PT95344B - Processo para a preparacao de novos antagonistas do n-metil-d-aspartato (nmda) e de composicoes farmaceuticas que os contem - Google Patents

Processo para a preparacao de novos antagonistas do n-metil-d-aspartato (nmda) e de composicoes farmaceuticas que os contem Download PDF

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Description

MERRELL DOW PHARMACEUTICALS,INC.
PROCESSO PARA A PREPARAÇÃO DE NOVOS ANTAGONISTAS DO N-METIL-B-A5PARTAT0 (NMDA) E DE COMPOSIÇÕES FARMACÊUTICAS QUE OS CONTEM
Este pedido de patente de invenção é uma continuação em parte do pedido de patente de invenção norte-americana n9 508 353 depositado a 11 de Abril de 1990 que, porrsua vez, ê uma continuação em parte do pedido de patente de invenção norte-americana n9 409 478 depositado a 19 de Setembro de 1989.
A presente invenção diz respeito a uma nova classe de beta-cetona-, beta-oxima- e beta-hidrazina-fosfonato antago_ nistas do NMDA. Um outro aspecto da presente invenção diz respeito ao tratamento da epilepsia, de traumatismos nervosos como os provocados por ataque cardíaco, paragem cardíaca, hipoglicémia e alterações físicas quer no cérebro quer na espinal medula, de doenças neurodegenerativas e da ansiedade e ao tratamento da dor. Um outro aspecto da presente invenção diz respeito a composições farmacêuticas que contêm estes antagonistas do NMDA.
Descobriu-se uma nova classe de antagonistas dos arrd noácidos excitantes que aetuam sobre o complexo dos receptores NMDA que se podem representar pelas fórmulas seguintes:
II
HO-P-OR
CRiR2 \
c=o
X
A
I
B
CR1R2
C=M
A
I
B em que
R representa um átomo de hidrogénio ou um grupo alquji lo ou -CF^;
R-^ e R^j representam cada um, independentemente, um átomo de hidrogénio ou um grupo alquilo cicloalquilo, .. àlqúilfenilo, -CF^ ou fenilo eventualmente substituído;
M representa um grupo de fórmula geral N-O-R^ ou N-NH-R^ era que R^ representa um átomo de hidrogénio ou um grupo alquilo ou .aiqúilfenilo;
A representa uma ponte metilénica ou trimetilénica comportando, qualquer delas, eventualmente até 2 j substituintes escolhidos entre grupos -CF^, alquilo Ci_^, cicloalquilo, alquilfenilo ou fenilo eventualmente substituído; e
B representa um grupo
(1) ou um grupo de fórmula geral
ou h2n-cx-çooz (4) em que Z representa um átomo de hidrogénio ou um gri[ po alquilo cicloalquilo, trialquilamino, alquif fenilo ou fenilo eventualmente substituído e X repre. senta um grupo alquilo, alquilfenilo ou trifluorometilo, bem como os seus sais de adição de ácido, sais de adição de base, tautómeros, isómeros ópticos ou isómeros geométricos aceitáveis sob o ponto de vista farmacêutico, com a condição de (a) A representar um grupo metilénico insubstituído e B representar um grupo de fórmula geral l-^N-CH-COOZ, na qual Z representa um átomo de hidrogénio, quando R, R^ e R2 representam, cada um, um átomo de hidrogénio, situação em que o composto não se apreseri ta na forma de isómero L; (b) pelo menos um dos substituintes representados pelos símbolos R, R? e R; ser um átomo de hidro-4-
génio; (c) pelo menos um dos substituintes representados pelos símbolos R^ e R2 ser um átomo de hidrogénio quando B representa quer um derivado pipérazínico quer um aminoácido ^-substituído; e (d) R representar um átomo de hidrogénio quando B representa um derivado oxazolónico.
Quando utilizadas no presente pedido de patente de i£ venção:
a) as expressões grupo alquilo inferior e alquilo dizem respeito a um grupo alquilo de cadeia linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono como,por exemplo, um grupo metilo, etilo, n-propilo, isopropilo, £-butilo, isobutilo, etc.;
b) as expressões grupo alcoxi inferior e alcoxi C·^ dizem respeito a um grupo alcoxi de cadeia linear ou ramificada com 1 a 4 átomos de carbono como, por exemplo, um grupo metoxi, etoxi, n-propoxi, isopropoxi, rr-butoxi, isobutoxi, etc.;
c) o termo cicloalquilo diz respeito a um grupo ciclo-hexilo ou ciclopentilo;
d) a expressão núcleo fenílico substituído diz respeito a um núcleo fenílico que comporta até 3 substituir^ tes escolhidos, independentemente, entre átomos de halogêneo, grupos alquilo alcoxi C^_^, CF^, OCF^, hidroxi, CN ou N02 ou grupos de fórmula geral COOR^ ou CÕNR^R^em que R^ e R^ representam cada um, um átomo de hidrogénio ou um grupo alquilo Estes?substituintes podem ser iguais ou diferentes e encontram-se localizados em qualquer das posições orto, meta õu para;
e) a expressão substituinte alquilfenilo diz respeito a um grupo de fórmula geral (C^2na qual m representa um número inteiro de 1 a 3. Este núcleo fenílico pode ser
substituído do modo descrito imediatamente antes;
f) a expressão derivado piperazínico diz respeito a um grupo de fórmula geral
g) a expressão aminoácido ^-substituído diz respeito a um composto de fórmula geral h^N—CX—COOZ;
h) o termo oxazolona diz respeito a um composto de fórmula
HN co
i) o termo trialquilamino diz respeito a um compos. to de fórmula geral Alq (CH2VN (C)
Alq.
na qual N representa um número inteiro de 2 a 4 e Alq ou Alq^· representam,-cada um, independentemente, um grupo alquilo
j) o termo oxima diz respeito a compostos em que o
simbolo M representa um grupo de fórmula geral N-O-R^;
k) o termo hidrazina diz respeito a um composto em que o símbolo M representa um grupo de fórmula geral N-NH-R^; e m) o termo halogêneo diz respeito a um átomo de cl£ ro, flúor ou de bromo.
A expressão sais de adição de ácido aceitáveis sob o ponto de vista farmacêutico aplica-se a qualquer sal de adição de ácido orgânico ou inorgânico, não tóxico, derivado dos compostos básicos representados pelas fórmulas gerais I ou Ia ou a qualquer dos seus compostos intermédios. Os ácidos inorgânicos capazes de formar sais apropriados incluem, por exemplo, o ácido clorídrico, o ácido bromídrico, o ácido sulfúrico e o ácido fosfórico e sais de metais ácidos como, por exemplo, o mono-hidrogenoortofosfãfeo~ de sódio e o hidrogenosulfato de potássio.
Os ácidos orgânicos que formam sais apropriados incluem, por exemplo, os ácidos mono-, di-, e tf.icarboxílicos. Exemplos de£ tes ácidos são,;por exemplo, o ácido acético, glicólico, láctico, pirúvico, malónico, succínico, glutárico, fumárico, málico, tartárico, cítrico, ascórbico, maleico, hidroximaleico, benzóico, hidroxibenzóico, fenilacético, cinâmico, salicílico, 2-fenoxibenzóico, p-tolueno-sulfónico e ácidos sulfónicos, tais como o ácido metado-rsulf ónico e o ácido 2-hidroxietano-sulf ónico. Estes sais podem existir quer sob uma forma hidratada quer sob uma forma essencialmente anidra. Na generalidade, os sais de adi. ção de ácido destes compostos são solúveis em água e em diversos dissolventes orgânicos hidrófilos e em comparação com as suas formas básicas livres apresentam, na generalidade, pontos de fu. são mais elevados.
A expressão sais de adição de base aceitáveis sob o
-Ίponto de vista farmacêutico aplica-se a qualquer sal de adição de uma base inorgânica ou orgânica, não tóxica, derivado dos compostos de fórmula geral I ou Ia ou de qualquer dos seus composto intermédios. As bases capazes de formar sais aproprifí dos incluem, por exemplo, hidróxidos de metais alcalinos ou de metais alcalino-terrosos, tais como os hidróxidos de sódio, de potássio, de cálcio, de magnésio ou de bário; o amoníaco e ami. nas orgânicas alifáticas, aliciclicas ou aromáticas, tais como a metilamina, a dimetilamina, a trimetilamina ou a picolina.
Alguns destes compostos de fórmula geral I e Ia exi£ tem sob a forma de isómeros ópticos. Qualquer referência neste pedido de patente de invenção a um composto representado pelas fórmulas I ou Ia engloba quer um isómerd óptico' específico quer'uma mistu ra de isómeros ópticos (a não ser que esta'seja'expressamente; excluíj da). Os isómeros ópticos específicos podem separar-se por téoni^ cas convencionais como, por exemplo, cromatografia nas fases es tacionárias quirálicas ou separação via formação de um sal quirálico e separação subsequente por cristalização selectiva. Alternativamente, a utilização de um isómero óptico específico como composto inicial originará o isómero correspondente, como pro. duto final. A observação da fórmula geral I mostra que os beta-cetona-fosfonatos de fórmula geral I existirão num estado de equilíbrio tautomérico em que a função carbonilo participará numa reaeção de equilíbrio ceto-enol. Como é óbvio para os entendidos na matéria, quando o composto existe sob a forma de um enol então substituintes representados por e R^ não estarão ligados aos átomos de carbono indicados. Assim apenas os compostos em que tanto o simbolo R^ como o simbolo R2 representam um átomo de hidrogénio exibirão tautomerismo. Este tipo de tautomeris-8mo pode representar-se do seguinte modo:
II
HO-P-OR ./ /
O
II
HO-P-OR
HGR2 \
• c=o
A
CR2
C-OH
A tautómero enol existirá sob a forma de isómeros ge£ métricos devido à presença da ligação dupla. Este enol existirá sob a forma dos isómeros cis e trans seguintes
R2 P(OR)(OH) (OR)(OH)P
C-OH
I
A
I
B
C-OH
Nos compostos de fórmula geral I na qual A representa um grupo trimetileno observa-se uma outra reacção de equilíbrio em que os compostos sofrem uma condensação intramolecular para formar uma imina cíclica. Um exemplo de uma tal reacção de equilíbrio cetona-imina encontra-se representado no esquema seguinte :
II ho-p-or
I
R1-C-R2
I c=o
I (H-C-H)3 c-cooz nh2
Rl 0 I II
Nos compostos de fórmula geral Ia na qual M represeji ta um derivado oxima é possível para o substituinte oxima exis__ tir em uma de duas configurações, isto é sin ou anti.
Qualquer referência aos compostos de fórmula geral I ou Ia deve ser interpretada como incluindo as formas ceto destes compostos , as formas enol dos mesmos, quer na configuração cis quer na configuração trans, a forma imina cíclica destes compostos, 0 derivado oxima, sin ou anti, etc., Deve também con siderar-se que as reivindicações englobam igualmente estes compostos.
Os exemplos de compostos englobados na fórmula geral
I incluem:
-105»
a) R-4-oxo-5-fosfononorvalina
b) ácido R-2-amino-6-oxo-7-fosfono heptanáico
c) ácido 4-(2-oxo-3-fosfonopropil)-2-piperazina-carboxílico
d) R-4-(2-oxo-3-fosfonopropil)-5-oxo-3-oxozolidina
e) 4-oxo-5-fosfono-2-metilnorvalina
f) 4-oxo-5-fosfono-3-metilnorvalina
g) R-4-oxo-5-fosfοηο-5-metilnorvalina
h) 4-oxo-5-fosfono-3,5-dimetilnorvalina
i) 5-(hidroximetoxifosfenil)-4-oxonorvalina
j) 4-oxo-5-fosfono-2-(2-feniletil)norvalina
k) 4-oxo-5-fosfono-5-(2-feniletil)norvalina
l) éster etílico da R-4-oxo-5-fosfononorvalina
m) éster etílico do ácido R-2-amino-6-oxo-7-fosfono heptanáico
n) éster etílico da 4-oxo-5-fosfono-2-metilnorvalina
o) éster benzílico da R-4-oxo-5-fosfono-5-metilnorvalina
p) 4-oxo-5-fosfono-2-(4'-trifluorometilfeniletil)-norvalina
q) éster etílico do ácido 4-(2-oxo-3-fosfonopropil)-2-piperazina-carboxílico
r) 4-(hidroxiimino)-5-fosfononorvalina
s) 4-(metoxiimino)-5-fosfononorvalina
t) 4^θηζϊ1+^Γ3ζΐηο)-5-ίθ5ίοηοηοΓν3ΐ1η3
u) 4-2? (fenilmetoxi)imino_7-5~fosfononorvalina
v) éster metílico da R-4-oxo-5-fosfononorvalina
w) 4-2Γ (2feniletoxi)imino_7~5-fosfononorvalina.
