato de que a distância de dito lançador de multi-orifícios na água é 5 cm ou maior e menor do que 150 cm.
4. Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 3, caracterizado pelo fato de que dita mistura fundida compreende pelo menos um membro selecionado do grupo consistindo de L- lisina, um sal de L-lisina, L-arginina, um sal de L-arginina, L-ornitina, e um sal de L-ornitina.
5. Método para produzir uma composição de aditivo de ração do tipo dispersão para ruminantes de acordo com qualquer uma das reivindicações 1 a 4, caracterizado pelo fato de que o tamanho de partícula médio de dito aminoácido básico é 100 μm ou menor.
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