Como acontece com qualquer classe de medicamentos, preferem-se alguns destes compostos de fórmula geral I e Ia devido à sua maior potência, características de biodisponibilidade, etc.. Preferem-se os compostos em que o símbolo A representa um grupo metileno e o símbolo B representa ou um derivado
piperazinico ou um aminoãcido, o qual pode comportar eventualmente, um substituinte na posição alfa.
Os exemplos que ilustram os compostos preferidos incluem:
a) R-4-oxo-5-fosfononorvalina
b) éster etilico da R-4-oxo-5-fosfononorvalina
c) R-4-oxo-5-fosfono-5-metilnorvalina
d) éster etílico da R-4-oxo-5-fosfono-5-metilnorvalina
e) ácido 4-(2-oxo-3-fosfonopropil)-2-piperazinocarboxilico
f) éster etilico do ácido 4-(2-oxo-3-f osf onopropil)-2-piperaz.i nocarboxilico
g) R-4-oxo-5-fosfono-2-metilnorvalina
h) ésterxetilico da ,R-4-oxo-5-fosfono-2-metilnorvalina
i) 4-(hidroxiimino)-5-fosfononorvalina j ) 4-(metoxiimino)-5-fosfononorvalina
k) 4-/ fenilmetoxi)imino A7-5-fosfononorvalina
l) éster metílico da R-4-oxo-5-fosfononorvalina
m) 4-£* (2'-feniletoxi)imino_7-5-fosfononorvalina
Os compostos de fórmula geral I podem preparar-se me diante técnicas convencionais.
Os compostos em que B representa um aminoácido ou um seu derivado (isto é, um grupo de fórmula geral h^N-CH-COOZ) e R representa um átomo :de hidrogénio podem preparar-se utilizari do a metodologia esquematizada no Esquema de Reacção I que se apresenta seguidamente:.
/
-12ESQUEMA DE REACÇÃO
COOH l
PASSfl A A
REACÇAO DE PROTECÇÃO
PASSO B h2n-eqoh (II)
COOH
I
A
REACÇÃO DE PROTECÇÃO
PgNH-C-COOH Paraformaldeído
PgN' (III)
COOH
(IV)
COOH
A
PgNH-C-COOH (III)
COOH l
A
CO
I o
(IV) COC1
Preparação do cloreto de ácido
COC1.
(V)
-13ESQUEMA DE REACÇÃO X (cont.)
+ M CR1R2-P0-(0Y)2(V)
YO-PO-OY r1cr2 (VI)
ACOPLAMENTO
(VII) (V)
YO-PO-OY
(VII)
DESPROTECÇÃO
HO-PO-OH
(I), R e Z=H
HO-PO-OH
HO-PO-OH r1cr2
PASSO F,
EVENTUAL
CO
COOH
ESTERIFICAÇÃO R1CR2
COOZ
-14No Passo A do Esquema de Reacção I submete-se um am_i noácido representado pela fórmula geral II, na qual A tem ο ξ significado definido na fórmula geral I, a uma reacção de protecção na qual se coloca um grupo proteetor do radical benzil-carbamato representado pelo símbolo Pg na amina livre do ami- . noácido, obtendo-se assim um aminoácido protegido de fórmula ge_ ral III. No Passo B do Esquema de Reacção I faz-se reagir o ami_ noácido protegido de fórmula geral III com paraformaldeído,obte£ do-se assim uma protecção reforçada do aminoácido convertendo-o em um derivado dej oxazdiona de fórmula geral IV. No Passo C faz-se reagir asosoazolona; com cloreto de tionilo, o que permite a introdução de uma função de cloreto de ácido na molécula, obtendo-se assim um cloreto de ácido de fórmula geral V.
No Passo D submete-se o cloreto de ácido de fórmula geral V a uma reacção de acoplamento, eventualmente na presença de um catalisador de um metal de transição, com um fosfonato de fórmula geral VI na qual R^ e R£ têm o significado definido na fórmula geral I, M representa um catião apropriado e cada um dos símbolos Y representa, independentemente , um grupo alquilo CR Esta reacção de acoplamento dá origem a um derivado beta-cetona-fosfonato protegido de fórmula geral VII na qual A, R^, e Y têm os significados definidos antes. No Passo E, efectua-se uma reacção de desprotecção que serve para remover todos os grupos protectores da molécula beta-cetofosfonato. Esta reacção remove o grupo proteetor do radical benzil-carbamato, b grupo proteetor do radical oxazolona e os grupos alquilo representados pelo símbolo Y. No Passo F, eventual, pode introduzir-se uma função éster na função ácida fosfónico do produto final de fórmula geral I.
composto inicial apropriado para realizar o Passo A do Esquema de Reacção I é um aminoácido em que A representa a mesma função metileno ou trimetileno pretendida para o produto final de fórmula geral I. A reacção de protecção do Passo A pode realizar-se utilizando técnicas convencionais. Tipicamente, faz-se reagir um aminoácido de fórmula geral II com 1 a
1,5 equivalente(s) de cloroformato de benzilo, a uma temperatu. ra próxima da temperatura ambiente, no seio de uma solução 0,05 a 0,2 molar de hidróxido de sódio. Normalmente, agitam-se os reagentes conjuntamente durante 1 a 3 dias. Separa-se o am_i noácido protegido de fórmula geral III da mistura reaccional utilizando técnicas convencionais, tais como extracção com um dissolvente orgânico ou concentração.
A reacção'de protecção do Passo B na qual, o grupo protector do radical oxazolona se coloca no amihoácldà 'protegido·de fórmula geralΊΙΙ pode realizar-se utilizando métodos convencionais. Tipicamente, faz-se reagir um aminoácido de fórmula geral III com 2 a 3 equi_ valentes de paraformaldeído, na presença de um catalisador ácido, tal como o ácido para-tolueno-sulfónico. Na generalidade, í
este catalisador encontra-se presente na zona reaccional em uma quantidade compreendida entre aproximadamente 1 a 3?ó, em peso, relativamente à quantidade utilizada de aminoácido. Normalmente, agitam-se estes reagentes no seio de um dissolvente orgânico como, por exemplo, o benzeno, a uma temperatura compreendida entre 40°Ce a temperatura de refluxo durante 1 a 4 horas.
Separa-se da mistura reaccional a oxazolona de fórmula geral IV utilizando técnicas convencionais como, por exemplo, concentração ou extracção. Eventualmente, pode purificar-se o aminoácido protegido de fórmula geral IV mediante extracções
-16selectivas com um ácido, uma base ou um disssolvente orgânico.
No esquema de reacção o passo seguinte destina-se a preparar o cloreto de ácido de fórmula geral V como se representa no Passo C. Este cloreto de ácido pode preparar-se utiM zando técnicas convencionais. Na generalidade, faz-se reagir a oxazolona de fórmula geral IV com 3 a 4 equivalentes de cloreto de tionilo. Esta reacção pode realizar-se eventualmente na presença de um dissolvente como, por exemplo, o clorofórmio. A reacção prossegue durante 10 a 20 minutos sob refluxo. Concluída a reacção, separa-se o cloreto de ácido de fórmula geral V da mistura reaccional por concentracção sob vazio.
No Passo D da reacção submete-se o cloreto de ácido de fórmula geral V a uma reacção. de acoplamento com um fosfonato de fórmula geral IV. 0 fosfonato apropriado é aquele em que os símbolos e representam, cada um, os mesmos substi_ tuintes que se pretendem para o produto de fórmula geral I. As funções alquilo representadas pelo símbolo Y no fosfonato não são retidas no produto final. 0 catião representado pelo símbq lo M é na generalidade lítio ou zinco. Os fosfonatos de fórmula geral VI são compostos conhecidos, bem como os métodos para a sua preparação.
Esta reacção de acoplamento pode realizar-se utilizar^ do técnicas convencionais. Na generalidade, fazem-se reagir quaq tidades equimolares do fosfonato e de uma base apropriada como, por exemplo, n-butil-lítio, para se obter um catião do fosfonâto. Trata-se depois este com um excesso de, aproximadamente, 10% molar do cloreto de ácido na presença de um catalisador de um metal de transição, tal como o iodeto de cobre. Na generalidade, este catalisador encontra-se presente na zona reaccional èm
uma quantidade equivalente. Na generalidade, fazem-se reagir os reagentes a uma temperatura compreendida entre cerca de -78°C e a temperatura ambiente durante aproximadamente 2 a 16 Horas. 0 derivado beta-cetona-fosfonato protegido resultante de fórmula geral VII pode recuperar-se da zona reaccional quer por concentracção quer por extracção, que são técnicas convencionais. Eventualmente pode purificar-se o beta-cetona-fosfonato por técnicas cromatográficas convencionais como, por exemplo, cromatografia rápida.
A reacção de desprotecção esquematizada no Passo E pode reãlizar-se utilizando técnicas convencionais. Esta reacção de desprotecção serve para remover o grupo protector do rai dical benzil-carbamato, representado pelo símbolo Pg, o grupo protector da oxazolona e os grupos alquilo representados pelo símbolo Y obtendo-se assim alguns dos beta-cetona-fosfonatos de fórmula geral I.
De um modo característico, faz-se reagir o derivado beta-cetona-fosfonato de fórmula geral VII com uma quantidade estequiométrica de iodeto de trimetilsililo (TMST, aproximadamente 4 equivalentes) no seio de um dissolvente como, por exem pio, o dicloreto de metileno. Esta reacção de desprotecção rea liza-se, na generalidade, à temperatura ambiente durante 3 a 5 horas. A quantidade de iodeto de trimetilsililo que se utiliza é importante. A impossibilidade de utilizar quantidades estequiométricas de iodeto de trimetilsililo dará origem à formação de um composto do qual não se removeram todos os grupos prta tectores.
Quando Z não representa um átomo de hidrogénio, então é necessário realizar a esterificação eventual do Passo fF..
Ί8.¾
Esta esterificação pode realizar-se utilizando técnicas conven cionais. Os métodos de esterificação apropriados incluem o aquecimento sob refluxo do beta-cetona-fosfonato com um álcool, na presença de um ácido. Este álcool deve corresponder estrutu ralmente ao éster pretendido. Podem utilizar-se outros métodos conhecidos na técnica. Os compostos de fórmula geral I na qual R representa um átomo de hidrogénio e B representa uma oxazoljD na de fórmula
N CO
I I (A)
1_o podem preparar-se também utilizando técnicas convencionais. Estes compostos podem preparar-se utilizando a síntese descrita antes no Esquema de Reacção I, com;.uma ligeira modificação. Ejs ta modificação consiste apenas em alterar na reacção de despro tecção do Passo E a quantidade utilizada de iodeto de trimetil sililo (TMSI). Cerca de 3 equivalentes de iodeto de trimetilsi^ lilo produzirão um beta-ceto-fosfonato de fórmula geral I na qual o grupo protector do radical benzil-carbamato e os grupos alquio representados pelo símbolo Y foram removidos, mas na qual o grupo oxazolona permanece na molécula.
Estes compostos de fórmula geral I na qual B represejn ta um grupo piperazínico podem preparar-se támbém utilizando técnicas convencionais: Podem preparar-se, por exemplo, utilizando . o método descrito no Esquema de Reacção III.
-19ESQUEMA DE REACÇÃO III
PASSO A
H . ' - YO-PO-OE
I
COOY
ΟΥ OE
Br-A-C = C—PO(OY)
I R1 (IX)
C-OY
I
A
N-ALQUILAÇÃO l
l
H (VIII) (X)
PASSO B
YO-PO-OE
H
HO-PO-OR
I
R. CH I
C = O
I
A
FORMULA X
(I), Z=H
20.Ό
ESQUEMA DE REACCÃO III (cont.)
PASSO EVENTUAL
HO-PO-OR
HO-PO-OR
RlÇU
R1CH
C=0 C=0 ι Ια ESTERIFICAÇAO .
H
Ι-
Ο primeiro passo do Esquema de Reacção III tem por finalidade realizar uma N-alquilação entre um derivado piperja zínico de fórmula geral VIII na qual Y representa um grupo alquilo e um derivado halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral IX na qual R^ e A têm os significados definidos antes na fórmula geral I, E representa um grupo alquilo ou um grupo CE^ e cada um dos símbolos Y representa, independentemente, um grupo alquilo C^_^. N-alquilação dá origem a um derivado enol-fosfonato de fórmula geral X na qual Y, E, R^ e A têm os significados definidos antes. Submete-se depois o derivado enol-fosfonato de fórmula geral X a uma hidrólise que serve para remover os grupos protectores representados pelo símbolo Y e transformar o grupo enol numa função carbonilo. Esta hidrólise pode também remover um grupo protector representado pelo símbo. lo Ε, o que depende da concentração do ácido utilizado. Quando o símbolo E representa um átomo de hidrogénio no composto pretendido de fórmula geral I, então-deve realizar-se esta reacção de hidrólise total. Quando Z representa um éster no produto pretendido de fórmula geral I, então deve efectuar-se a esterificação eventual do Passo C.
Um dos compostos iniciais é uma piperazina de fórmula geral VIII na qual Y representa um grupo alquilo Este grupo alquilo não permanece no produto final, pelo que a sua identidade é indiferente. 0 outro composto inicial é um halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral IX na qual cada um dos símbolos Y representa, independentemente, um grupo alquilo C^_^, E representa um grupo alquilo ou CF^ê R^ e A têm os significados definidos antes na fórmula geral I. Os substituintes representados pelos símbolos R·^ e A não permanecem no produto final;
consequentemente o, halogeno-enol-fosfonato utilizado deve apresentar o mesmo substituinte nas posições em que se preteri de para o produto final de fórmula geral I. Os grupos alquilo representados pelo símbolo Y não permanecem no produto final e a sua identidade é indiferente. 0 substituinterepresentado pelo simbolo E pode permanecer no produto final, o que depende de a hidrólise ser total ou parcial. Quando E representa um grupo CFj ou um grupo alquilo'C^_^, então o halogeno-enol-fosfjo nato utilizado deve conter este substituinte na posição ocupada pelo símbolo E. As piperazinas de fórmula geral VII e os halogeno-enol-fosfonatos de fórmula geral IX são compostos conhecidos, bem como o seu método de preparação.
A reacção de N-alquilação pode realizar-se utilizando técnicas convencionais. Na generalidade, fazem-se reagir ; quantidades, aproximadamente, equimolares do derivado piperazí_ nico e do halogeno-enol-fosfonato, conjuntamente, no seio de um dissolvente polar como, por exemplo, a água, durante um período de 30 minutos a 18 horas. Esta reacção de N-alquilação realiza-se geralmente, à temperatura ambiente e na presença de uma base como, por exemplo, o hidróxido de sódio. Tipicamente, a base encontra-se presente em uma quantidade compreendida entre aproximadamente 1 e 3 equivalentes. 0 derivado enol-piperazínico de fórmula geral X obtido pode feouperar-se sdepois?da zona reaccional utilizando técnicas convencionais como, por exemplo, técnicas de extracção ou de concentração. Eventualmeri te, pode purificar-se o derivado enol-piperazínico de fórmula geral X por técnicas cromatográficas conhecidas na técnica como, por exemplo, cromatografia de permuta iónica.
Em sguida, submete-se a enol-pi-perazina de fórmula geral X a uma reacção de desprotecção hidrolitica que permite remover os grupos protectores representados pelo símbolo Y e eventualmente o grupo representado pelo símbolo Ε, o que depeni de das condições reaccionais. Para remover ambos os grupos protectores representados pelos símbolos E e Y, faz-se reagir o derivado enol-piperazínico de fórmula geral X com, uma solução aproximadamente 6 M de um ácido mineral como por exemplo, o ác_i do clorídrico. Esta hidrólise realiza-se a uma temperatura compreendida entre cerca de 60°C e a temperatura de refluxo durante aproximadamente 1 a 18 horas. Alternativamente, podem remover-se todos os grupos protectores utilizando iodeto de trimetilsililo, tal como se descreve- no Esquema de Reacção I.
Esta hidrólise parcial na qual não se remove da molé_ cuia o grupo representado pelo símbolo E realiza-se fazendo reagir a enol-piperazina com uma solução IM de um ácido mineral como, por exemplo, ácido clorídrico, a uma temperatura compreendida entre 60°C e a temperatura de refluxo, durante 1 a 8 horas. Apesar de se utilizar esta reacção de desprotecção pode recuperar-se o composto pretendido de fórmula geral I da mistura reac cional quer por técnicas de concentração quer por técnicas de extracção. 0 composto pode purificar-se depois por técnicas cro matográficas como, por exemplo, cromatografia de permuta iónica ou por recristalização em um sistema de dissolventes como, por exemplo, água e álcool.
Quando Z representa uma função éster, então é neces-. sário realizar uma esterif icação de modo a colocar o substituir^ te pretendido na posição ocupada por Z. Esta esterificação pode realizar-se do mesmo modo que a esterificação do Passo F no Esquema de Reacção I, Este produto de esterificação pode também
recuperar-se e purificar-se utilizando uma técnica similar.
Os compostos de fórmula geral I na qual B representa um aminoácido 0<(-substituído (isto é, de fórmula geral .
N2N-CX-C00Z) podem preparar-se utilizando a síntese descrita no
Esquema de Reacção IV que se apresenta seguidamente:
5ESQUEMA DE REAEÇAO IV
OY OE ALQUILAÇÃO
Br-A-C=C-PO(OY) BuLi ,R.
H3C0 (XI)
PASSO B
YO-PO-OE
R^C
C-OY
A (ix)
CH.
Ν’ θ™.
CH.
(XII)
YO-PO-OE
I
R1C DESPROTECÇÃO
HO-PO-OR
I
R^H
(I), Z = H (XII)
-26ESQUEMA DE REACÇÃO IV (cont.)
PASSO C, EVENTUAL
HO-PO-OR
HO-PO-OR
R1CH
ESTERIFICAÇÃO
RXCH
CO
COOH
-27No passo A do Esquema de Reacção IV realiza-se uma reacção de alquilação entre um derivado 3,6-dimetoxi-piperazá nico de fórmula geral XI, na qual X tem o significado definido antes na fórmula geral I, e um derivado halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral IX, na qual R^ e A têm os significados definidos antes na fórmula geral I, cada um dos símbolos Y representa, independentemente, um grupo alquilo e E representa um grupo alquilo ou CF^. Esta alquilação dá origem a um derivado piperazina-fosfonato de fórmula geral XII na qual X, _A, R^, E e Y têm os significados definidos antes. No Passo B submete-se o derivado piperazina-fosfonato de fórmula geral XII a uma hidrólise que cinde o núcleo pipérazínico, remove os grupos alquilo representados pelo símbolo Y e remove, eventualmente, o substituinte representado pelo símbolo E, o que depeji de das condições reaccionais em que decorre a hidrólise. Esta hidrólise dá origem a um derivado beta-cetona-fosfonato de fórmula geral I na. qual B representa um aminoácido 0<-substituído (isto é, de fórmula geral H^N—CX—COOZ). Quando Z representa um grupo éster, então é necessário proceder à esterificação descrita no Passo C.
A 3,6-dimetoxi-piperazina utilizada como composto inicial deve comportar na posição ocupada pelos grupos representados pelo símbolo X o mesmo substituinte que se pretende para o produto final de fórmula geral I, 0 halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral IX utilizado deve comportar nas posiçes ocupadas pelos grupos representados pelos símbolos A e R^ substituintes iguais aos pretendidos para o produto final de fórmula geral I. Os grupos alquilo representados pelo símbolo Y não permanecem no grupo final e a sua identidade não é um factor
crítico.
Quando E representa quer um grupo alquilo quer um grupo CF^, então o halogeno-enol-fosfonato utilizado deve conter estes substituintes na posição ocupada pelos grupos re presentados pelo símbolo E. Os halogeno-enol-fosfonatos de fórmula geral IX e as 3,6-dimetoxi-piperazinas de fórmula geral XII são compostos conhecidos, bem como os seus métodos de preparação.
A reaeção de alquilação esquematizada no Passo A pode realizar-se utilizando técnicas convencionais. Normalmente, fa£ -se reagir primeiro a 3,6-dimetoxi-piperazina com uma quantida. de aproximadamente equivalente de uma base tal como N-butil-lítio. Usualmente, fazem-se reagir a uma temperatura compreendida entre -78°C e 0°C, durante 30 minutos a 8 horas, no seio de um dissolvente como o tetra-hidrofurano.
Aquece-se depois a zona reaccional até uma temperatura de cerca de 30°C e adiciona-se ã mistura reaccional uma quaq tidade aproximadamente equimolar do halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral IX. Agitam-se depois os reagentes em conjunto durante aproximadamente 1 a 18 horas. Interrompe-se depois a reac ção com água e separa-se da zona reaccional o derivado piperazina-fosfonato de fórmula geral XII, por extracção ou por concentração. Eventualmente, pode purificar-se o derivado piperazina-f osf onato de fórmula geral X.II por técnicas cromatográficas convencionais, tais como cromatografia rápida, ou mediante recristalização num sistema de dissolventes convencionais como, por exemplo, acetato de etilo hexano.
passo seguinte na sequência reaccional consiste em submeter o derivado piperazina-fosfonato de fórmula geral XIII f-25à reacção de hidrólise esquematizada no Passo B. Esta hidrólise pode realizar-se utilizando técnicas convencionais. Quando se pretende realizar uma hidrólise total, (isto é, quando o símbolo R representa um átomo de hidrogénio) faz-se contactar : o piperazina-fosfonato com uma solução 0,25 a 6 M de um ácido mineral. como ’ por exemplo, o ácido clorídrico. A reacção de das pr otecção , réaliza-s.e,, nor malm'ente, a uma temperatura, Compreendida· entre cerca de 20°C e 100°C durante 1 a 18 horas.
Quando se pretende uma hidrólise parcial, isto é, o substituinte representado pelo símbolo E permanece no produto final), então realiza-se a hidrólise durante 1 a 2 horas com uma solução 0,2 a 1M de ácido clorídrico. 0 beta-cetona-f os:fonato resultante de fórmula geral I produzido por qualquer das reacções de hidrólise, pode recuperar-se da zona reaccional quer por concentração quer por extracção. 0 beta-cetona-fosfonato de fórmula geral I pode purificar-se depois utilizando a técnica descrita no Passo B do Esquema de Reacção III.
Tal como nos outros Esquemas de Reacção quando Z representa uma função éster, então é necessário realizar a reacção de esterificação esquematizada no Passo E.
Os compostos de fórmula geral I na qual R não representa um átomo de hidrõgénio e B representa um aminoácido ou um derivado de aminoácido (por exemplo, de fórmula geral H^N-EH-EOOZ) podem preparar-se também utilizando os métodos descritos antes para o Esquema da Reacção IV. A única modificação feita na sequência reaccional é a de se utilizarem outros compostos iniciais. A 3,6-dimetoxi-piperazina de fórmula geral XII utilizada deve ter um átomo de hidrogénio na posição ocupada pelos grupos representados pelo símbolo X. Uma vez que R não representa um
7Qc
átomo de hidrogénio, a reacção de desprotecção do Passo B deve ser uma hidrólise parcial.
Os compostos de fórmula geral I na qual B representa um aminoácido -substituído podem preparar-se mediante uma reacção de alquílação entre um halogeno-enol-fosfonato como os descritos antes, de fórmula geral IX, e uma imina de fórmula geral XIII, indicada a seguir, na qual X tem o significado definido antes na fórmula geral I, Ph representa um ndcleo fenílico e Alq representa um grupo alquilo 0χ
X
Ph-CH=N-CH
COOAlq (XIII)
Esta reacção de alquilaçao pode realizar-se utilizando uma técnica similar à reacção de alquilaçao- esquematizada no Passo A do Esquema da Reacção IV. Esta alquílação dá origem a uma imina-fosfonato de fórmula geral XIV indicada a seguir na qual R^, X e A têm os significados definidos antes na fórmula geral I e Ph e Alq têm os significados definidos antes:
HO-PO-OR
RXC
C-OY
Ph-CH=N COOAlq (XIV)
-319 'S?
Submetendo um imina-fosfonato de fórmula geral XIV a uma hidrólise ácida utilizando a técnica descrita antes na reacção de desprotecção do Passo B do Esquema de Reacção IV pode obter-se uma beta-cetona-fosfonato de fórmula geral I.
Tal como nos outros Esquemas de Reacção, quando Z representa um grupo éster, então é necessário realizar uma reacção de esterificação. Esta reacção de esterificação pode realizar-se do mesmo modo que a reacção de esterificação do Passo F do Esquema de Reacção I.
Os compostos de fórmula geral I podem também preparar-se utilizando técnicas convencionais. Um método para preparar estes compostos é o descrito no Esquema de Reacção V que se apresenta seguidamente:
ESQUEMA DE REACÇÃO V jj CONDENSAÇÃO RXN
HO-P-OR CR1R2
II
HO-P-OR
(I) (Ia)
-32No Esquema de Reacção V submete-se um dos beta-cetona-fosfonatos de fórmula geral I a uma reacção de condensação'' com um derivado de uma oxima ou com um derivado de uma hidrazina de fórmula geral XV na qual M tem o significado definido antes na fórmula geral Ia. Obtêm-se assim uma das beta-hidrazonas ou beta-oximas de fórmula geral Ia.
Os reagentes apropriados para a condensação são um beta-cetona-fosfonato em que A, B, R^, R2 e R têm os significados definidos antes no produto final e uma oxima ou hidrazina apropriadamente substituída em que M representa o substituir^ te pretendido para o produto final.
A reacção de condensação pode realizar-se mediante técnicas convencionais. Normalmente, fazem-se reagir quantidades aproximadamente equivalentes de um composto de fórmula geral XV e de um beta-cetona-fosfonato de fórmula geral I no seio de uma solução tamponada. 0 acetato de sódio é um tampão apropriado. Esta reacção realiza-se usualmente a uma temperatura compreendida entre 25° e 8D°C durante la 24 horas. Separa-se depois o composto pretendido de fórmula geral Ia da mistura reaccional e purifica-se por filtração em um gel ou por cromatografia de permuta iónica.
Os compostos de fórmulas gerais I e Ia são antagonistas dos aminoácidos excitantes. Estes compostos antagonizam os efeitos que os aminoácidos excitantes exercem sobre o complexo dos receptores NMDA. Estes compostos ligam-se de preferência ao sítio de ligação do glutamato que se localiza no complexo dos receptores NMDA. São utilizáveis no tratamento de um grande nú. mero de doenças.
Estes compostos exibem propriedades anti-convulsionan
-33tes e são utilizáveis no tratamento da epilepsia. São utilizá_ veis no tratamento das convulsões do grande mal, das convulsões do pequeno mal, das convulsões psicomotoras e das convulsões autonômicas. Um método que permite demonstrar as suas proprie? dades anti-epiléticas utiliza a capacidade destes compostos para inibir os ataques convulsivos audiogénicos em murganhos DBA/2. Este teste pode realizar-se do modo descrito a seguir.
Normalmente administram-se, a um grupo de 6 a 8 murganhos machos DBA/20 audiogénicos susceptíveis,' aproximadamente0,OlJUg a aproximadamente lOOJJg do.composto em ensaio.Este-composto administra-se intracerebralmente no ventrículo lateral do cérebro. A um segundo grupo de murganhos administra-se um volume igual de uma solução de soro fisiológico, como controlo, utilizando a mesma via. Cinco minutos depois colocam-se os murganhos, individualmente, em recipientes de vidro e expõem-se a estímulos sonoros de 110 decibéis durante 30 segundos. Observa-se cada um dos murganhos durante a exposição ao som para se detectarem sinais de ataques convulsivos. 0 grupo de controlo apresentará uma in. cidência estatisticamente mais elevada de convulsões do que o grupo tratado com o composto em ensaio.
Um outro método que? permite demonstrar· as propriedades anti-epiléticas destes compostos utiliza a capacidade dos mesmos para inibir os ataques convulsivos causados pela administra ção de ácido quinolinicq. Este ensaio pode realizar-se do modo descrito a seguir.
A um grupo de 10 murganhos administram-se 0,01 a 100 Jjg do composto em ensaio por via intracerebral no ventrículo em um volume de 5 jul de soro fisiológico. A um segundo grupo de controlo constituído por um número igual de murganhos adminis»34tra-se um volume igual de soro fisiológico, como controlo. Λ Aproximadamente 5 minutos depois administram-se a ambos os , grupos 7,7 yjg de ácido quinolínico por via intracerebral no ventrículo em um volume de 5jj1 de soro fisiológico. Decorri^ dos 15 minutos^ observa-se o aparecimento de convulsões clóni^ cas inèssas animais. 0 grupo de controlo exibirá uma taxa de cof[ , vulsões clónicas estatisticamente superior à do grupo tratado com o composto em ensaio.
Os compostos de fórmula geral I e Ia são utilizáveis Para impedir ou minimizar os danos sofridos pelos tecidos nervosos incluídos no sistema nervoso central, (SNC) após exposição a condições esquémicas, hipóxicas ou hipoglicémicas. Os exem pios destas condições isquémicas, hipóxicas ou hipoglicémicas incluem ataques cardíacos ou acidentes cerebrovasculares, enve nenamento pelo monóxido de carbono, hiperinsulinémia, paragem cardíaca, afogamentos, asfixia e trauma anóxico dos recém-nasci_ dos. Estes compostos devem administrar-se ao doente dentro das 24 horas após o início da situação hipóxica, isquémica ou hip£ glicémica, de modo a que os compostos minimizem eficazmente os danos do SNC que o doente possa sofrer.
Estes compostos são também utilizáveis no tratamento de doenças neurodegenerativas como a doença de Huntington, a doença de Alzheimer, demência senil, acidémia glutárica do tipo I, demência provocada por multi-enfarte ou alterações neurónicas associadas a convulsões descontroladas. A administração de£ tes compostos a um doente qqe-se. encontrai em uma destas'situações saivirá quer para impedir que o doente sofra posterior neurodegeneração quer para diminuir o grau em que a neurodegeneração ocorre.
Como é evidente para os entendidos na matéria, estes
compostos não corrigirão qualquer dano do SNC que já tenha ocor rido como resultado de uma doença ou da ausência de oxigénio ou de açúcar. Quando utilizado na presente memória descritiva, o termo tratar diz respeito à capacidade dos compostos para impedir ulteriores danos ou para retardar a ocorrência de qual^ quer dano subsequente.
Estes compostos exibem um efeito ansiolítico e são por isso utilizáveis no tratamento da ansiedade. Estas proprie_ dades ansiolíticas podem demonstrar-se pela sua capacidade para bloquear as vocalizações de aflição nas crias de ratos. Este ensaio baseia-se no fenómeno da emissão de uma vocalização ultra-sónica por uma cria de rato quando esta é separada da ninhada. Descobriu-se que os agentes ansiolíticos bloqueiam estas vocalizações. Estes métodos de ensaio foram descritos por Gardner, C.R., Distress vocalization in rat pups: a simple screening method for anxiolytic drugs, J. Pharmacol, Methods., 14 (1985) 181-187 e Insel et al., Rat pup ultrasonic isolation calls: Possible mediation by the benzodiapine receptor complex Pharmacol. Biochem. Behav., 24 (1986) 1263-1267. Estes compostos exibem também uma acção análgésica pelo que são utilizáveis no controlo da dor.
Os compostos de fórmula geral I e Ia são relaxantes musculares e,'portanto, são utilizáveis para o alívio de espa£ mos musculares. Um método que permite demonstrar a utilidade destes compostos como relaxantes musculares é através do teste da cauda de Straub. Esta técnica de pesquisa baseia-se na obsej? vação de que a administração de morfina a murganhos produz uma contracção contínua do musculo sacrococcígeo dos murganhos que provoca a elevação das caudas num ângulo de, aproximadamente,
90°. Um relaxante muscular impede a contracção deste músculo e inibe a elevação da cauda. Estes ensaios foram descritos por K.O. Ellis et al., Neuropharmacology, 13 (1974) 211-214).
Para que exibam uma qualquer destas propriedades terapêuticas estes compostos devem administrar-se em uma quantidade suficiente para inibir a acção que os aminoácidos excitari tes exercem sobre o complexo dos receptores NMDA. Qs valores que permitem a estes compostos exibir este efeito antagonista podem ser muito diferentes, o que depende da doença a tratar, da gravidade da mesma, do doente, do composto que se pretende administrar, da via de administração e da presença de outras doenças subjacentes que afectem o doente. Normalmente estes com postos exibem uma acção terapêutica quando administrados em doses compreendidas entre cerca de 1 mg/Kg/dia e cerca de 500 mg/Kg/ / dia para qualquer das doenças citadas antes. A repetição da administração diária pode ser desejável e dependerá das condições indicadas antes.
Os compostos de acordo com a presente invenção podem administrar-se por um grande número de vias de administração. Estes compostos são eficazes quando administrados por via oral. Podem administrar-se também por via parenteral, isto é, por via subcutânea, intravenosa, intramuscular, intraperitonial ou intratecal.
As composições farmacêuticas podem ser preparadas mediante técnicas convencionais. Normalmente mistura-se uma quantidade com acção antagonista de um destes compostos com um veiculo aceitável em farmácia.
Para administração por via oral, podem formular-se estes compostos em composições sólidas ou liquidas, tais como
cápsulas, pílulas, comprimidos, pastilhas, rebuçados, pós, sus pensões ou emulsões. As formas de dosagem unitárias sólidas podem ser cápsulas de gelatina vulgar contendo, por exemplo, agentes tensioactivos, agentes lubrificantes e excipientes como, por exemplo, a lactose, a sacarose e o amido de milho, ou podem ser composições de libertação controlada. Num outro aspecto, os compostos de fórmula geral I e Ia podem apresentar-se sob a forma de comprimidos que se preparam com bases convencionais para comprimidos como, por exemplo, a lactose, a sa carose e o amido de milho em associação com agentes ligantes tais como a acácia, o amido de milho ou a gelatina, agentes de desagregação, tais como o amido de batata ou o ácido algínico, e um lubrificante como, por exemplo, o ácido esteárico ou o es_ tearato de magnésio. As composições líquidas preparam-se dissol_ vendo o ingrediente activo em um dissolvente eventualmente aquoso aceitável sob o ponto de vista farmacêutico que pode incluir também agentes de suspensão, agentes edulcorantes, agentes aromátizantes ou agentes conservantes convencionais.
Para administração por via parenteral estes compostos podem dissolver-se em' unr veículo farmacêutico aceitável sob o po£ to de vista fisiológico .e podem administrar-se quer sob a forma de uma solução quer sob a forma de uma suspensão. Exemplos de veículos farmacêuticos apropriados são a água, o soro fisiológico, soluções de dextrose, soluções de frutose, o etanol ou óleos animais, vegetais ou sintéticos. Este veículo farmacêut_i co pode conter ainda agentes conservantes, tampões, etc., conh£ eidos na técnica.
Quando os compostos se administram por via intratecal podem dissolver-se tambémano fluído cerebroespinal de um modo
-38convencional.
Quando utilizado no presente pedido'dê' patente de invehção:
a) o termo doente diz respeito a um animal de sangue quente como, por exemplo, cobaias, murganhos, ratos, gatos, coelhos, cães, macacos, chimpanzés ou o homem;
b) o termo tratar diz respeito à capacidade dos compostos para tratar, aliviar, ou retardar o avanço da doença do doente;
c) o termo neurodegeneração diz respeito à morte progressiva e desaparecimento de uma população de células nervosas que ocorre de um modo caracterlstico numa doença especial e que conduz a alterações cerebrais.
Estes compostos podem também misturar-se com qualquer veiculo inerte e utilizarem-se em ensaios laboratoriais que per mitam determinar, utilizando técnicas convencionais, a concentração dos referidos compostos no soro, urina, etc. do doente.
De um modo caracterlstico, as doenças neurodegenerativas estão associadas a uma perda de receptores NMDA. Assim os compostas de fórmula geral I e Ia podem utilizar-se em procedimentos de diagnóstico que ajudam os médicos a diagnosticar doenças neurdde.gonerátivas . Utilizando técnicas conhecidas pode proceder, -se à marcação destes compostos com agentes isotópicos e utili. zá-los como agentes de contraste. Estes podem administrar-se depois a um doente de modo a determinar se esse doente apresen ta um número menor de receptores NMDA e qual o grau em que essa
Perda ocorreu.
Os Exemplos seguintes são apresentados para uma ilu£ tração adicional da presente invenção. Estes Exemplos'não devem ser considerados como limitativos da presente invenção, em qualquer sentido.
9«A
EXEMPLO I
Ο objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação de aminoácidos protegidos de fórmula geral III utilizando os métodos descritos no Passo A do Esquema de Reacção I e o método de V. 3.Lee & K. L. Rinehart, J. A*m. Soc. 100 (1978) 4237.
A) /Acido N-benziloxicarbonil-D-aspártico
A 22,9 g (0,564 mole) de hidróxido de sódio em 600 ml de água adicionaram-se 25,0 g (0,188 mole) de ácido D-aspártico e 34,3 ml (0,282 mole) de clorofórmàto de benzilo. Agitou-se a mistura resultante à temperatura ambiente durante 3 dias. Acidi^ ficou-se depois a mistura com ácido clorídrico 6M até pH 1 e e>< traíu-se com 3 x 250 ml de acetato de etilo. Reuniram-se os e>£ tratos, secaram-se sobre sulfato de magnésio e'evaporaram-se para se obterem 50,2 g de um óleo límpido. RMN (90MHz, CDCl^): ί>3,05 (2,bm), 4,65 (l,bm), 5,25 (2,s), 6,2 (l,bs), 7,4 (5,s), 10 (l,bs).
B) Acido N-benziloxicarbonil-3-metil-D,L-aspártico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 19,0 g de ácido N-benziloxicarbonil-3-metil-D, L-aspár. tico, um sólido com ponto de fusão baixo, a partir de 10?0 g (67 mmoles) de ácido 3-metil-D,L-aspártico e de 12 ml (100 mmoles) de cloroformato de benzilo numa solução de 16,7 g (208 mmoles) de hidróxido de sódio a 50% em 125 ml de água.
RMN 1H (90MHz, CDCl^/dgDMSO): Sl,l (3,d), 2,9 (l,dt), 4,4 (l,m), 4,95 (2,s) 5,9 (1,bd ) 7,2)(5,6 ) ' 7,9' (l,bs ) .
C) Acido N-benzoíloarbonil-D-2-aminoadípico
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obt.i veram-se 7,5 g de ácido N-benzoílcarbonil-D-2-aminoadípico, um sólido com um ponto de fusão baixo, a partir de 4,0 g (24,8 mmoles) de ácido D-2-aminoadípico, 4,5 ml (37,2 mmoles) de cloroformato de benzilo e de 6,0 g (74,4 mmoles) de hidróxido de sódio a 50?á em água. RMN 1H (300MHz, CD.Cl^) S 1,65 (2,m)
1,78 (2,m) 2,41 (2,t) 3,8 (l,t) 5,1 (2,s) 7,4 (5,m).
EXEMPLO II objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação dos derivados oxazolónicos de fórmula geral IV ρ'βΐίο,ífnétodo descri_ to no Passo B do Esquema de Reacção I e pelo método de Μ. ITOH, Chem. Pharrn. Buli 17 (1969) 1679.
A) Ester 3b—(f enilmetílico) do ácido R-5-oxo-4-acético-3-oxazolidinocarboxilico
A 16 g de par a-formaldeido e 1 g de ácido para-tolueno-sulfónico em 1 litro de benzeno adicionaram-se 52 g (195 mmoles) de ácido N-benziloxicarbonil-D-aspártico. Aqueceu-se a mistura, após resolução até à ebulição e depois sob refluxo du rante 4,5 horas com remoção azeotrópica da água (sifão de Dean e Starke). Arrefeceu-se depois a mistura e verteu-se sobre 500 ml de ácido clorídrico IN. Extraíu-se a mistura resultante com x 250 ml de acetato de etilo reuniram-se os extractos e lat varam-se bom 2 x 500 ml de uma solução a 5°á de hidrogeno carbonato de sódio. Reuniram-se os extractos de hidroigeno carbonato de sódio, acidificaram-se com ácido clorídrico 6M e extrairam-se depois com 3 x 250 ml de acetato de etilo. Reuniram-se os extractos de acetato de etilo, secaram-se sobre sulfato de magnésio e evaporaram-se para se obterem 25,9 g de um sólido branco de ponto de fusão baixo. RMN (90MHz, CDCl^) S 3,05 (2,m) 4,25 (l,t), 5,05 (2,s), 5,25 (2,dd), 7,2 (5,s), 7,5 (l,bs).
Β) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido S-5-oxo-4-acétitico-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 10,1 g de um sólido com ponto de fusão baixo a partir de 10 g (37 mmoles) de ácido N-benziloxicarbonil-L-aspártico, g de para-formaldeido e de 0,25 g de ácido para-tolueno-sulfónico em 250 ml de benzeno, RMN (90MHz,CDC^) S 3,05 (2,m),
4,25 (l,t) 5,05 (2,s) 5,25 (2,dd·) 7,2 (5,s), 7,5 (l,bs).
C) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido R,S-5-oxo-4~(ácido -metilacético )-3-oxazolidina-carboxllico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 13,5 g de um sólido com um ponto de fusão baixo a par. tir de 18,8 g (67 mmoles) de ácido N-benziloxicarbonil-3-metil-D,L-aspártico, 6 g de para-formaldeído e 0,5 g de ácido para-tolueno-sulf ónico em 500 ml de benzeno. RMN^H(90MHz, CDCl-j)
1,5 (3,d) 3,25 (l,m) 4,2 (l,D) 5,2 (2,s) 5,35 (2,dd), 7,2 (5,6), 9,2 (l,bs).
D) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido R-5-oxo-4-butírico-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obt£ veram-se 5,83 g de um óleo límpido a partir de 7,5 g (24,8 mmoles) de ácido N-benziloxicarbonil-D-2-aminoadípico, 5 g de para-formaldeído e 0,5 g de ácido para-tolueno-sulfónico, RMN (90MHz,CDCl3) 1,7 (2,m) 1,95 (2,m) 2,35 (2,m) 4,3 (l,m) 5,2 (2,s) 5,35 (2,dd) 7,4 (5,s).
EXEMPLO III objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação de cloretos de ácido de fórmula geral V pelos métodos descritos
no Passo C do Esquema de Reacção I e no método de Β. H. Lee e M. 0. Miller, Tetrahsdron Lett., 25 (1984) 927.
A) Ester 3-(fenilmetilico) do ácido R-5-oxo-4-(cloreto de acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico
Adicionaram-se 20 ml de cloreto de tionilo a 9,8 g (35,1 mmoles) de éster 3-(fenilmetilico) do ácido R-5-oxo-4-acético-3-oxazolidinocarboxilico oét aqueceu-se sob refluxo durante 10 minutos. Arrefeceu-se depois a solução e submeteu-se à passagem de uma corrente de azoto anidro até à formação de um resíduo. Concentrou-se depois esse resíduo sob vazio para se obter 10,4 g de um óleo amarelo pouco intenso. RMN (90MHz,
B) Ester 3-(fenilmetilico) do ácido 5-5-oxo-4-(cloreto de acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 10,8 g de um óleo amarelo a partir de 18 ml de cloreto de tionilo e de 10,1 g (36 mmoles) de éster-3-(fenilmetílico) do ácido S-5-oxo-4-acético-3-oxazolidinocarboxílico.
C) Ester 3-(fenilmetilico) do ácido R,S-5-oxo-4-(cloreto de -me t i1-ac e t i1ó)-3-δ x az o1i d ino c ar b ο χ ílico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 7,4 g de um óleo cor de palha a partir de 15 ml de cloreto de tionilo e de éster 3-(fenilmetilico) do ácido R,S-5-ΟΧΟ-4-(cloreto de -metil-acetilo)-3-oxazolidinocarboxílieo.
D) Ester 3-(fenilmetilico) do ácido R-5-oxo-4-(clore-to de butirilo)-3-oxazolidinocarboxilico
Utilizando um método similar ao descrito antes obtiveram-se 6,1 g de um óleo incolor a partir de 8 ml de cloreto de tionilo e de 5,8 g (18,9 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido R-5-oxo-4-butírico-3-oxazolidinocarboxílico.
EXEMPLO IV objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação dos beta-cetona-fosfonatos protegidos de fórmula geral VII ut_i lizando as técnicas de acoplamento descritas no Passo D do Esquema de Reacção I e o método de J. M. Vaslet, N. Collignon e
P. Savignac, Can. 3. Chem., 57 (1979) 3216.
A) Ester 3-(fenilmetilico) do ácido R-4-/*3-(dietoxifosfinil)-2-oxopropilJ7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico
Sob atmosfera de azoto dissolveram-se 25,1 g (165 mmoles) de metilf osf onato de dietilo em 250 ml de te.tr à-hidrq furano e arrefeceu-se a solução até à temperatura de -65°C. Adi cionaram-se a esta solução,gota a gota, durante mais de/15 minutos, 61 ml (165 mmoles) de uma solução 2,7M de n-butil-lítio e agitou-se durante mais 10 minutos mantendo a temperatura de -65°C. Adicionaram-se 34,7 g (182 mmoles) de iodeto de cobre(I) e aqueceu-se a mistura resultante até à temperatura de 530°C depois do que se agitou durante mais 1 hora. Adicionaram-se depois, gota a gota, de modo a manter a temperatura de -30°C 54,2 g (182 mmoles) de éster 3-fenilmetilico do ácido R-5-οχο-4-(cloreto de acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico êm 350 ml de éter e agitou-se a mistura resultante durante mais 18 horas. Verteu-se depois a mistura reaccional sobre 750 ml de água e extraíu-se a mistura aquosa com 3 x 250 ml. Reuniram-se depois os extractos orgânicos, filtraram-se através de uma camada de celite, secaram-se sobre sulfato de magnésio e evaporaram-se para se obter um óleo amarelo pálido. Orna cromatografia rápida
sobre gel de sílica utilizando como eluente acetato de etilo a
(2,s) 5,35 (2,dd) 7,28 (5,5); EM (Cl), M/Z 414 (MH+).
B ) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido S-4-/~3-dietoxifosfinil)-2-oxopropilJZ-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar à citada antes obtiveram-se 5,0 g de um óleo incolor a partir de 10,8 g (36,3 mmoles) de éster 3-fenilmetílico do ácido S-5-oxo-4-(cloreto de acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico, 5,0 g (33 mmoles) de dietilfosfonato de metilo, 12,2 ml (33 mmoles) de uma solução 2,7M de n-butil-lítio e 6,91 g (36,3 mmoles) de iodeto de cobre(I) em 50 ml de tetra-hidrofurano e 50 ml de éter. RMN (300MHz, CDCl^
S 1,25 (6,t) 2,95 (2,d) 3,32 (2,m) 3,98 (4,m) 4,15 (l,m) 5,1 (2,s) 5,35 (2,dd) 7,28 (5,s); EM (Cl), M/Z 414 (MH+).
C) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido 4-Z?3-dietoxifosfinil)-l-metil-2-oxopropil.7-5-oxo-3-(fosfonato de dietilo)-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obtiveram-se 3,17 g de um óleo incolor a partir de 7,4 g (23,7 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido 5-oxo-4-(cloreto de •mefeil acétilo).-3-oxazolidinocarboxílico, 3,28 g (21,5 mmoles) me_ tilfosfonato de dietilo,8,0 ml (21,5 mmoles) de uma solução 2,7M de β-butil-lítio e 4,5 g (23,7 mmoles) de iodeto de cobre(I) em 40 ml de tetra-hidrofurano e 40 ml de éter. RMN (90MHz, CDC13) ^)1,2 (6,t) 1,4 (3,d) 2,95 (2,d) 4,1 (4,m) 5,1 (2,s) 5,25 (2,dd) 7,25 (5,s) MS CCZ), M/Z 428 (MH+).
5. v:
D) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido 4-zC3-(dietoxifosfinil)-l,3-dimetil-2-oxopropil_7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obti^ veram-se 2,1 g de um óleo incolor a partir de 6,9 g (22 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido 5-oxo-4-(cloreto de ^.-metil acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico, 3,32 g (20 mmoles) de etilfosfonato de dietilo e 4,19 g (22 mmoles) de iodeto de cobre(I) em 50 ml de tetra-hidrofurano e 50 ml de éter. RMN (300MHz, CDC13) 1,1 (6,m) 1,12 (3,m) 1,96 (3,m) 3,4 (l,m) 3,6 (l,m) 4,25 (l,m) 5,2 (2,s) 5,35 (2,dd) 7,4 (5,s). EM (Cl) M/Z 442 (MH+).
E) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido R-4-/~3-dietoxifosfinil)-3-metil-2-oxopropilJ7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obti^ veram-se 2,1 g de um óleo límpido a partir de 4,79 g (16,1 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido R-5-oxo-4-(cloreto de acetilo)-3-oxazolidinocarboxílico, 2,43 g (14,6 mmoles) de dietilfosfonato de etilo, 5,40 ml (14,6 mmoles) de uma solução 2,7M de ni-butil-lí tio e 31 g (16,1 mmoles) de iodeto de cobre(l) em 30 ml de tetra-hidrofurano e 40 ml de éter. RMN (9OMH25 CDC13) 1,2 (6,m) 1,25 (3,s) 3,1 (l,m) 3,8 (l,m)4,05 (4,m) 5,1 (2,s) 5,25 (2,dd) 7,2 (5,s) EM Cl M/Z 428 (MH+).
F) Ester 3-(fenilmetílico) do ácido R-4-Z*5-(dietoxif osfjinll (-4-oxopentil_7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico
Utilizando uma técnica similar ã descrita antes obti. veram-se 2,51 g de um óleo límpido a partir de 6,1 g (18,7 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido R-5-oxo-4-(cloreto de butirilo)- 3-oxazolidinocarboxílico, 2,6 g (17 mmoles), de dietilfosfonato de metilo, 6,3 ml (17 mmoles) de uma solução 2,7M —46-
de n-butil-lítio e 3,6 g (18,7 mmoles) de iodeto de cobre(I) em 50 ml de tetra-hidrofurano e 50 ml de éter. RMN (300MHz, CDCl^) S 1,32 (6,t) 1,59 (2,m) 1,80 (l,m) 1,99 (l,m) 2,61 (2m) 3,04 (2,d) 4,13 (4,m) 4,35 (l,m) 5,2 (2,s) 5,35 (2,dd)
7,4 (5,s).
EXEMPLO V objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação de beta-cetona-fosfonatos de fórmula geral I através dos mét£ dos descritos no Passo E do Esquema de Reaeção I.
A) R-4-oxo-5-fosfonorvalina
Em 750 ml de cloreto de metileno e 750 ml de acetonitrilo dissolveram-se 20,0 g (48 mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido R-4-/T 3-(dietoxifosfinil)-2-oxopropil _7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico e arrefeceu-se a solução sob atmosfera de azoto anidro até à temperatura de 0°C. Gota a gota, durante mais de 10 minutos, adicionaram-se 27,6 ml (20,1 mmoles) de iodeto de trimetilsililo, aqueceu-se a solução resultante até à temperatura ambiente e agitou-se durante 4,5 horas. Adicionaram-se depois 20 ml de água e fez-se passar pela mistura reaccional uma corrente de azoto até à obtenção de um residuo.
Tratou-se esse residuo com 250 ml de cloreto de metileno e 200 ml de água. Lavou-se depois a camada aquosa com 10 x 20 ml de cloreto de metileno, 3 x 300 ml de éter etílico e liofilizou-se para se obter um pó amarelo. Retomou-se este pó com um volume mínimo de água e fez-se passar através de uma resina BIORAD AG50W-X8 na forma H+ utilizando como eluente a água. Liofilizaram-se as fracções que reagiram positivamente com a ninidrina, obtendo-se 6,2 g de um sólido esbranquiçado. Retomou-se esse sólido com uma quantidade mínima de água e eluíu-se novamente í
-4Ί através de uma resina BIORAD AG50W-X4 na forma H+ utilizando como eluente a água. Obtiveram-se 4,8 g de um sólido branco. P.F. 154°C (com decomposição). RMN 2H (300MHz, D20) 3,05 (2,dd) 3,35 (2,m) 4,2 (l,m); RMN 31P (121MH2, D20) 12,4 (s);
EM (FAB) M/Z 212 (MH+)
Análise elementar calculada para gNO^P.1/2 H20:
Calculado: C, 27,28; H, 5,04; N, 6,45;
Encontrado: C, 27,27; H, 4,82; N, 6,35.
A perda de peso por termogravimetria está correlacionada com 4,8% em peso de água.
B) 5-4-oxo-5-fosfononorvalina
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obteve-se 0,28 g de um sólido branco a partir de 5,0 g (12 mmoles) de éster 3-(fenilmetllico) do ácido S-4-Z 3-(dietoxif osf inil)-2-oxopropil _7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico e 6,9 ml (48 mmoles) de iodeto de trimetilsililo a 250 ml de diclorometano e
300 ml de acetonitrilo.
P.F. 155°C (com decomposição). RMN (300 MH2, D20) 3,05 (2,dd) 3,35 (2,m) 4,2 (l,m); RMN 31P (121 MH2, D20) 12,4 EM m/z
212 (MH+).
Análise elementar para Ο^Η^θΝΟ^ P.l/2 H20:
Calculado: C, 27,28; H, 5,04; N, 6,45;
Encontrado:C, 27,07; H, 4,98; N, 6,37.
A perda de peso por termogravimetria está correlacio-
nada com 3,9% em peso de água •
C) 3,4-dime ti 1-4-oxo-5-f osf onopOrV.ãhtna
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obtjl veram-se 21,4 mg de um sólido branco a partir de 2,0 g (4,5
Μ8
mmoles) de éster 3-(fenilmetílico) do ácido 4-Z 3-(dietoxifosfinil)-l,3-dimetil-2-oxopropil_7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxIlico e 2,6 ml (18,1 mmoles) de iodeto de trimetilsililo em 100 ml de diclorometano e 100 ml de acetonitrilo. P.F. 72°C (com decom posição) RMN 1H 1,25 (6,m:)? 2,49 (l,m), 4,22 (l,m); RMN 31P (121 MHz, D20) 16,1 (s); EM (FAB) m/z 240 (MH+).
Análise elementar para C^H^^NO^P 1/2 H20:
Calculado : C, 35,15$Η, 5,90; N, 5,86;
Encontrado: C, 34,13; H, 5,16, N,5£22.
A perda de peso por termogravimetria está correlacionada com 7,3% em peso de água.
D) 3-me til-4-oxo-5-f osf ononorvalina
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obtiveram-se 310 mg de um sólido branco a partir de 3,17 g (7,4 mmoles) de éster 3Mhnilmet ilibo) ;-do) ácidoLA-A^^-dietox-ifósfinilO-l-zmetíl—2 ©xopròpilJ/rSTaxoSS-Qjxazolidinocarboxilico e 4,3 ml (30,2 mmoles) de iodeto de trimetilsililo em 200 ml de diclorometano e 200 ml de acetonitrilo. P.F. 145°C (com decomposição). RMN (300
MH
D„0) <bl,35 (3,d) 3,21 (2,dd) 3,61 (6,m) 4,35 (l,m);
RMN
Ρ (121MH , D„0) 11,90; (EM FAB) 226 (MH+)
Análise elementar calculada para NO^, P.l/2 H20:
Calculado: C, 30,78; H, 5,60; N, 5,98;
Encontrado :C, 30,90; H, 5,48; N, 5,93.
A perda de peso por termogravimetria está correlacionada G0Rii)4,3% em peso de água.
E) R-5-metil-4-oxo-5-fosfonoEÍorv.allna
Utilizando uma técnica similar à descrita antes obtiveram-se 70 mg de um sólido branco a partir de 2,1 g (4,9 mmoles) de éster 3-(f enilmetílico ) do ácido R-4-/* 3-(-dietoxif osf inil)
-3-metil-2-oxopropil J?-5-oxo-3-oxazolidinocarboxílico e 2,9 ml (20,4 mmoles) de trimetilsililo em 150 ml de diclorometanoe 150 ml de acetonitrilo. P.F. 140°C (com decomposição).
RMN 1H (300 MHZ, D20) 1,35 (3,m) 3,31 (2,m) 3,54 (l,m) 4,28 (l,m) RMN 31P (121MH , DgO) k 16,3 (s); EM (FAB) M/Z 226 (MH+) Análise elementar para 0^Η^2Ν0^Ρ.1/2 H20:
Calculado: C, 30,78; H, 5,60; N, 5,98;
Encontrado:C, 30,45; H, 5,24; N, 5,86.
A perda de peso por termogravimetria está correlacionada com 5,2% molar de água.
F) Acido R-2-amino-6-oxo-7-fosfono-heptanáico Otilizando uma técnica similar à descrita antes obti.
veram-se 400 mg de um sólido branco a partir de 2,5 g (5,7 mmoles) de éster 3-(fenilmetllico) do ácido R-4-Z*5-(dietoxifosfonil)-4-oxopentil_7-5-oxo-3-oxazolidinocarboxIlico e 3,2 ml (22,8 mmoles) de iodeto de trimetilsililo a 150 ml de diclorometano e 150 ml de acetonitrilo. P.F. 82°C (com decomposição).
RMN 1H (300 MH , d-DMSO) 1,65 (2,m) 1:,90 (2,m) 2,8 (2,m) 3,1
Ζ o
(2,D) 4,4(C1,M); RMN 31P (121 MH ,, D20) 9,3 (s); EM (FAB) 240
(MH+).
Análise elementar calculada para; ' C7H14N06P:
Calculado: C, 31, 15; H, 5,90; N., 5,86;
Encontrado:C, 35, 38; H, 5,60; N, 5,80.
EXEMPLO VI objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação de um beta-cetona-fosfonato de fórmula geral I na qual o símb£ lo B representa um derivado pipérazínico, utilizando os métodos descritos no Esquema de Reacção III.
Acido 4-(2-oxo-3-fosfonopropil)-2-piperazinocarboxílico
Dissolveram-se 1,2 g (7,2 mmoles) do cloridrato do ácido piperazina-2-carboxílico em 25 ml de água e 1,4 g de hidróxido de sódio a 80% e adicionaram-se 2,4 g (9,3 mmoles) de dimetil-l-bromo-2-metoxi-propénil-fosfonato. Agitou-se a solução resultante durante 18 horas sob atmosfera de azoto e acidificou-se depois até pH 3,0 com ácido clorídrico IM. Fez-se passar através da mistura reaccional uma corrente de azoto até à obtenção de um resíduo e tratou-se depois esse resíduo com uma quantidade mínima de água que se fez passar através de uma resina BIORAD Agl-X8 sob a forma de acetato utilizando como eluente a água. Liofilizaram-se as fracções positivas à ninidrina e hidrolisaram-se sob refluxo com 50 ml de ácido clorídrico 6M durante 6 horas. Fazendo passar através da mistura reaccional uma corrente de ar obteve-se um resíduo que se fez passar através de uma resina de permuta iónica Amberlite CG-50 utilizando como eluente a água. Obtiveram-se 71 mg de um sólido branco. RMN XH (300MHz, D O) 3,02 (2,d) 3,3-3,6 (3,m) 3,6-3,8 (2,m) 3,7 (l,m) 3,71 (2,m). RMN 31P (121MHz, D0) 12,25.
EXEMPLO VII objectivo deste Exemplo é demonstrar a preparação de todos os beta-cetona-fosfonatos beta-substituídos de fórmula geral I utilizando o método descrito em LI. Schollkopf, V. Groth, K.— 0. Westphalen e G. Deng, Synthesis (1981) 969.
Síntese de 2-metll-4-oxo-5-fosfonongrválina
A 10,0 g (65,1 mmoles) do cloridrato do éster etílico da D,L-alanina adicionaram-se 6,6 ml (65,1 mmoles) de benzaldeldo
g de sulfato de magnésio e 20 ml de trietilamina em 50 ml de diclorometano e agitou-se a mistura à temperatura ambiente durante 18 horas. Separaram-se os sólidos por filtraçã’0 e par_ tilhou-se o filtrado entre 250 ml de éter e 250 ml de água.
Separou-se a camada orgânica, secou-se e evaporou-se obtendo-se n 7 xi , -j DMM 1 υ (90MH , CDC1,)^1,2 (3,t)
11,3 g de um óleo límpido. RMN H z’ 3 u '
1,4 (3,d) 4,0 (l,m) 4,1 (2,q) 7,4 (5,m) 8,2 (l,s).
Adicionaram-se 2,62 g (12,8 mmoles) do óleo resultante a 200 ml de tetra-hidrofurano e arrefeceram-se até à temperatura de -78°C durante 30 minutos. Adicionaram-se 12,8 mmoles de uma solução 1,0M em hexano de hexametilsililamina-lítio e agitou-se durante 30 minutos. Gota a gota e durante mais de 30 minutos adicionaram-se 3,3 g (12,8 mmoles) de dimetil-3-hromo-2-metoxi-propenil-fosfonato em 75 ml de tetra-hidrofurano, agitou-se a solução resultante e aqueceu-se até à temperatura ambiente durante mais de 18 horas. Verteu-se depois a mistura reaccional sobre 500 ml de água e extraíu-se com 2 x 500 ml de acetato de etilo. Reuniram-se os extractos orgânicos, secaram-se sobre sulfato de magnésio e evaporaram-se até â obtenção de um resíduo que se submeteu a uma cromatografia rápida sobre gel de sílica utilizando como eluente acetato de etilo. Obtiv^e ram-se 1,8 g de um óleo límpido. RMN (300MHz, CDCl-^) 1,23 (3,6) 1,49 (3, s) 3,3-3,8 (11,m) 4,19 (l,q) 4,49 (1,D) 7,5 (m,5) 8,32 (l,s).
A 1,8 g (4,6 mmoles) do óleo resultante adicionaram-se 400 ml de ácido clorídrico 6M e aqueceu-se a mistura até à ebulição e submeteu-se a refluxo sob atmosfera de azoto durante 6 horas. Evaporou-se depois a solução até à obtenção de um resíduo. Retomou-se esse resíduo com 10 ml de etanol e 3 ml de áleo-52ol isopropilico e adicionou-se 1 ml de óxido de propileno. Separou-se. por filtração o sólido resultante· e secou-se obter[ do-se 0,75 g» P.F. 130 C (com decomposição). RMN (300MHz, D2O) 1,55 (3,s) 3,05 (l,ddd') 3,45 (1,dd ) ; EM'(FAB) M/Z . 226'(MH +).
EXEMPLO VIII objectivo deste Exemplo é demonstrar uma hidrólise parcial em que é mantido 0 grupo éster fosfonato no produto final .
5-(hidroximetoxifosfinil)-4-oxonorvalina
Dissolveram-se 3,1 g (11,6 mmoles) de éster etílico de N-(difenilmetíleno)-glicina em 50 ml de tetra-hidrofurano e arrefeceu-se até à temperatura de -78°C sob atmosfera de azoto anidro. Adicionaram-se 12 ml (12 mmoles) de uma solução ÍM em hexano de hexametilsililamina-lítio e agitou-se a solução cor-de-laranja à temperatura de -78°C durante 30 minutos. Adicionaram-se 3 g (12 mmoles) de dimetil-3-bromo-2-metoxipropenil-fosfato e agitou-se a solução aquecendo-a até à temperatura ambiente durante 18 horas. Verteu-se a mistura reaccional sobre 12 ml de água e extraíu-se com 2 x 250 ml de acetato de etilo. Reuniram-se os extractos orgânicos, secaram-se sobre sulfato de magnésio e evaporaram-se até à formação de um resíduo. Submeteu-se esse resíduo a uma cromatografia rápida sobre gel de sílica utilizando como eluente uma mistura de acetato de etilo/he.xano (75:25). Obtiveram-se 3,2 g de um óleo amarelo claro. A 2,63 g (5,9 mmoles) desseaóleo adicionaram-se 50 ml de ácido clorídrico ÍM e submeteu-se a refluxo durante 90 minutos. Evaporou-se a solução resultante até à obtenção de um resíduo que se fez passar sobre uma resina BIORAD 50W:X8H+ utilizando como eluente água. P.F. 111°C (com decomposição).
-53RMN 1H (300 MHz, D20) 8 3,15 (l,d) 3,45 (l,m) 3,61 (3,d) 4,31 (l,m); EM (FAB) M/Z 226 (MH+)
Análise elementar para Ο^Η^ΝΟ^Ρ. 1/2 H20:
Calculado: C, 30,78; H, 5,60; N, 5,98;
Encontrado: C, 3i,n; H, 5,57; N, 6,07.
EXEMPLO IX
Este Exemplo demonstra a preparação das oximas de fór mula geral Ia.
A) 4-(hidroxiimino)-5-fosfononorvalina
Agitou-se durante toda a noite à temperatura de 40°C,
0,25 g (1,1 mmoles) de R-4-oxo-5-fosfononorvalina com 1,0 g (12,2 mmoles) de acetato de sódio e 0,50 g (7,2 mmoles) de cloritrato de hidroxilamina em 5 ml de água. Observou-se o desaparecimento do composto inicial por HPEC, o que indicou o final da reacção. Fe.z-se passar a mistura reaccional através de uma coluna Sephade?/^G-l0 utilizando como eluente água desionizada. Reuniram-se depois as fracções positivas à ninidrina e concentraram-se por liofilização obtendo-se 153 mg (rendimento de 59%) de 4-(hidroxiimino)-5-fosfononjDrvdliiipia sob a forma de um sólido higroscópico branco. P.F. 128°C (com decomposição).
Análise elementar para o produto anidro:
Calculado: C, 26,56; H, 4,90; N, 12,39;
Encontrado: C, 21,13; H, 4,45; N, 9,85.
Por análise termogravimétrica observaram-se 9,7% de perda de peso. EM FAB M+H 227,1; 300 MHz RMN em D20 1H:
4,25 M, 4,15 M (total 1 H) 30 Μ (2H) 3,1, M(2H) 31P (1/11'desacoplado) :14,8 15,75; 13C: 32-34 D, 38, 55, 157D, 177.
Β) 4-(metoxiimino)-5-fosfononorvalina
Utilizando a técnica descrita no Exemplo IX (A) fizeram-se reagir 0,21 g; de R-4-oxo-5-fosfononorvalina e 0,5 g de cloridrato de Q-metil-hidroxilamina obtendo-se, com um rendimento de 52/%, 4-(metoxiimino)-5-fosfononorvalina sob a forma de um sólido higroscópico branco. P.F. 170°C (com decomposição). Análise elementar:
Calculado: C, 30,01; H, 5,46; N, 11,67;
Encontrado:C, 21,22; H, 4,48; N, 8,10.
Perda por secagem por análise termogravimétrica 6,1%
EM FAB: M + H de 241,1.
300 MHz: 1H(D20): 4,1 M(1H), 3,85 D sin/anti(3H), 3,0 M(2H) 2,9M(2H) ^P(1H desacoplado) 15 + 16,4 (sin/anti)
C ) 4-Z(fenilmetoxi)-imino Z7-5-fosfonoBorvállna
Utilizando a^técnica descrita no Exemplo IX (A) fizeram-se reagir 0,2 g de R-4-oxo-5-fosfononorválina e 0,5 g de cloridrato de 0-benzi-hidroxilamina tendo-se obtido 100 mg (rendimento de 33%) de 4-Z(f enilmetoxi )-imino _7-5-fosfononorva lina sob a forma de um pó branco higroscópico. P.F. 153°C (com decomposição).
Análise elementar:
Calculado: C, 45,58; H, 5,42; N, 8,86.
Encontrado: C, 40,08; H, 4,81; N, 7,67; e 9,8% de perda por secagem mediante análise termogravimétrica. EM FAB: M+H 317,1.
300 MHz XH (D20) 7,45 Μ (5H) 5,15 D (2H) 4,1 Μ (IH), 3,0 M (2H), 2,9 Μ (2H). '
D) 4-Z* (2l-feniletoxi)-imino _7-5-f osf ononor.vàlihá:L;
Utilizando a metodologia descrita no Exemplo IX (A-G)
mas utilizando como compostos iniciais R-4-oxo-5-fosfononor!!/àli na e o cloridrato de 0-(2-feniletil)-hidroxilamina pode prepja rar-se a 4-L (2'-feniletoxi)-imino_7-5-fosfononor^àlina.
EXEMPLO X
Este Exemplo demonstra a preparação de um composto de fórmula geral I na qual o símbolo M representa uma hidrazona.
A 4-(benzil-hidrazino )-5-f osfononorvalina pode preparar-se pela metodologia descrita nos Exemplos IX (A-C) mas uti_ lizando como compostos iniciais R-4-oxo-5-fosfononorvalina e o d_i cloridrato de benzil-hidrâzina.
EXEMPLO XI
Este Exemplo demonstra a preparação de ésteres de fÓ£ mula geral Ia.
A) Ester metílico de R-4-oxo-5-fosfononorvállna
A temperatura de 0°C e sob atmosfera de azoto adici£ naram-se, gota a gota, durante mais de 15 minutos, 25 ml de cloreto de acetilo recentemente destilado, a 500 ml de metanol anidro. Adicionaram-se 1,25 g de R-4-oxo-5-fosfononorvãlina e aqueceu-se a mistura resultante até à ebulição e depois submeteu-se a refluxo durante 16 horas. Condensou-se a solução resultante até à obtenção de um óleo que se retomou com 500 ml de metanol anidro fazendo-se passar depois através da solução, uma corrente lenta de ácido clorídrico, enquanto se submetia a mesma solução a refluxo durante 16 horas. Arrefeceu-se a solução resultante, fez-se atravessar por uma corrente de azoto até se.obter um resíduo e fez-se passar esse resíduo através de uma resina Biorad AG1X8 de 200 a 400 malhas (forma de ace·56· tato) utilizando como eluente a água. Liofilizaram-se as frac. ções que continham o produto pretendido, obtendo-se 590 mg de um sólido branco. P.F. 88°C (com decomposição).
Análise elementar:
Calculado: C, 32,01; H, 5,37; N, 6,22;
Encontrado: C, 30,17%; H, 5,90%; N, 5,87%.
Perda por análise termogravimétrica 5,7% moles. EM (FAB) M/Z 226) MH+). 300 MHz RMN 1H (D20) 4,42 (ÍH, e) 3,82 (3H, S.), 3,51 (2H, m) 3,14 (2H, dd). RMN 31P (D^, desacoplado) 11,4 ppm.
B) Ester etílico da R-4-oxo-5-fosfononorvalina
A 250 ml de etanol anidro adicionou-se 0,5 g de R-4-οχο-5-fosfononorvalina e saturou-se a mistura resultante com ácido clorídrico anidro. Submeteu-se a mistura a refluxo dura£ te 5 horas, depois do que se arrefeceu e se evaporou até à obtejq ção de um resíduo. Retomou-se o resíduo resultante com 100 ml de água e liof ilizou-se depois até ã obtenção de um sólido braji co. P.F. 98°C (com decomposição).
Análise elementar:
Calculado: C, 30,50; H, 5,49; N, 5,08; J : Γ
Encontrado: C, 29,51; H, 5,69; N, 5,04.
Perda por secagem por análise termogravimétrica 0,4% moles. EM(FAB) M/Z 240 (MH+). 300 MHz 1H RMN (CD20) 4,42 (ÍH, t) 4,29 (2H, q) 3,51 (2H, m) 3,25 (2M, d) 1,28 (3H, t). RMN 31P (D20, ΤΗ desacoplado 14,6 ppm.

Claims (12)

  1. REIVINDICAÇÕES
    1.- Processo para a preparação de compostos de fórmula ge ral
    HO-P-OR ll
    HO-P-OR cr1r2 CR1R2 c=o
    C=M em gue
    R representa um ãtomo de hidrogénio ou um grupo alquilo Cl-4 ou “CF3;
    -58R^ e R£ representam, cada um, independentemente, um ãtomo de hidrogénio ou um grupo alquilo cicloal quilo, alquilfenilo, -CF^ ou fenilo eventualmente sub£ tituído;
    M representa um grupo .de fórmula geral N-O-R3 ou N-NH-R3 em que R^ representa um átomo de hidrogénio ou um grupo alquilo ou alquilfenilo;
    A representa uma ponte, metilênica ou trimetilénica com portando, qualquer delas, eventualmente, até 2 substituintes escolhidos entre grupos -CF3, alquilo ci_4 · ci cloalquilo, alquilfenilo ou fenilo eventualmente substituído; e
    B representa um grupo ou um grupo de fórmula geral , H-N-CH-COOZ ou H-N-CX-COOZ \n/AcO22
    H em que Z representa um ãtomo de hidrogénio ou um grupo alquilo C^_4, cicloalquilo, trialquilamino, alquilfeni lo ou fenilo eventualmente substituído e X representa um grupo alquilo, alquilfenilo ou trifluorometilo,
    -59ou dos seus sais de adição de acido, sais de adição alcalinos, tautõmeros, isómeros ópticos ou isómeros geométricos aceitáveis sob o pont de vista farmacêutico, com a condição de (a) A representar um grupo metilênico insubstituído e B representar um grupo de fórmula geral ^N-CH-COOZ na qual Z representa um ãtomo de hidrogénio quando R, R^ e R2 representam, cada um, um átomo de hidro génio situação em que o composto não se apresenta na forma de isómero L; (b) pelo menos um dos grupos representados pelos sím bolos R, R^ e R2 representar, um ãtomo de hidrogénio; (c) pelo menos um dos grupos representados pelos símbolos R1 e R2 representar um átomo de hidrogénio quando B representa quer um deriva do piperazínico quer um aminoácido -substituído; e (d) R representar um átomo de hidrogénio quando B representa um derivado oxazolónico; caracterizado pelo facto de:
    (A) para a preparação de compostos de fórmula geral IA na qual B representa um aminoácido, um derivado de um aminoácido, isto ê, um grupo de fórmula geral H2N-CH-COOZ na qual Z representa um áto mo de hidrogénio ou um derivado oxazolónico e R representa um ãtomo de hidrogénio, (a) se submeter um composto de fórmula geral COOH
    A
    H2N-C-COOH na qual
    A tem os significados definidos antes,
    -60a uma reacção de protecção que permite introduzir na amina livre do aminoácido o grupo proteetor carbamato de benzilo para se ob ter um aminoácido protegido de fórmula geral
    COOH
    A
    PgNH-C-COOH na qual
    A tem os significados definidos antes, e Pg representa o grupo proteetor carbamato de benzilo, (b) se fazer contactar o composto resultante de fórmula geral III com paraformaldeído, o que permite ainda proteger o aminoáci. do, para o converter em um derivado oxazolõnico de fórmula geral
    COOH
    A na qual
    A e Pg têm os significados definidos antes, (c) se fazer contactar a oxazolona resultante com cloreto de tio nilo, o que permite introduzir uma função cloreto de ãcido na mo lécula para se obter um cloreto de ácido de fórmula geral COC1
    I
    A
    PgN '30
    -61na qual
    A e Pg têm os significados definidos antes, (d) se submeter o cloreto de ãcido resultante a uma reacção de acoplamento, eventualmente na presença de um metal de transição como catalisador, com um fosfohato de fórmula geral
    M+ CR^-PO-(OY) 2na qual cada um dos símbolos Y representa um grupo alquilo Cl-4' e R2 têm·os significados definidos antes, e
    M representa um catião apropiado, para se obter um composto de fórmula geral ·
    YO-PO-OY
    R1CR
    CO
    A na qual
    A, Rj, Rj e Y têm os significados definidos antes, (e) se submeter a molécula -ceto-fosfonato a uma reacção de des protecção removendo todos os grupos protectores, para se obter um composto de fórmula geral
    HO-PO-OH
    RlÇR2
    CO
    62H2N λ
    COOH na qual
    R^, R2 e A têm os significados.definidos antes, e (f) se esterificar, eventualmente, o composto de fórmula geral I preparado em (e) para se obter um outro composto de fórmula geral
    HO-PO-OH
    RiÇR2 co
    A
    H2N cooz na qual
    R^, R2 e A têm os significados definidos antes, e Z não representa um ãtomo de hidrogénio.
    (B) para a preparação de compostos de fórmula geral I na qual B representa um grupo piperazínó e Z representa um ãtomo de hidrogénio .
    (a) se submeter a uma reacção de N-alquilação um derivado piperazlnico de fórmula geral
    -63'Ν'
    Η
    COGY na qual
    Y representa um grupo alquilo , e um halogeno-enol-fosfonato de fórmula geral
    OY OE
    Br-A-C=C—PO (OY) na qual
    R^ e A têm os significados definidos antes,
    E representa um grupo alquilo Cj_4 ou CF3, e cada um dos símbolos Y representa, independentemente, um grupo alquilo C^_4, para se obter um'enol-fosfonato de fórmula geral
    YO-PO-OE
    OY
    K‘ l
    H
    COOY na qual
    Y, E, R^ e A têm os significados definidos antes, (b) se submeter depois o composto resultante de fórmula geral X a uma hidrólise que permite remover os grupos protectores e trans formar o grupo enol em uma função carbonilo para se obter um com posto de fórmula geral
    HOjPO-OR R. CH xl c=o
    A
    Ν'
    COOH na qual
    R, Rj e A têm os significados definidos antes, e (c) se esterificar, eventualmente, o composto de fórmula geral I preparado em (b) para se obter um outro composto de fórmula geral
    HOjPO-OR
    R-CH ^N^^COOZ <5- na qual
    R, e A têm os significados definidos antes, e Z não representa um ãtomo de hidrogénio;
    (C) para a preparação de compostos de fórmula geral I na qual B representa um aminoácido -substituído, isto é, um grupo de ' fórmula geral ^N-CX-COOZ na .qual Z representa um átomo de hidro génio, (a) se submeter a uma reacção de alquilação um composto de fõrmu la geral na qual
    X têm os significados definidos antes, e um composto de fórmula geral IX, citada antes, para se obter um composto de fórmula geral
    YO-PO-OE
    RjC
    C-OY . na qual
    X, A, R^, E e Y têm os significados definidos antes, (b) se submeter o composto de fórmula geral XII preparado em (a) a uma hidrólise que permite a remoção dos grupos protectores pa ra se obter um composto de fórmula geral
    HO-PO-OR
    I
    RjCH
    CO
    00H h2n na qual
    R, R1Z X e A têm os significados definidos antes, e (c) se esterificar, eventualmente, o composto de fórmula geral I preparado em (b) para se obter um outro composto de fórmula geral
    HO-PO-OR
    R-^H
    CO
    A X /^COOZ
    H2N na qual
    R, R^, X e A têm os significados definidos antes, e * *5
    Z não representa um átomo de hidrogénio;
    (D) para a preparação de compostos de fórmula geral Ia, se subme ter um composto de fórmula geral I a uma reacção de condensação quer com uma oxima quer com um derivado hidrazínico de fórmula geral h2M na qual
    M tem o significado definido antes; ou (E) para a preparação de compostos de fórmula geral I na qual B representa um aminoácido substituído se submeterem a uma reacção de alquilação os compostos de fórmula geral
    OY OE X
    II I
    Br-A-C=C-PO(OY) e Ph-CH=N-CH
    I I
    E, COOA19 em que
    Alq representa um grupo alquilo C^_^,
    Ph representa um grupo fenilo, e ϊ, Ε, A, Rj e X têm.os significados definidos antes, e de se submeter o produto resultante a uma.hidrólise ácida.
  2. 2.- Processo de acordo com a reivindicação 1, para a pre paração de compostos de fórmula geral I ou Ia em que A represen ta um grupo metileno, caracterizado pelo facto de se utilizarem compostos iniciais correspondentemente substituídos.
  3. 3. - Processo de acordo com a reivindicação 1, para a pre paração de compostos de fórmula geral I ou Ia em que A represen ta um grupo trimetileno, caracterizado pelo facto de se utiliza rem compostos iniciais correspondentemente substituídos.
  4. 4. - Processo de acordo com a reivindicação 2, para a pre paração de compostos de fórmula geral I ou Ia em que R represen ta um ãtomo de hidrogénio ou um grupo alquilo. , caracteriza do pelo facto de se utilizarem compostos iniciais correspondentemente· substituídos.
  5. 5. - Processo de acordo com a reivindicação 4, para a preparação de compostos de fórmula geral I ou Ia em que R^ represen ta um átomo de hidrogénio ou um grupo alquilo' C^_^, caracterizado pelo facto de se utilizarem compostos .iniciais correspondente mente substituídos.
  6. 6. - Processo de acordo com a reivindicação 1, para a preparação de compostos de fórmula geral I ou Ia em que B representa um grupo de fórmula geral ^N-CX-CGOZ, caracterizado pelo fac to de se utilizarem compostos iniciais correspondentemente substituídos .
  7. 7.- Processo de acordo com a reivindicação 1, para a preparação de compostos de fórmula geral I ou Ia em que B representa um grupo de fórmula geral
    69«ζ?
    /Η\ \ίΖ“2Ζ '
    I
    Η caracterizado pelo facto de se utilizarem compostos iniciais cor respondentemente substituídos.
  8. 8.- Processo de acordo.com a reivindicação 1, para a preparação de compostos de fórmula geral I ou Ia em que X representa um grupo
    N j° ' caracterizado pelo facto de se utilizarem compostos iniciais cor respondentemente substituídos.
  9. 9. - Processo de acordo com a reivindicação 6, para a preparação de compostos de fórmula geral I ou Ia em que Z representa um átomo de hidrogénio, caracterizado pelo facto de se utilizarem compostos iniciais correspondentemente substituídos.
  10. 10. - Processo de acordo com a reivindicação 2, caracterizado pelo facto de o grupo metileno comportar como substituinte um grupo alquilo C^_^·
  11. 11. - Processo para a preparação de composições farmacêuti cas apropriadas para o tratamento, por exemplo, da epilepsia, de um grande número de doenças neurovegetativas, da ansiedade e de espasmos musculares; para impedir alterações isquémicas/hipõxicas no tecido cerebral; ou para provocar.um efeito analgésico; caracterizado pelo facto de se misturar, como ingrediente activo, uma quantidade eficaz de um composto de fórmula geral I preparado pelo processo de acordo com a reivindicação 1 e que apresenta acção antagonista dos efeitos dos aminoácidos excitatõrios sobre o complexo dos receptores activados pelo N-metil-D-asparta to (receptores NMDA).
  12. 12, - Método para o tratamento de, por exemplo, epilepsia, um grande número de doenças neurovegetativas, ansiedade ou espais mos musculares; ou para impedir alterações isquémicas/hipõxicas no tecido cerebral; ou-para provocar um efeito analgésico, carac terizado.pelo facto de se administrar ao doente entre, aproximadamente, 1 mg e, aproximadamente,. 500 mg/Kg/dia de um composto de fórmula geral I preparado pelo processo de acordo çom a reivindicação 1 e que apresenta acção antagonista dos efeitos dos aminoácidos excitatõrios sobre o complexo dos receptores NMDA.
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